Em outubro, setor de serviços cai 2,4%

Editoria: IBGE

14/12/2016 10h15 | Última Atualização: 25/05/2017 12h48

 

Período
Volume
Receita Nominal
Outubro 2016 / setembro 2015
-2,4%
-1,3%
Outubro 2016 / outubro 2015
-7,6%
-3,1%
Acumulado em 2016
-5,0%
0,0%
Acumulado em 12 meses
-5,1%
0,0%

O volume do setor de serviços apresentou, no mês de outubro, queda de 2,4% frente a setembro, na série com ajuste sazonal, após ter registrado recuo de 0,3% em setembro e de 1,6% em agosto. No confronto com igual mês do ano anterior, o setor registrou queda de 7,6%, a maior para o mês de outubro e para toda a série, iniciada em janeiro de 2012. A taxa acumulada nos dez meses de 2016 ficou em -5,0% e nos últimos 12 meses, em -5,1%. A receita nominal registrou variação de -1,3%, em outubro frente a setembro, na série com ajuste sazonal, e na comparação com mesmo mês do ano anterior, a variação sem ajuste sazonal ficou em -3,1%. As taxas acumuladas no ano e em 12 meses ficaram em 0,0%. A publicação completa da PMS pode ser acessada aqui.

Os resultados por atividade, na série livre de influências sazonais, apontam variação positiva nos Serviços prestados às famílias (0,1%) e variações negativas nos Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-7,0%); Serviços de informação e comunicação (-3,1%); Serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%) e Outros Serviços (-0,5%). O agregado especial das Atividades turísticas apresentou variação de -1,3%, na comparação com o mês imediatamente anterior.


Tabela 1
INDICADORES DE SERVIÇOS COM AJUSTE SAZONAL, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES
BRASIL - OUTUBRO 2016
ATIVIDADES
TAXA DE VARIAÇÃO MÊS/MÊS ANTERIOR (%)
VARIAÇÃO DE VOLUME
VARIAÇÃO DE RECEITA NOMINAL
AGO
SET
OUT
AGO
SET
OUT
Brasil
-1,6
-0,3
-2,4
-0,5
-1,0
-1,3
1 - Serviços prestados às famílias
-1,8
-0,9
0,1
0,9
-2,1
-1,0
   1.1 - Serviços de alojamento e alimentação
-1,7
-0,5
0,5
0,6
-1,4
-1,0
   1.2 - Outros serviços prestados às famílias
-0,7
-5,0
-2,3
0,5
-5,4
-1,5
2 - Serviços de informação e comunicação
0,2
-0,8
-3,1
0,3
-0,6
-1,8
   2.1 - Serviços TIC
0,4
-0,5
-2,3
-0,2
0,2
-1,7
      2.11 - Telecomunicações
1,6
-2,4
-1,5
1,1
-1,4
-1,6
      2.12 - Serviços de tecnlogia da informação
-0,6
4,3
-3,8
-0,1
5,6
-6,3
   2.2- Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias
-0,7
-6,8
-3,4
-0,1
-6,1
-2,3
3 - Serviços profissionais, administrativos e complementares
-0,2
0,7
-1,9
0,7
0,7
-1,2
   3.1 - Serviços técnico-profissionais
0,7
-0,3
-5,2
2,3
-0,9
-5,5
   3.2 - Serviços administrativos e complementares
0,1
-0,7
-0,4
-0,7
-0,1
0,7
4 - Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio
0,2
0,4
-7,0
-1,4
-0,9
-2,1
   4.1 - Transporte terrestre
-3,9
-0,9
-2,3
-1,7
1,3
-5,8
   4.2 - Transporte aquaviário
4,6
-9,2
-3,7
6,4
-8,7
-3,2
   4.3 - Transporte aéreo
-1,5
5,5
-0,3
-0,2
-4,2
1,4
   4.4 - Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio
-2,6
1,4
-3,4
-0,4
0,1
-1,3
5 - Outros serviços
-1,2
-2,5
-0,5
-0,7
-1,8
0,3
Atividades turísticas
-0,9
1,5
-1,3
1,3
-2,3
-0,7
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
 

Tabela 2
INDICADORES DE VOLUME DOS SERVIÇOS SEM AJUSTE SAZONAL,
SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES BRASIL - OUTUBRO 2016

 

