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2022 Census

2022 Census: IBGE launches printed version of publication with portrait of Indigenous Peoples

Section: IBGE | Adriana Gonçalves Saraiva e Marcelo Benedicto

June 18, 2026 10h00 AM | Last Updated: June 18, 2026 05h11 PM

The second edition incorporates IBGE's formal standardization and publishing protocols - Illustration:Róbsom Aurélio Soares de Loiola

In Brazil, Portuguese is the predominant language, but many languages ​​are spoken in the country. Among indigenous peoples, for example, there are 295 languages, according to the 2022 Population Census, which improved the official portrait of the indigenous population residing in the country. After IBGE enumerators visited all locations, it was found that the number of indigenous residents had practically doubled compared to the 2010 Census. There are 1.7 million indigenous people, distributed among 391 ethnic groups, peoples, or groups.

This and other pieces of information are in the publication released today (June 18th) by the IBGE. The volume presents the results of the 2022 Population Census: Indigenous Ethnic Groups and Languages, originally released online on October 24, 2025, a version that had not been submitted to formal standardization and editing protocols. This second edition updates the originally released digital content, incorporating the adjustments aligned with these protocols. You can access the full results here or purchase the print publication in the Virtual Shop.

The remainder is temporarily in Portuguese.

As três etnias mais populosas são Tikúna (74.061), Kokama (64.327) e Makuxí (53.446). Dentro de Terras Indígenas foram registrados 335 etnias, povos ou grupos indígenas em 2022, número acima daquele de 2010, que foi 250. Por outro lado, fora de Terras Indígenas registraram-se 373 etnias, em 2022, frente a 300, em 2010.

O número mais elevado de etnias foi verificado em São Paulo: com 271 etnias declaradas em 2022, uma ampliação em relação a 2010, quando foram identificadas 210 etnias. Em seguida, Amazonas, com 259 etnias, povos ou grupos indígenas, comparado a 150 em 2010; e a Bahia, com 233 etnias, frente a 165 em 2010.

A publicação revela, também, que em todas as Unidades da Federação, com exceção do Amapá, ocorreu aumento do total de etnias, com destaque para Amazonas, Bahia e Goiás, que apresentam as maiores ampliações, em termos absolutos; já os Estados com maior aumento percentual foram Mato Grosso do Sul, Roraima e Tocantins.

Nas Terras Indígenas, foram declaradas 249 línguas faladas em 2022, superando-se o quantitativo recenseado em 2010, que era de 214 línguas. As quatro línguas com maior número de falantes são: Tikúna (51.978); Guarani Kaiowá (38.658); Guajajara (29.212); e Kaingang (27.482). No Censo Demográfico 2022, 474.856 (29,19%) pessoas indígenas com 2 anos ou mais falavam ou utilizavam línguas indígenas no domicílio, sendo 372.001 delas em Terras Indígenas, o que corresponde a 78,34% do total de indígenas falantes de línguas indígenas e a 63,35% da população indígena com 2 anos ou mais de idade em Terras Indígenas.

Fora das Terras Indígenas, foram enumeradas 102.855 falantes de línguas indígenas, o que corresponde a 21,66% dos falantes. Entre os indígenas fora de Terras Indígenas em situação urbana, 68 675 (8,36%) falavam ou utilizavam línguas indígenas, enquanto na situação rural esse quantitativo era de 34 180 (15,67%) pessoas.

As estatísticas sobre etnias e línguas indígenas estão disponíveis nos recortes:

Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, Municípios, Amazônia Legal, Amazônia Legal por Unidades da Federação, Terras Indígenas, Terras Indígenas por Unidades da Federação e Coordenações Regionais da Funai. O recenseamento dos povos indígenas foi realizado pelo IBGE, com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), Fundo de População das Nações Unidas (United Nations Population Fund - UNFPA); Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério da Defesa, Força Aérea Brasileira (FAB) e das lideranças e organizações representativas dos povos indígenas.



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