Em abril, indústria cresce em 10 dos 15 locais pesquisados
10/06/2026 09h00 | Atualizado em 10/06/2026 11h00
Em abril de 2026, a alta de 0,7% da produção industrial nacional, frente ao mês imediatamente anterior e na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por dez dos quinze locais pesquisados. Bahia (3,0%), Ceará (2,3%), Espírito Santo (2,1%) e Minas Gerais (2,1%) mostraram as maiores altas. Santa Catarina (1,7%), Goiás (1,7%), Rio de Janeiro (1,5%), Região Nordeste (1,4%), São Paulo (0,9%) e Paraná (0,8%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas em abril de 2026. Já as quedas mais intensas foram em Mato Grosso (-5,2%), Pará (-5,0%) e Pernambuco (-3,6%). Rio Grande do Sul (-1,6%) e Amazonas (-0,8%) também mostraram resultados negativos.
Ainda na série com ajuste sazonal, o crescimento de 0,7% na média móvel trimestral da indústria foi seguido por treze dos quinze locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (5,8%), Rio Grande do Sul (2,5%), Bahia (2,0%), Goiás (1,9%), Rio de Janeiro (1,6%), Santa Catarina (1,3%) e Ceará (1,3%). Por outro lado, Pernambuco (-2,0%) e Mato Grosso (-1,0%) mostraram os recuos mais intensos.
| Indicadores Conjunturais da Indústria - Resultados Regionais - Abril de 2026 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Locais | Variação (%) | |||
| Abril 2026/ Março 2026* | Abril 2026/ Abril 2025 | Acumulado Janeiro-Abril | Acumulado nos Últimos 12 Meses | |
| Amazonas | -0,8 | -4,2 | -3,5 | -0,7 |
| Pará | -5,0 | -2,8 | 0,4 | -1,7 |
| Região Nordeste | 1,4 | 0,4 | 2,0 | 0,9 |
| Maranhão | - | -5,4 | -4,5 | -4,6 |
| Ceará | 2,3 | -0,4 | -4,4 | -1,2 |
| Rio Grande do Norte | - | -13,6 | -17,9 | -12,4 |
| Pernambuco | -3,6 | -3,8 | 19,7 | 7,3 |
| Bahia | 3,0 | 1,0 | -4,6 | -2,2 |
| Minas Gerais | 2,1 | 3,7 | 1,8 | 1,6 |
| Espírito Santo | 2,1 | 32,9 | 25,3 | 21,9 |
| Rio de Janeiro | 1,5 | 10,1 | 7,3 | 6,9 |
| São Paulo | 0,9 | 1,4 | -0,4 | -2,5 |
| Paraná | 0,8 | 1,1 | -1,1 | -1,3 |
| Santa Catarina | 1,7 | 0,4 | -2,8 | 0,0 |
| Rio Grande do Sul | -1,6 | 5,3 | 3,3 | 3,9 |
| Mato Grosso do Sul | - | 3,6 | 8,0 | -9,6 |
| Mato Grosso | -5,2 | 1,5 | 4,2 | -5,4 |
| Goiás | 1,7 | 6,2 | 1,1 | 2,6 |
| Brasil | 0,7 | 2,7 | 1,7 | 0,7 |
| *Série com Ajuste Sazonal | ||||
Em abril de 2026, a alta de 0,7% da produção industrial nacional, frente ao mês imediatamente anterior e na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por dez dos quinze locais pesquisados. Bahia (3,0%), Ceará (2,3%), Espírito Santo (2,1%) e Minas Gerais (2,1%) assinalaram os maiores avanços, com o primeiro local marcando o quarto mês seguido de crescimento e acumulando 11,0% neste período; o segundo eliminando o recuo de 1,2% registrado no mês anterior; o terceiro acumulando 19,3% em três meses consecutivos de expansão na produção; e o último voltando a crescer após recuar em março (-1,3%) e fevereiro (-0,2%) de 2026.
Santa Catarina (1,7%), Goiás (1,7%), Rio de Janeiro (1,5%), Região Nordeste (1,4%), São Paulo (0,9%) e Paraná (0,8%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas em abril. Por outro lado, Mato Grosso (-5,2%), Pará (-5,0%) e Pernambuco (-3,6%) apontaram as quedas mais intensas, com o primeiro local eliminando o avanço de 3,9% verificado em março último; o segundo interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 17,1%; e o terceiro intensificando a queda de 2,3% registrada no mês anterior. Rio Grande do Sul (-1,6%) e Amazonas (-0,8%) também mostraram resultados negativos em abril de 2026.
Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para a indústria foi de 0,7% no trimestre encerrado em abril de 2026, frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2025. Treze dos quinze locais pesquisados apontaram taxas positivas no mês, com destaque para Espírito Santo (5,8%), Rio Grande do Sul (2,5%), Bahia (2,0%), Goiás (1,9%), Rio de Janeiro (1,6%), Santa Catarina (1,3%) e Ceará (1,3%). Por outro lado, houve recuos em Pernambuco (-2,0%) e Mato Grosso (-1,0%).
Frente a igual mês do ano anterior, a indústria cresceu 2,7% em abril de 2026, com taxas positivas em doze dos dezoito locais pesquisados. Vale citar que abril de 2026 (20 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (20). Espírito Santo (32,9%) e Rio de Janeiro (10,1%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais acentuados neste mês, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo nas indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no primeiro local; e de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo e gás natural) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (gás liquefeito de petróleo, naftas, querosenes de aviação e óleos combustíveis), no segundo.
Goiás (6,2%), Rio Grande do Sul (5,3%), Minas Gerais (3,7%) e Mato Grosso do Sul (3,6%) também registraram avanços acima da média nacional (2,7%), enquanto Mato Grosso (1,5%), São Paulo (1,4%), Paraná (1,1%), Bahia (1,0%), Santa Catarina (0,4%) e Região Nordeste (0,4%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção em abril de 2026.
Por outro lado, Rio Grande do Norte (-13,6%) assinalou recuo de dois dígitos e o mais elevado em abril de 2026, pressionado, em grande parte, pela atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). Maranhão (-5,4%), Amazonas (-4,2%), Pernambuco (-3,8%), Pará (-2,8%) e Ceará (-0,4%) registraram os demais resultados negativos no índice mensal de abril de 2026.
No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou expansão de 1,7%, com resultados positivos em dez dos dezoito locais pesquisados. Espírito Santo (25,3%) e Pernambuco (19,7%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais acentuados, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, gás liquefeito de petróleo e óleos combustíveis), no segundo.
Mato Grosso do Sul (8,0%), Rio de Janeiro (7,3%), Mato Grosso (4,2%), Rio Grande do Sul (3,3%), Região Nordeste (2,0%) e Minas Gerais (1,8%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,7%), enquanto Goiás (1,1%) e Pará (0,4%) completaram o conjunto de locais em alta.
Por outro lado, Rio Grande do Norte (-17,9%) assinalou recuo mais intenso, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo na atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). Bahia (-4,6%), Maranhão (-4,5%), Ceará (-4,4%), Amazonas (-3,5%), Santa Catarina (-2,8%), Paraná (-1,1%) e São Paulo (-0,4%) também mostraram resultados negativos no índice acumulado para o período janeiro-abril de 2026.
Comparando-se o último quadrimestre de 2025 com o do período janeiro-abril de 2026, ambas as comparações contra igual período de 2025, houve altas em nove dos dezoito locais pesquisados, acompanhando o movimento do total nacional, que passou de 0,0% para 1,7%. Mato Grosso do Sul (de -13,2% para 8,0%), Pernambuco (de 3,3% para 19,7%), Mato Grosso (de -6,4% para 4,2%), Pará (de -6,2% para 0,4%), São Paulo (de -3,5% para -0,4%) e Espírito Santo (de 22,9% para 25,3%) apontaram os maiores ganhos, enquanto Rio Grande do Norte (de -3,1% para -17,9%), Amazonas (de 2,2% para -3,5%), Ceará (de 0,5% para -4,4%), Santa Catarina (de 0,9% para -2,8%), Bahia (de -1,1% para -4,6%) e Goiás (de 4,5% para 1,1%) assinalaram as principais perdas entre os dois períodos.
O acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,7% em abril de 2026, permaneceu positivo e registrou ligeiro ganho de ritmo frente a março (0,4%) e fevereiro de 2026 (0,3%). Somente sete dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em abril de 2026, mas doze apontaram maior dinamismo frente a março último. Espírito Santo (de 18,6% para 21,9%), Mato Grosso do Sul (de -10,8% para -9,6%), Rio Grande do Sul (de 2,7% para 3,9%), Rio de Janeiro (de 6,3% para 6,9%), São Paulo (de -3,0% para -2,5%) e Ceará (de -1,6% para -1,2%) assinalaram os maiores ganhos, enquanto Pará (de 0,0% para -1,7%), Amazonas (de 0,0% para -0,7%) e Maranhão (de -4,2% para -4,6%) mostraram as principais perdas entre os dois períodos.
