Produção industrial varia -0,1% em fevereiro
02/04/2025 09h00 | Atualizado em 02/04/2025 09h44
Em fevereiro de 2025, a produção industrial nacional variou -0,1% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. Em relação a fevereiro de 2024, na série sem ajuste, houve crescimento de 1,5%, nona taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano foi a 1,4% e o dos últimos 12 meses chegou a 2,6%.
Fevereiro 2025/ Janeiro 2025 | -0,1% |
Fevereiro 2025/ Fevereiro 2024 | 1,5% |
Acumulado no ano | 1,4% |
Acumulado em 12 meses | 2,6% |
Média móvel trimestral | -0,1% |
Duas das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram redução na produção, de janeiro para fevereiro de 2025. Entre as atividades, a influência negativa mais importante foi assinalada pelo setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%), que interrompeu dois meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 7,1%.
Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de máquinas e equipamentos (-2,7%), de produtos de madeira (-8,6%), de produtos diversos (-5,9%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%) e de móveis (-2,1%).
Por outro lado, entre as onze atividades que apontaram avanço na produção, indústrias extrativas (2,7%) e produtos alimentícios (1,7%) exerceram os principais impactos em fevereiro de 2025, com a primeira eliminando a queda de 2,5% verificada em janeiro último; e a segunda marcando o terceiro mês seguido de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 4,0%.
Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de produtos químicos (2,1%), de celulose, papel e produtos de papel (1,8%), de produtos de borracha e de material plástico (1,2%) e de outros equipamentos de transporte (2,2%).
Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas | ||||
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Grandes Categorias Econômicas | Variação (%) | |||
Fevereiro 2025 / Janeiro 2025* | Fevereiro 2025 / Fevereiro 2024 | Acumulado Janeiro-Fevereiro | Acumulado nos Últimos 12 Meses | |
Bens de Capital | 0,8 | 8,5 | 8,0 | 9,6 |
Bens Intermediários | 0,8 | -0,1 | 0,1 | 1,7 |
Bens de Consumo | -1,3 | 2,6 | 2,4 | 3,2 |
Duráveis | -3,2 | 17,1 | 16,8 | 12,5 |
Semiduráveis e não Duráveis | -0,8 | 0,1 | 0,0 | 1,8 |
Indústria Geral | -0,1 | 1,5 | 1,4 | 2,6 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas *Série com ajuste sazonal |
Entre as grandes categorias econômicas, ainda frente a janeiro de 2025, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis (-3,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) mostraram os resultados negativos em fevereiro de 2025 e eliminaram parte do crescimento registrado no mês anterior: 3,8% e 3,2%, respectivamente.
Por outro lado, os setores produtores de bens de capital (0,8%) e de bens intermediários (0,8%) apontaram os avanços nesse mês, com o primeiro marcando o segundo mês seguido de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 3,2%; e o último eliminando parte da queda de 1,6% verificada no mês anterior.
Média móvel trimestral varia - 0,1% no trimestre encerrado em fevereiro
Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para a indústria teve variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em fevereiro de 2025 frente ao nível do mês anterior, após também registrar perdas em janeiro de 2025 (-0,4%) e em dezembro de 2024 (-0,4%). Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-0,8%) e bens intermediários (-0,1%) assinalaram as taxas negativas em fevereiro de 2025.
O setor produtor de bens de capital mostrou variação nula (0,0%) nesse mês, após registrar 0,1% em janeiro de 2025. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) apontou o único resultado positivo em fevereiro de 2025 e interrompeu cinco meses consecutivos de queda, período em que acumulou ganho de 4,3%.
Frente a fevereiro de 2024, produção industrial avança 1,5%
Na comparação com fevereiro do ano anterior, a indústria cresceu 1,5% em fevereiro de 2025, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 50 dos 80 grupos e 55,0% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que fevereiro de 2025 (20 dias) teve 1 dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (19).
Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (13,3%), máquinas e equipamentos (11,9%) e produtos químicos (5,0%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens automóveis, autopeças, veículos para o transporte de mercadorias, caminhões e caminhão-trator para reboques e semirreboques, na primeira; aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, árvores de natal molhadas para oleodutos (pipe-lines), máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, bombas centrífugas, ferramentas hidráulicas, centros de usinagem para trabalhar metais e motoniveladores, na segunda; e fertilizantes químicos das fórmulas NPK, fungicidas e inseticidas (ambos para uso na agricultura), herbicidas para plantas e inseticidas para usos doméstico e/ou industrial, na terceira.
