Capacidade de armazenagem agrícola fica em 176,5 milhões de toneladas no 1º semestre de 2020

10/11/2020 09h00 | Última Atualização: 10/11/2020 09h00

No 1º semestre de 2020, a capacidade disponível para armazenamento no Brasil foi de 176,5 milhões de toneladas, 0,7% inferior ao semestre anterior. O número de estabelecimentos caiu 0,5% em relação ao segundo semestre de 2019. O Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (1.920) e o Mato Grosso a maior capacidade (43,8 milhões de toneladas). O estoque de produtos agrícolas totalizou 52,9 milhões de toneladas, uma queda de 17,0% frente às 63,7 milhões de toneladas de 30 de junho 2019. Todos os produtos apresentaram queda nos estoques, quando comparados com 30 de junho de 2019, sendo as mais expressivas as do milho (-28,1%) e do café (-23,0%). O maior volume estocado era de soja (30,8 milhões de toneladas), seguido pelos estoques de milho (13,3 milhões), arroz (4,1 milhões), trigo (1,9 milhão) e café (839,4 mil). Estes produtos constituem 96,2% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa. Consulte o material de apoio para mais informações.

Silos ainda predominam com alta de 0,2% e 86,8 milhões de toneladas

A Pesquisa de Estoques trouxe como resultado do primeiro semestre de 2020 uma redução de 0,7% na capacidade útil total disponível no Brasil para armazenamento. A soma foi de 176,5 milhões de toneladas em estabelecimentos ativos na pesquisa. Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 86,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2020, o que representa 49,1% da capacidade útil total. Em relação ao segundo semestre de 2019, a capacidade de armazenagem dos silos cresceu 0,2%.

Na sequência, assinalam-se os armazéns graneleiros e granelizados, que atingiram 66,5 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, 0,3% inferior à capacidade verificada no período anterior. Este tipo de armazenagem é responsável por 37,7% da armazenagem nacional. Com relação aos armazéns convencionais, estruturais e infláveis, somaram 23,3 milhões de toneladas, o que representou uma queda de 4,8% em relação ao segundo semestre de 2019. Esses armazéns contribuem com 13,2% da capacidade total de armazenagem.

Por região, os silos predominam na Região Sul, sendo responsáveis por 61,2% da capacidade armazenadora da Região e 49,7% da capacidade total de silos do país. O tipo graneleiros e granelizados aparece com maior intensidade no Centro-Oeste, com 53,2% da capacidade da Região e 55,3% da capacidade total. Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis predominam na Região Sul (34,5%) seguido de perto pela Região Sudeste (31,7%), principal produtora de café. Estas duas regiões juntas correspondem a 66,2% da capacidade total de armazéns convencionais, estruturais e infláveis do país.

Apenas a Região Sul teve acréscimo no número de estabelecimentos ativos

Com 7.903 estabelecimentos ativos no primeiro semestre de 2020, a Pesquisa de Estoques apresentou uma queda de 0,5% no número de estabelecimentos, quando comparada com a pesquisa do segundo semestre de 2019. Neste primeiro semestre de 2020, apenas a Região Sul teve acréscimo no número de estabelecimentos ativos (0,3%). As Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram quedas de 0,9%, 1,9%, 1,8% e 0,6%, respectivamente.

O Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (1.920), seguido do Mato Grosso com 1.380 e Paraná, que possui 1. 322 unidades. Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do País, com 43,8 milhões de toneladas. Deste total, 58,6% são do tipo graneleiros e 33,9% são silos. O Paraná e o Rio Grande do Sul possuem 32,6 e 32,4 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, sendo o silo o tipo de armazém predominante nesses estados.

Todos os produtos apresentaram quedas nos estoques

O estoque de produtos agrícolas totalizou 52,9 milhões de toneladas, uma queda de 17,0% frente às 63,7 milhões de toneladas de 30 de junho 2019.Em relação aos principais produtos agrícolas investigados pela pesquisa, todos apresentaram queda nos estoques frente a 30 de junho de 2019, sendo as mais expressivas as do milho (-28,1%) e do café (-23,0%).

Os estoques de soja representaram o maior volume (30,8 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de milho (13,3 milhões), arroz (4,1 milhões), trigo (1,9 milhão) e café (839,4 mil). Estes produtos constituem 96,2% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa.

Número de estabelecimentos e capacidade útil instalada, por tipo, segundo as Unidades da Federação - Brasil - 1º semestre 2020 
UF Número de Estabelecimentos  Capacidade (t)
Total Convencional (1)         Graneleiro Silo
BRASIL 7.903 176.529.770 23.290.139 66.487.317 86.752.314
RO 26 397.889 81.385 194.020 122.484
AC 12 33.780 12.900 - 20.880
AM 10 353.230 25.140 300.000 28.090
RR 8 115.460 12.110 - 103.350
PA 76 1.767.728 167.406 91.810 1.508.512
AP 10 128.168 66.168 - 62.000
TO 89 2.296.975 328.505 588.330 1.380.140
MA 60 2.101.692 73.849 1.549.250 478.593
PI 112 2.595.074 267.173 912.582 1.415.319
CE 76 1.038.341 623.434 77.300 337.607
RN 14 100.109 100.109 - -
PB 13 233.918 97.988 2.480 133.450
PE 29 411.212 149.832 5.640 255.740
AL 6 55.004 17.504 3.000 34.500
SE 9 90.507 28.067 16.440 46.000
BA 149 4.265.855 399.676 1.984.244 1.881.935
MG 463 8.035.555 3.390.453 1.550.342 3.094.760
ES 88 1.427.091 723.947 564.560 138.584
RJ 14 138.564 31.758 12.333 94.473
SP 650 11.315.418 3.227.068 2.524.978 5.563.372
PR 1.322 32.577.090 4.593.163 10.019.610 17.964.317
SC 328 5.494.248 576.814 1.056.566 3.860.868
RS 1.920 32.367.277 2.866.225 8.242.636 21.258.416
MS 491 10.563.526 588.049 3.597.084 6.378.393
MT 1.380 43.796.847 3.304.309 25.648.678 14.843.860
GO 526 14.343.591 1.188.946 7.515.654 5.638.991
DF 22 485.622 348.162 29.780 107.680
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa de Estoques, 1º semestre de 2020.Nota: (1) A capacidade dos armazéns convencionais, estruturais e infláveis foi convertida na proporção de 0,6t/m³