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IPCA-15 foi de 0,20% em janeiro

27/01/2026 09h00 | Atualizado em 27/01/2026 10h09

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,20% em janeiro, 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo do resultado de dezembro (0,25%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,20% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,11%.

Período Taxa
Janeiro de 2026 0,20%
Dezembro de 2025 0,25%
Janeiro de 2025 0,11%
Acumulado no ano 0,20%
Acumulado nos últimos 12 meses 4,50%

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) apresentaram recuo na taxa de janeiro. Os demais grupos ficaram entre o 0,05% de Educação e o 0,81% de Saúde e cuidados pessoais.

Variação do IPCA-15 por grupo de produtos e serviços

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Dezembro Janeiro Dezembro Janeiro
Índice Geral 0,25 0,20 0,25 0,20
Alimentação e bebidas 0,13 0,31 0,03 0,07
Habitação 0,17 -0,26 0,02 -0,04
Artigos de residência -0,64 0,43 -0,02 0,02
Vestuário 0,69 0,28 0,03 0,01
Transportes 0,69 -0,13 0,14 -0,03
Saúde e cuidados pessoais -0,01 0,81 0,00 0,11
Despesas pessoais 0,46 0,28 0,05 0,03
Educação 0,00 0,05 0,00 0,00
Comunicação 0,01 0,73 0,00 0,03
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema

O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou o maior impacto (0,11 p.p.) e a maior variação 0,81% no resultado de janeiro, após o recuo de 0,01% de dezembro. Os destaques ficam com os artigos de higiene pessoal que subiram 1,38% (0,05 p.p. de impacto) ante a queda de 0,78% de dezembro, e o plano de saúde, com 0,49% de variação e 0,02 p.p. de impacto.

Com alta de 0,73%, o grupo Comunicação registrou a segunda maior variação, com influência do subitem aparelho telefônico que subiu 2,57% no mês.

Após o recuo de 0,64% em dezembro, a variação de 0,43% dos artigos de residência foi motivada pela alta dos itens de tv, som e informática (1,79%).

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, acelerou na passagem de dezembro (0,13%) para janeiro (0,31%). Interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda, a alimentação no domicílio subiu 0,21%. Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%). No lado das quedas, destacaram-se os recuos do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%). A alimentação fora do domicílio registou variação de 0,56% em janeiro, com as altas do lanche (0,77%) e da refeição (0,44%).

O grupo Transportes apresentou queda de 0,13% em janeiro, sob influência da passagem aérea, que caiu 8,92%, e do ônibus urbano, com recuo de 2,79%, especialmente por conta da implementação, em Belo Horizonte (-18,26%), de tarifa zero aos domingos e feriados. Ainda sobre o ônibus urbano, foram incorporados os seguintes reajustes tarifários:

  • 20,00% em Fortaleza (5,90%), a partir de 1º de janeiro.
  • 6,38% no Rio de Janeiro (2,13%), a partir de 04 de janeiro.
  • 5,36% em Salvador (1,15%), a partir de 05 de janeiro.
  • 6,00% em São Paulo (-6,53%), a partir de 06 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados.
  • 8,70% em Belo Horizonte (-18,26%), a partir de 1º de janeiro contemplando, também, as gratuidades aos domingos e feriados.

Além disso, por conta da redução tarifária nos feriados, Curitiba registrou redução de 0,37% no ônibus urbano e, em Brasília, a redução foi de 0,69% devido às gratuidades aos domingos e feriados, que também estão vigentes em Belém (3,73%). Ainda em Transportes, a variação de 2,52% no metrô ocorre em razão da redução de 0,69% em Brasília por conta das gratuidades aos domingos e feirados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (4,58%), a partir de 06 de janeiro, mesmo reajuste aplicado no trem (2,43%), em São Paulo (4,58%), com a mesma vigência. Também em São Paulo (-0,94%), a integração transporte público (-0,94%) considera, além das gratuidades, o reajuste citado acima. O subitem táxi (0,42%) reflete o reajuste de 4,92% no Rio de Janeiro (1,94%) desde 02 de janeiro.

No lado das altas, os combustíveis subiram 1,25% com as variações de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.

O grupo Habitação apresentou queda de 0,26% em janeiro, por conta da redução de 2,91 na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês, com -0,12 p.p. Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente é a verde, sem custo adicional para os consumidores. Adicionalmente, há o efeito do reajuste tarifário de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (-0,47%) a partir de 22 de novembro.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (1,74%) reflete os seguintes reajustes: 6,48% em São Paulo (2,75%) e 4,69% em Porto Alegre (0,99%), ambos a partir de 1º de janeiro; 2,64% em Curitiba (2,49%) desde 15 de dezembro e 9,75% no Rio de Janeiro (5,50%), vigente desde 1º de dezembro. Registre-se, também, a alta de 2,51% no gás encanado, reflexo da redução de 0,08% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,04%) a partir de 1º de janeiro, e do reajuste de 4,10% em São Paulo (4,51%) vigente desde 10 de dezembro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em Recife (0,64%), por conta das altas na gasolina (2,57%) e nos itens de higiene pessoal (1,23%). Já o menor resultado ocorreu em São Paulo (-0,04%), com as quedas no leite longa vida (-15,57%) e na energia elétrica residencial (-3,11%).

Variação do IPCA-15 por região

Região Peso Regional (%) Variação Mensal (%)  Variação Acumulada (%) 
Dezembro Janeiro 12 meses
Recife 4,71 0,11 0,64 4,95
Rio de Janeiro 9,77 0,19 0,54 3,89
Salvador 7,19 0,41 0,47 4,00
Goiânia 4,96 0,04 0,44 4,38
Porto Alegre 8,61 0,50 0,35 5,36
Brasília 4,84 0,38 0,32 4,67
Belo Horizonte 10,04 0,25 0,23 4,09
Fortaleza 3,88 0,36 0,21 4,30
Curitiba 8,09 0,14 0,02 4,19
Belém 4,46 -0,35 -0,03 3,74
São Paulo 33,45 0,30 -0,04 4,80
Brasil 100,00 0,25 0,20 4,50
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de novembro a 12 de dezembro de 2025 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15 será em 27 de fevereiro.