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Vendas no varejo variam -0,4% em junho

12/08/2015 09h54 | Atualizado em 25/05/2017 12h48

 

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Junho/Maio
-0,4
0,8
-0,8
0,2
Média móvel trimestral
-0,6
0,4
-1,0
-0,1
Junho 2015 / Junho 2014
-2,7
4,6
-3,5
3,1
Acumulado 2015
-2,2
4,2
-6,4
-0,4
Acumulado 12 meses
-0,8
5,5
-4,8
1,0

Em junho, o comércio varejista registrou variação de -0,4% no volume de vendas frente a maio, na série livre de influências sazonais, quinta taxa negativa consecutiva. Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral aponta recuo pelo sétimo mês consecutivo (-0,6%) e mantém a trajetória descendente iniciada em dezembro de 2014. Na série sem ajuste sazonal, o confronto com igual mês do ano anterior apontou queda no volume de vendas pelo terceiro mês consecutivo, porém, em junho (-2,7%), o recuo foi menos intenso do que os observados em maio (-4,5%) e abril (-3,3%). Nas demais comparações obtidas através da série original, os índices para o varejo, em termos de volume de vendas, foram negativos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2015 (-3,5%), como para o acumulado dos seis primeiros meses do ano (-2,2%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, acentua a trajetória de desaceleração ao registrar recuo de -0,8% em junho, após -0,5% até maio. A receita nominal de vendas, em junho, mantém-se no campo positivo em todas as comparações: 0,8% em relação a maio de 2015 (com ajuste sazonal), 4,6% frente a junho de 2014, 4,2% no acumulado no ano e 5,5% no acumulado nos últimos 12 meses.

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, pelo sétimo mês consecutivo, variação negativa para o volume de vendas (-0,8%) e 0,2% para a receita nominal de vendas, ambas as taxas frente a maio de 2015, série com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi de -3,5% para o volume de vendas, inferior às taxas registradas em maio (-10,4%) e em abril (-8,3%). No que tange às taxas acumuladas, os recuos foram de -6,4% no semestre e -4,8% nos últimos 12 meses. A receita nominal de vendas do varejo ampliado mantém-se no campo positivo frente a junho de 2014 (3,1%), mas recuou -0,4% no acumulado no ano. No indicador acumulado nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 1,0%.

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Sete das dez atividades pesquisadas apresentaram variação negativa

A passagem de maio para junho (série com ajuste sazonal) registra recuo no volume do comércio varejista (-0,4%) e no comércio varejista ampliado (-0,8%), movimento acompanhado por sete das dez atividades pesquisadas: veículos e motos, partes e peças (-2,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,5%); móveis e eletrodomésticos (-1,2%); tecidos, vestuário e calçados (-0,8%), combustíveis e lubrificantes (-0,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%). O segmento de maior importância na estrutura do comércio varejista, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%), permaneceu estável nessa comparação. Com avanço em junho frente a maio, figuram os setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,3%) e material de construção (5,5%), esse último segmento interrompe em junho uma sequência de cinco meses em queda, período em que acumulou perda de 9,4% no volume de vendas.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume das vendas varejistas mostrou queda de -2,7% em junho de 2015, com cinco das oito atividades registrando resultados negativos: móveis e eletrodomésticos (-13,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,7%), tecidos, vestuário e calçados (-4,6%) e combustíveis e lubrificantes (-1,0%). Por outro lado, com influência positiva sobre a taxa global encontram-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (7,9%). Livros, jornais, revistas e papelaria, com recuo de -5,9%, praticamente não teve impacto significativo sobre o indicador mensal de junho. Junho de 2015 (21 dias) teve um dia útil a mais do junho de 2014 (20 dias), além da baixa base de comparação (junho de 2014) por conta dos feriados informais referentes ao evento da Copa do Mundo.



TABELA 1
BRASIL - INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO
SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: PMC - Junho 2015
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação Taxa de Variação Taxa de Variação
ABR
MAI
JUN
ABR
MAI
JUN
NO ANO
12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2)
-0,6
-0,8
-0,4
-3,3
-4,5
-2,7
-2,2
-0,8
1 - Combustíveis e lubrificantes
-0,1
-0,3
-0,6
-2,1
-4,2
-1,0
-3,3
-1,0
2 - Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo
1,8
-1,0
0,0
-2,0
-2,1
-2,7
-1,8
-1,2
2.1 - Super e hipermercados
1,5
-0,9
0,0
-2,0
-2,1
-2,6
-1,7
-1,2
3 - Tecidos, vest. e calçados
-3,5
2,1
-0,8
-7,5
-7,7
-4,6
-5,0
-2,9
4 - Móveis e eletrodomésticos
-2,9
-2,0
-1,2
-15,3
-18,5
-13,6
-11,3
-7,1
4.1 - Móveis
-
-
-
-16,2
-20,0
-10,2
-13,0
-8,8
4.2 - Eletrodomésticos
-
-
-
-15,0
-17,9
-15,1
-10,5
-6,3
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria
-0,2
-0,4
0,3
6,2
1,8
6,2
5,2
6,6
6 - Equip. e mat. para escritório informatica e comunicação
-11,1
3,8
-1,5
2,5
0,3
7,9
10,2
4,4
7 - Livros, jornais, rev. e papelaria
-0,3
-2,2
-0,3
-9,1
-11,8
-5,9
-8,3
-9,1
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico
-4,2
1,1
-0,2
-0,7
0,2
1,6
3,9
5,3
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)
-0,4
-1,8
-0,8
-8,3
-10,4
-3,5
-6,4
-4,8
9 - Veículos e motos, partes e peças
3,5
-4,7
-2,8
-19,3
-22,2
-6,4
-15,6
-13,0
10- Material de Construção
-1,2
-5,8
5,5
-4,1
-11,3
1,1
-4,7
-3,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10

