PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 12,3% e taxa de subutilização é de 24,5% no trimestre encerrado em julho

30/08/2018 09h00 | Última Atualização: 30/08/2018 12h55

A taxa de desocupação (12,3%) no trimestre de maio a julho de 2018 registrou queda (-0,6 ponto percentual) em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018 (12,9%). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (12,8%), também houve redução (-0,5 p.p.).

Indicador / Período Mai- jun-jul/2018 Fev-mar-abr 2018 Mai- jun-jul/2017
Taxa de desocupação 12,3% 12,9% 12,8%
Taxa de subutilização 24,5% 24,6% 23,9%
Rendimento real habitual R$ 2.205 R$ 2.215 R$ 2.188
Variação do rendimento real habitual em relação a: -0,5% (estabilidade) 0,8% (estabilidade)

A população desocupada (12,9 milhões) caiu (-4,1%) em relação ao trimestre anterior (13,4 milhões) e também (-3,4%) quando comparada ao mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 13,3 milhões de desocupados.

A taxa de subutilização (24,5%) no trimestre de maio a julho de 2018 ficou estável em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018 (24,6%). Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2017 (23,9%), houve alta (0,5 p.p.).

A população subutilizada (27,6 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior (27,5 milhões). Em relação a igual trimestre de 2017 (26,6 milhões), este grupo cresceu 3,4%, um adicional de 913 mil pessoas subutilizadas.

O número de pessoas desalentadas (4,818 milhões) no trimestre de maio a julho de 2018 ficou estável em relação ao trimestre anterior (4,720 milhões). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (4,090 milhões), houve alta (17,8%).

O percentual de pessoas desalentadas na população de 14 anos ou mais de idade na força de trabalho ou desalentada foi estimado em 4,4% no trimestre de maio a julho de 2018. A taxa ficou estável em relação ao trimestre anterior (4,3%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2017 (3,8%), houve aumento (0,6 p. p.).

A população ocupada (91,7 milhões) cresceu 1,0% (mais 928 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (90,7 milhões), houve alta de 1,1%. O nível da ocupação (53,9%) subiu em relação ao trimestre anterior (53,6%) e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2017 (53,8%).>

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,0 milhões) ficou estável em ambas as comparações. O número de empregados sem carteira de trabalho assinada (11,1 milhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior e subiu 3,4% (mais 368 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,1 milhões) ficou estável na comparação com o trimestre de fevereiro a abril de 2018. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 2,1% (mais 483 mil pessoas).

O rendimento médio real habitual (R$ 2.205) no trimestre de maio a julho de 2018 registrou estabilidade frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2018 (R$ 2.215) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.188).

A massa de rendimento real habitual (R$ 197,2 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior (R$ 195,9 bilhões) e ao mesmo trimestre de 2017 (R$ 193,4 bilhões).

A publicação completa, o quadro sintético e a apresentação da PNAD Contínua mensal estão à direita desta página.

A taxa de desocupação foi estimada em 12,3% no trimestre móvel referente aos meses de maio a julho de 2018, registrando variação de -0,6 p. p. em relação ao trimestre de fevereiro a abril (12,9%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, maio a julho de 2017, quando a taxa foi estimada em 12,8%, o quadro foi de queda (-0,5 p.p.).

No trimestre de maio a julho de 2018, havia aproximadamente 12,9 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente recuou -4,1% (menos 545 mil pessoas) frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2018 (13,4 milhões). No confronto com igual trimestre de 2017 (13,3 milhões), também houve recuo (-3,4%, ou menos 458 mil desocupados).

Taxa de Composta de subutilização da força de trabalho nos trimestres de maio a julho de 2018
Brasil – (em %) - 2012/2018

 

A taxa de composta de subutilização da força de trabalho (Percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial) foi estimada em 24,5% no trimestre móvel referente aos meses de maio a julho de 2018, registrando estabilidade em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018 (24,6%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, maio a julho de 2017, quando a taxa foi estimada em 23,9%, o quadro foi de elevação (0,5 ponto percentual).

