Do campo para a nossa mesa 28/05/2017

Editoria: Revista Retratos Produto:

Sem pestanejar, Laerte Luiz da Rosa conta que enquanto viver não pensa em abandonar a agricultura: “O campo é minha vida. Eu capino, roço, trabalho motosserra, faço cerca, faço curral de boi, planto quiabo, pimentão, abobrinha, jiló, berinjela, aipim e goiaba”.

Localizado em Magé, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, o sítio de seu Laerte, chamado de Vala Preta, tem quatro hectares de extensão, medida equivalente a 40.000 m2 ou a quatro estádios de futebol do tamanho do Maracanã. Para onde se olha, o verde das plantações chama a atenção. As várias culturas, como o próprio agricultor acima mencionou, parecem confirmar a frase de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal: “nessa terra em se plantando tudo dá”.

“Aqui onde estou hoje era uma capoeira. Dentro dela a gente arrumava um pé de inhame para fazer sopa. Começamos nos alimentando do produto que já tinha dentro dessa terra. Eu e meu falecido pai fomos os primeiros a plantar abóbora italiana aqui na região”, lembra seu Laerte. Na empreitada, contaram com a ajuda de dois irmãos que mais tarde desistiram do campo.

Segundo o último Censo Agropecuário, realizado em 2007, no Brasil há cerca de 4.367.902 estabelecimentos rurais similares ao Vala Preta. São os chamados agricultores familiares, definição que foi formalizada pela lei Nº 11.326, de 24 de julho de 2006. Para assim ser considerado, o proprietário rural precisa se enquadrar em um conjunto de critérios (ver coluna à direita), o que o credencia para buscar financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Por Marcelo Benedicto
Imagem: Licia Rubinstein
Video: Mônica Marli

 

 

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