Census of the Population Experiencing Homelessness
Salvador hosts launch of the 1st unprecedent pilot test of the Census of the Population Experiencing Homelessness
June 09, 2026 05h25 PM | Last Updated: June 12, 2026 11h16 AM
This report is being updated.*
The launch of the first pilot test of the National Census of the Population Experiencing Homelessness took place this Tuesday (9), in Salvador (BA). This unprecedented initiative by the IBGE will also be tested in four other capitals throughout June and July and is a result of a partnership with municipalities and institutions, with the aim of evaluating and improving the methodology of the operation.
The day's program began at 2 pm, at the Center for Afro-Oriental Studies of the Federal University of Bahia (UFBA). The opening panel of the event included the president of the IBGE, Marcio Pochmann; the superintendent of the IBGE in Bahia, André Urpia; Jamile Soares, from the Corra Pro Abraço (Run for a Hug) project; Matheus Mello, representative of the Municipal Secretariat for Social Promotion, Poverty Reduction, Sports and Leisure of Salvador (SEMPRE); and Elaine Lubarino, from the Intersectoral Committee for Monitoring and Evaluation of the National Policy for the Population Experiencing Homelessness (CIAMP-Rua).
The discussions were moderated by José Daniel Castro da Silva, general coordinator of the IBGE's Center for INformation Documentation and Dissemination (CDDI).
The launch event aims to celebrate the integration of the IBGE with municipalities and other mobilizing agents, as well as to publicize and operationalize the initial experiences of the Census. The pilot test will evaluate the data collection instruments, the composition of the technical teams—which, due to the unprecedented nature of the operation, will include facilitators—and the logic of the territory's route.
The remainder is temporarily in Portuguese.
“Uma coisa que a gente tem visto aqui, muito dentro do IBGE, é o envolvimento e compromisso com essa missão de realizar esse primeiro Censo, no caso nosso, do nosso quinhão, do estado da Bahia e dos municípios que foram determinados para fazer essa coleta”, afirmou Urpia logo no início do evento.
Em seguida, Jamile Soares declarou: “Pra gente, é um momento que demarca uma crescente preocupação com a população em situação de rua, tentando contribuir com essa visibilidade. A gente sabe, historicamente, como a população em situação de rua tem vivido”.
Pela assistência social de Salvador, Matheus Mello destacou a falta de padronização dos dados sobre a população em situação de rua. “Eram dados do Cadastro Único que, em algum momento, não batem com dados do Censo; ou seja, a gente carecia de uma metodologia. Porque, quando a gente ia pensar um censo a nível de Brasil, várias vezes eram sempre dados que eram segregados”, concluiu.
Após as falas das autoridades, foi exibido um vídeo com depoimentos de servidores do IBGE, pessoas em situação de rua, movimentos sociais e pesquisadores do tema, falando sobre a importância do Censo para o planejamento de políticas públicas. Os depoimentos foram concedidos durante a realização do Workshop de Experiências em Censos de População de Rua, no Rio de Janeiro.
A conclusão das apresentações da primeira mesa do evento ficou a cargo do presidente do IBGE, Marcio Pochmann, que reconheceu que o “Brasil tem especificidades que exigem um esforço adicional. E esse esforço vem sendo construído agora no que diz respeito à realização desse Censo de uma parcela dos brasileiros que não têm um endereço fixo, que não têm um domicílio permanente e que, portanto, estão submetidos às condições de vida próprias do espaço público”.
Operação técnica do Censo
Na sequência, para a composição da mesa técnica, estiveram presentes Vladimir Miranda, diretor-adjunto de Pesquisa do IBGE; Cláudia Amorim, coordenadora-geral de Operações Censitárias (CGOC); e Giulia Scappini, coordenadora técnica dos censos demográficos. Miranda reforçou a importância histórica do planejamento: “Essa construção desse Censo da População de Rua, como o pessoal falou, é uma construção que só é possível com a participação da sociedade. A gente sabe que é uma demanda antiga”, declarou.
