In May, IBGE forecasts harvest of 350.4 million tonnes for 2026
June 11, 2026 09h00 AM | Last Updated: June 11, 2026 09h41 AM
The May 2026 estimate for the production of cereals, legumes and oilseeds was 350.4 million tonnes, 1.2% higher (or 4.3 million tonnes more) than that obtained in 2025 (346.1 million tonnes), with an increase of 0.5% (or 1.7 million tonnes more) compared to the April 2026 estimate.
| May 2026 estimate | 350.4 million tonnes |
| May 2026/April 2026 change | (0.5%) +1.7 million tonnes |
| 2026 harvest/2025 harvest change | (1.2%) 4.3 million tonnes |
The remainder is temporarily in Portuguese
A área a ser colhida foi de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 2,0% (ou 1,6 milhão de hectares) frente a 2025. Frente à estimativa de abril, a área a ser colhida foi de -0,1% (queda de 110 463 hectares).
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,6 milhões de toneladas.
Quanto ao milho, a estimativa foi de 139,4 milhões de toneladas (29,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 109,6 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).
A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 7,2 milhões de toneladas. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,6 milhões de toneladas.
No que se refere à produção, frente a 2025, ocorrem acréscimos de 5,1% para a soja e de 3,9% para o sorgo. E ocorrem decréscimos de 8,1% para o algodão herbáceo (em caroço); de 11,4% para o arroz em casca; de 1,7% para o milho (crescimento de 15,8% para o milho 1ª safra e declínio de 5,5% para o milho 2ª safra); de 5,8% para o feijão e de 7,8% para o trigo.
Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 1,1% na da soja; de 3,3% na do milho (aumentos de 10,7% no milho 1ª safra e de 1,5% no milho 2ª safra) e de 9,3% na do sorgo. Houve reduções de 5,0% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,6% na do arroz em casca; e de 4,4% na do feijão.
Centro-Oeste lidera a produção em maio de 2026, com 175,9 milhões de toneladas
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 175,9 milhões de toneladas (50,2%); Sul, 92,4 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,5%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,1%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para a Região Sul (7,1%) e a Nordeste (7,5%), e negativas para a Centro-Oeste (-1,5%), a Sudeste (-0,9%) e a Norte (-3,8%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Região Sul (0,3%), Sudeste (0,6%) e a Centro-Oeste (0,8%). E apresentaram declínio Nordeste (-0,3%) e Norte (-0,2%).
Frente a abril, houve aumentos nas estimativas da produção do sorgo (2,9% ou 156 539 t), da cevada (1,8% ou 11 700 t), do café arábica (1,1% ou 28 265 t), do milho 2ª safra (1,0% ou 1 046 643 t), do algodão herbáceo (0,8% ou 75 480 t), do café canephora (0,7% ou 9 915 t), da aveia (0,7% ou 9 296 t), do milho 1ª safra (0,5% ou 152 323 t) e da soja (0,3% ou 481 293 t), bem como declínios do gergelim (-3,9% ou -13 957 t), da uva (-1,7% ou -36 692 t), do feijão 1ª safra (-1,4% ou -13 928 t), do feijão 2ª safra (-1,3% ou -14 899 t), do trigo (-1,2% ou -84 926 t) e do feijão 3ª safra (-0,7% ou -5 471 t) .

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,6%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,7% do total.
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso (819 121 t), no Mato Grosso do Sul (525 293 t), no Paraná (261 100 t), em Minas Gerais (197 527 t), no Tocantins (28 476 t), em Alagoas (10 097 t), no Rio Grande do Norte (4 292 t) e no Maranhão (379 t). As variações negativas ocorreram em Pernambuco (-79 227 t), em Rondônia (-73 981 t), no Piauí (-22 504 t) e no Ceará (-1 982 t).
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 9,1 milhões de toneladas, crescimento de 0,8% em relação ao mês anterior. Em relação a 2025, a queda nas estimativas de produção chega a 8,1%, com recuos de 5,0% na área plantada e de 3,3% na produtividade. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 68,7% do total, estimou uma produção de 6,2 milhões de toneladas, uma retração de 13,1% em relação a 2025, com reduções de 8,4% na área cultivada e 5,1% no rendimento médio.
