Em novembro, vendas no varejo variam -0,1%

15/01/2021 09h00 | Atualizado em 15/01/2021 09h53

Em novembro de 2020, o comércio varejista nacional ficou próximo à estabilidade (-0,1%) frente a outubro, na série com ajuste sazonal, após seis taxas positivas consecutivas, período que o varejo acumulou ganho de 32,2%. A média móvel trimestral foi de 0,4% no trimestre encerrado em novembro. Na série sem ajuste sazonal, houve aumento de 3,4% em novembro de 2020 frente a novembro de 2019, ante 8,4% em outubro de 2020, sexta taxa positiva consecutiva.

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Novembro / Outubro* -0,1 1,1 0,6 1,6
Média móvel trimestral* 0,4 1,6 1,2 2,2
Novembro 2020 / Novembro 2019 3,4 11,6 4,1 12,4
Acumulado 2020 1,2 5,6 -1,9 2,4
Acumulado 12 meses 1,3 5,7 -1,3 2,9
*Série COM ajuste sazonal

No acumulado no ano, contra igual período do ano anterior, houve alta de 1,2%.

Já o acumulado nos últimos 12 meses manteve-se em 1,3% em novembro, sinalizando estabilidade no ritmo das vendas em relação a outubro.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas cresceu 0,6% em relação a outubro de 2020, sétimo mês consecutivo de aumento. A média móvel do trimestre encerrado em novembro (1,2%) sinalizou redução no ritmo das vendas, quando comparada à média móvel no trimestre encerrado em outubro (1,2%).

O volume de vendas no varejo, em novembro de 2020 em relação a outubro (-0,1%), interrompeu a sequência de seis resultados positivos consecutivos do indicador do comércio varejista, iniciada em maio de 2020, após dois meses de queda por conta da pandemia de Covid-19. A média móvel trimestral perde ritmo, assinalando variação de 0,4% no trimestre encerrado em novembro, após registrar 1,3% no trimestre encerrado em outubro.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a sexta taxa positiva (3,4%) consecutiva vem com a menor variação, em termos de magnitude, dos últimos cinco meses. Ainda que, na margem, o resultado tenha variado no campo negativo, os resultados acumulados dos últimos meses contribuem para que o patamar de vendas de novembro de 2020 se posicione a -0,1% abaixo do nível recorde da série, o mês anterior, outubro de 2020.

Em novembro, cinco das oito atividades cresceram, na série com ajuste sazonal

A variação de -0,1% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de outubro para novembro de 2020, na série com ajuste sazonal, teve taxas positivas em cinco das oito atividades pesquisadas: Livros, jornais, revistas e papelaria (5,6%), Tecidos, vestuário e calçados (3,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,6%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%).

Por outro lado, os setores de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%), Combustíveis e lubrificantes (-0,4%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%) apresentaram recuo nas vendas frente a outubro de 2020.

Considerando o comércio varejista ampliado, em novembro, o volume de vendas do setor de Material de construção registrou decréscimo de 0,8%, quando comparado a outubro, enquanto Veículos, motos, partes e peças apresentou aumento de 3,5%.

VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO
VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: Novembro 2020
ATIVIDADES MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS
DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
SET OUT NOV SET OUT NOV NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 0,4 0,8 -0,1 7,3 8,4 3,4 1,2 1,3
1 - Combustíveis e lubrificantes 2,8 1,4 -0,4 -5,3 -5,0 -6,7 -10,0 -9,2
2 - Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo -0,5 0,8 -2,2 4,3 7,3 -1,7 5,0 4,1
2.1 - Super e hipermercados -0,7 0,7 -2,3 5,6 9,1 -0,4 6,1 5,2
3 - Tecidos, vest. e calçados -2,9 6,8 3,6 -6,9 -2,3 -4,9 -25,1 -21,3
4 - Móveis e eletrodomésticos -1,5 -1,4 -0,1 28,8 21,9 17,8 11,6 12,3
4.1 - Móveis - - - 32,5 30,8 21,6 12,3 12,5
4.2 - Eletrodomésticos - - - 25,5 19,0 16,3 11,3 12,3
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 2,3 2,4 2,6 13,8 13,9 11,7 7,7 7,6
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria 8,5 4,9 5,6 -36,8 -34,4 -15,3 -29,7 -26,0
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação 0,9 4,2 3,0 -7,0 -10,3 -9,9 -16,6 -14,9
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico -1,6 1,8 1,4 18,6 18,5 16,2 2,6 3,8
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 1,0 2,1 0,6 7,4 6,1 4,1 -1,9 -1,3
9 - Veículos e motos, partes e peças 5,2 4,8 3,5 -1,6 -5,8 0,8 -15,1 -13,2
10- Material de construção 2,5 -0,5 -0,8 31,4 20,9 17,0 10,1 9,7
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
(1) Séries com ajuste sazonal.
(2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10

Cinco das oito atividades do varejo recuaram frente a novembro de 2019

Na comparação com novembro de 2019, o comércio varejista cresceu 3,4%, embora com taxas negativas em cinco das oito atividades pesquisadas. Apesar disso, três setores, por ordem de composição da taxa, foram responsáveis por posicionar o varejo no campo positivo: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (16,2%), Móveis e eletrodomésticos (17,8%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (11,7%).