No mesmo sentido falou Scappini. A coordenadora dos censos apresentou uma linha do tempo com iniciativas voltadas para atender e contar as pessoas que vivem na rua. Também apresentou detalhes sobre a abordagem ao público e a metodologia para o levantamento dos dados. “A gente se baseou muito nas experiências que já existem. Então, nas experiências internacionais de censos nacionais de população, nas experiências regionais e nas experiências de censos municipais, que são amplas”, explicou.
Amorim complementou a apresentação com informações sobre a composição da equipe do Censo: “Essa estrutura censitária é bastante parecida com os demais censos do IBGE, não muda muita coisa — uma coisa ou outra, bem pontual. O diferencial maior é esse ponto focal. São agentes externos ao IBGE, indicados pelas prefeituras; por isso que é necessário esse apoio, essa interlocução.”
Ao final do evento, o público presente tirou dúvidas sobre parcerias, saúde mental, formas de abordar o público do Censo e turnos de trabalho dos profissionais da coleta. O encerramento foi feito por Sueli Oliveira, coordenadora nacional do Movimento População de Rua. Mulher negra, com histórico de sete anos em situação de rua, Oliveira enfatizou que é possível superar essa condição e lembrou de Maria Lúcia Santos Pereira da Silva, César de La Roca e Marcos Cândido, lideranças que já faleceram: “a gente não pode, em momento algum, esquecer dessas três pessoas”.
Os próximos lançamentos do Censo Nacional da População em Situação de Rua estão previstos para Goiânia (GO), no dia 11 de junho, às 10h, no auditório da SES/GO, na Rua 85, 971. A segunda etapa segue em Manaus (AM), no dia 30 de junho, às 10h; Belo Horizonte (MG), no dia 1º de julho, às 10h; e Florianópolis (SC), no dia 2 de julho, às 14h. Os locais dessas três últimas cidades ainda serão divulgados.
Os eventos seguirão um formato padrão em todas as cidades. A programação inclui uma mesa de abertura, seguida pela apresentação técnica do projeto, com duração de 30 minutos. Os detalhes da operação são apresentados por técnicos da Diretoria de Pesquisas (DPE), da Diretoria de Geociências (DGC) e da Coordenação-Geral do Censo.
A programação completa pode ser acessada no site da operação e a transmissão será feita pelo IBGE Digital. Confirme sua presença informando a cidade de interesse por [email protected].
Lançamentos regionais anteriores e workshop com experiências de censos
Os lançamentos regionais do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua já tiveram etapas anteriores realizadas em abril, marcando o início da mobilização nacional em torno da iniciativa. As primeiras atividades ocorreram em Belém (PA), no dia 27 de abril, seguidas pelo Rio de Janeiro (RJ), em 28 de abril, e por São Paulo (SP), no dia 30 de abril, reunindo gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil.
Os eventos inaugurais contaram com apresentações técnicas do projeto e destacaram o caráter inédito do levantamento, voltado exclusivamente à população em situação de rua. A realização das etapas regionais reforça a estratégia do IBGE de ampliar o diálogo com diferentes territórios e atores locais, consolidando um processo participativo na construção de uma operação estatística de alcance nacional.
Também como etapa preparatória ao Censo, o IBGE realizou o Workshop de Experiências em Censos de População de Rua, reunindo especialistas, gestores públicos, pesquisadores, coordenadores de operações censitárias e representantes da sociedade civil de diversas regiões do país. O encontro teve como objetivo compartilhar experiências, discutir metodologias e incorporar contribuições de diferentes atores envolvidos com a temática da população em situação de rua.
O workshop foi realizado no Rio de Janeiro (RJ), nas instalações da Advocacia-Geral da União (AGU), e incluiu oficinas participativas que promoveram o debate sobre instrumentos de coleta, desafios de abordagem em campo e estratégias para garantir a qualidade e a representatividade dos dados. As atividades reforçaram o caráter colaborativo da iniciativa, assegurando que a construção do Censo considere diferentes perspectivas e realidades territoriais.
Lançamento da Primeira Prova Piloto do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua - Bahia
Data:09/06
Horário: 14h
Local: CEAO na UFBA Praça Gen. Inocêncio Galvão, 42 - Dois de Julho - Salvador - BA
Transmissão: IBGE Digital
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