Em março, volume de serviços cai 4,0%

12/05/2021 09h00 | Atualizado em 12/05/2021 11h46

Em março de 2021, o volume de serviços caiu 4,0% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste sazonal, frente a igual mês de 2020, o volume de serviços avançou 4,5%, após doze taxas negativas seguidas nesta comparação.

Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Março 21 / Fevereiro 21* -4,0 -0,4
Março 21 / Março 20 4,5 6,1
Acumulado Janeiro-Março -0,8 -0,2
Acumulado nos Últimos 12 Meses -8,0 -7,7
*série com ajuste sazonal

No acumulado do ano, o volume de serviços recuou 0,8% frente a igual período de 2020, quinta queda consecutiva nas comparações trimestrais. A taxa acumulada nos últimos 12 meses, ao passar de -8,6% em fevereiro para -8,0% em março de 2021, interrompeu a trajetória descendente iniciada em janeiro do ano passado (1,0%).

O recuo de 4,0% do volume de serviços, de fevereiro para março de 2021, foi acompanhado por três das cinco atividades investigadas, com destaque para serviços prestados às famílias (-27,0%), com sua queda mais intensa desde abril de 2020 (-45,6%). Os demais resultados negativos vieram de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,9%) e de profissionais, administrativos e complementares (-1,4%), com o primeiro setor devolvendo parte do ganho acumulado de 7,4% nos dois primeiros meses de 2021; e o segundo eliminando pequena fração da expansão de 9,6% assinalada entre outubro de 2020 e fevereiro último.

Em contrapartida, os únicos avanços do mês ficaram com os setores de informação e comunicação (1,9%) e de outros serviços (3,7%), com ambos alcançando a segunda taxa positiva seguida em março e obtendo ganhos acumulados de 2,0% e 7,1%, respectivamente.

A média móvel trimestral teve variação positiva de 0,3% no trimestre encerrado em março de 2021 frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória ascendente iniciada em julho de 2020. Três das cinco atividades mostraram resultados positivos neste mês: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,8%), serviços profissionais, administrativos e complementares (1,3%) e informação e comunicação (0,4%).

Já os serviços prestados às famílias (-7,5%) assinalaram as perdas mais expressivas para este indicador, enquanto outros serviços (-0,6%) tiveram queda mais moderada.

Frente a março de 2020, o volume de serviços avançou 4,5% em março de 2021, interrompendo doze taxas negativas seguidas. O resultado deste mês trouxe expansão em quatro das cinco atividades e a 45,2% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (8,8%) e os serviços de informação e comunicação (6,2%) exerceram as principais contribuições positivas sobre o volume total de serviços.

Com menores impactos no índice geral, os outros serviços (7,3%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,7%) apresentaram incrementos de receita nos segmentos de recuperação de materiais plásticos; corretoras de títulos e valores mobiliários; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; administração de fundos por contrato ou comissão; e atividades de apoio à produção florestal, no primeiro setor; e de atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia; serviços de engenharia; atividades jurídicas; teleatendimento; e locação de automóveis; no último.

Em contrapartida, a única influência negativa desse mês ficou com os serviços prestados às famílias (-17,1%), pressionados, sobretudo, pela queda nas receitas das empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico.

Pesquisa Mensal de Serviços - Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação -
Março 2021 - Variação (%)
Atividades de Divulgação Mês/Mês anterior (1) Mensal (2) Acumulado no ano (3) Últimos 12 meses (4)
JAN FEV MAR JAN FEV MAR JAN-JAN JAN-FEV JAN-MAR Até JAN Até FEV Até MAR
Volume de Serviços - Brasil 0,3 4,6 -4,0 -5,0 -1,8 4,5 -5,0 -3,5 -0,8 -8,4 -8,6 -8,0
1. Serviços prestados às famílias -2,6 8,7 -27,0 -28,0 -28,3 -17,1 -28,0 -28,2 -25,4 -38,2 -40,5 -39,8
1.1 Serviços de alojamento e alimentação -3,0 8,5 -28,0 -28,0 -29,1 -17,3 -28,0 -28,5 -25,8 -39,3 -41,8 -41,0
1.2 Outros serviços prestados às famílias 0,7 4,7 -7,2 -27,9 -24,1 -16,5 -27,9 -26,1 -23,3 -31,4 -33,2 -33,2
2. Serviços de informação e comunicação -0,8 0,1 1,9 1,5 2,7 6,2 1,5 2,1 3,5 -1,6 -1,4 -0,9
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) 0,6 -0,1 1,6 4,9 4,9 7,4 4,9 4,9 5,8 1,0 1,4 1,9
2.1.1 Telecomunicações 2,0 -1,9 0,0 0,2 -2,1 -0,3 0,2 -0,9 -0,7 -3,1 -3,1 -2,8
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação -1,3 1,8 4,1 13,3 17,8 20,2 13,3 15,5 17,1 8,4 9,3 10,2
2.2 Serviços audiovisuais -13,1 5,1 6,1 -21,8 -14,4 -3,1 -21,8 -18,3 -13,5 -19,8 -20,5 -20,3
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares 2,1 3,3 -1,4 -7,8 -2,3 0,7 -7,8 -5,0 -3,1 -12,0 -11,9 -11,6
3.1 Serviços técnico-profissionais 2,4 2,9 -1,2 2,0 7,8 6,4 2,0 4,9 5,4 -5,4 -4,4 -4,1
3.2 Serviços administrativos e complementares 0,9 6,4 -5,4 -10,9 -5,7 -1,4 -10,9 -8,4 -6,1 -14,4 -14,6 -14,3
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio 3,1 4,2 -1,9 -3,8 0,1 8,8 -3,8 -1,9 1,7 -8,0 -8,1 -7,5
4.1 Transporte terrestre 4,8 6,0 -2,7 -6,7 -2,5 11,1 -6,7 -4,6 0,6 -11,8 -11,9 -10,7
4.2 Transporte aquaviário 3,3 1,9 0,7 8,3 6,5 7,5 8,3 7,4 7,4 10,2 9,7 8,4
4.3 Transporte aéreo 12,8 -8,3 -10,2 -23,6 -30,2 -26,7 -23,6 -26,6 -26,6 -39,5 -42,1 -43,4
4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio 1,1 5,1 -1,3 4,0 11,2 13,6 4,0 7,5 9,6 2,8 3,5 4,0
5. Outros serviços -8,2 3,3 3,7 -2,9 1,2 7,3 -2,9 -0,9 1,9 5,7 5,0 4,5
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria (1) Base: mês imediatamente anterior - com ajuste sazonal; (2) Base: igual mês do ano anterior; (3) Base: igual período do ano anterior; (4) Base: 12 meses anteriores.