O segmento de móveis e eletrodomésticos, com queda de -13,6% no volume de vendas em relação a junho do ano passado, foi responsável pela principal contribuição da taxa global do varejo. No acumulado do ano, a taxa foi de -11,3% e, nos últimos 12 meses, -7,1%. Este resultado explica-se pelo menor ritmo de crescimento do crédito com recursos livres, que segundo o Banco Central, passou 11,8% em junho de 2014 para 4,9% em junho deste ano, além do comportamento da massa de rendimento médio real habitual dos ocupados, com queda de -4,3% em relação a junho de 2014.

Com queda de 2,7% no volume de vendas sobre igual mês do ano anterior, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ocupou a segunda maior posição na contribuição do índice geral. Em termos acumulados, a taxa para os primeiros seis meses do ano foi de -1,8% e, para os últimos 12 meses, de -1,2%. Esta atividade mantém alta correlação com a evolução da massa de salários, com desempenho negativo, além da influência da elevação dos preços da alimentação no domicílio, com acréscimo de 9,3% em 12 meses, contra 8,9% do índice geral de preços, segundo o IPCA.

O segmento de tecidos, vestuário e calçados apresentou variação no volume de vendas de -4,6% com relação a igual mês do ano anterior, sendo a terceira maior participação negativa no resultado do volume de vendas. Em termos acumulados, as taxas foram: -5,0% no ano e -2,9% nos últimos 12 meses. Embora os preços de vestuário (3,5% em 12 meses) estejam crescendo abaixo da inflação geral (8,9%), segundo IPCA, o resultado do segmento é negativo por conta da restrição orçamentária das famílias.

A atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com a principal pressão positiva sobre a taxa global do varejo, apresentou crescimento de 6,2% na comparação com junho do ano passado, e taxas acumuladas de 5,2% no semestre e de 6,6% para os últimos 12 meses. A essencialidade dos produtos comercializados, a ampla aceitação do genérico em termos de eficácia e o comportamento dos preços dos produtos farmacêuticos, que, em 12 meses, subiu 6,8% contra 8,9% do índice geral, segundo IPCA, são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.

A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc., com variação de 1,6% no volume de vendas em relação a junho de 2014, exerceu o segundo impacto positivo na formação da taxa do comércio varejista (-2,7%). Em termos acumulados, a taxa para o primeiro semestre do ano foi de 3,9% e para os últimos 12 meses, de 5,3%.



TABELA 3
BRASIL - COMPOSIÇÃO DA TAXA MENSAL DO COMÉRCIO VAREJISTA,
POR ATIVIDADES: PMC - JUNHO 2015
(Indicadores de volume de vendas)
Atividades COMÉRCIO VAREJISTA COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO
Taxa de variação (%) Composição absoluta da taxa (p.p.) Taxa de variação (%) Composição absoluta da taxa (p.p.)
      Taxa Global
-2,7
-2,7
-3,5
-3,4
1 - Combustíveis e lubrificantes
-1,0
-0,1
-1,0
-0,1
2 - Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo
-2,7
-1,3
-2,7
-0,8
3 - Tecidos, vest. e calçados
-4,6
-0,4
-4,6
-0,2
4 - Móveis e eletrodomésticos
-13,6
-1,6
-13,6
-1,0
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria
6,2
0,5
6,2
0,3
6 - Equip. e mat. para escritório informatica e comunicação
7,9
0,1
7,9
0,1
7 - Livros, jornais, rev. e papelaria
-5,9
0,0
-5,9
0,0
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico
1,6
0,2
1,6
0,1
9 - Veículos e motos, partes e peças
-
-
-6,4
-1,8
10- Material de Construção
-
-
1,1
0,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
Nota: A composiçaõ da taxa mensal corresponde à participação dos resultados setoriais na formação da taxa global.

