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Em novembro, vendas no varejo crescem 1,0%

15/01/2026 09h00 | Atualizado em 15/01/2026 11h02

Em novembro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,0% frente a outubro, na série com ajuste sazonal, e a média móvel trimestral foi de 0,5%.

Frente a novembro de 2024, o volume de vendas do varejo cresceu 1,3%. O acumulado no ano chegou a 1,5% e o dos últimos 12 meses foi a 1,5%.

No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças, Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 0,7% em novembro. A média móvel foi 0,6%. Frente ao mesmo período de 2024, houve variação negativa (-0,3%).

O acumulado no ano foi negativo (-0,3%) e o dos 12 meses teve queda (-0,2%).

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Novembro / Outubro* 1,0 1,0 0,7 0,9
Média móvel trimestral* 0,5 0,5 0,6 0,7
Novembro 2025 / Novembro 2024 1,3 4,2 -0,3 1,8
Acumulado 2025 1,5 6,5 -0,3 3,9
Acumulado 12 meses 1,5 6,6 -0,2 4,1
*Série COM ajuste sazonal    
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas  
  

Na passagem de outubro para novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista teve taxas positivas em sete das oito atividades pesquisadas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); Móveis e eletrodomésticos (2,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e Combustíveis e lubrificantes (0,6%). O único resultado negativo foi em Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado apresentou um resultado positivo, com Material de construção (0,8%), e outro negativo, com Veículos e motos, partes e peças (-0,2%).

BRASIL - INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
 Novembro 2025
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
SET OUT NOV SET OUT NOV NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) -0,1 0,5 1,0 0,8 0,9 1,3 1,5 1,5
1 - Combustíveis e lubrificantes -1,1 1,7 0,6 -0,6 0,2 -1,3 0,4 0,2
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -0,2 0,0 1,0 -0,6 0,0 -0,1 0,7 0,6
       2.1 - Super e hipermercados -0,3 0,2 0,9 -0,5 0,4 0,1 1,1 0,9
3 - Tecidos, vest. e calçados -1,2 0,1 -0,8 -1,5 -2,3 -4,0 2,0 2,2
4 - Móveis e eletrodomésticos 0,0 0,9 2,3 8,1 3,4 5,2 4,2 4,7
       4.1 - Móveis - - - -2,0 -6,6 -3,8 -4,5 -3,7
       4.2 - Eletrodomésticos - - - 11,8 7,0 8,9 7,1 7,5
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 1,4 0,4 2,2 4,5 5,6 7,2 4,1 3,9
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria -1,1 0,9 1,5 -1,9 1,0 5,9 -0,8 -1,2
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação -0,3 4,0 4,1 5,8 8,1 9,9 1,5 1,1
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico 0,9 0,3 2,0 3,1 1,2 4,7 2,4 3,1
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 0,3 1,0 0,7 1,1 -0,3 -0,3 -0,3 -0,2
9 - Veículos e motos, partes e peças -1,0 3,1 -0,2 -2,2 -4,3 -5,8 -3,3 -2,5
10- Material de construção 0,1 0,6 0,8 -0,3 -3,8 -3,0 -0,2 0,0
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo       7,7 2,3 0,9 -3,4 -3,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas       
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.         
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10        

Cinco das oito atividades tiveram resultados positivos frente a novembro de 2024

O grupamento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação cresceu 9,9% em novembro de 2025, ante o mesmo mês do ano anterior, maior variação no campo positivo dentre todos os setores e terceiro resultado consecutivo de crescimento após queda de 0,7% em agosto. No ano, até novembro, o setor acumula resultado de 1,5%, acima do estabelecido até outubro (0,4%). O acumulado nos últimos doze meses é similar, já que registra 1,1% até novembro, invertendo resultados negativos que persistiram de abril até outubro de 2025.

As vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceram 7,2% frente a novembro de 2024, trigésima terceira alta consecutiva. O setor exerceu a maior influência interanual sobre o volume de vendas do varejo: 0,6 p.p. de 1,3%. O acumulado no ano passou de 3,4% até agosto para 4,1% até novembro. O acumulado nos últimos doze meses foi de 3,9% até novembro de 2025.

BRASIL - INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
Novembro 2025
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
SET OUT NOV SET OUT NOV NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 0,0 0,4 1,0 5,3 4,7 4,2 6,5 6,6
1 - Combustíveis e lubrificantes -0,1 1,3 0,9 1,4 2,6 1,0 5,2 5,1
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo 0,0 0,0 0,6 5,0 4,5 2,8 6,7 6,7
       2.1 - Super e hipermercados 0,2 0,0 0,4 5,1 4,9 2,9 7,1 7,1
3 - Tecidos, vest. e calçados -0,8 0,4 0,1 2,5 1,8 0,6 5,5 5,5
4 - Móveis e eletrodomésticos 0,1 -0,4 1,6 6,8 1,4 2,4 4,0 4,6
       4.1 - Móveis - - - 1,4 -3,7 -1,0 -1,4 -0,7
       4.2 - Eletrodomésticos - - - 8,7 3,0 3,5 5,9 6,3
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 1,6 1,1 2,8 9,3 10,4 12,6 8,9 8,9
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria -1,7 2,3 2,6 3,2 6,1 11,2 5,0 4,7
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação -1,6 4,0 2,5 4,5 5,7 6,0 1,6 1,2
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico 1,2 0,5 2,3 7,8 5,6 9,2 6,9 7,6
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 0,6 0,6 0,9 4,9 2,7 1,8 3,9 4,1
9 - Veículos e motos, partes e peças -0,5 2,6 0,0 0,3 -2,6 -4,2 -0,9 -0,3
10- Material de construção 0,2 0,6 1,0 3,3 -1,1 -0,5 2,4 2,5
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo       10,4 3,6 0,5 0,3 0,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas        
(1) Séries com ajuste sazonal.   
      

As vendas de Móveis e eletrodomésticos cresceram 5,2% ante novembro de 2024, após registrar 3,4% de crescimento na comparação de novembro de 2025 com o mesmo mês do ano anterior. O acumulado do ano até novembro de 2025 foi de 4,2%, similar ao acumulado nos meses anteriores (4,2% até setembro e 4,1% até outubro). Nos últimos doze meses, o acumulado até novembro foi de 4,7%.

O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, entre outros, apresentou alta de 4,7% nas vendas, frente a novembro de 2024, totalizando oito meses de resultados positivos consecutivos. O setor teve a segunda maior contribuição para a composição da taxa global, somando 0,5 p.p. ao total de 1,3% do comércio varejista. No ano, os ganhos acumulados até novembro são de 2,4%, enquanto nos últimos 12 meses o resultado também é positivo: 3,1%.

As vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria cresceram 5,9% frente a novembro de 2024. É a segunda alta consecutiva e o quarto crescimento nos últimos cinco meses. O desempenho leva o acumulado do ano, que registra números negativos desde janeiro, a exibir seu menor patamar de perdas no resultado até outubro (-0,8%) em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado nos últimos doze meses, o cenário também é de perdas decrescentes desde abril, quando era de -6,4%, até novembro, com -1,2%.

Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou seu segundo mês consecutivo de variação próxima a zero: 0,0%, em outubro, e -0,1%, em novembro. O setor não registra um resultado positivo desde julho, quando foi de 0,5%. Apesar disso a atividade continua próxima do valor mais alto da série histórica do índice de base fixa, estando, em novembro, -0,3% abaixo do nível recorde, que aconteceu em maio de 2024. No ano, o acumulado é de 0,7% até novembro, com redução de ganhos desde abril (2,1%). O acumulado  nos últimos doze meses também é positivo até novembro (0,6%).

