Em maio, volume de serviços cresce 1,2%

13/07/2021 09h00 | Atualizado em 08/09/2021 16h36

Em maio de 2021, o volume de serviços no Brasil avançou 1,2% ante abril, na série com ajuste sazonal, acumulando ganho de 2,5% nos últimos dois meses e recuperando parte do recuo de março (-3,4%). Com isso, o setor de serviços volta a ultrapassar o nível pré-pandemia, já que se encontra 0,2% acima do patamar de fevereiro de 2020.

Na série sem ajuste sazonal, frente a maio de 2020, o setor avançou 23,0%, a terceira taxa positiva seguida e a mais intensa da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. O acumulado no ano chegou a 7,3% e o acumulado em 12 meses, a -2,2%.

Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Maio 21 / Abril 21* 1,2 1,1
Maio 21 / Maio 20 23,0 25,4
Acumulado no ano 7,3 8,4
Acumulado nos últimos 12 meses -2,2 -1,6
*série com ajuste sazonal

A alta de 1,2% de abril para maio de 2021 foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,7%) e para serviços prestados às famílias (17,9%), ambos alcançando a segunda taxa positiva seguida após terem recuado em março. Com menor impacto no índice geral, vieram os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,0%), que eliminaram quase toda a perda do período março-abril (-1,3%).

Em contrapartida, informação e comunicação (-1,0%) e os outros serviços (-0,2%) apontaram os únicos resultados negativos deste mês, mas sem eliminarem os ganhos recentes de 4,7%, entre março e abril, no primeiro ramo; e de 6,4%, entre fevereiro e março, no último setor.

A média móvel trimestral recuou 0,3% no trimestre encerrado em maio de 2021 frente ao nível do mês anterior, interrompendo a trajetória ascendente iniciada em julho de 2020.

Entre os setores, ainda na série com ajuste sazonal, apenas duas das cinco atividades mostraram resultados negativos neste mês: serviços prestados às famílias (-2,9%) e os profissionais, administrativos e complementares (-0,1%).

Por outro lado, informação e comunicação (1,2%), outros serviços (0,7%) e transportes (0,4%) voltaram a assinalar expansão no trimestre terminado em maio, mas com redução do ritmo de crescimento comparado aos resultados de abril.

Em maio de 2021, o volume dos serviços avançou 23,0% frente a maio de 2020, na série sem ajuste sazonal, a terceira taxa positiva seguida e a mais intensa da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. Houve altas nas cinco atividades e em 80,7% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (32,5%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços, impulsionado pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de transporte rodoviário de cargas; transporte aéreo de passageiros; gestão de portos e terminais; rodoviário coletivo de passageiros; operação de aeroportos; concessionárias de rodovias; e correio nacional.

Os segmentos de transportes de carga e de apoio logístico mantiveram o bom desempenho iniciado em meados de 2020, ao passo que o transporte de passageiros se beneficia agora da baixa base de comparação, já que em maio do ano passado, em função da reduzida mobilidade da população, houve quedas expressivas nas receitas das empresas desses segmentos (rodoviário, aéreo e metroferroviário).

O avanço no setor de serviços de informação e comunicação (14,2%) se deve aos incrementos de receita em portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; atividades de TV aberta; desenvolvimento e licenciamento de softwares; outras atividades de telecomunicações; e tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet.

O setor de serviços profissionais, administrativos e complementares (15,9%) foi influenciado por locação de automóveis; serviços de engenharia; soluções de pagamentos eletrônicos; administração de programas de fidelidade; atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia; limpeza geral; atividades de cobranças e informações cadastrais; consultoria em gestão empresarial; e atividades jurídicas.

Os avanços nos serviços prestados às famílias (76,8%) se devem aos restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico.

O setor de outros serviços (20,6%) apresentou incrementos de receita em administração de bolsas e mercados de balcão organizados; corretoras de títulos e valores mobiliários; recuperação de materiais plásticos; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; e de apoio à produção florestal.

