Em outubro, indústria cresce em oito dos 15 locais pesquisados

09/12/2020 09h00 | Última Atualização: 09/12/2020 09h24

Oito dos 15 locais pesquisados tiveram aumento na produção industrial, de setembro para outubro, na série com ajuste sazonal. Quatro dessas altas foram acima da média nacional (1,1%) e a maior delas foi no Paraná (3,4%). Pernambuco (2,9%), Santa Catarina (2,8%) e Região Nordeste (1,7%) também superaram a média do país.

As outras quatro altas foram Mato Grosso (1,1%), Ceará (0,5%), São Paulo (0,5%) e Minas Gerais (0,4%).

O Rio Grande do Sul (0,0%) repetiu a taxa de setembro e ficou estável.

Já as quedas foram em Rio de Janeiro (-3,9%), Goiás (-3,2%), Espírito Santo (-1,8%), Pará (-1,8%), Amazonas (-1,1%) e Bahia (-0,1%).

Indicadores Conjunturais da Indústria
Resultados Regionais
Outubro de 2020
Locais Variação (%)
Outubro 2020/
Setembro 2020*
Outubro 2020/
Outubro 2019
Acumulado
Janeiro-Outubro
Acumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas -1,1 5,2 -8,9 -5,8
Pará -1,8 4,9 0,1 -0,1
Região Nordeste 1,7 -0,2 -5,0 -3,8
Ceará 0,5 6,1 -9,8 -7,6
Pernambuco 2,9 7,2 2,4 1,7
Bahia -0,1 -6,5 -6,9 -6,2
Minas Gerais 0,4 1,4 -5,8 -6,7
Espírito Santo -1,8 -7,6 -17,0 -18,3
Rio de Janeiro -3,9 -5,6 1,4 2,6
São Paulo 0,5 2,1 -8,2 -7,3
Paraná 3,4 4,8 -6,0 -5,2
Santa Catarina 2,8 7,6 -7,8 -6,8
Rio Grande do Sul 0,0 2,6 -9,0 -8,2
Mato Grosso 1,1 -11,7 -4,6 -4,6
Goiás -3,2 -9,6 0,7 1,0
Brasil 1,1 0,3 -6,3 -5,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
* Série com Ajuste Sazonal

As taxas positivas registradas em oito dos 15 locais pesquisados refletiram a ampliação do retorno à produção, após paralisações/interrupções causadas pela pandemia da COVID-19.

Paraná (3,4%), Pernambuco (2,9%) e Santa Catarina (2,8%) tiveram as maiores altas, com o primeiro marcando a sexta taxa positiva consecutiva e acumulando ganho de 51,5% no período; o segundo voltando a crescer após as quedas de agosto (-3,0%) e setembro (-1,1%); e o terceiro acumulando alta de 52,4% no período maio-outubro de 2020.

A região Nordeste (1,7%) também avançou acima da média nacional (1,1%), enquanto Mato Grosso (1,1%), Ceará (0,5%), São Paulo (0,5%) e Minas Gerais (0,4%) completaram o conjunto de locais com índices positivos nesse mês.

O Rio Grande do Sul (0,0%) repetiu a taxa de setembro último. Entre as quedas, Rio de Janeiro (-3,9%) e Goiás (-3,2%) apontaram os recuos mais intensos em outubro de 2020, com ambos marcando o segundo mês seguido de queda na produção e acumulando nesse período perdas de 7,8% e 3,3%, respectivamente. Espírito Santo (-1,8%), Pará (-1,8%), Amazonas (-1,1%) e Bahia (-0,1%) assinalaram os demais resultados negativos nesse mês.

A média móvel trimestral cresceu 2,4% no trimestre encerrado em outubro de 2020 frente ao nível do mês anterior. Esse indicador ficou positivo em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para o Paraná (5,1%), Santa Catarina (4,6%), São Paulo (3,5%), Rio Grande do Sul (3,4%), Amazonas (2,8%), Ceará (2,3%), Bahia (1,9%) e Região Nordeste (1,8%). Por outro lado, Rio de Janeiro (-1,2%) e Goiás (-1,0%) assinalaram os recuos mais intensos.

Frente a igual mês do ano anterior, a produção industrial aumentou 0,3% em outubro de 2020, com nove dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos. Vale citar que outubro de 2020 (21 dias) teve dois dias úteis a menos do outubro de 2019 (23).

Santa Catarina (7,6%), Pernambuco (7,2%) e Ceará (6,1%) assinalaram os maiores avanços. Amazonas (5,2%), Pará (4,9%), Paraná (4,8%), Rio Grande do Sul (2,6%), São Paulo (2,1%) e Minas Gerais (1,4%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção.

Já Mato Grosso (-11,7%) e Goiás (-9,6%) apontaram os recuos mais intensos e Espírito Santo (-7,6%), Bahia (-6,5%), Rio de Janeiro (-5,6%) e Região Nordeste (-0,2%) mostraram as demais taxas negativas no mês.

No acumulado do ano, frente a 2019, houve redução em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-17,0%), Ceará (-9,8%), Rio Grande do Sul (-9,0%) e Amazonas (-8,9%). São Paulo (-8,2%), Santa Catarina (-7,8%) e Bahia (-6,9%) registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-6,3%), enquanto Paraná (-6,0%), Minas Gerais (-5,8%), Região Nordeste (-5,0%) e Mato Grosso (-4,6%) completaram o conjunto de locais com queda na produção neste índice.

Por outro lado, Pernambuco (2,4%), Rio de Janeiro (1,4%), Goiás (0,7%) e Pará (0,1%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice acumulado no ano.

O acumulado nos últimos 12 meses recuou 5,6% em outubro de 2020 e mostrou ligeiro aumento na intensidade de perda frente ao resultado do mês anterior (-5,5%), quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em março de 2020 (-1,0%).

Houve taxas negativas em doze dos 15 locais pesquisados, mas em oito as quedas foram menos intensas do que em setembro de 2020. Espírito Santo (de -19,4% para -18,3%), Santa Catarina (de -7,6% para -6,8%), Pará (de -0,8% para -0,1%), Ceará (de –8,2% para -7,6%), Pernambuco (de 1,1% para 1,7%) e Minas Gerais (de -7,1% para -6,7%) mostraram os principais ganhos entre setembro e outubro de 2020.

Goiás (de 3,1% para 1,0%), Mato Grosso (de -3,2% para -4,6%), Rio de Janeiro (de 3,6% para 2,6%) e Bahia (de -5,7% para -6,2%) registraram as perdas mais acentuadas entre os dois períodos.