Outras contribuições positivas importantes vieram dos ramos de metalurgia (3,7%), produtos têxteis (11,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,8%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (10,2%), produtos de metal (5,1%), produtos de borracha e de material plástico (3,9%), móveis (11,6%), outros equipamentos de transporte (9,4%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,2%).
Por outro lado, ainda em relação a fevereiro de 2024, entre as dez atividades em queda, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,3%) e indústrias extrativas (-3,2%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria, pressionadas, principalmente, pela menor produção de óleo diesel, na primeira; e de óleos brutos de petróleo e minérios de ferro, na segunda. Vale destacar também os impactos negativos nos setores de bebidas (-6,6%), celulose, papel e produtos de papel (-5,4%) e produtos de madeira (-10,4%).
Bens intermediários foi a única categoria a recuar frente a fevereiro de 2024
Ainda no confronto com igual mês de 2024, bens de consumo duráveis (17,1%) e bens de capital (8,5%) assinalaram as maiores altas entre as grandes categorias econômicas. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) também mostrou taxa positiva, embora inferior à média da indústria (1,5%). Por outro lado, o segmento de bens intermediários (-0,1%) assinalou o único resultado negativo em fevereiro de 2025.
O setor de bens de consumo duráveis, ao crescer 17,1% em fevereiro de 2025 frente a igual período de 2024, marcou a nona taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde novembro de 2024 (19,3%), impulsionado pela maior fabricação de automóveis (15,3%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (31,0%). Vale destacar também os avanços dos eletrodomésticos da “linha branca” (4,2%) motocicletas (23,1%) e pelos grupamentos de outros eletrodomésticos (17,8%) e de móveis (13,4%).
A produção de bens de capital cresceu 8,5% em fevereiro de 2025 frente a igual período do ano anterior e apontou a décima primeira taxa positiva consecutiva nessa comparação. O segmento foi influenciado pelos avanços em bens de capital para fins industriais (13,3%) e para equipamentos de transporte (5,8%), impulsionados pela maior produção de bens de capital seriados (11,3%) e não-seriados (34,1%), no primeiro; e de veículos para o transporte de mercadorias, caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, aviões e reboques e semirreboques, no segundo. Os demais resultados positivos vieram dos grupamentos de bens de capital agrícolas (5,9%), para construção (9,5%) e para energia elétrica (4,7%). Por outro lado, o subsetor de bens de capital de uso misto (-1,2%) mostrou a única taxa negativa no índice mensal de fevereiro de 2025.
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis mostrou variação positiva de 0,1% em fevereiro de 2025, após registrar variação nula (0,0%) em janeiro último, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção: dezembro de 2024 (-2,3%) e novembro de 2024 (-2,7%). O desempenho positivo nesse mês foi explicado pelo avanço observado no grupamento de carburantes (7,9%), impulsionado pela maior produção de gasolina automotiva.
Já os principais impactos negativos vieram dos alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-0,7%) e semiduráveis (-1,6%), pressionados pela menor produção de cervejas e chope, açúcar refinado de cana-de-açúcar, óleo de soja refinado, preparações em pó para elaboração de bebidas, sorvetes e picolés, leite esterilizado/UHT/Longa Vida, biscoitos e bolachas, sucos concentrados de laranja e bombons e chocolates em barras, no primeiro; e de telefones celulares, calçados femininos de material sintético, camisas, blusas e semelhantes de uso feminino (de malha ou não), vestidos (de malha ou não), calçados masculinos de material sintético, cortinas, vestuário infantil e seus acessórios (de malha ou não), bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes (de malha ou não) e artigos diversos de madeira, no segundo.
Vale citar também os resultados negativos dos grupamentos de não duráveis (-0,7%) e de alimentos e bebidas básicos para consumo doméstico (-12,4%), influenciados pelos recuos na produção dos itens vacinas e soros, sabões ou detergentes em pó e em barras para usos doméstico ou industrial, medicamentos, calcinhas de malha, sabonetes, papel higiênico, livros, brochuras ou impressos sob encomenda e amaciantes, no primeiro; e filés e outras carnes de peixes frescos, refrigerados ou congelados e peixes congelados, no segundo.
