Setor de Serviços tem queda de 1,0% em agosto

17/10/2017 09h00 | Última Atualização: 18/10/2017 15h05

Em agosto, o setor de Serviços recuou 1,0% frente a julho, após queda de 0,8% em julho e alta de 1,3% em junho, na série com ajuste sazonal.

Período Volume Receita nominal
Agosto 2017 / Julho 2017 -1,0% -0,6%
Agosto 2017 / Agosto 2016 -2,4% 2,0%
Acumulado em 2017 -3,8% 1,7%
Acumulado em 12 meses -4,5% 0,7%


Em relação a agosto de 2016, na série sem ajuste sazonal, os Serviços caíram 2,4%, e mantiveram a sequência negativa iniciada em abril de 2015. Os acumulados no ano (-3,8%) e em 12 meses (-4,5%) não foram alterados.

Na comparação com julho, os Serviços prestados às famílias interromperam uma sequência de três meses consecutivos de crescimento, e foram a única atividade com queda em agosto (-4,8%). Serviços profissionais, administrativos e complementares (1,6%), Outros serviços (1,0%), Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,7%) e Serviços de informação e comunicação (0,3%) tiveram variações positivas. As Atividades turísticas, um agregado especial, caíram 3,1%.

A receita nominal em agosto baixou 0,6%, frente a julho. Na comparação com agosto de 2016, o crescimento foi de 2,0%. Os acumulados no ano (1,7%) e em 12 meses (0,7%) não foram alterados.

A publicação completa da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) pode ser acessada aqui.

INDICADORES DE VOLUME DE SERVIÇOS, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES
BRASIL - AGOSTO 2017
ATIVIDADES TAXA DE VARIAÇÃO DE VOLUME  (%) 
MÊS/MÊS ANTERIOR
COM AJUSTE SAZONAL
MÊS/IGUAL MÊS DO
ANO ANTERIOR
ACUMULADO
JUN JUL AGO JUN JUL AGO NO ANO 12 MESES
BRASIL   1,3 - 0,8 - 1,0 - 3,0 - 3,2 - 2,4 - 3,8 - 4,5
1 - Serviços prestados às famílias  1,1  0,8 - 4,8  4,2  1,5 - 4,4 - 1,9 - 2,9
1.1 - Serviços de alojamento e alimentação  0,8  2,0 - 7,5  5,5  3,6 - 3,8 - 1,1 - 2,4
1.2 - Outros serviços prestados às famílias  3,2 - 2,8  0,1 - 3,0 - 9,4 - 8,2 - 6,5 - 6,1
2 - Serviços de informação e comunicação - 0,1 - 0,8  0,3 - 2,8 - 4,1 - 3,4 - 2,2 - 2,8
2.1 - Serviços TIC  0,2 - 1,0  0,8 - 0,5 - 2,3 - 1,0 - 0,6 - 1,4
2.11 - Telecomunicações - 2,1 - 0,6 - 0,2 - 5,5 - 5,0 - 5,0 - 2,5 - 3,0
2.12 - Serviços de tecnologia da informação  3,3  1,1 - 1,6  7,9  3,4  8,1  3,3  2,4
2.2- Serviços audiovisuais, de edição e        agências de notícias -  0,3   0,6  - 2,0  - 14,6  - 13,2  - 16,0  - 10,4  - 10,6
3 - Serviços profissionais, administrativos e complementares  0,5 - 1,9  1,6 - 6,6 - 7,8 - 5,9 - 8,1 - 6,8
3.1 - Serviços técnico-profissionais  0,0 - 1,9  0,1 - 14,4 - 13,3 - 13,7 - 15,4 - 14,6
3.2 - Serviços administrativos e  complementares - 0,1 - 0,8  1,5 - 2,8 - 4,6 - 2,1 - 4,5 - 3,5
4 - Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio  1,4 - 0,7  0,7  2,1  3,0  5,3  0,5 - 3,0
4.1 - Transporte terrestre  2,1 - 1,8 - 1,1  0,6  0,5  2,0 - 1,5 - 5,2
4.2 - Transporte aquaviário  2,4 - 0,9  3,9  22,2  23,9  27,6  11,9 - 0,4
4.3 - Transporte aéreo  7,9 - 3,6  5,3 - 25,7 - 18,1 - 12,4 - 17,2 - 11,5
4.4 - Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio  1,9  0,4 - 0,7  9,6  10,0  12,1  6,8  2,3
5 - Outros serviços  0,6 - 2,7  1,0 - 9,1 - 11,4 - 9,0 - 10,1 - 7,4
Atividades turísticas  5,3 - 2,6 - 3,1 - 5,2 - 5,0 - 8,1 - 6,4 - 5,0


Na comparação com agosto de 2016, houve queda em quatro das cinco atividades pesquisadas: Outros serviços (-9,0% e -0,7 ponto percentual), Serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,9% e -1,5 p.p.), Serviços prestados às famílias (-4,4% e -0,4 p.p.) e Serviços de informação e comunicação (-3,4% e -1,3 p.p.). Apenas a atividade de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (5,3% e 1,5 p.p.) cresceu.

Alagoas, Paraíba e Amazonas tiveram as maiores quedas nos serviços

Entre as 27 unidades federativas, as maiores baixas nos Serviços, na comparação com julho, ocorreram em Alagoas (-5,9%), Paraíba (-3,6%) e Amazonas (-2,9%). Os estados que mais cresceram foram Roraima (9,8%), Bahia (3,8%) e Piauí (3,5%).

Quanto aos resultados frente a agosto de 2016, Mato Grosso (15,8%), Paraná (5,5%) e São Paulo (0,8%) foram os destaques positivos. As maiores baixas foram no Distrito Federal (-13,3%), Paraíba (-12,7%) e Amapá (-12,2%). 

Dos 12 locais pesquisados, atividades turísticas cresceram apenas no Espírito Santo

Frente a julho, as Atividades turísticas caíram em 11 dos 12 locais pesquisados, com exceção do Espírito Santo (1,2%): Pernambuco (-8,5%), Rio de Janeiro (-7,4%), Ceará (-6,8%), Santa Catarina (-6,1%), Goiás (-5,9%), São Paulo (-3,9%), Rio Grande do Sul (-3,1%), Paraná (-1,2%), Bahia (-0,7%), Distrito Federal (-0,4%) e Minas Gerais (-0,1%).

Na comparação com agosto de 2016, houve crescimento das Atividades turísticas em: Espírito Santo (11,1%), Goiás (8,9%), Paraná (5,0%), Pernambuco (3,8%), Minas Gerais (1,5%) e Bahia (0,7%). Os resultados negativos foram em: Rio de Janeiro (-32,4%), Distrito Federal (-19,2%), Rio Grande do Sul (-11,3%), Santa Catarina (-4,6%), São Paulo (-2,5%) e Ceará (-0,4%).