Estatísticas experimentais

PNAD COVID19: 3,4% da população ocupada estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social na terceira semana de setembro

09/10/2020 09h00 | Última Atualização: 09/10/2020 10h36

Essa proporção, na semana de 13 a 19 de setembro, ficou estável em relação à semana anterior (3,7%) e ficou bem abaixo da primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio (19,8%). A população desocupada (13,3 milhões de pessoas) e a taxa de desocupação (13,7%) não tiveram variação significativa frente à semana anterior (13,5 milhões e 14,1%, respectivamente). No mesmo período, o número de pessoas com algum sintoma de síndrome gripal passou de 9,7 milhões (ou 4,6% da população) para 9,1 milhões (ou 4,3%), ficando estatisticamente estável.

A PNAD COVID19 estimou em 83,7 milhões a população ocupada do país na semana de 13 a 19 de setembro, com estabilidade em relação à semana anterior (82,6 milhões de pessoas) e à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).

A população ocupada e não afastada do trabalho, estimada em 78,2 milhões de pessoas, ficou estável em relação à semana anterior (77,2 milhões) mas aumentou frente à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 7,8 milhões (ou 10,0% da população ocupada e não afastada) trabalhavam remotamente. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (8,2 milhões ou 10,7%). Já em relação à semana de 3 a 9 de maio houve estabilidade em números absolutos (8,6 milhões) e queda em percentual (13,4%).

O nível de ocupação (49,1%) aumentou frente à semana anterior (48,4%) e ficou estável em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%).

A proxy da taxa de informalidade (33,6%) ficou estável em relação à semana anterior (34,3%), mas recuou frente à semana de 3 a 9 de maio (35,7%).

Cerca de 2,8 milhões (ou 3,4% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (3,0 milhões ou 3,7%) e caiu frente à semana de 3 a 9 de maio (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados).

A população desocupada (13,3 milhões de pessoas) ficou estável frente à semana anterior (13,5 milhões de pessoas) e cresceu em relação à semana de 3 a 9 de maio (9,8 milhões). Com isso, a taxa de desocupação (13,7%) ficou estável em relação à semana anterior (14,1%) e cresceu frente à primeira semana de maio (10,5%).

A taxa de participação na força de trabalho (56,9%) na semana de 13 a 19 de setembro ficou estável frente à da semana anterior (56,3%) e à primeira semana de maio (55,2%).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 73,6 milhões de pessoas, mantendo-se estável frente à semana anterior (74,6 milhões) e à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, disseram que gostariam de trabalhar cerca de 25,6 milhões de pessoas (ou 34,7% da população fora da força de trabalho). Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (26,0 milhões ou 34,9%) e caiu em relação à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

Cerca de 15,4 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 20,9% das pessoas fora da força. Esse contingente caiu em relação à semana anterior, mas houve estabilidade em termos percentuais (16,3 milhões ou 21,8%). Na comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%), houve queda nos dois indicadores.

6,3 milhões de estudantes não tiveram atividades escolares na semana

Na semana de 13 a 19 de setembro, o país tinha cerca de 46,3 milhões de estudantes que frequentavam escolas ou universidades. Destes, 13,7% (ou 6,3 milhões) não tiveram atividades escolares na terceira semana de setembro. Esse contingente ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior (6,8 milhões ou 14,7% dos estudantes), mas caiu frente à semana de 28 de junho a 4 de julho (9,0 milhões ou 20,0% dos estudantes).

Entre os 39,5 milhões de estudantes que tiveram atividades escolares na terceira semana de setembro, 26,2 milhões (ou 66,3%) tiveram atividades em cinco dias da semana, mantendo estabilidade frente à semana anterior (25,5 milhões, ou 65,4%).

Cerca de 84,4 milhões de pessoas ficaram em casa e só saíram por necessidade básica na semana de 13 a 19 de setembro, o equivalente a 39,9% da população. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (85,6 milhões ou 40,5% da população). A parcela da população que ficou rigorosamente isolada (16,0% ou 33,8 milhões) caiu em relação à semana anterior (16,7% ou 35,3 milhões). Já o contingente dos que não fizeram restrição (3,1% ou 6,5 milhões) ficou estável frente à semana anterior (2,9% ou 6,1 milhões). O número dos que reduziram contato mas continuaram saindo de casa e/ou recebendo visitas (85,7 milhões ou 40,5%) aumentou frente à semana anterior (83,3 milhões ou 39,4%).

Número de pessoas com sintomas de síndrome gripal fica estável

Na semana de 13 a 19 de setembro, a PNAD COVID19 estimou que 9,1 milhões de pessoas (ou 4,3% da população do país) apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal (febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular) que são investigados pela pesquisa. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (9,7 milhões de pessoas ou 4,6% da população do país) e recuou frente à semana de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%).

Cerca de 2,2 milhões de pessoas (ou 24,0% daqueles com algum sintoma) procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento (postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório /consultório, pronto socorro ou hospital privado). Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (2,3 milhões ou 23,6%). Em relação à semana de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%), houve queda em números absolutos e aumento em termos percentuais.

Cerca de 594 mil pessoas procuraram atendimento em hospital público, particular ou ligado às forças armadas na semana de 13 a 19 de setembro. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (606 mil) mas caiu frente à semana de 3 a 9 de maio (1,1 milhão). Entre os que procuraram atendimento em hospital, 74 mil (9,6%) foram internados. Esse contingente se manteve estável frente à semana anterior (108 mil ou 13,3%) e à semana de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).