Pesquisa Mensal de Serviços - Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação - Maio 2021 - Variação (%) 
Atividades de Divulgação Mês/Mês anterior (1) Mensal (2) Acumulado no ano (3) Últimos 12 meses (4) 
MAR ABR MAI MAR ABR MAI JAN-MAR JAN-ABR JAN-MAI Até MAR Até ABR Até MAI 
Volume de Serviços - Brasil -3,4 1,3 1,2 4,6 20,1 23,0 -0,8 3,8 7,3 -8,0 -5,3 -2,2 
1. Serviços prestados às famílias -28,0 9,4 17,9 -17,1 65,8 76,8 -25,4 -15,3 -5,4 -39,8 -34,3 -27,9 
1.1 Serviços de alojamento e alimentação -28,8 9,0 18,0 -17,2 77,0 87,6 -25,8 -15,3 -4,8 -41,0 -35,3 -28,7 
1.2 Outros serviços prestados às famílias -2,7 2,0 5,5 -16,7 27,7 35,6 -23,4 -15,4 -8,5 -33,2 -28,8 -23,6 
2. Serviços de informação e comunicação 2,2 2,5 -1,0 6,3 12,8 14,2 3,5 5,8 7,4 -0,8 0,5 2,4 
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) 1,8 3,1 -1,6 7,5 11,7 12,5 5,8 7,3 8,3 2,0 2,9 4,4 
2.1.1 Telecomunicações 0,0 0,8 0,0 -0,1 0,9 1,9 -0,7 -0,3 0,1 -2,8 -2,4 -1,8 
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação 4,4 5,4 -1,9 20,2 31,2 31,5 17,1 20,5 22,7 10,2 12,2 15,1 
2.2 Serviços audiovisuais 5,9 1,0 2,0 -3,2 23,6 31,9 -13,5 -6,3 -0,2 -20,3 -16,8 -12,4 
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares -1,1 -0,1 1,0 1,0 12,2 15,9 -3,0 0,5 3,3 -11,6 -9,5 -6,7 
3.1 Serviços técnico-profissionais -1,2 0,4 1,3 7,4 15,0 25,9 5,7 8,0 11,4 -4,1 -2,0 1,1 
3.2 Serviços administrativos e complementares -1,7 -1,3 1,5 -1,4 11,1 12,2 -6,1 -2,2 0,4 -14,3 -12,2 -9,6 
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio -2,6 0,2 3,7 8,8 31,0 32,5 1,7 7,8 12,3 -7,5 -3,9 0,1 
4.1 Transporte terrestre -2,3 -0,6 3,3 11,1 37,0 32,6 0,6 7,9 12,4 -10,7 -6,4 -2,2 
4.2 Transporte aquaviário 1,4 7,0 -3,3 8,1 17,1 14,4 7,7 10,1 11,0 8,5 8,7 9,0 
4.3 Transporte aéreo -17,9 -21,8 60,7 -26,7 136,9 217,1 -26,6 -16,3 2,5 -43,4 -37,9 -27,5 
4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio -1,4 1,1 3,6 13,3 21,2 23,1 9,5 12,3 14,4 4,0 6,0 8,3 
5. Outros serviços 3,0 -0,7 -0,2 6,6 17,0 20,6 1,6 5,2 8,0 4,5 5,7 7,9 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas 
(1) Base: mês imediatamente anterior - com ajuste sazonal;
(2) Base: igual mês do ano anterior; 
(3) Base: igual período do ano anterior; 
(4) Base: 12 meses anteriores.

No acumulado do ano, frente a igual período de 2020, houve expansão de 7,3%, com quatro das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento em mais da metade (54,8%) dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, as contribuições positivas mais importantes ficaram com transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (12,3%) e informação e comunicação (7,4%), impulsionados, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de transporte rodoviário de cargas; gestão de portos e terminais; logística de transportes; ferroviário de cargas; operação de aeroportos; navegação de apoio marítimo e portuário; e transporte dutoviário, no primeiro setor. No segundo, por empresas de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; outras atividades de telecomunicações; atividades de televisão aberta; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.

