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12º CAFA

Coletiva Pública apresenta detalhes da a segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola

Editoria: IBGE | Marcos Filipe Sousa

08/05/2026 14h35 | Atualizado em 08/05/2026 15h42

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou uma coletiva pública, nesta sexta-feira (8), com detalhes sobre a segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola que acontece na próxima semana em seis cidades, de quatro regiões do país.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, lembrou os aspectos que envolvem essa operação. “Estamos preparados para a segunda maior operação estatística da década, que vai fazer uma radiografia do campo brasileiro. Com isso, teremos um grande diagnóstico. A partir dos resultados colhidos, o IBGE poderá implementar uma pesquisa amostral e anual do campo”.

Presidente do IBGE destacou a segunda maior operação censitária do IBGE. – Foto: Marcos Filipe Sousa

A logística da divulgação foi apresentada por José Daniel Castro, coordenador do CCDI, que destacou os conteúdos que serão ofertados aos comunicadores de todo o país. “Teremos uma cobertura em cada cidade, de forma on-line, em nossos sites e redes sociais, acompanhando, assim, a complexidade dessa operação”.

A segunda prova piloto ocorrerá entre os dias 11 e 22 de maio de 2026 em Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Rio Verde (GO), Corumbá (MS), Irati (PR) e Viamão (RS), cidades escolhidas para essa etapa de testes.

Edson Vieira, superintendente do IBGE em Goiás, destacou o trabalho com as equipes. “Estamos no processo de treinamento, e todos estão empolgados. Temos no estado a participação de 13% do PIB nacional, ligado a essa área. A escolha de Rio Verde ocorreu devido à tecnologia usada no campo”.

Para Mario Pinna, superintendente do IBGE no Mato Grosso do Sul, o destaque será a complexidade da região. “Trata-se de um local pantaneiro, com comunidades tradicionais e com a extração mineral forte”.

Rony Cordeiro, superintendente do IBGE no Pará, falou da expectativa. “É uma satisfação participar deste teste e ter a oportunidade de avaliar a cadeia de treinamento, além de calibrar as novas ferramentas tecnológicas”.

Leonardo Passos, superintendente do IBGE no Piauí, também ressaltou o local escolhido. “Iremos para a região do cerrado, em uma área de fronteira agrícola importante. É o segundo maior PIB do nosso estado”.

Tobias Faria, superintendente do IBGE no Paraná, trouxe um significado especial para o estado. “Além da força da diversidade produtiva, temos povos e comunidades tradicionais, como os faxinalenses, que possuem a característica de um cultivo da terra próprio e preocupação ambiental”.

Luis Eduardo, superintendente do IBGE no Rio Grande do Sul, relembrou as enchentes de 2024. “Teremos um bloco específico sobre questões ambientais, então é um território propício para essa novidade do questionário”.

Foto: Superintendentes falaram sobre a expectativa da operação. – Fotos: Marcos Filipe Sousa
Foto: Superintendentes falaram sobre a expectativa da operação. – Fotos: Marcos Filipe Sousa
Foto: Superintendentes falaram sobre a expectativa da operação. – Fotos: Marcos Filipe Sousa
Foto: Superintendentes falaram sobre a expectativa da operação. – Fotos: Marcos Filipe Sousa
Foto: Superintendentes falaram sobre a expectativa da operação. – Fotos: Marcos Filipe Sousa
Foto: Superintendentes falaram sobre a expectativa da operação. – Fotos: Marcos Filipe Sousa
Foto: Superintendentes falaram sobre a expectativa da operação. – Fotos: Marcos Filipe Sousa

A complexidade da operação

Gustavo Junger, Diretor de Pesquisas do IBGE, agradeceu as equipes que estarão empenhadas na segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. “É um momento de amadurecimento após o primeiro teste em dezembro de 2025. Agora, nos encaminhamos para o Censo experimental em novembro”.

“As operações censitárias são desafiadoras, desde os deslocamentos, acessos às áreas mais distantes, uma preparação complexa. A operação vai promover um retrato do campo, desde grandes produtores à agricultura familiar, quantos existem, a localização, modo de produção. Enfim, uma gama de informações que serão utilizadas em políticas públicas”, reforçou.

Diretor de Pesquisa, Gustavo Junger, agradeceu o empenho para a segunda prova-piloto. - Foto: Maria Eduarda Gonçalves

Fernando Damasco, Coordenador de Operações Censitárias, apresentou aspectos operacionais. “É um momento importante, em que consolidamos ajustes no projeto técnico e operacional. Um censo como esse envolve toda a nossa instituição, amadurecendo a metodologia e com amadurecimento dos processos”.

Fernando Damasco, Coordenador de Operações Censitárias, apresentou aspectos operacionais. - Foto: Maria Eduarda Gonçalves

Vando da Paz Nascimento, Coordenador de Estatísticas Agropecuárias, destacou a diversidade dos temas. “Possui uma grande dimensão, porque percorre todo o território nacional e um questionário com vários cruzamentos de dados”.

Juliana Queiroz, Gerente Técnica do Projeto do Censo, também explicou o percurso realizado. “Para chegar ao Censo, passamos por etapas, desde o ano passado, onde já fizemos a avaliação, mudamos e vamos para essa segunda etapa. Com segurança desses testes, chegamos mais confiantes no Censo Experimental”.

A Gerente de Povos e Comunidades Tradicionais e Grupos Populacionais Específicos, Marta Antunes, pontuou que a operação ampliará o retrato da diversidade do campo brasileiro. “O primeiro teste abarcou diversas situações e os principais resultados foram a funcionalidade das perguntas, tanto nas localidades onde se concentram como fora delas, e os aspectos importantes dos sistemas agroalimentares produtivos”.

Marta Antunes, pontuou que a operação ampliará o retrato da diversidade do campo brasileiro. – Foto: Maria Eduarda Gonçalves