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Volume dos Serviços varia -0,1% em janeiro

16/03/2022 09h00 | Atualizado em 16/03/2022 12h10

Em janeiro de 2022, o volume de serviços no Brasil variou -0,1% frente a dezembro, na série com ajuste sazonal, após acumular um ganho de 4,7% nos dois últimos meses do ano passado. Com isso, o setor de serviços se encontra 7,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e permanece no maior patamar desde agosto de 2015.

Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Janeiro 22 / Dezembro 21* -0,1 -1,6
Janeiro 22 / Janeiro 21 9,5 15,3
Acumulado Janeiro-Janeiro 9,5 15,3
Acumulado nos Últimos 12 Meses 12,2 16,0
 *série com ajuste sazonal  

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com janeiro de 2021, o volume de serviços assinalou a 11ª taxa positiva consecutiva, avançando 9,5%. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 10,9% em dezembro para 12,2% em janeiro, manteve a trajetória ascendente iniciada em fevereiro de 2021 (-8,6%).

Indicadores do Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação - Janeiro 2022 - Variação (%)
Atividades de Divulgação Mês/Mês anterior (1) Mensal (2) Acumulado no ano (3) Últimos 12 meses (4)
NOV DEZ JAN NOV DEZ JAN JAN-NOV JAN-DEZ JAN-JAN Até NOV Até DEZ Até JAN
Volume de Serviços - Brasil 2,9 1,7 -0,1 10,2 10,9 9,5 10,9 10,9 9,5 9,5 10,9 12,2
1. Serviços prestados às famílias 2,4 0,7 -1,4 20,7 21,6 19,4 17,8 18,2 19,4 11,8 18,2 25,1
1.1 Serviços de alojamento e alimentação 2,6 0,5 -1,5 20,7 21,7 19,7 19,9 20,1 19,7 13,5 20,1 27,3
1.2 Outros serviços prestados às famílias 1,0 2,9 -0,8 20,6 21,2 17,7 7,0 8,2 17,7 3,5 8,2 13,7
2. Serviços de informação e comunicação 4,7 -0,3 -4,7 11,2 10,2 4,9 9,4 9,5 4,9 8,7 9,5 9,7
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) 5,5 -0,6 -4,5 11,7 10,4 4,3 9,3 9,4 4,3 8,7 9,4 9,3
2.1.1 Telecomunicações 0,9 -0,6 -1,1 -1,4 -2,3 -5,4 0,0 -0,2 -5,4 -0,2 -0,2 -0,6
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação 10,3 1,9 -8,9 31,2 25,8 19,4 24,7 24,8 19,4 23,3 24,8 25,2
2.2 Serviços audiovisuais 2,1 0,4 -3,5 7,6 8,8 10,8 10,3 10,1 10,8 8,1 10,1 13,4
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares 1,3 3,3 0,6 5,1 8,5 7,7 7,3 7,4 7,7 5,7 7,4 8,7
3.1 Serviços técnico-profissionais -1,6 4,7 1,3 3,1 11,2 10,4 12,6 12,4 10,4 10,9 12,4 13,0
3.2 Serviços administrativos e complementares 2,0 1,6 1,0 6,0 7,2 6,7 5,2 5,4 6,7 3,6 5,4 7,0
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio 2,5 2,6 1,4 13,7 15,7 15,2 15,1 15,2 15,2 13,5 15,2 16,8
4.1 Transporte terrestre 1,1 3,0 2,1 12,8 17,1 15,2 14,5 14,7 15,2 12,8 14,7 16,7
4.2 Transporte aquaviário 1,8 3,1 1,0 18,2 21,0 18,5 14,2 14,7 18,5 13,9 14,7 15,5
4.3 Transporte aéreo 8,0 8,3 0,7 36,7 56,8 49,8 35,5 37,5 49,8 26,0 37,5 48,2
4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio 1,5 -3,0 3,4 9,5 5,3 6,5 12,7 12,0 6,5 12,2 12,0 12,2
5. Outros serviços 4,3 1,4 -1,1 -3,0 -4,6 3,1 6,1 5,0 3,1 6,4 5,0 5,5
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria. (1) Base: mês imediatamente anterior - com ajuste sazonal; (2) Base: igual mês do ano anterior; (3) Base: igual período do ano anterior; (4) Base: 12 meses anteriores.

