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Geosciences

IBGE brings together databases from different transport modes to map the transportation logistics in Brazil

The information used were organized into two large groups.

Section: Geosciences | IBGE

July 13, 2026 10h00 AM | Last Updated: July 13, 2026 07h01 PM

As for rail transport, registries from CAFEN and SIADE were used. - Photo: Marcelo Câmara/Agência Brasil.

The survey Transportation Logistics 2024, developed by the IBGE within the series Geographic Network and Flows, consolidates information from a number of institutions to depict the logistics infrastructure in Bazil and the freight flows connecting municipalities, regions and countries. The study, released this Monday (13), is part of the infrastructure and freight movement data, and provides an encompassing view of the movement of inputs, goods and freight across the national territory.

The information used was organized into two large groups. The former gathers data about the transportation infrastructure, including roads, railways, airports, ports and pipelines. The latter encompasses freight flows, developed from administrative records of regulatory agencies  and specialized studies, such as the  National Traffic Counting Plan (PNCT), of the National Department of Transportation Logistics (DNIT).

In order to represent infrastructures, the IBGE used updated geographic databases from each transport mode, showing their location, extent and role in territory integration. As for rail transport, for example, the Institute adopted the Network Reports (DRs) made available by the National Land Transport Agency (ANTT), which provides technical-operational data on rail concessionaires.  The survey considered  railway lines, freight terminals, and rail yards in 2023, complemented by data of 2024 whenever available.

As for the road mode, the survey used the geometric base of the National Road System (SNV), made available by DNIT, together with traffic counting data and registries of freight transportation operations  . Information about municipal headquarters was also included by the IBGE, as fundamental elements for the analysis of flows of goods between different localities.

The airport infrastructure was represented by civil airstrips registered and homologated by National Civil Aviation Agency (ANAC). The national databases were complemented by georeferenced data from the international platform OurAirports, allowing the visualization of fright connections between Brazil and other countries.

In the case of pipelines, the study used a consolidated database made available by the Ministry of Transportation, including  oil, gas, mineral and mineral pipelines and aqueducts. In order to increase understanding of the logistics of the energy sector, information from the Energy Research Office (EPE) about refineries, oil exploration blocks and gas processing units.

The waterway infrastructure was developed from data provided by the á National Waterway Transport Agency (ANTAQ) and the National Observatory of Transportation and Logistics (ONTL). The survey includes organized ports and terminals for private use (TUP), besides connections between Brazilian facilities and international ports. 

Fluxos de carga revelam dinâmica dos modais

Além de mapear a infraestrutura disponível, a pesquisa buscou representar os fluxos de cargas que percorrem o território brasileiro. Nos modais ferroviário e aquaviário, os dados abrangem a totalidade dos fluxos registrados pelas respectivas agências reguladoras, com detalhamento das mercadorias transportadas.

No transporte ferroviário, foram utilizados registros do Cadastro Ferroviário Nacional (CAFEN) e do Sistema de Acompanhamento e Desempenho Operacional das Concessionárias (SIADE), da ANTT. As informações permitem acompanhar, por origem e destino, a movimentação de cargas entre estações, terminais e pátios ferroviários, identificando os principais corredores logísticos do país.

No modal rodoviário, os pesquisadores combinaram duas fontes complementares: os resultados do Plano Nacional de Contagem de Tráfego (PNCT) e os registros do sistema de Pagamento Eletrônico de Frete (PEF). A contagem volumétrica possibilita estimar a intensidade do tráfego de veículos pesados em diferentes trechos da malha rodoviária, enquanto os dados do PEF permitem analisar as operações realizadas por Transportadores Autônomos de Carga (TAC).

Para destacar os principais eixos de circulação, o IBGE agrupou os veículos de carga em duas categorias: caminhões de até cinco eixos e veículos com seis ou mais eixos. A classificação possibilita identificar tanto os trechos utilizados para cargas diversificadas quanto aqueles associados ao transporte de grandes volumes de commodities agrícolas e minerais.

Os registros do Pagamento Eletrônico de Frete também serviram para construir matrizes origem-destino dos fluxos rodoviários de mercadorias. Embora não informem o volume efetivamente transportado, os dados revelam a intensidade das relações logísticas entre municípios e permitem identificar importantes áreas de produção, armazenamento e distribuição.

No transporte aéreo, os fluxos foram elaborados com base nos registros de movimentação de carga da ANAC. As informações contemplam rotas nacionais e internacionais e apresentam os volumes transportados em toneladas, embora sem detalhamento do tipo de mercadoria.

Já no modal aquaviário, a principal fonte utilizada foi o Sistema de Desempenho Portuário (SDP), da ANTAQ. O sistema reúne informações sobre origem e destino das cargas, modalidade de navegação e classificação das mercadorias segundo a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), permitindo análises detalhadas da movimentação portuária brasileira.

Plataforma interativa amplia acesso aos dados

Como resultado do trabalho, foram produzidos 32 mapas temáticos sobre o transporte de cargas, incluindo três mapas multimodais que apresentam os fluxos de mercadorias estratégicas para a economia brasileira. Todo esse conteúdo está disponível na Plataforma Geográfica Interativa (PGI) do IBGE.

A ferramenta permite que usuários consultem fluxos por modal, produto, origem ou destino, personalizem visualizações cartográficas e façam download dos dados em diferentes formatos. Com isso, a pesquisa amplia o acesso a informações estratégicas sobre a logística nacional e oferece subsídios para estudos acadêmicos, planejamento territorial e formulação de políticas públicas voltadas à infraestrutura e ao transporte de cargas.



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