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IBGE imprime sua digital em feira de geotecnologias em São Paulo

Editoria: Geociências | Adelina Bracco e Juliana Pinho

17/06/2026 14h39 | Atualizado em 17/06/2026 14h39

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que celebra 90 anos em 2026, participa da MundoGEO Connect 2026, uma das principais feiras de geotecnologias da América Latina. O evento teve início nesta terça-feira (16), no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), e segue até quinta-feira (18).

Reunindo empresas, universidades, governo e investidores, a feira representa um momento único para o Instituto. Como frisou Marcelo Maranhão, assessor técnico de Geociências do IBGE, “é quando temos a oportunidade de interagir com especialistas de várias áreas que nos interessam, que nos contam as novidades do mercado em matéria de tecnologias e, ao mesmo tempo, nos dão um feedback, validando nosso trabalho.”

Reunindo empresas, universidades, governo e investidores, a feira representa um momento único para o Instituto. - Foto: Juliana Pinho

O Coordenador do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI) e da Comunicação Social do IBGE, José Daniel Castro, em visita ao estande, salientou que a inovação este ano visa facilitar o amplo acesso aos dados do Instituto, através de um conteúdo renovado no totem interativo, nos painéis e nos vídeos.

Leandro Albertini, Coordenador-Geral Adjunto do CDDI, é um dos que estão à frente da orientação sobre o uso do totem, com esse conteúdo facilitado. “Ferramentas digitais como esta sempre atraem a atenção de alunos, professores, técnicos e outros”, disse ele.

Um exemplo disso é o professor de geografia e funcionário da empresa “Reservas Votorantim”, Felipe Dawson, que enfatizou utilizar no trabalho dados do Censo Demográfico. E acrescentou: “além disso, como docente, estou sempre destacando a importância do IBGE para a compreensão do nosso território.”

Beatriz Monique, colega da mesma empresa de Felipe, visitava pela primeira vez a feira. Ela fez questão de frisar que nutria grande expectativa com relação ao novo Censo Agropecuário, Florestal e Agrícola. “Quero acompanhar pelo IBGE, pois para mim, para meus estudos, é muito importante”, destacou.

Falando sobre as novidades no estande, Vania de Oliveira Nagem, Gerente de Disseminação de Informações da DGC apontou como exemplo a apresentação de vídeos sobre o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.Neles são explicadas as etapas da grande operação censitária que será levada a cabo em 2027 e o uso de geotecnologias em suporte ao trabalho de campo.

Ainda sobre o material do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícolano estande, Marta Franco, da Coordenação de Meio Ambiente do IBGE, acentuou que os visitantes poderão acessar informações sobre as etapas já realizadas e as que estão por vir, inclusive ver como será o questionário a ser aplicado.

Presente ao evento, Fábio Lobo, da Coordenação de Geociências da Superintendência Estadual do IBGE no Ceará, rememorou a capacitação realizada na Reserva RECOR (do IBGE) para uso de drones. Mas, com relação ao Censo Agro, disse que, pelas informações que possuía, não havia previsão de utilização desse recurso na operação.

A utilização de drones para trabalhos cartográficos foi citada por Fernando Barroso, da coordenação de Cartografia do IBGE (CCAR). Ele deu como exemplo a demanda do Supremo Tribunal Federal (STF) para que fosse levantada a área limítrofe entre a Bahia e Minas Gerais. “Entregamos o resultado aos representantes de cada estado e eles resolveram politicamente”, relembrou ele.

Já o coordenador de Estruturas Territoriais do IBGE, Roberto Tavares, ressaltou que o uso de drones em trabalhos relacionados à definição e atualização de limites territoriais vem sendo ampliado pelo Instituto. Segundo ele, os resultados obtidos têm sido positivos e parte dessas experiências está sendo apresentada ao público durante a feira. “Estamos mostrando como essa tecnologia tem contribuído para os trabalhos do IBGE por meio de vídeos, materiais explicativos e recursos interativos disponíveis no estande”, afirmou.

Durante o evento, equipes da área de Geociências apresentam produtos, serviços e sistemas que dão suporte a diferentes aplicações no setor. Para a gerente de Redes de Referência Verticais do Instituto, Jéssica Siqueira, a participação na feira evidencia como os dados geodésicos do IBGE estão presentes em diversas soluções tecnológicas expostas no evento. “Grande parte das tecnologias apresentadas aqui depende, de alguma forma, das referências geodésicas produzidas pelo IBGE. Sistemas de posicionamento, drones e equipamentos de levantamento utilizam nossas bases e redes de referência para garantir precisão e confiabilidade aos resultados”, destacou.

O gerente de Redes de Referência Planialtimétrica, Guiderlan Mantovani, por sua vez, chamou atenção para o alcance e a gratuidade dos serviços oferecidos pelo Instituto. Segundo ele, o interesse pelo trabalho desenvolvido pelo Instituto ultrapassa as fronteiras nacionais. “Recebemos visitantes de diferentes países interessados em entender como funcionam nossos serviços. Muitas vezes, eles se surpreendem ao descobrir que informações e ferramentas amplamente utilizadas pelo mercado são disponibilizadas gratuitamente pelo IBGE”, afirmou.

Confira imagens da participação do IBGE no Evento. - Foto: Juliana Pinho
Confira imagens da participação do IBGE no Evento. - Foto: Juliana Pinho
Confira imagens da participação do IBGE no Evento. - Foto: Juliana Pinho
Confira imagens da participação do IBGE no Evento. - Foto: Juliana Pinho

Entre os novos painéis, o aplicativo on-line do serviço para pós-processamento de dados do GNSS* - PPP - fez sucesso entre os participantes. Erick Santos, gerente de geoprocessamento da Strata Engenharia, contou que utiliza diariamente as correções disponíveis. “Sem isso, ficaríamos na mão”, assegurou. Seu colega João Pedro Marques frisou que em todo o início de obra da empresa não pode faltar a validação com o PPP: “sem o aplicativo do IBGE não somos nada.”

Outra novidade no estande é o mural com QR codes, que visa, da mesma forma, facilitar o acesso aos diversos bancos de dados do IBGE. De acordo com Ludolf da Mota, da CCAR, com um celular é possível chegar até eles sem ter de fazer a busca no portal. “Fica mais simples para um estudante, por exemplo”, comentou. Vários estudantes de escolas e universidades visitaram o estande para conhecer o totem e obter kits com materiais de divulgação.

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