Nossos serviços estão apresentando instabilidade no momento. Algumas informações podem não estar disponíveis.

12º CAFA

Após testes em seis cidades, IBGE realizou avaliação da 2ª Prova-Piloto do 12º Censo Agropecuário

Editoria: IBGE

03/06/2026 18h29 | Atualizado em 12/06/2026 18h03

De acordo com integrantes da coordenação do censo, a etapa de campo nas seis cidades envolveu as superintendências estaduais e equipes locais. Agora, o foco está na avaliação inicial dos resultados, considerando tudo o que foi planejado e executado. Fotos: Jana Peters/IBGE/CDDI/CCS



Nesta segunda (01) e terça-feira (02), o IBGE realizou a avaliação nacional da segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola (CAFA). O encontro reuniu, no início desta semana, servidores e servidoras de diferentes estados do país, que analisaram conjuntamente os resultados da etapa de campo e contribuíram para a definição dos ajustes finais da operação.

Realizado na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), no Rio de Janeiro, o encontro marcou o encerramento de mais uma fase preparatória e teve como objetivo consolidar aprendizados, identificar melhorias e alinhar procedimentos antes da realização do censo experimental, previsto para novembro.

A 2ª Prova Piloto do 12º CAFA foi realizada em campo entre os dias 11 e 22 de maio de 2026, contemplando seis municípios distribuídos por diferentes regiões do país: Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Irati (PR), Viamão (RS), Corumbá (MS) e Rio Verde (GO). Clique aqui e leia todas as notícias da 2ª Prova Piloto do 12º CAFA.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, avaliou a importância dos testes nas cidades: “A realização da segunda rodada da Prova Piloto do IBGE nas seis cidades envolvidas demonstrou que o novo Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola já nasce mais moderno, integrado e preparado para captar a força produtiva e ambiental do Brasil real, ao mesmo tempo que amplia a participação dos observadores e das equipes e reafirma que a PP2 foi decisiva para aperfeiçoar métodos, corrigir rotas e garantir a solidez das próximas etapas de uma das maiores operações estatísticas do país.”

O Diretor de Pesquisas do IBGE, Gustavo Junger, destacou a importância da PP2 para o amadurecimento do projeto que agora seguirá para a fase final de teste: “Após avaliação criteriosa da PP2 nossas equipes já se preparam para a realização do Censo Experimental, no último trimestre desse ano. A PP2 cumpriu integralmente o seu papel uma vez que revelou pontos de atenção que serão enfrentado ao longo das próximas semanas para que o projeto esteja consistente para o sei ensaio geral, no Censo Experimental.”

Encontro fortalecerá aplicação do censo

Durante a segunda prova piloto, foram visitados 2.739 endereços nos seis estados participantes, com destaque para o Pará (656), Goiás (578), Piauí (513), Mato Grosso do Sul (469), Rio Grande do Sul (455) e Paraná (68), abrangendo ao todo 84 setores de trabalho. No período, foram realizadas 1.194 entrevistas, sendo 540 concluídas e 654 finalizadas parcialmente, oferecendo um volume consistente de informações para a avaliação da operação e identificação de ajustes necessários nas próximas etapas do censo.

A segunda prova piloto também contou com a participação de 143 observadores distribuídos entre os municípios de Barcarena/PA (31), Uruçuí/PI (29), Viamão/RS (28), Rio Verde/GO (27), Corumbá/MS (20) e Irati/PR (8). Esses profissionais foram indicados por diferentes órgãos parceiros — ICMBio, MDS, MDA, IPEA e MMA — reforçando o caráter interinstitucional da operação e contribuindo com olhares diversos para a avaliação das atividades em campo e o aperfeiçoamento dos instrumentos e procedimentos do censo.

Os observadores acompanharam de perto as equipes do IBGE, compostas por diversos profissionais que atuaram de forma integrada na operação de campo, incluindo Agente Censitário de Informática, Agente Censitário de Qualidade, Agente Censitário Supervisor, Agente Censitário Regional, Agente Operacional Regional, Apoio/Motorista, Coordenador Censitário Operacional, Coordenador Censitário Técnico, Recenseador e integrantes da Seção de Disseminação de Informações.

De acordo com integrantes da coordenação do censo, a etapa de campo nas seis cidades envolveu as superintendências estaduais e equipes locais. Agora, o foco está na avaliação inicial dos resultados, considerando tudo o que foi planejado e executado. “Estamos aqui discutindo aspectos de supervisão, treinamento, questionário, aplicativo e insumos, numa primeira análise da prova, que será complementada por outros instrumentos de avaliação”, explicou Vando da Paz Nascimento, Coordenador de Estatísticas Agropecuárias. Segundo ele, esse processo permitirá direcionar os ajustes necessários para a continuidade do trabalho.