Já as quedas ficaram por conta dos setores de Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%), Combustíveis e lubrificantes (-6,7%), Tecidos, vestuário e calçados (-4,9%) Livros, jornais, revistas e papelaria (-15,3%) e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-9,9%).

No caso do comércio varejista ampliado, a alta de 4,1% frente a novembro de 2019 foi a sexta consecutiva no volume de vendas, na comparação interanual, com a atividade de Veículos e motos, partes e peças (0,8%) crescendo pela primeira vez em oito meses, enquanto o setor de Material de Construção teve alta de 17,0%. O resultado de novembro refletiu, principalmente, a contribuição de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6 p.p.), Material de Construção (1,5 p.p.) e Móveis e eletrodomésticos (1,4 p.p.).

O volume de vendas de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc.) subiu 16,2% em relação a novembro de 2019 e exerceu o principal impacto positivo para a taxa total do varejo (2,4 p.p). Por outro lado, a atividade mostrou perda de ritmo frente a outubro (18,5%). O acumulado no ano (2,6%), foi o segundo no campo positivo após sete meses de queda. O acumulado dos últimos doze meses (3,8%) subiu 1,6 p.p. frente a outubro (2,2%).

O segmento de Móveis e eletrodomésticos cresceu 17,8% no volume de vendas em relação a novembro de 2019, tendo exercido o segundo maior impacto positivo (2,0 p.p.) na formação da taxa total do comércio varejista de novembro de 2020. O setor registra a sexta taxa positiva para esse indicador. Em relação ao acumulado no ano, ao passar de 10,8% até outubro para 11,6% até novembro, o setor mostra elevação no ritmo de vendas. O indicador dos últimos doze meses acumulou 12,3% em novembro, contra 11,0% em outubro.

RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: Novembro 2020
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS
DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de
Variação (%)
SET OUT NOV SET OUT NOV NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 1,8 2,0 1,1 13,4 16,0 11,6 5,6 5,7
1 - Combustíveis e lubrificantes 4,5 1,7 2,0 -4,9 -4,9 -5,1 -11,3 -9,9
2 - Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo 2,5 2,7 -0,8 17,1 22,8 14,3 13,9 12,9
2.1 - Super e hipermercados 2,4 2,8 -0,9 18,3 24,6 15,4 15,1 14,0
3 - Tecidos, vest. e calçados -2,4 7,0 4,0 -8,6 -3,9 -6,5 -25,6 -21,5
4 - Móveis e eletrodomésticos 0,2 -0,2 0,5 31,4 26,4 23,5 11,5 12,2
4.1 - Móveis - - - 23,3 23,4 17,1 6,6 7,3
4.2 - Eletrodomésticos - - - 33,3 28,6 26,3 13,7 14,3
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 2,3 2,5 2,9 12,8 12,7 10,6 7,9 8,1
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria 13,8 3,8 20,3 -35,4 -33,1 -13,5 -27,0 -23,1
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação 3,1 5,3 3,1 2,6 0,2 0,7 -13,2 -11,9
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico 3,7 2,5 1,4 20,2 20,8 19,3 4,5 5,8
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 2,1 3,1 1,6 13,1 13,5 12,4 2,4 2,9
9 - Veículos e motos, partes e peças 4,7 6,2 5,5 0,9 -2,5 6,6 -13,4 -11,5
10- Material de construção 4,5 1,2 1,0 39,8 32,4 32,2 15,0 14,4
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
(1) Séries com ajuste sazonal.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, apresentou alta de 11,7% nas vendas frente a novembro de 2019, na comparação com igual mês do ano anterior, abaixo do valor de outubro (13,9%). Esta foi a sexta taxa positiva consecutiva para o setor. Em relação ao acumulado no ano até novembro, ao passar de 7,3% até outubro para 7,7% no mês de referência, mostra ganho de ritmo. Em termos de resultado acumulado nos últimos doze meses, o setor passa de 7,4% até outubro para 7,6% em novembro.