ATIVIDADES TAXA DE VARIAÇÃO (%)
MÊS/IGUAL MÊS DO
ANO ANTERIOR
ACUMULADO
AGO
SET
OUT
NO ANO
12 Meses
Brasil
-3,9
-4,9
-7,6
-5,0
-5,1
1 - Serviços prestados às famílias
-4,1
-5,7
-6,8
-4,5
-5,0
   1.1 - Serviços de alojamento e alimentação
-5,4
-6,1
-6,3
-4,9
-5,2
   1.2 - Outros serviços prestados às famílias
3,5
-3,5
-9,6
-2,6
-3,9
2 - Serviços de informação e comunicação
-0,2
-1,9
-4,4
-2,8
-2,7
   2.1 - Serviços TIC
0,6
-0,3
-2,9
-2,3
-2,3
      2.11 - Telecomunicações
-0,2
-2,5
-4,4
-3,1
-3,3
      2.12 - Serviços de tecnlogia da informação
3,1
7,1
2,7
0,8
1,2
   2.2- Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias
-5,2
-13,1
-14,0
-6,7
-6,0
3 - Serviços profissionais, administrativos e complementares
-3,7
-3,8
-5,7
-5,7
-6,1
   3.1 - Serviços técnico-profissionais
-13,6
-11,3
-18,4
-11,4
-11,1
   3.2 - Serviços administrativos e complementares
-0,3
-1,4
-1,5
-4,0
-4,5
4 - Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio
-9,0
-9,0
-13,5
-7,6
-7,6
   4.1 - Transporte terrestre
-8,7
-11,5
-15,6
-10,6
-11,0
   4.2 - Transporte aquaviário
-9,2
-20,4
-22,4
-6,9
-3,9
   4.3 - Transporte aéreo
-17,1
-2,3
-5,2
0,8
2,6
   4.4 - Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio
-6,3
-4,8
-10,5
-5,0
-5,1
5 - Outros serviços
-0,3
-4,9
-4,5
-3,4
-4,4
Atividades turísticas
-7,9
-2,6
-5,0
-2,9
-2,7
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
 

Em um cenário de retração das atividades de prestação de serviços, o segmento de Serviços de tecnologia da informação vem apresentando crescimentos contínuos, desde o mês de abril de 2016, na série sem ajuste sazonal, o que ressalta sua característica de segmento dinâmico, com a geração de serviços de elevado valor agregado. Isso porque as empresas vêm retomando a contratação de serviços de informática, para atender suas necessidades estratégicas, visando manter seus níveis de competitividade e produtividade. A maior demanda por programas não-customizáveis vem contribuindo também para esse crescimento, principalmente no que se refere à produção de games e programas de computação gráfica para o segmento audiovisual.

Em termos de composição da taxa global de volume, sem ajuste sazonal, as contribuições dos segmentos foram as seguintes: Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com -4,3 pp; Serviços de informação e comunicação, com -1,6 pp; Serviços profissionais, administrativos e complementares, com -1,1 pp; Serviços prestados às famílias, com -0,4 pp e Outros serviços, com -0,2 pp.


Tabela 4
COMPOSIÇÃO DA TAXA MENSAL DE VOLUME DOS SERVIÇOS,
SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES, BRASIL - OUTUBRO 2016


Atividades Taxa Contribuição
Absoluta (p.p.)
Brasil
-7,6
-7,6
1 - Serviços prestados às famílias
-6,8
-0,4
   1.1 - Serviços de alojamento e alimentação
-6,3
-0,3
   1.2 - Outros serviços prestados às famílias
-9,6
-0,1
2 - Serviços de informação e comunicação
-4,4
-1,6
   2.1 - Serviços TIC
-2,9
-0,9
     2.11 - Telecomunicações
-4,4
-1,1
     2.12 - Serviços de tecnologia da informação
2,7
0,2
   2.2- Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias
-14,0
-0,7
3 - Serviços profissionais, administrativos e complementares
-5,7
-1,1
   3.1 - Serviços técnico-profissionais
-18,4
-0,9
   3.2 - Serviços administrativos e complementares
-1,5
-0,2
4 - Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio
-13,5
-4,3
   4.1 - Transporte terrestre
-15,6
-2,7
   4.2 - Transporte aquaviário
-22,4
-0,4
   4.3 - Transporte aéreo
-5,2
-0,2
   4.4 - Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio
-10,5
-1,0
5 - Outros serviços
-4,5
-0,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
(1) Base 2011=100

Na série com ajuste, 24 das 27 UFs tiveram variações negativas em volume

Nos resultados regionais de outubro frente a setembro as maiores variações positivas de volume foram registradas no Rio Grande do Norte (1,1%), Acre (0,4%) e Bahia (0,3%). As maiores variações negativas foram observadas em Mato Grosso (-19,6%), Amazonas (-6,6%) e Rondônia (-4,5%).

Quanto aos resultados sem ajuste sazonal, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, todas as Unidades da Federação apresentaram variações negativas, sendo que as maiores foram registradas em Mato Grosso (-33,3%), Rondônia (-19,7%) e Amazonas (-16,3%).

Na série ajustada, atividades turísticas sobem em 3 das 12 UFs investigadas

Em termos regionais, analisando-se os resultados de volume, na série livre de influências sazonais das Atividades turísticas, segundo as Unidades da Federação selecionadas, as variações positivas, por ordem de variação, foram as seguintes: Pernambuco (4,7%), Paraná (1,9%) e Santa Catarina (0,4%). As variações negativas foram registradas no Rio Grande do Sul (-4,8%), Rio de Janeiro (-3,6%), Ceará e Bahia (ambas com -3,5%), Goiás (-3,0%), Distrito Federal (-1,4%), Minas Gerais (-1,3%), São Paulo (-1,2%) e Espírito Santo (-0,6%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior sem ajuste sazonal, as variações positivas foram as seguintes: Pernambuco (14,2%), São Paulo (2,1%) e Rio Grande do Sul (0,4%). As variações negativas foram as seguintes: Distrito Federal (-19,8%), Espírito Santo (-15,1%), Bahia (-14,9%), Rio de Janeiro (-12,7%), Minas Gerais (-11,9%), Ceará (-8,4%), Santa Catarina (-7,4%), Paraná (-3,4%) e Goiás (-2,1%).