CAFÉ (em grão) - A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, ou 66,8 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 1,0% em relação ao mês anterior e de 16,0% em relação ao volume produzido em 2025, sendo um recorde na série histórica da pesquisa, considerada a partir de 2002, quando houve mudança na unidade de medida e passou-se a divulgar café em grão. Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,7 milhões de toneladas ou 44,4 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 1,1% em relação ao mês anterior. O clima tem beneficiado as lavouras do Centro-Sul e para a safra de 2026 aguarda-se uma bienalidade positiva. Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas ou 22,4 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 0,7% em relação ao mês anterior e de 6,8% em relação ao volume produzido em 2025. A produção estimada para o café canephora, em 2026, deve ser recorde da série histórica do IBGE.
CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,2 milhões de toneladas, declínios de 1,2% em relação ao mês anterior e de 7,8% em relação a 2025. O declínio da área cultivada do trigo na safra de 2026 deve-se aos preços do cereal, que estão apresentando baixa rentabilidade, bem como ao desânimo dos produtores, que vêm tendo perdas de produção e na qualidade do cereal, nas últimas safras, em função dos problemas climáticos na Região Sul. A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, aumento de 0,7% em relação ao mês anterior e declínio de 3,0% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 922,3 mil toneladas, declínio de 1,4% em relação ao volume colhido em 2025; e Paraná, com 256,5 mil toneladas, aumento de 2,7% em relação a abril e declínio de 0,3% em relação ao volume colhido em 2025. Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 678,7 mil toneladas, aumentos de 1,8% em relação ao mês anterior e de 7,2% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores brasileiros da cevada são o Paraná, com 552,6 mil toneladas, crescimentos de 2,2% em relação a abril e de 12,1% em relação ao volume produzido em 2025, devendo participar com 81,4% na safra brasileira em 2026; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 100,4 mil toneladas, declínio de 13,4% em relação ao volume produzido em 2025.
FEIJÃO (em grão) – A estimativa de maio para a produção de feijão, considerando-se as três safras, deve alcançar 2,8 milhões de toneladas, reduções de 1,2% em relação ao mês anterior e de 5,8% sobre a safra 2025. Esse volume de produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, possivelmente não havendo necessidade da importação do produto. Minas Gerais ultrapassou o Paraná e aparece como o maior produtor nacional, prevendo 531,6 mil toneladas ou 18,7% de participação. Em seguida, o Paraná com 526,1 mil toneladas ou 18,5% de participação; o Mato Grosso com 388,6 mil toneladas ou 13,7% de participação; e Goiás com 342,3 mil toneladas ou 12,1% de participação. A estimativa da produção da 1ª safra de feijão foi de 975,1 mil toneladas, representando 34,3% de participação nacional dentre as três safras, sendo 1,4% menor que o mês anterior. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, correspondendo a 39,3% de participação entre as três safras. No comparativo com o mês de abril, houve redução de 1,3% na estimativa da produção. A Região Sul, que deve responder por 34,4% total da safra, reduziu sua estimativa de produção em 10,6% em relação ao mês de abril, sendo o Paraná o maior produtor, com 332,1 mil toneladas ou 29,7% do total da safra. Para a 3ª safra, a estimativa de produção foi de 748,1 mil toneladas, redução de 0,7% em relação a abril. No comparativo anual, há redução de 3,2% na estimativa da produção em função da redução de área (-1,6%) e do rendimento médio (-1,7%). Os maiores produtores dessa safra são Goiás, com 245,8 mil toneladas; Minas Gerais, com 177,9 mil toneladas; Mato Grosso, com 169,6 mil toneladas; e São Paulo, com 121,5 mil toneladas.
