Macrocaracterização

Nova publicação de geociências apresenta retrato dos recursos naturais do país

Editoria: Geociências | Eduardo Peret

13/05/2019 10h00 | Atualizado em 13/05/2019 11h23

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Pico das Agulhas Negras, exemplo de ambiente natural, situado no Parque Nacional do Itatiaia (RJ) - Foto: André Pelech/IBGE

O IBGE lançou hoje o primeiro volume da coleção Macrocaracterização dos Recursos Naturais do Brasil, também disponível na Plataforma Geográfica Interativa. A série de publicações apresenta os resultados de 20 anos de mapeamentos e pesquisas do instituto nas áreas de Geologia (rochas), Geomorfologia (relevo), Pedologia (solos) e Vegetação. O objetivo da coleção é oferecer à sociedade um retrato do ambiente natural brasileiro, possibilitando uma visão ampla e integrada do território.

O projeto teve origem num convênio entre o IBGE e o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), em 1998, e parte de imagens de satélite para fazer o mapeamento do território.

Segundo o coordenador de Geografia do IBGE, Claudio Stenner, a coleção é “uma forma de aproximar o público em geral de conhecimentos muito importantes, porém pouco divulgados, sobre o nosso país”.

A publicação traz quatro capítulos temáticos abrangentes, todos com mapas, tabelas e gráficos para apresentar, em detalhes, os conjuntos de elementos naturais selecionados para representar cada tema.

O primeiro capítulo fala das dez Províncias Estruturais em que se divide o território brasileiro. Elas são grandes áreas geológicas naturais, com características distintas. O segundo traz o mapeamento de relevo, iniciado na década de 1970 pelo Projeto Radam Brasil. O capítulo seguinte explica os tipos de solo do país e o quarto cobre a enorme diversidade da vegetação brasileira.

O gerente de Mapeamento de Recursos Naturais do IBGE, Therence de Sarti, explica como serão os próximos volumes da coleção: “eles trarão maior detalhamento de itens que foram apresentados nessa primeira, ou também podem cruzar dados e referências”.

A coordenação está preparando um volume sobre os terrenos com maior ou menor chance de deslizamento em todo o Brasil. “Temos outras possibilidades como, por exemplo, cruzar a potencialidade do solo com a cobertura e o uso da terra. Assim será possível ver em que áreas o solo está sendo usado para fins adequados e onde pode haver melhorias”, conclui Therence.


Palavras-chave: Geociências, Ambientes naturais, Recursos naturais.