Em junho, desocupação foi de 6,9%

23/07/2015 07h51 | Atualizado em 25/05/2017 12h48

Indicador / período JUNHO
de 2015
Maio
de 2015
Junho
de 2014
Taxa de desocupação
6,9%
6,7%
4,8%
Rendimento real habitual
R$ 2.149,00
R$ 2.132,58
R$ 2.212,87
Valor do rendimento em relação a
0,8%
-2,9%

A taxa de desocupação em junho (6,9%) ficou estatisticamente estável em relação a maio (6,7%) e aumentou 2,1 pontos percentuais em relação a junho do ano passado (4,8%). Foi a maior taxa para um mês de junho desde 2010 (7,0%). A população desocupada (1,7 milhão de pessoas) ficou estável em relação a maio e cresceu 44,9% (mais 522 mil pessoas) em relação a junho de 2014. A população ocupada (22,8 milhões) ficou estável no mês e recuou 1,3% (ou menos 298 mil pessoas) no ano. A população não economicamente ativa (19,3 milhões de pessoas) manteve-se estável em ambas as comparações. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,5 milhões) ficou estável no mês e recuou 2,0% (menos 240 mil pessoas) em relação a junho de 2014. O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 2.149,10) subiu 0,8% em relação a maio (R$ 2.132,58 ) e recuou 2,9% contra junho de 2014 (R$ 2.212,87). A massa de rendimento médio real habitual (R$ 49,5 bilhões em junho de 2015) ficou estável no mês e caiu 4,3% em relação a junho de 2014. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 49,8 bilhões em MAIO de 2015) ficou estatisticamente estável em relação a abril e recuou 3,8% frente a maio de 2014. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) é realizada em seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) e sua publicação completa pode ser acessada aqui.


Taxa de desocupação - maio 2014 a junho de 2015(%)
 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Mensal de Emprego.

No mês, a taxa de desocupação ficou estável nas seis regiões metropolitanas

Regionalmente, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação não se alterou em nenhuma das regiões em relação a maio último. Mas em relação a junho de 2014 a taxa cresceu em todas as regiões: em Recife, passou de 6,2% para 8,8% (+2,6 pp); em Salvador, de 9,0% para 11,4% (+2,4 pp); em São Paulo de 5,1% para 7,2% (+2,1 pp); em Porto Alegre, de 3,7% para 5,8% (+2,1 pp); no Rio de Janeiro, de 3,2% para 5,2% (+2,0 pp) e em Belo Horizonte, de 3,9% para 5,6% (+1,7 pp).


Taxa de desocupação nos meses de junho
 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Mensal de Emprego.

No mês, o rendimento médio subiu em cinco das seis regiões metropolitanas

Regionalmente, em relação a maio, o rendimento médio real habitual subiu em Recife (2,2%); Belo Horizonte e Porto Alegre (1,1%, ambos); Rio de Janeiro (0,8%) e em São Paulo (0,7%). Em Salvador houve queda (-0,7%). No ano, o rendimento caiu em quatro regiões: Rio de Janeiro (-5,0%); Salvador e São Paulo (-3,1%, ambos) e Belo Horizonte (-2,5%), com alta em Recife (0,5%) e estabilidade em Porto Alegre.

No mês, o rendimento médio real habitual caiu em dois dos sete grupamentos de atividade analisados (Construção e Outros Serviços), cresceu em dois (Comércio e Serviços prestados às Empresas) e ficou estável nos demais. No ano, todos os sete recuaram (tabela abaixo).


Rendimento médio real habitualmente recebido

Grupamentos de atividade
jun/14
mai/15
jun/15
% mensal
% anual
População ocupada
2.212,87
2.132,58
2.149,00
0,8
-2,9
Indústria extrativa, de transformação e distribuição
de eletricidade, gás e água
2.243,54
2.225,45
2.223,00
-0,1
-0,9
Construção
1.970,42
1.953,78
1.855,00
-5,1
-5,9
Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos
pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis
1.788,89
1.673,55
1.698,30
1,5
-5,1
Serviços prestados à empresa, aluguéis,
atividades imobiliárias e intermediação financeira
2.745,95
2.566,83
2.654,10
3,4
-3,3
Educação, saúde, serviços sociais,
administração pública, defesa e seguridade social
3.040,65
2.942,45
2.950,50
0,3
-3,0
Serviços domésticos
970,75
953,12
950,00
-0,3
-2,1
Outros serviços (alojamento, transporte,
limpeza urbana e serviços pessoais)
1.902,17
1.860,50
1.850,40
-0,5
-2,7

Já entre as categorias de posição na ocupação, na comparação mensal, o rendimento médio real recuou para os empregados sem carteira assinada no setor privado e subiu para os militares e funcionários públicos e ostrabalhadores por conta própria, ficando estável entre os empregados com carteira assinada no setor privado. No ano, houve recuos nas quatro categorias (tabela abaixo).


Rendimento médio real habitualmente recebido

Categorias de posição na ocupação
jun/14
mai/15
jun/15
% mensal
% anual
Empregados com carteira no setor privado
2.014,35
1.963,15
1.969,30
0,3
-2,2
Empregados sem carteira no setor privado
1.504,28
1.561,63
1.473,60
-5,6
-2,0
Militares e funcionários públicos
3.863,39
3.737,73
3.757,80
0,5
-2,7
Pessoas que trabalharam por conta própria
1.882,45
1.806,91
1.844,20
2,1
-2,0