Em maio, indústria cresce em 11 dos 15 locais pesquisados

08/07/2021 09h00 | Atualizado em 08/07/2021 09h55

No crescimento de 1,4% da produção industrial nacional, de abril para maio de 2021, na série com ajuste sazonal, onze dos 15 locais pesquisados mostraram taxas positivas. As maiores altas foram em Goiás (4,8%), Minas Gerais (4,6%), Ceará (4,4%) e Rio de Janeiro (4,3%). Na média móvel trimestral, oito locais tiveram recuo. Frente a maio de 2020, houve altas em doze dos 15 locais pesquisados.

Indicadores Conjunturais da Indústria - Resultados regionais - Maio 2021
Locais Variação (%)
Maio 2021/
Abril 2021*
Maio 2021/
Maio 2020
Acumulado Janeiro-Maio Acumulado nos Últimos
12 Meses
Amazonas 0,5 98,2 27,1 13,3
Pará -2,1 4,7 4,0 1,0
Região Nordeste -2,8 3,7 -0,5 0,1
Ceará 4,4 81,1 25,3 10,8
Pernambuco 1,4 13,3 10,1 9,4
Bahia -2,1 -17,7 -16,3 -9,3
Minas Gerais 4,6 32,3 18,1 8,5
Espírito Santo 2,1 37,9 7,6 -4,3
Rio de Janeiro 4,3 15,1 1,9 -0,3
São Paulo 3,9 31,4 18,4 6,3
Paraná -1,4 23,7 20,0 8,5
Santa Catarina 0,1 38,7 26,7 12,0
Rio Grande do Sul 0,3 29,3 22,6 9,7
Mato Grosso 3,4 -2,2 -5,3 -5,7
Goiás 4,8 -0,3 -4,2 -0,4
Brasil 1,4 24,0 13,1 4,9
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*Série com ajuste sazonal

A alta de 1,4% da atividade industrial, na passagem de abril para maio de 2021, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por 11 dos 15 locais pesquisados. Houve uma mudança de cenário frente a abril, quando 10 dos 15 locais registraram resultados negativos.

Em maio de 2021, as maiores altas ocorreram em Goiás (4,8%) e Minas Gerais (4,6%), que eliminaram os recuos de 1,7% e 0,7% registrados em abril, seguidos por Ceará (4,4%) e Rio de Janeiro (4,3%), que acentuaram seus avanços de 3,0% e 1,6% no mês anterior. São Paulo (3,9%), que exerceu a principal influência positiva na média nacional, junto com o Mato Grosso (3,4%) e o Espírito Santo (2,1%) foram os demais avanços acima da média nacional (1,4%). Já Pernambuco (1,4%), Amazonas (0,5%), Rio Grande do Sul (0,3%) e Santa Catarina (0,1%) completaram o conjunto de índices positivos.

Por outro lado, a Região Nordeste (-2,8%) teve o recuo mais intenso no mês, sua sexta taxa negativa consecutiva, acumulando, no período, redução de 22,2%. As outras quedas ocorreram no Pará (-2,1%), na Bahia (-2,1%) e no Paraná (-1,4%), que exerceu a principal influência negativa no total da indústria em maio.

Frente a maio de 2020, a indústria cresceu 24,0%, com altas em 12 dos 15 locais, sendo que maio de 2021 (21 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (20). Os resultados positivos elevados são influenciados por uma base de comparação baixa, já que, em maio de 2020, diversas plantas industriais estavam paradas, devido à pandemia da COVID-19. Cabe lembrar que maio de 2020 registrou o segundo pior patamar da indústria em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2002, perdendo apenas para abril de 2020.

Amazonas (98,2%) e Ceará (81,1%) assinalaram as maiores altas frente a maio de 2020. Santa Catarina (38,7%), Espírito Santo (37,9%), Minas Gerais (32,3%), São Paulo (31,4%) e Rio Grande do Sul (29,3%) também registraram avanços mais intensos do que a média da indústria (24,0%). E Paraná (23,7%), Rio de Janeiro (15,1%), Pernambuco (13,3%), Pará (4,7%) e Região Nordeste (3,7%) completaram o conjunto de locais com índices positivos.

Por outro lado, a queda mais intensa foi na Bahia (-17,7%), pressionada, em grande parte, pelo comportamento negativo vindo da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Mato Grosso (-2,2%) e Goiás (-0,3%) também mostraram taxas negativas na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

A média móvel trimestral para a indústria recuou 0,8% no trimestre encerrado em maio de 2021 frente ao nível do mês anterior e oito dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas. Os recuos mais acentuados foram na Bahia (-8,5%), na região Nordeste (-6,2%), no Ceará (-4,5%), no Rio Grande do Sul (-2,4%), em Santa Catarina (-1,1%), em Pernambuco (-1,0%) e no Paraná (-1,0%). Já os principais avanços foram no Amazonas (3,2%), Minas Gerais (1,9%), Espírito Santo (1,5%) e Goiás (1,3%).

No acumulado no ano, frente a igual período de 2020, houve altas em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Amazonas (27,1%), Santa Catarina (26,7%), Ceará (25,3%) e Rio Grande do Sul (22,6%). Além disso, Paraná (20,0%), São Paulo (18,4%) e Minas Gerais (18,1%) também tiveram taxas acima da média (13,1%). As outras altas foram em Pernambuco (10,1%), Espírito Santo (7,6%), Pará (4,0%) e Rio de Janeiro (1,9%).

Por outro lado, na Bahia (-16,3%) houve a queda mais intensa no acumulado do ano, principalmente pelo comportamento negativo vindo das atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleos combustíveis, óleo diesel e naftas para petroquímica) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis e autopeças). Houve recuos, ainda, em Mato Grosso (-5,3%), Goiás (-4,2%) e a Região Nordeste (-0,5%).

No acumulado dos últimos doze meses, o avanço de 4,9% da indústria nacional foi acompanhado por dez dos quinze locais pesquisados. Os principais ganhos foram no Amazonas, passando de 4,2% em abril para 13,3% em maio; no Ceará, passando de 2,8% para 10,8%; em Santa Catarina, de 6,5% para 12,0%; no Rio de Grande do Sul, de 4,8% para 9,7%; em São Paulo, de 1,4% para 6,3%; no Espírito Santo, de -9,2% para -4,3%; em Minas Gerais, de 4,6% para 8,5%, e no Paraná, de 5,0% para 8,5%. Já Goiás (de -0,1% para -0,4%) foi o único com perda entre os dois períodos.