Varejo ampliado cai 3,5% na comparação com junho de 2014

O varejo ampliado, que inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, variou -3,5% em relação a igual mês do ano anterior, -6,4% no acumulado no ano e -4,8% nos últimos 12 meses. Este desempenho reflete o comportamento das vendas de veículos, motos, partes e peças, que apresentou queda de -6,4% sobre junho de 2014. As taxas acumuladas para esta atividade foram de -15,6% no nos seis primeiros meses e -13,0% nos últimos 12 meses. Mesmo com maior número de dias úteis em junho de 2015, a queda da atividade foi impactada pelo menor ritmo do crédito e pelo comprometimento da renda da familiar, provocando desaceleração do consumo nesta atividade.

O segmento de material de construção avançou em 1,1% o volume de vendas na comparação com junho de 2014. O maior número de dias úteis no mês de junho também influenciou o desempenho da atividade. Em relação às taxas acumuladas, os resultados foram negativos: -4,7% no semestre e -3,2% nos últimos 12 meses.

Resultados do varejo foram negativos em 22 das 27 unidades da federação

Das 27 unidades da federação, 22 apresentaram resultados negativos na comparação com junho de 2014. Os destaques em termos de variações negativas do volume de vendas foram Amapá (-10,2%); Paraíba (-9,0%); Alagoas (-8,0%); Goiás (-7,7%); e Amazonas (-7,6%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se, pela ordem, São Paulo (-2,8%) e Rio de Janeiro (-3,6%).

Em relação ao comércio varejista ampliado, 21 das 27 Unidades da Federação apresentaram taxas de desempenho negativas. As maiores quedas no volume de vendas ocorreram em Paraíba (-13,3%), Amapá (-11,1%), Rondônia (-9,8%); Alagoas (-9,4%) e Tocantins (-9,2%). Em termos de impacto no resultado, os destaques foram Minas Gerais (-8,6%); São Paulo (-1,5%); Rio Grande do Sul (-6,10%) e Rio de Janeiro (-2,9%).

Ainda por unidades da federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas apontam 14 estados com variações negativas, na comparação mês/mês anterior, com destaque para: Alagoas (-4,4%); Amapá (-3,7%) e Roraima (-2,7%).

Varejo cai 3,5% no 2º trimestre

O volume do comércio varejista, ao registrar recuo de -3,5% no segundo trimestre de 2015 em relação a igual trimestre do ano anterior, assinala a segunda taxa negativa nesse tipo de confronto e acentua o ritmo de queda em relação ao resultado do primeiro trimestre de 2015 (-0,8%). Nessa mesma comparação, o varejo ampliado assinala o quinto trimestre com taxas negativas, além de acentuar o ritmo de queda entre o primeiro e o segundo trimestre de 2015, passando de -5,3% para -7,5%.

Das dez atividades, seis também apresentaram quedas mais acentuadas no segundo trimestre de 2015 em relação ao primeiro: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de -1,3% para -2,3%); tecidos, vestuário e calçados (de -3,0% para -6,6%); móveis e eletrodomésticos (de -6,7% para -16,0%); livros, jornais, revistas e papelaria (de -7,8% para -9,1%); veículos, motos, partes e peças (de -14,8% para -16,4%); material de construção (de -4,3% para -5,1%). Mesmo as atividades que permanecem no campo positivo na comparação trimestral do ano de 2015 assinalam menor magnitude de taxa no segundo trimestre do ano: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de 5,8% no primeiro trimestre para 4,6% no segundo); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de 16,9% para 3,5%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 7,7% para 0,4%). Embora com resultado negativo, o único segmento que registrou taxa de desempenho de menor magnitude entre os dois primeiros trimestre de 2015 foi combustíveis e lubrificantes (de -4,0% para -2,5%).

Vendas no varejo caem 2,2% no 1º semestre

No índice acumulado para o fechamento do primeiro semestre de 2015, frente a igual período do ano anterior, o volume das vendas no varejo registra queda de -2,2%, fato que não ocorria desde o segundo semestre de 2003 (-1,9%). As principais influências negativas na formação do resultado global do comércio varejista vieram dos grupamentos de móveis e eletrodomésticos, que passa de um recuo de -3,3% no segundo semestre de 2014 para -11,3% no primeiro semestre de 2015, e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de -0,7% para -1,8%), pressionados tanto pela redução e encarecimento da oferta de crédito, quanto pela da redução da massa real habitual de salários, observada ao longo do ano de 2015.

Em relação ao varejo ampliado, após registrar recuo de -3,3% no segundo semestre de 2014, a taxa do indicador semestral assinala um aumento no ritmo de queda no primeiro semestre de 2015 (-6,4%), influenciado principalmente pela desaceleração das vendas observadas no segmento de veículos, motos, partes e peças, que passa de -10,7% para -15,6% entre o segundo semestre de 2014 e o primeiro semestre de 2015.