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Indústria nacional

Indústria varia -0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas

Dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (3), pelo IBGE.

Editoria: Estatísticas Econômicas | Pedro Renaux

03/07/2026 09h00 | Atualizado em 03/07/2026 09h11

Influências negativas mais intensas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis - Foto: Marco Charneski/Agência Petrobras

A produção industrial variou –0,2% em maio, na comparação com abril, o primeiro resultado negativo após quatro meses seguidos de alta. Com esse resultado, a indústria está 4,5% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,0% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (3), pelo IBGE.

 

Entre as atividades, na comparação com abril, as influências negativas mais intensas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%).

“Ambas as atividades interromperam cinco meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumularam ganhos de 17,1% e 7,4%, respectivamente”, diz o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele afirma ainda que álcool etílico e gasolina exerceram as maiores pressões negativas em derivados do petróleo, enquanto minério de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural puxaram o recuo da indústria extrativa.

Já entre as atividades com avanço na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%) exerceram as principais influências. “A indústria farmacêutica interrompeu quatro meses consecutivos de queda, enquanto o setor automobilístico marca o seu quinto mês seguido de crescimento impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças. Já produtos químicos eliminou o recuo de 2,8% registrado em abril”, analisa o gerente da pesquisa.

Outros impactos positivos vieram dos setores de metalurgia (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,7%), outros equipamentos de transporte (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com abril, bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%) tiveram o maior recuo e intensificaram o resultado negativo de abril (-0,3%). Bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%) também registraram taxas negativas. Enquanto bens de consumo duráveis (3,6%) foram o único resultado positivo, eliminando o recuo de 3,1% de abril, quando interrompeu três meses consecutivos de expansão.

Produção industrial varia 0,2% frente a maio de 2025

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria variou 0,2% em maio de 2026, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 8 dos 25 ramos, 27 dos 80 grupos e 39,0% dos 789 produtos pesquisados.

As atividades que exerceram as principais influências positivas foram coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,7%), indústrias extrativas (3,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,2%) impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens óleo diesel, álcool etílico, querosenes de aviação e naftas, na primeira; óleos brutos de petróleo e gás natural, na segunda; automóveis, autopeças e veículos para o transporte de mercadorias, na terceira; e medicamentos, na quarta.

Entre as atividades que recuaram, produtos alimentícios (-3,7%) e máquinas e equipamentos (-9,5%) exerceram as maiores influências. Destaque também para os impactos negativos dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,7%), produtos de metal (-4,0%), celulose, papel e produtos de papel (-2,7%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%), produtos têxteis (-5,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,3%) e bebidas (-2,6%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (1,5%) e bens intermediários (1,4%) assinalaram os resultados positivos entre as grandes categorias econômicas. Já bens de consumo semi e não duráveis (-1,1%) e de bens de capital (-6,7%) tiveram taxas negativas.

Acumulado no ano cresce 1,4%

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a indústria avançou 1,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 8 dos 25 ramos, 28 dos 80 grupos e 42,1% dos 789 produtos pesquisados.

Por atividades, as principais influências positivas foram indústrias extrativas (7,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,1%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural, na primeira; e álcool etílico, óleo diesel, querosenes de aviação, naftas e óleos combustíveis, na segunda. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,5%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,2%) e de produtos alimentícios (1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os cinco primeiros meses de 2026 mostrou maior dinamismo para bens intermediários (2,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,5%). Bens de consumo duráveis (0,6%) também apontou resultado positivo. Já bens de capital (-6,2%) assinalou a única taxa negativa, pressionado, em grande medida, pela menor fabricação de bens de capital de uso misto (-15,7%), agrícolas (-16,9%) e para fins industriais (-4,5%).

Saiba mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade.

Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PIM Brasil, referente a junho de 2026, será em 4 de agosto.

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