A avaliação é considerada parte fundamental da prova piloto, pois consolida as observações registradas durante o trabalho em campo. O momento também favorece a troca de experiências entre equipes que atuaram em diferentes realidades regionais. “É quando a gente reúne as observações, interage com colegas de contextos distintos e chega a um consenso sobre os pontos prioritários que precisam de atenção”, afirmou.

O encontro marca o encerramento de mais uma fase preparatória e tem como objetivo consolidar aprendizados, identificar melhorias e alinhar procedimentos antes da realização do censo experimental, previsto para novembro. Fotos: Jana Peters/IBGE/CDDI/CCS

Os primeiros resultados apontam avanços em relação à prova anterior, especialmente em aspectos como abordagem ao informante, estratégias de percurso no território e ajustes no questionário. De acordo com a equipe, muitas das inovações testadas apresentaram retorno positivo, embora ainda haja correções a serem feitas para aprimorar a operação.

Para o técnico do IBGE no Piauí, Marcelo Souza, a participação de quem atua diretamente no território é essencial nesse processo. Ele destacou a importância de identificar erros recorrentes e corrigi-los rapidamente, especialmente em questões relacionadas ao questionário. “Se você corrige no primeiro dia, são poucos casos; se demora, vira uma avalanche”, afirmou. Segundo Marcelo, a ausência de uma visão territorial pode gerar retrabalho e comprometer a qualidade das informações, como em situações de classificação inadequada que só são percebidas com o conhecimento local.

A avaliação também está organizada em grupos temáticos, abordando diferentes dimensões da operação. Entre os principais pontos analisados estão o questionário, considerado uma ferramenta central, além de percurso e cobertura, aplicativos, insumos de coleta, supervisão e treinamento. Para Cynthia Damasceno, Gerente de Planejamento e Orçamento, esse processo é fundamental para garantir que o censo experimental já ocorra com procedimentos mais ajustados. “O objetivo é chegar à próxima etapa com a operação o mais afinada possível, já que o tempo para ajustes é curto”, afirmou.

O caráter decisivo dessa fase também foi ressaltado por Wolney Cogoy, Assessor Técnico da Coordenação-Geral de Operações Censitárias, que destacou a avaliação como um momento crítico do processo. “Essa é a prova dos nove em campo. É quando recenseadores e observadores se reúnem para discutir o que foi observado e apontar melhorias”, disse. Ele lembrou que há um prazo definido para implementar as mudanças, já que, após o início dos treinamentos, não será possível alterar a metodologia adotada.

A diversidade territorial e produtiva dos locais participantes é um dos elementos que enriquecem a análise, segundo a Gerente Técnica do Censo Agropecuário, Juliana Queiroz. O encontro reúne equipes que atuaram em diferentes contextos, permitindo uma avaliação mais abrangente da operação. “Esse é um bom momento para identificar falhas e aprimorar instrumentos como o questionário, garantindo mais qualidade na aplicação que será feita no próximo ano”, destacou.

A coordenadora censitária operacional da Superintendência do Mato Grosso do Sul, Sylvia Martinez Assad de Oliveira, destacou: "O encontro de avaliação da PP2 está sendo um momento muito rico para a gente trocar as experiências sobre como aconteceu o teste em todas as SES onde ele ocorreu. Ele está sendo um momento crucial para que a gente possa identificar de fato os pontos de melhoria, os pontos que eventualmente podem permanecer da forma como estão. Então, para que a gente pense no Censo Agropecuário com o melhor ritmo operacional possível".

Já Pedro Andrade de Oliveira, coordenador censitário técnico da Superintendência do Piauí, a SES/PI disse: “A gente está sintetizando esse trabalho aqui na expectativa de estar colaborando para calibrar, para afinar todo o trabalho do Censo. Não só os aplicativos, mas também os instrumentos de coleta que a gente tem para o Censo se desenvolver com a melhor qualidade.”.

As equipes reunidas no Rio de Janeiro farão a consolidação dos pontos avaliados e também identificarão eventuais inconsistências, a fim de recomendar melhorias nos questionários e nos sistemas utilizados, além de propor ajustes nos procedimentos de treinamento, supervisão e logística, contribuindo para o aperfeiçoamento das próximas etapas preparatórias até o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Para conferir todas as informações do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola entre no site oficial.

Canal do IBGE no WhatsApp

Participe do canal oficial do IBGE no WhatsApp e fique por dentro de todas as informações do IBGE. Acesse aqui!