90 anos
Paraná sedia seminário "Meu Parceiro, Meu Brasil, Nosso IBGE" em comemoração aos 90 anos do Instituto
24/06/2026 14h38 | Atualizado em 24/06/2026 14h42
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou, nesta terça (23), em Curitiba (PR), o seminário “Meu Parceiro, Meu Brasil, Nosso IBGE”, dando continuidade à programação comemorativa pelos 90 anos da instituição. O evento ocorreu das 14h às 18h, no auditório Professor Ulysses de Campos, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), reunindo servidores, representantes de instituições parceiras, comunidade acadêmica e gestores públicos.
A iniciativa teve como principal objetivo ampliar o diálogo com parceiros institucionais e fortalecer o papel do IBGE na produção e disseminação de informações estatísticas e geocientíficas essenciais para o planejamento e a gestão pública, além de contribuir para o conhecimento detalhado da realidade brasileira.
A programação contemplou temas ligados às nove áreas estruturantes do Instituto: Administrativo; Coleta; Disseminação; Geociências; Parcerias; Pesquisas; Superintendências Estaduais e Agências; Tecnologia; e Treinamento e Formação. As apresentações e debates reforçaram a importância da produção de dados confiáveis e atualizados, essenciais para subsidiar políticas públicas e iniciativas da sociedade.
Integraram a primeira mesa do evento: Tobias Faria, superintendente estadual do IBGE no Paraná; Janete Stoffel, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS); Silvana Philippi Camboim, professora do curso de Engenharia Cartográfica e Agrimensura da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Fábio Marcelo Breunig, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Lineu Alberto, coordenador de Estatística e Ciência de Dados da Pró-Reitoria de Planejamento e Dados da UFPR; e Ricardo Michael Silveira, vice-coordenador do curso de Geologia da UFPR.
Durante o encontro, foram apresentadas experiências locais e discutidas práticas relacionadas ao trabalho desenvolvido no estado do Paraná, evidenciando a relevância da atuação regional do Instituto. A proposta dos seminários estaduais é justamente valorizar as singularidades das Unidades da Federação, destacando como a construção do IBGE se dá de forma integrada, a partir das realidades locais e do trabalho de seus servidores.
Faria abriu as falas com uma saudação às instituições parceiras do IBGE. “Esse evento é alusivo aos 90 anos, uma história que foi construída, mas é um evento também que se projeta para o futuro, seja curto, médio ou longo prazo”, destacou. Breunig complementou com uma apresentação que demonstrou o uso de dados do IBGE nos cursos de Geografia da UFPR. “A nossa relação ela foi evoluindo junto com diferentes profissionais, diferentes pessoas que foram entrando em contato com a geografia, tanto do IBGE quanto do programa de graduação em geografia”, disse.
Stoffel apresentou uma experiência prática desenvolvida com dados do Sidra, o principal banco de dados estatísticos do IBGE. “O nosso site, chamado ‘Observatório Regional’ foi criado para apresentar resultados diagnósticos da região em que nós estamos inseridos. E onde os dados do IBGE são majoritariamente utilizados”, explicou.
Silveira também apresentou projetos do curso de Geologia que utilizam informações produzidas pelo IBGE, reforçou a confiabilidade do órgão e afirmou que “o nosso papel, na universidade, muito mais que usar os dados, é defender o IBGE”. A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Políticas Públicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Maria Cecília Pilla, foi convidada a falar e a compor a mesa. Pilla enfatizou, por meio de um estudo histórico das nove décadas da Fundação, que “a gente consegue entender a movimentação não só do que é o Brasil, do que tem sido o Brasil, em grande medida nesses 90 anos, mas do que nós queremos saber sobre o Brasil. E isso é um indício muito interessante para estudar o pensamento da história cultural e social do nosso país”.
Camboim, que já foi engenheira cartográfica do IBGE no Rio de Janeiro, destacou que “o Brasil, junto com o México, é o país que tem a parte geoespacial, a agência nacional de mapeamento junto com o órgão de estatística. Eu acho que isso dá uma dimensão muito grande pro trabalho do IBGE, com a complexidade do IBGE, com a multidisciplinaridade do IBGE”.
Alberto foi convidado a concluir as primeiras falas. O professor iniciou destacando que “a gente tem hoje o IBGE como o maior ecossistema de dados estruturados do Brasil”. E concluiu afirmando que “basicamente, quando a gente tá falando do nosso departamento de estatística, do curso de estatística e ciência de dados, quando a gente prepara o aluno pra trabalhar com dados e extrair informações de conjunto de dados reais, a gente tem condições hoje de usar o IBGE como pilar da formação acadêmica”.
A segunda mesa do evento foi composta por representantes de instituições parceiras do IBGE, além do superintendente da Fundação no estado: Jorge Afonso, presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES); Mônica da Silva, diretora de Informações do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC); Tiago Pellini, representando o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná); e Amauri Pampuch, do Instituto Água e Terra (IAT).
Faria citou projetos do IBGE em andamento. “O primeiro deles é muito próximo, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Ela vai a campo já no mês de julho. Na semana que vem vamos fazer o treinamento das nossas equipes de coleta, aqui na Universidade Federal do Paraná, inclusive”.
Afonso comentou que “o IBGE é o irmão mais velho do IPARDES e também a nossa nave mãe, porque a maioria dos nossos projetos todos têm um link muito direto, muito estreito com o IBGE”. O presidente também apresentou painéis com informações regionais levantadas pelo Instituto, como índice de preços, populações, produção agropecuária e violência.
Silva destacou a relevância histórica do IBGE para a criação do IPPUC, autarquia vinculada à Prefeitura de Curitiba, e para o planejamento urbano da cidade: “a gente vê uma relação muito intrínseca entre a gente ter dados, e que só foi possibilitado a partir da existência do IBGE, com a realização de um plano que refletisse as características daquele território”.
Na sequência, Pellini apontou que “os dados que a gente [IDR-Paraná] utiliza do IBGE têm sido utilizados em entregas, em produtos que a gente tem gerado na trajetória institucional”, com interação permanente entre os pesquisadores.
No encerramento, Pampuch destacou a longa trajetória de trabalho conjunto do IBGE com o IAT na divisão político-administrativa do Paraná e as transformações tecnológicas do período. “Contamos sempre com a parceria do IBGE, desde o início da primeira base de limites municipais, primeiramente analógica e depois transformada em base digitalizada”, concluiu.
O evento no Paraná integra uma série de encontros que estão sendo realizados em todas as Unidades da Federação ao longo de 2026, como parte das celebrações dos 90 anos do IBGE, completados neste ano. A programação nacional busca destacar a trajetória histórica da Instituição, bem como sua contribuição contínua para o desenvolvimento do país.
A íntegra da programação comemorativa pode ser acompanhada no portal oficial IBGE 90 anos. As atividades também contam com transmissão ao vivo e disponibilização de conteúdo pelo IBGE Digital e pelas redes sociais YouTube, Instagram, Tik Tok e Facebook, ampliando o alcance das ações para todo o Brasil e o mundo.
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