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 1,7% frente a novembro de 2019, registrou a primeira taxa negativa após nove meses consecutivos de resultados positivos. O segmento exerceu o maior impacto negativo (-0,8 p.p.) na formação da taxa global do varejo. O acumulado no ano, até novembro (5,0%), comparado ao mês anterior (5,7%), mostrou perda de ritmo. Nos últimos 12 meses, o setor registra 4,1% em novembro, frente a 4,5% em outubro, indicando perda de ritmo.

Combustíveis e lubrificantes, com -6,7% no volume de vendas em relação a novembro de 2019, exerceu a segunda maior contribuição negativa (-0,6 p.p.) para o resultado total do varejo. A atividade tem percebido um período de inflação alta e os impactos da pandemia de Covid-19. Apesar disso, no acumulado no ano, ao passar de -10,4% até outubro para -10,0% até novembro, a atividade mostra uma menor perda de ritmo nas vendas. Já no acumulado nos últimos 12 meses, o recuo se acentuou (-9,2%) em relação a outubro (-8,6%).

O setor de Tecidos, vestuário e calçados, por sua vez, recuou 4,9% no volume em relação a novembro de 2019, nona taxa negativa nessa comparação. No acumulado no ano, ao passar de -27,6% em outubro para -25,1% em novembro, mostra recuperação. No acumulado nos últimos 12 meses, o setor teve queda de -21,3%, abaixo do patamar de outubro (-20,7%).

O segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação caiu 9,9% em relação a novembro de 2019, décimo primeiro mês consecutivo no campo negativo. No acumulado no ano, a atividade registrou -16,6% até novembro, patamar superior ao mês anterior (-17,3%). No acumulado nos últimos 12 meses (-14,9%) houve aumento no ritmo de queda nas vendas em relação a outubro (-13,3%).

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria recuou 15,3% frente a novembro de 2019. O acumulado no ano também recuou (-29,7%) até novembro e permanece no campo negativo desde fevereiro de 2020 (-1,3%). No acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -25,8% para -26,0%, permanece no campo negativo desde março de 2014 (-0,2%).

O setor de Veículos, motos, partes e peças, ao registrar 0,8% em relação a novembro de 2019, assinala seu primeiro resultado positivo após oito meses consecutivos de taxas negativas, para essa comparação. O segmento assinala ganho de ritmo também no indicador acumulado no ano, uma vez que até novembro, apresentava queda de 15,1%, acima do resultado de outubro (-16,7%). O acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar -13,2% até novembro, mostrou perda de ritmo em relação ao acumulado até outubro (-12,8%).

Com 17,0% em relação a novembro, o segmento de Material de Construção contabiliza a sexta taxa positiva consecutiva, nessa comparação. O acumulado no ano até novembro mostra aumento de ritmo nas vendas (10,1%), comparado ao mês de outubro, com 9,4%. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 8,6% em outubro para 9,7% em setembro, manteve trajetória de crescimento iniciada em junho de 2020.

Vendas sobem em 14 das 27 Unidades da Federação na comparação com outubro

De outubro para novembro, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou decréscimo de 0,1%, com predomínio de resultados positivos em 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Acre (7,8%), Rondônia (7,2%) e Rio de Janeiro (4,2%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 13 das 27 UFs, com destaque para: Paraíba (-3,5%), Amapá (-2,7%) e Paraná (-1,9%).

Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre outubro e novembro foi de 0,6%, com predomínio de resultados positivos em 17 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Acre (9,2%), Rondônia (4,2%) e Mato Grosso (2,8%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram dez das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (-5,7%), Amapá (-5,2%) e Goiás (-1,7 %).

Frente a novembro de 2019, a variação das vendas do comércio varejista foi de 3,4%, com resultados positivos em 19 das 27 UFs, com destaque para: Acre (20,2%), Pará (16,5%) e Piauí (14,6%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 8 das 27 UFs, com destaque para: Tocantins (-7,5%), Paraíba (-5,1%) e Goiás (-5,0%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, destacaram-se positivamente: São Paulo (2,5%), Rio de Janeiro (6,5%) e Minas Gerais (5,7%).

No comércio varejista ampliado, no confronto com novembro de 2019, o aumento de 4,1% foi acompanhado pelo predomínio de resultados positivos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Acre (22,4%), Rondônia (19,4%) e Pará (15,7%). As contribuições no campo negativo ficaram por conta de sete das 27 Unidades da Federação, sendo destaque: Bahia (-4,0%), Rio Grande do Sul (-3,6%) e Goiás (-1,4%).

Quanto à participação na composição da taxa do varejo ampliado, destacaram-se: São Paulo (4,3%), Minas Gerais (6,9%) e Santa Catarina (6,3%).