PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 14,2% e taxa de subutilização é de 29,0% no trimestre encerrado em janeiro de 2021

31/03/2021 09h00 | Última Atualização: 31/03/2021 12h47

A taxa de desocupação (14,2%) do trimestre móvel de novembro de 2020 a janeiro de 2021 ficou estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2020 (14,3%) e teve alta de 3,0 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre móvel de 2020 (11,2%).

Indicador/Período Nov-Dez-Jan 2021 Ago-Set-Out 2020 Nov-Dez-Jan 2020
Taxa de desocupação 14,2% 14,3% 11,2%
Taxa de subutilização 29,0% 29,5% 23,2%
Rendimento real habitual R$2.521 R$2.597 R$2.466
Variação do rendimento habitual em relação a: -2,9% 2,2%

A população desocupada (14,3 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2020 (14,1 milhões de pessoas). Frente a igual trimestre do ano anterior (11,9 milhões de pessoas) houve alta de 19,8% (mais 2,4 milhões de pessoas desocupadas).

A população ocupada (86,0 milhões de pessoas) teve aumento de 2,0% (1,7 milhão de pessoas a mais) em relação ao trimestre anterior e redução de 8,6% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (8,1 milhões de pessoas a menos).

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) chegou a 48,7%, subindo 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior (48,0%) e recuando 6,1 p.p. em relação a igual trimestre do ano anterior (54,8%).

A taxa composta de subutilização (29,0%) caiu 0,5 p.p. frente ao trimestre de agosto a outubro de 2020 (29,5%) e subiu 5,9 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2020 (23,2%).

A população subutilizada (32,4 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 22,7% (mais 6,0 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2020.

A população fora da força de trabalho (76,4 milhões de pessoas) caiu 1,1% (817 mil pessoas) ante o trimestre anterior e cresceu 16,2% (10,6 milhões de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

A população desalentada (5,9 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e 25,6% acima do observado no mesmo período de 2020. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (5,6%) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior e subiu 1,3 p.p. ante o mesmo período de 2020 (4,2%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 29,8 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 11,6% frente ao mesmo período de 2020.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,8 milhões de pessoas) subiu 3,6% em relação ao trimestre anterior (mais 339 mil pessoas) e caiu 16,0% (menos 1,9 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

O número de trabalhadores por conta própria subiu para 23,5 milhões, alta de 4,7% frente ao trimestre anterior (mais 1,0 milhão de pessoas) e queda de 4,4%% ante o mesmo período de 2020 (menos 1,1 milhão de pessoas).

A categoria dos trabalhadores domésticos (4,9 milhões de pessoas) cresceu 4,5% frente ao trimestre anterior mas ficou 21,4% abaixo (-1,3 milhão de pessoas) do contingente do mesmo trimestre de novembro de 2019 a janeiro de 2020.

A taxa de informalidade foi de 39,7% da população ocupada, ou 34,1 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 38,8% e no mesmo trimestre de 2020, 40,7%.

O rendimento real habitual (R$ 2.521) caiu 2,9% frente ao trimestre móvel anterior e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2020. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 211,4 bilhões) ficou estável ante o trimestre móvel de agosto a outubro de 2020 e caiu 6,9% frente ao mesmo trimestre de 2020 (menos R$ 15,7 bilhões).

Taxa de desocupação – Brasil – 2012-2021 (%)

Nos grupamentos de atividades, em relação ao trimestre móvel anterior, houve aumentos em: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,7%, ou mais 225 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,1%, ou mais 313 mil pessoas) e Serviços domésticos (4,8%, ou mais 228 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variações significativas.

Já frente a igual trimestre de 2020, houve reduções em: Indústria Geral (-10,3%, ou menos 1,3 milhão de pessoas), Construção (-10,2%, ou menos 693 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-11,0%, ou menos 2,0 milhão de pessoas), Transporte, armazenagem e correio (-14,1%, ou menos 702 mil pessoas), Alojamento e alimentação (-28,1%, ou menos 1,6 milhão de pessoas), Outros serviços (-18,4%, ou menos 938 mil pessoas) e Serviços domésticos (-20,8%, ou menos 1,3 milhão). As atividades de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura; de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas e de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais permaneceram estáveis na comparação anual.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 100,3 milhões, cresceu 2,0% (mais 1,9 milhão de pessoas) ante o trimestre móvel anterior e recuou 5,4% (menos 5,8 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Taxa composta de subutilização – trimestres de novembro a janeiro – 2012 a 2021 (%)

O número de empregadores (3,9 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2020, houve uma redução de 12,4% (menos 548 mil pessoas).

Já o grupo dos empregados no setor público (12,0 milhões de pessoas), que inclui servidores estatutários e militares, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e elevação de 4,5%, (514 mil pessoas a mais) frente ao mesmo período do ano anterior.

O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (6,8 milhões de pessoas) cresceu 5,3% em relação ao trimestre anterior (341 mil pessoas a mais) e ficou estável frente ao mesmo trimestre de 2020.

Quanto ao rendimento médio real habitual, não houve aumentos frente ao trimestre anterior, mas houve redução na Indústria (-6,5%, ou R$ 176 a menos). Já na comparação com o trimestre de novembro de 2019 a janeiro de 2020 foi observado aumento na categoria de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,1%, ou R$ 149 a mais) e redução nos seguintes grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (-8,5%, ou menos R$ 202) Alojamento e alimentação (-7,2%, ou menos R$ 112) e Serviços domésticos (-3,7%, ou menos R$ 35).

Entre as categorias de ocupação, frente ao trimestre anterior, não houve aumento no rendimento médio real habitual, com redução entre os Empregadores (-9,8%, ou menos R$ 662). Frente ao mesmo trimestre de 2020, nenhuma categoria de emprego teve variações significativas.

Rendimento médio mensal real habitualmente recebido – Brasil – 2012/2021 - (R$)