GERGELIM (em grão) – A produção brasileira do gergelim, em 2026, deve alcançar 345,1 mil toneladas, decréscimo de 3,9% em relação ao mês anterior. A área a ser colhida apresenta um crescimento de 0,2%, enquanto o rendimento médio, de 620 kg/ha, deve retrair 4,0%. A área a ser plantada na safra corrente deve alcançar 556,6 mil hectares, refletindo destaque de crescimento da importância da cultura nos últimos anos para o país. A partir da safra 2026, o IBGE passou a acompanhar a produção dessa espécie, já que sua importância vem crescendo no contexto da agricultura brasileira. O principal produtor brasileiro é o Mato Grosso, com 210,6 mil toneladas, devendo participar com 61,0% da produção nacional. Em maio, a estimativa da produção apresenta um declínio de 6,5%, em relação ao mês anterior, com retrações de 0,1% na área a ser e colhida e de 6,5% no rendimento médio.
MILHO (em grão) - A estimativa da produção do milho foi de 139,4 milhões de toneladas, representando um crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior, com crescimento de 1,0% no rendimento médio, que alcançou 6 056 kg/ha. Em relação a 2025, a queda de 1,7% na estimativa resulta do declínio de 4,8% no rendimento médio, já que houve crescimentos de 2,6% na área plantada e de 3,3% na área a ser colhida.
O milho 1ª safra apresentou uma estimativa da produção de 29,8 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior, resultado do aumento 1,6% no rendimento médio, já que houve declínio de 1,1% na área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a produção encontra-se 15,8% maior, resultado dos crescimentos de 10,7% na área colhida e de 4,6% no rendimento médio. O estado com maior produção de milho 1ª safra é o Rio Grande do Sul, com participação nacional de 21,6% e uma produção estimada em 6,4 milhões de toneladas.
A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 109,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,0% em relação a abril, com elevações de 0,2% na área e de 0,8% no rendimento médio. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção apresenta redução de 5,5%, resultado do declínio de 6,9% no rendimento médio, já que a área apresenta crescimento de 1,5%.
O Mato Grosso é o maior produtor de milho na 2ª safra, participando com 48,1% do total nacional e obtendo uma estimativa de produção de 52,7 milhões de toneladas, 3,5% inferior ao ano anterior. O segundo maior produtor de milho 2ª safra, o Paraná, obteve uma estimativa de produção de 17,5 milhões de toneladas, participando com 16,0% do total nacional e sendo 0,9% superior ao mês anterior. Goiás, terceiro maior produtor nacional do milho 2ª safra, com participação de 12,2%, obteve uma estimativa de produção de 13,3 milhões de toneladas, com declínio de 8,2% em relação ao volume produzido em 2025, sendo resultado das reduções de 2,9% na área e de 5,5% no rendimento médio.
SOJA (em grão) – A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica, totalizando 174,6 milhões de toneladas, com aumento de 0,3% em relação a abril e de 5,1% frente ao volume obtido em 2025. Estima-se que a produção brasileira tenha um incremento de 4,0% no rendimento médio anual, alcançando 3 617 kg/ha, contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 48,3 milhões de hectares, crescimento de 1,1% em comparação ao ano anterior. O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,7 milhões de toneladas, crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 1,0% em relação ao volume colhido no ano anterior.
SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo alcançou 5,6 milhões de toneladas, aumento de 2,9% no comparativo com abril. Em relação ao ano anterior, a produção deve aumentar 3,9%, impulsionada pela expansão de 9,1% na área plantada, compensando a queda de 5,0% no rendimento médio. Os maiores produtores de sorgo são: Goiás, com 1,9 milhão de toneladas e participação de 33,4% no total nacional; e Minas Gerais, com 1,4 milhão de toneladas e participação de 25,0%.
UVA - A produção brasileira deve alcançar 2,1 milhões de toneladas. queda de 3,0% em relação a 2025, e recuo de 1,7% frente ao levantamento de abril. A área colhida foi ajustada para 83,6 mil hectares, declínio de 2,9% frente ao ano de 2025, ao passo que o rendimento médio nacional permaneceu em patamar elevado, em 25,6 mil kg/ha, 0,2% inferior ao obtido em 2025.