As vendas de Combustíveis e lubrificantes apresentaram resultado negativo de 1,3% nas vendas de novembro de 2025 frente a novembro de 2024, invertendo resultado no campo positivo ocorrido no mês anterior (0,2% em outubro). O comportamento da série interanual para este setor tem sido de alternância entre taxas positivas e negativas. No acumulado do ano até novembro, ao passar de 0,8% até julho para 0,4% no mês de referência, a atividade mostra diminuição no ritmo de ganhos. O mesmo se dá em relação ao acumulado nos últimos doze meses: de 0,7% até setembro para 0,2% em novembro.

O setor de Tecidos, vestuário e calçados apresentou queda de 4,0% nas vendas frente a novembro de 2024, terceiro resultado negativo seguido (0,6% em agosto, -1,5% em setembro e -2,3% em outubro). No indicador interanual, dos últimos cinco meses apurados, apenas agosto apresentou resultado positivo. No ano, o acúmulo é positivo mas decrescente: 5,5% até junho, 3,3% até setembro e 2,0% até novembro. O mesmo cenário se apresenta para o acumulado dos últimos doze meses: 5,5% até junho, 4,5% até agosto e 2,2% até novembro.

A atividade de Veículos e motos, partes e peças, uma das que compõem o varejo ampliado, apresentou queda de 5,8% nas vendas frente a novembro de 2024, sexto resultado negativo consecutivo. O setor exerceu, para o mês de novembro, a maior influência no campo negativo na composição absoluta da taxa interanual, somando -1,1 p.p para o total de -0,3% do varejo ampliado. Em relação ao acumulado do ano, o indicador registrou perdas ao longo de todo o segundo semestre de 2025 culminando com -3,3% até novembro. No acumulado dos últimos doze meses, a série se encontra no campo negativo há dois meses, registrando perdas de 2,5% até novembro 2025.

O grupo de Material de construção apresentou queda de 3,0% no volume de vendas frente a novembro de 2024, sexta consecutiva (+5,0% em maio, -3,8% em junho, -2,7% em julho, -6,0% em agosto, -0,3% em setembro e -3,8% em outubro). Com um segundo semestre com pior desempendo, o setor passou a acumular perdas a partir de novembro: 0,6% até setembro, 0,1% até outubro e -0,2% até novembro. No acumulado dos últimos doze meses, os resultados também são decrescentes, atingindo 0,0% até novembro.

O setor de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior, teve alta de 0,9% em novembro, em volume de vendas, terceira consecutiva para este indicador. No acumulado do ano, o cenário é de desaceleração das perdas, já que registrou -3,4% até novembro contra -3,8% até outubro. Nos últimos doze meses, o resultado também é de perdas: -3,8% até novembro de 2025.

Comércio varejista teve taxas positivas em 23 das 27 unidades da federação

Frente ao mês anterior, o comércio varejista teve resultados positivos em 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Rondônia (9,2%), Roraima (4,5%) e Espírito Santo (4,3%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 4 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Tocantins (-1,9%), Goiás (-1,6%) e Rio de Janeiro (-0,7%).

Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre outubro e novembro de 2025 teve resultados positivos em 22 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rondônia (8,3%), Mato Grosso do Sul (7,7%) e Roraima (3,4%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 5 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Tocantins (-4,4%), Rio de Janeiro (-2,0%) e Acre (-0,3%).

Frente a novembro de 2024, a variação das vendas no comércio varejista, o indicador interanual apresentou variação de 1,3%, com resultados positivos em 21 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rondônia (13,4%), Rio Grande do Norte (8,2%) e Amapá (8,2%). Por outro lado, 5 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultado negativo, com destaque para Tocantins (-3,0%), Piauí (-2,1%) e Roraima (1,8%). Goiás registrou estabilidade (0,0%) em novembro de 2025. Já no comércio varejista ampliado, houve predominância de taxas positivas, com 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rondônia (9,2%), Amapá (6,8%) e Mato Grosso do Sul (6,8%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 7 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Piauí (-3,8%), Rio Grande do Sul (-3,4%) e São Paulo (-2,7%).