No acumulado do ano, frente a igual período de 2020, o setor de serviços recuou 0,8%, com queda em duas das cinco atividades e altas em 39,2% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, os serviços prestados às famílias (-25,4%) exerceram a influência negativa mais relevante, pressionados, especialmente, pela queda nas receitas de restaurantes; hotéis; de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e de atividades de condicionamento físico. A outra pressão negativa veio de serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,1%), explicado, principalmente, pela redução na receita das empresas de agências de viagens; administração de programas de fidelidade; soluções de pagamentos eletrônicos; organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; limpeza de edifícios; e vigilância e segurança privada.

Em contrapartida, as contribuições positivas no acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, ficaram com os ramos de informação e comunicação (3,5%), de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,7%) e de outros serviços (1,9%).

Serviços caíram em 14 das 27 unidades da federação em março

Regionalmente, 14 das 27 unidades da federação registraram retração no volume de serviços em março de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o recuo (-4,0%) observado no Brasil – série ajustada sazonalmente.

Entre os locais com taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (-2,6%), seguido por Distrito Federal (-6,1%), Minas Gerais (-1,6%), Santa Catarina (-3,4%) e Rio de Janeiro (-0,8%). Já a maior alta foi em Mato Grosso do Sul (11,8%).

Frente a março de 2020, o avanço do volume de serviços no Brasil (4,5%) foi acompanhado por 19 das 27 unidades da federação. A principal influência positiva ficou com São Paulo (4,4%), seguido por Minas Gerais (10,7%), Mato Grosso (38,1%) e Santa Catarina (13,2%). Por outro lado, o Distrito Federal (-4,9%) assinalou o resultado negativo mais relevante.

Já no acumulado de 2021, frente a igual período do ano anterior, o recuo do volume de serviços no Brasil (-0,8%) se deu de forma equilibrada entre os locais investigados, já que 14 das 27 unidades da federação também mostraram retração na receita real de serviços.

O principal impacto negativo em termos regionais ocorreu no Rio de Janeiro (-3,0%), seguido por Bahia (-9,8%), Paraná (-4,4%), São Paulo (-0,5%), Distrito Federal (-7,5%) e Rio Grande do Sul (-4,9%). Por outro lado, Minas Gerais (6,3%), Santa Catarina (9,4%) e Mato Grosso (10,3%) registraram as contribuições positivas mais relevantes sobre índice nacional.

Índice de atividades turísticas tem queda de 22,0% em março

Em março de 2021, o índice de atividades turísticas apontou retração de 22,0% frente ao mês imediatamente anterior, queda mais intensa desde abril de 2020 (-54,5%). O segmento de turismo vinha mostrando recuperação entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, com avanço de 127,2%, mas sofre novo revés neste mês, de maneira que agora ainda necessita crescer 78,7% para retornar ao patamar de fevereiro do ano passado.

Todos os 12 locais pesquisados acompanharam a retração verificada na atividade turística nacional (-22,0%). A influência negativa mais relevante ficou com São Paulo (-21,5%), seguido por Rio de Janeiro (-17,2%), Paraná (-26,5%), Minas Gerais (-17,4%), Santa Catarina
(-26,2%) e Pernambuco (-24,9%).

Frente a março de 2020, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil caiu 19,1%, décima terceira taxa negativa seguida. Todas as doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram recuo, com destaque negativo para São Paulo (-27,7%), seguido por Rio Grande do Sul (-33,2%), Paraná (-24,3%) e Rio de Janeiro (-8,2%).

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 27,4% frente a igual período de 2020, pressionado, sobretudo, pelas reduções de receita obtida por empresas dos ramos de restaurantes; transporte aéreo de passageiros; hotéis; agências de viagens; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Todos os doze locais investigados também registraram taxas negativas, com destaque para São Paulo (-35,6%) e Rio de Janeiro (-23,8%), seguidos por Minas Gerais (-25,8%), Paraná (-28,1%), Rio Grande do Sul (-30,2%) e Bahia (-18,8%).