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IBGE intensifica cooperação técnica com ministérios na preparação dos próximos Censos

Editoria: IBGE

09/03/2026 14h58 | Atualizado em 09/03/2026 14h58

Apresentação do projeto técnico do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola para os conselheiros do Conselho Nacional de Política Indigenista - Foto: Cortesia

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou, entre os dias 24 e 27 de fevereiro, uma série de reuniões técnicas com ministérios do governo federal para apresentar o calendário do Ciclo Censitário 2026–2030 e fortalecer a cooperação institucional na preparação das próximas operações censitárias. A iniciativa busca ampliar o diálogo com órgãos responsáveis por áreas temáticas estratégicas e aprimorar o planejamento das pesquisas.

Entre os destaques da agenda esteve a apresentação do projeto técnico do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, operação considerada complexa por abranger a diversidade do espaço rural brasileiro. O levantamento pretende contemplar desde estabelecimentos da agricultura familiar até grandes empreendimentos agropecuários com estrutura empresarial, além da produção realizada em territórios de povos e comunidades tradicionais.

O projeto foi apresentado às equipes técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), responsável pela gestão de políticas públicas voltadas ao setor agropecuário e ao agronegócio. A apresentação foi conduzida pelo coordenador de Estatísticas Agropecuárias do IBGE, Vando da Paz Nascimento, e pelo coordenador-geral de Operações Censitárias, Fernando Damasco. Durante o encontro, técnicos do ministério puderam esclarecer dúvidas e apresentar sugestões relacionadas ao escopo da pesquisa.

Apresentação do projeto técnico do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola para as equipes técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária - Foto: Cortesia

 “A articulação interinstitucional é chave para o sucesso de uma operação censitária. Ela garante que todos os potenciais usuários dos dados estejam cientes da importância do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola para o aprimoramento das políticas públicas pelas quais são responsáveis e que identifiquem como podem colaborar para o sucesso da operação, garantindo um retrato fiel da realidade produtiva do Brasil”, explicou Fernando Damasco, Coordenador-Geral de Operações Censitárias.

A proposta também foi discutida com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), responsável por formular e implementar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. Na reunião, foram apresentados avanços previstos na próxima operação censitária, especialmente no retrato estatístico da agricultura familiar e no levantamento da produção de povos e comunidades tradicionais. Também foram debatidas possibilidades de acompanhamento das etapas de testes e de compartilhamento de bases de dados relevantes para a pesquisa.

Para Marta Antunes, gerente de Povos e Comunidades Tradicionais e Grupos Populacionais Específicos esta é uma etapa importante na construção da operação. “Pela primeira vez o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola vai permitir aos diferentes ministérios e institutos o acesso a estatísticas oficiais sobre os sistemas agroalimentares produtivos dos Povos e Comunidades Tradicionais. Informar sobre os avanços nas etapas de mapeamento e planejamento e contar com o apoio dos diferentes órgãos que atuam na temática e dos representantes desses povos é essencial para as etapas de planejamento, sensibilização e, posteriormente, na coleta de dados nas comunidades tradicionais.”

MAPA e MDA integram o Conselho de Orientação do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e figuram entre os principais formuladores de políticas públicas voltadas ao espaço agrário brasileiro.

A agenda incluiu ainda reuniões com instituições envolvidas na formulação de políticas públicas para povos e comunidades tradicionais. O projeto técnico do censo foi apresentado a equipes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O objetivo foi ampliar a visibilidade estatística da produção agropecuária e extrativista de povos e comunidades tradicionais que integram o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), além de alinhar conceitos e promover o compartilhamento de informações.

"Toda campanha censitária representa um desafio grandioso e só é possível com a colaboração de toda a sociedade. A interlocução com os ministérios e demais entidades da administração pública, além das federações e representantes da sociedade civil é fundamental para divulgação do projeto e sensibilização dos produtores que vão atender nossos recenseadores. Essa semana tivemos reuniões fundamentais com parceiros estratégicos que vão nos auxiliar no planejamento e no aperfeiçoamento do projeto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Estamos muito satisfeitos com os entendimentos acordados”, recordou Vando Nascimento, Coordenador de Estatísticas Agropecuárias.

A iniciativa também foi apresentada no Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), vinculado ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), pela gerente de Povos e Comunidades Tradicionais e Grupos Populacionais Específicos da Diretoria de Pesquisas do IBGE, Marta Antunes. O tema foi aprofundado em reuniões técnicas com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.

Além das discussões sobre o censo agropecuário, a programação incluiu reunião técnica no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), dedicada ao planejamento do Censo Nacional da População em Situação de Rua. Durante o encontro, a Diretoria de Políticas para a População em Situação de Rua apresentou a metodologia de mapeamento das áreas com maior incidência dessa população nos municípios.

Reunião técnica no Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania - Foto: Cortesia

O trabalho foi discutido com equipes da Coordenação de Estruturas Territoriais da Diretoria de Geociências do IBGE, que consideraram as informações um insumo importante para o planejamento da base territorial da operação.

De acordo com o Instituto, além de ampliar a sensibilização das populações que serão visitadas e entrevistadas, a cooperação com ministérios e órgãos federais permite o intercâmbio de conceitos e metodologias. A articulação busca garantir que as operações censitárias sejam realizadas com elevados padrões técnicos, contribuindo para a produção de informações que subsidiam a formulação de políticas públicas.