10/04/2018 | Última Atualização: 10/04/2018 09:00:00

Nordeste é a única região onde se espera aumento na safra em 2018

Editoria: Estatísticas Econômicas | Subeditoria: Produção agrícola

Com produção agrícola estimada em 17,8 milhões de toneladas para 2018, 9,3% maior que em 2017, o Nordeste é a única região do país onde, até o momento, estima-se colher mais do que no ano passado. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, referentes a março, divulgados hoje pelo IBGE.

Já a previsão nacional para 2018 foi de 229,3 milhões de toneladas, 4,7% a menos que em 2017, mas acima da estimativa de fevereiro (-5,6%). Nas demais regiões as quedas foram de: Centro Oeste (-5,1%), Sul (-6,1%), Sudeste (-7,9%), Norte (-6,3%).

#praCegoVer Gráfico da variação da produção agrícola do Brasil e grandes regiões, comparando a estimativa de março de 2018 com a safra de 2017

Zona conhecida como Matopiba ajudou a alavancar resultado

No Nordeste, em comparação com a estimativa de fevereiro, destacam-se aumentos na safra do algodão, com acréscimo de 10,5% na Bahia, e na produção de soja, com crescimentos de 8,5% na Bahia, 4,9% no Piauí e 3,4% no Maranhão.

“Em contraste com a seca que assolou a região nos últimos anos, o volume de chuvas este ano tem favorecido o desenvolvimento das culturas, principalmente na região do Matopiba, composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia”, destaca o gerente da pesquisa, Carlos Antônio Barradas.

Apesar da previsão positiva do Nordeste, a região é a segunda menor produtora agrícola do país, respondendo por 8,5% da safra nacional, à frente apenas do Norte, 3,6%. Enquanto que o Centro-Oeste, Sul e Sudeste respondem por, respectivamente, 43,9%, 34,4% e 9,6%.

Quedas na soja, milho e arroz motivaram decréscimo na previsão de março 

Na estimativa de março para a safra nacional, a queda em relação à produção agrícola de 2017 foi motivada por reduções de -0,4% na soja, -12,4% no milho e de -5,5% no arroz, uma vez que as três culturas representam 93,1% da safra brasileira.

Mesmo diante das quedas, Barradas se mostrou otimista quanto aos próximos resultados. “Esse ano tem sido bastante positivo para a agricultura, mas as chuvas chegaram mais tarde que no ano passado. No entanto, se o clima continuar favorável, a produção desse ano pode, inclusive, superar o recorde de 2017”, observa.


Repórter: João Neto
Imagem: Licia Rubinstein
Arte: Helga Szpiz