No trimestre de maio a julho de 2018, havia 27,6 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente apresentou estabilidade frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2018, ocasião em que a subutilização foi estimada em 27,5 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 26,6 milhões de pessoas subutilizadas, esta estimativa apresentou variação de 3,4%, um adicional de 913 mil pessoas.

O contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas (6,6 milhões) no trimestre de maio a julho de 2018 subiu 4,3% em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril de 2018), ou seja, um adicional de 271 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 9,3% (ou mais 560 mil pessoas subocupadas).

O contingente de pessoas desalentadas foi estimado em aproximadamente 4,818 milhões no trimestre de maio a julho de 2018. Essa estimativa apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior este indicador apresentou variação positiva (17,8%), quando havia no Brasil 4,090 milhões de pessoas desalentadas.

O percentual de pessoas desalentadas na população de 14 anos ou mais de idade na força de trabalho ou desalentada foi estimada em 4,4% no trimestre móvel referente aos meses de maio a julho de 2018, registrando estabilidade em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018 (4,3%). Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando a taxa foi estimada em 3,8%, houve alta (0,6 p. p.).

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de maio a julho de 2018 foi estimado em 104,5 milhões de pessoas e apresentou uma alta de 383 mil pessoas (0,4%) quando comparada com o trimestre de fevereiro a abril de 2018. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve crescimento de 0,5% (acréscimo de 525 mil pessoas).

O contingente fora da força de trabalho no trimestre de maio a julho de 2018 foi estimado em 65,5 milhões de pessoas. Esta população ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas teve alta (1,7%) em relação ao mesmo trimestre de 2017 (64,4 milhões).

O número de pessoas ocupadas foi estimado em 91,7 milhões no trimestre de maio a julho de 2018. Houve alta de 1,0% em relação ao trimestre anterior (mais 928 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2017, também houve variação positiva (1,1%).

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 53,9% no trimestre de maio a julho de 2018, com alta de 0,3 ponto percentual frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2018, 53,6%. Em relação a igual trimestre de 2017, este indicador não apresentou variação estatisticamente significativa.

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 33,0 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2017.

A categoria dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (11,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 3,4% (ou mais 368 mil pessoas).

A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,1 milhões de pessoas) ficou estável na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou elevação de (2,1%), um adicional estimado de 483 mil pessoas.

No período de maio a julho de 2018, a categoria dos empregadores (4,4 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em ambas as comparações.

A categoria dos trabalhadores domésticos (6,3 milhões de pessoas) ficou estável no confronto com o trimestre de fevereiro a abril de 2018. Frente ao trimestre de maio a julho de 2017, houve elevação de 3,2%, representando um adicional estimado de 192 mil pessoas.

O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 11,7 milhões de pessoas, apresentou aumento de 2,5% frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior houve estabilidade.

Por grupamentos de atividade, do trimestre móvel de maio a julho de 2018, em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018, o contingente de ocupados subiu 2,9% na categoria de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (mais 451 mil pessoas). Nos demais grupamentos não houve variação significativa.

Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2017 houve alta nas categorias Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7%, ou mais 427 mil pessoas) e Outros serviços (6,0%, ou mais 268 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 2 205 no trimestre de maio a julho de 2018, com estabilidade em ambas as comparações.

Rendimento médio mensal real, habitualmente recebido no mês de referência,
de todos os trabalhos das pessoas ocupadas - Brasil - 2012/2018 - (R$)

Segundo a análise do rendimento médio real por grupamentos de atividade, não houve crescimento em qualquer categoria em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018. Houve redução em: Construção (5,0%, ou menos R$ 88) e Serviços domésticos (3,1%, ou menos R$ 28). Em relação ao trimestre de maio a julho de 2017 houve alta de 3,2% em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (mais R$ 100). Os demais grupamentos ficaram estáveis.

A análise do rendimento médio real segundo a posição na ocupação mostrou que não houve alta em qualquer categoria em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2018. Houve redução na categoria de Trabalhador doméstico (3,1%, ou menos R$ 28). Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2017, foi observado aumento (3,3%, ou mais R$ 110) na categoria de Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar).

A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 197,2 bilhões e ficou estável em ambas as comparações.