Os demais avanços vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (3,3%) e de outros serviços (8,0%), com o aumento na receita das empresas de serviços de engenharia; atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia; atividades jurídicas; atividades de cobranças e informações cadastrais; locação de automóveis; e teleatendimento, no primeiro ramo. No segundo, por empresas de recuperação de materiais plásticos; corretoras de títulos e valores mobiliários; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; atividades de apoio à produção florestal; e administração de fundos por contrato ou comissão.

A única influência negativa veio dos serviços prestados às famílias (-5,4%), pressionados, especialmente, pela queda nas receitas de restaurantes; hotéis; de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e de atividades de condicionamento físico.

Serviços cresceram em 23 das 27 Unidades da Federação

Regionalmente, 23 das 27 unidades da Federação tiveram expansão no volume de serviços em maio de 2021, ante o mês imediatamente anterior. As expansões mais relevantes vieram de São Paulo (2,5%), seguido por Bahia (8,6%), Minas Gerais (2,1%) e Distrito Federal (3,7%). Por outro lado, Tocantins (-2,9%), Mato Grosso (-0,4%), Piauí (-1,9%) e Rondônia (-0,8%) registraram as únicas retrações em termos regionais.

Frente a maio de 2020, o avanço na taxa para o Brasil (23,0%) foi acompanhado por 26 das 27 UFs. A principal contribuição veio de São Paulo (24,6%), seguido por Rio de Janeiro (18,3%), Minas Gerais (26,9%), Rio Grande do Sul (21,2%), Santa Catarina (23,9%), Bahia (28,9%), Distrito federal (27,0%) e Paraná (13,4%).

No acumulado do ano, frente a igual período de 2020, houve avanços em 26 das 27 UFs. O principal impacto positivo veio de São Paulo (7,9%), seguido por Minas Gerais (12,6%), Rio de Janeiro (4,6%) e Santa Catarina (15,6%). A única influência negativa veio de Sergipe (-1,4%).

Índice de atividades turísticas tem avanço de 18,2% em maio

Em maio de 2021, o índice de atividades turísticas subiu 18,2% frente ao mês anterior, segunda taxa positiva consecutiva, período em que acumulou um ganho de 23,3%. Esse avanço recente recupera boa parte da queda de 26,5% observada em março último, mês em que houve mais limitações ao funcionamento de estabelecimentos considerados não essenciais. Contudo, o segmento de turismo ainda necessita crescer 53,1% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020.

Regionalmente, todas as 12 UFs pesquisadas acompanharam este movimento de expansão nacional. A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (30,3%), seguido por Rio de Janeiro (18,5%), Bahia (52,6%), Minas Gerais (34,3%), Rio Grande do Sul (46,9%) e Distrito Federal (49,3%).

Frente a maio de 2020, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 102,2%, após também ter avançado 72,5% em abril, quando interrompeu treze taxas negativas seguidas. O índice foi impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas de transporte aéreo; restaurantes; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; locação de automóveis; e serviços de bufê.

Todas as 12 unidades da Federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (84,8%) e Rio de Janeiro (90,7%), seguidos por Minas Gerais (80,5%), Bahia (200,3%), Pernambuco (158,8%) e Rio Grande do Sul (143,5%).

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas recuou 5,5% frente a igual período de 2020, pressionado, sobretudo, pelas reduções nas receitas de agências de viagens; restaurantes; hotéis; e transporte aéreo e rodoviário coletivo de passageiros.

Regionalmente, sete dos 12 locais investigados também registraram taxas negativas, com destaque para São Paulo (-14,9%), seguido por Ceará (-17,4%), Minas Gerais (-5,3%), Paraná (-7,3%) e Rio de Janeiro (-2,2%). Em sentido oposto, Goiás (15,4%), Pernambuco (6,1%) e Bahia (4,2%) apresentaram as principais contribuições positivas sobre o índice de turismo.