O decréscimo de 0,1% do volume de serviços, de dezembro para janeiro de 2022, foi acompanhado por três das cinco atividades investigadas, com destaque para as perdas em serviços de informação e comunicação (-4,7%), que recuaram pelo segundo mês consecutivo (-4,9%). As demais retrações vieram de serviços prestados às famílias (-1,4%) e de outros serviços (-1,1%), com o primeiro interrompendo nove taxas positivas seguidas (com 60,0% de crescimento no período); e o último eliminando uma pequena parte do avanço registrado nos dois últimos meses de 2021 (5,7%). Em sentido oposto, transportes (1,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%) tiveram as únicas taxas positivas do mês, com ambos emplacando a terceira taxa positiva consecutiva, período em que avançaram 6,6% e 5,3%, respectivamente.

O índice de média móvel trimestral apontou expansão (1,5%) frente ao nível do mês anterior, mantendo comportamento predominantemente positivo desde julho de 2020. Entre os setores, quatro acompanharam o crescimento do índice global: os transportes (2,2%), os profissionais, administrativos e complementares (1,7%), os outros serviços (1,5%) e os serviços prestados às famílias (0,6%). Por outro lado, apenas os serviços de informação e comunicação (-0,2%) apontaram resultado negativo no trimestre terminado em janeiro de 2022.

Na comparação com janeiro de 2021, o volume de serviços, ao avançar 9,5% em janeiro de 2022, registrou a 11ª taxa positiva seguida. O resultado deste mês trouxe expansão em todas as cinco atividades e contou ainda com crescimento em 65,7% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,2%) exerceu a principal contribuição positiva, impulsionado pelos ramos de transporte rodoviário de cargas; transporte aéreo de passageiros; gestão de portos e terminais; rodoviário coletivo de passageiros; navegação de apoio marítimo e portuário; e atividades de agenciamento marítimo.

Os demais avanços vieram dos serviços de informação e comunicação (4,9%); dos profissionais, administrativos e complementares (7,7%), dos prestados às famílias (19,4%) e outros serviços (3,1%), que apresentaram incrementos de receita em: portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; consultoria em tecnologia da informação; desenvolvimento de programas de computador sob encomendas; e desenvolvimento e licenciamento de softwares, no primeiro ramo; em locação de automóveis; serviços de engenharia; organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; consultoria em gestão empresarial; e atividades de cobranças e informações cadastrais, no segundo; em hotéis; restaurantes; serviços de bufê; e parques de diversão e temáticos, no terceiro; e em coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial; corretoras de títulos e valores mobiliários; e consultoria em investimentos financeiros, no último.

Serviços caem em 12 das 27 unidades da federação em janeiro

Regionalmente, 12 das 27 unidades da federação tiveram retração no volume de serviços em janeiro de 2022, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o decréscimo (-0,1%) observado no Brasil. Entre os locais com taxas negativas, o impacto mais importante veio do Distrito Federal (-9,1%), seguido por Rio de Janeiro (-1,2%) e Minas Gerais (-1,9%). Em contrapartida, São Paulo (0,6%) e Goiás (4,5%) registraram os principais avanços.

Na comparação com janeiro de 2021, o avanço do volume de serviços no Brasil (9,5%) foi acompanhado por 25 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (12,2%), seguido por Mato Grosso (45,8%), Rio Grande do Sul (11,3%), Bahia (13,6%) e Minas Gerais (4,7%). Em sentido oposto, Distrito Federal (-1,8%) e Tocantins (-2,2%) assinalaram os únicos resultados negativos do mês.

Atividades turísticas crescem 1,1% em janeiro

Em janeiro de 2022, o índice de atividades turísticas cresceu 1,1% frente a dezembro, oitava taxa positiva nos últimos nove meses, período em que acumulou um ganho de 69,6%. Vale destacar, contudo, que o segmento de turismo ainda se encontra 9,7% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Regionalmente, sete dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão. A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (2,8%), seguido por Distrito Federal (3,3%) e Rio Grande do Sul (1,3%). Em sentido oposto, Bahia (-3,9%), Minas Gerais (-2,4%) e Paraná (-3,3%) assinalaram os resultados negativos mais importantes do mês.

Na comparação janeiro de 2022 / janeiro de 2021, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 29,1%, décima taxa positiva seguida, sendo impulsionado pelos ramos de transporte aéreo; hotéis; restaurantes; locação de automóveis; rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Em termos regionais, todas as 12 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço, com destaque para São Paulo (38,9%), seguido por Minas Gerais (49,0%), Rio de Janeiro (12,6%), Rio Grande do Sul (40,8%) e Bahia (21,2%).