O setor produtor de bens intermediários mostrou variação negativa de 0,1% em fevereiro de 2025 e interrompeu oito meses consecutivos de taxas positivas nessa comparação. O resultado desse mês foi explicado pelos recuos nas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,1%), de indústrias extrativas (-3,2%) e de celulose, papel e produtos de papel (-6,2%), enquanto as pressões positivas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (12,9%), produtos químicos (6,7%), metalurgia (3,7%), produtos têxteis (14,6%), produtos de metal (4,9%), produtos de borracha e de material plástico (4,4%), máquinas e equipamentos (6,3%) e produtos de minerais não metálicos (2,0%).
Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados dos grupamentos de insumos típicos para construção civil (4,1%), com sua décima primeira taxa positiva consecutiva nessa comparação; e de embalagens (-0,8%), que interrompeu dezesseis meses seguidos de crescimento na produção.
Acumulado no primeiro bimestre de 2025 cresce 1,4%
O índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, foi a 1,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 50 dos 80 grupos e 57,5% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,0%) e máquinas e equipamentos (12,5%), impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens automóveis, autopeças, veículos para o transporte de mercadorias, caminhão-trator para reboques e semirreboques, reboques e semirreboques e caminhões, na primeira; e aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), árvores de natal molhadas para oleodutos (pipe-lines), máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, bombas centrífugas, motoniveladores e tratores agrícolas, na segunda.
Outras contribuições positivas importantes vieram de produtos químicos (3,7%), de metalurgia (4,3%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,2%), de produtos têxteis (14,4%), de produtos de metal (6,0%), de produtos de borracha e de material plástico (3,8%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,1%), de móveis (10,1%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,6%) e de produtos diversos (8,7%).
Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-fevereiro de 2024, entre as nove atividades em queda, indústrias extrativas (-4,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,1%) exerceram as maiores influências sobre a média da indústria, pressionadas, principalmente, pela menor produção de óleos brutos de petróleo e minérios de ferro, na primeira; e de óleo diesel, na segunda. Vale destacar também os impactos negativos registrados pelos setores de bebidas (-5,5%) e de celulose, papel e produtos de papel (-4,1%).
Entre as grandes categorias econômicas, os resultados para os dois primeiros meses de 2025 mostraram maior dinamismo para bens de consumo duráveis (16,8%) e bens de capital (8,0%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção de automóveis (16,3%) e eletrodomésticos (16,5%), na primeira; e de bens de capital para fins industriais (11,3%), para equipamentos de transporte (4,9%) e agrícolas (10,4%), na segunda. O setor produtor de bens intermediários (0,1%) também assinalou taxa positiva no índice acumulado do primeiro bimestre de 2025, mas apontou avanço menos elevado do que o verificado na média da indústria (1,4%). O segmento de bens de consumo semi e não duráveis, ao registrar variação nula (0,0%) no índice acumulado para o período janeiro-fevereiro de 2025, foi a única categoria econômica que não mostrou taxa positiva, repetindo, assim, o patamar de produção do mesmo período do ano anterior.
IBGE atualiza métodos de ajustamento sazonal de pesquisas conjunturais
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai atualizar os parâmetros dos métodos de ajustamento sazonal da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física (PIM-PF) Brasil, Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física (PIM-PF) Regional, Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
Trata-se de procedimento de rotina, realizado pela última vez em abril de 2022, com o objetivo de incorporar os dados disponíveis dos períodos mais recentes. A modelagem estatística aplicada serve para retirar os efeitos sazonal e de calendário das séries temporais dessas pesquisas, o que não implica em alteração dos dados originais.
As íntegras das notas técnica e metodológica de cada pesquisa podem ser acessadas aqui. Para mais informações sobre Ajuste Sazonal de Séries Temporais, acesse aqui. Os resultados da atualização dos métodos de ajustamento sazonal serão disponibilizados na data de divulgação de cada pesquisa: Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Brasil - 2 de abril, às 9 horas; Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional - 8 de abril, às 9 horas; Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) - 9 de abril, às 9h; Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) - 10 de abril, às 9h.