Estatísticas experimentais

PNAD COVID19: 7,5% da população ocupada estava afastada do trabalho devido ao distanciamento social na terceira semana de julho

Editoria: Séries Especiais

07/08/2020 09h00 | Última Atualização: 07/08/2020 09h47

Essa taxa caiu em relação à semana anterior (8,6% ou 7,0 milhões de trabalhadores) e também frente à primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio (19,8%).

A PNAD COVID19 estimou em 81,8 milhões a população ocupada do país na semana de 12 a 18 de julho, com estabilidade em relação à semana anterior (81,1 milhões de pessoas) e queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).

A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 72,5 milhões de pessoas, com aumento em relação à semana anterior (71,0 milhões) e também frente à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,2 milhões (ou 11,3%) trabalhavam remotamente. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (8,2 milhões ou 11,6%) e, em números absolutos, ficou estável em relação à semana de 3 a 9 de maio (8,6 milhões), porém com queda percentual frente àquela semana (13,4%).

O nível de ocupação foi de 48,0%, estável frente à semana anterior (47,6%) e em queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%).

A proxy da taxa de informalidade foi de 32,5%, recuando em relação à semana anterior (34,0%) e à semana de 3 a 9 de maio (35,7%).

Cerca de 6,2 milhões (7,5% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente teve redução em relação à semana anterior (7,0 milhões ou 8,6% da população ocupada) e frente à semana de 3 a 9 de maio (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados).

A população desocupada foi estimada em 12,4 milhões de pessoas, estável frente à semana anterior (12,2 milhões), mas com alta em relação à semana de 3 a 9 de maio (9,8 milhões). Com isso, a taxa de desocupação ficou em 13,1%, a mesma da semana anterior (13,1%) e bem acima da taxa registrada na primeira semana de maio (10,5%).

A taxa de participação na força de trabalho ficou em 55,2% ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior (54,8%) e frente à primeira semana de maio (55,2%).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 76,2 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação à semana anterior (76,9 milhões) e frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, cerca de 28,0 milhões de pessoas (ou 36,7% da população fora da força de trabalho) disseram que gostariam de trabalhar. Esse contingente ficou estável em relação à semana anterior (28,3 milhões ou 36,7%) e aumentou frente à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

Cerca de 18,6 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 66,4% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (19,2 milhões ou 68,0%) e em comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 70,7%).

3,3 milhões de pessoas com síndrome gripal procuraram estabelecimento de saúde

Na semana de 12 a 18 de julho, a PNAD COVID19 estimou que 13,8 milhões de pessoas (ou 6,5% da população do país) apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal (febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular) que são investigados pela pesquisa. Esse contingente ficou estatisticamente estável frente à semana anterior (13,9 milhões ou 6,6% da população) e caiu em relação à de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%).

Cerca de 3,3 milhões de pessoas (ou 23,7% daqueles que apresentaram algum sintoma) procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento (postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório /consultório, pronto socorro ou hospital privado). Esse contingente ficou estável em relação à semana anterior (3,0 milhões ou 21,5%) e teve queda em números absolutos (mas aumento em termos percentuais) frente à semana de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%). Cerca de 85% destes atendimentos foram na rede pública de saúde.

Entre 12 e 18 de julho, 302 mil pessoas (9,3% daquelas que apresentaram sintomas) que tiveram sintomas de síndrome gripal procuraram atendimento em ambulatório ou consultório privado ou ligado às forças armadas. Essa proporção representa estabilidade tanto na comparação com a semana anterior (315 mil ou 10,6%), quanto em relação à primeira semana de maio (320 mil ou 8,7%).

Cerca de 912 mil pessoas procuraram atendimento em hospital, público, particular ou ligado às forças armadas na semana entre 12 e 18 de julho, ou 6,6% daquelas que apresentaram sintomas. Esse contingente ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior (914 mil pessoas ou 6,6%) e frente à semana de 3 a 9 de maio (1,1 milhão ou 4,0%). Entre os que procuraram atendimento, 135 mil (14,8%) foram internados. Nesse caso, também houve estabilidade frente à semana anterior (124 mil ou 13,6%) e a semana de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).