Indústria cresce em 12 dos 15 locais pesquisados em agosto

08/10/2020 09h00 | Última Atualização: 08/10/2020 10h46

Em agosto, a produção industrial de 12 dos 15 locais pesquisados teve taxas positivas frente a julho, na série com ajuste sazonal. O maior avanço foi no Pará (9,8%), o terceiro consecutivo, acumulando ganho de 18,2% no período. Seis locais cresceram acima da média nacional (3,2%): Santa Catarina (6,0%), Ceará (5,7%), Rio Grande do Sul (5,2%), Amazonas (4,9%), São Paulo (4,8%) e Rio de Janeiro (3,3%). Região Nordeste (3,0%), Paraná (2,9%), Mato Grosso (2,6%), Goiás (1,2%) e Bahia (0,9%) também tiveram altas em agosto. Já as quedas foram em Pernambuco (-3,9%) Espírito Santo (-2,7%) e Minas Gerais (-0,4%).

Indicadores Conjunturais da Indústria - Resultados Regionais - Agosto de 2020
Locais Variação (%)
Agosto 2020/
Julho 2020*
Agosto 2020/
Agosto 2019
Acumulado
Janeiro-Agosto
Acumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas 4,9 0,7 -13,7 -5,7
Pará 9,8 -1,8 -1,9 -1,8
Região Nordeste 3,0 2,7 -6,9 -4,5
Ceará 5,7 5,3 -14,8 -9,0
Pernambuco -3,9 10,0 0,9 -0,3
Bahia 0,9 -6,1 -7,7 -5,8
Minas Gerais -0,4 -0,1 -7,9 -7,6
Espírito Santo -2,7 -14,7 -18,9 -19,5
Rio de Janeiro 3,3 4,0 2,4 4,1
São Paulo 4,8 -4,1 -11,1 -7,0
Paraná 2,9 -7,6 -8,5 -4,5
Santa Catarina 6,0 -1,3 -11,9 -7,9
Rio Grande do Sul 5,2 -1,6 -12,4 -9,1
Mato Grosso 2,6 -4,4 -2,3 -2,2
Goiás 1,2 3,1 1,8 2,8
Brasil 3,2 -2,7 -8,6 -5,7
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
* Série com Ajuste Sazonal

Com a alta de 3,2% na atividade industrial nacional, de julho para agosto de 2020, na série com ajuste sazonal, houve resultados positivos em 12 dos 15 locais pesquisados, refletindo o retorno gradual à produção, após as paralisações devido à pandemia da COVID19.

O Pará (9,8%) teve o maior aumento, sua terceira taxa positiva consecutiva e acumulando ganho de 18,2% nesse período. Santa Catarina (6,0%), Ceará (5,7%), Rio Grande do Sul (5,2%), Amazonas (4,9%), São Paulo (4,8%) e Rio de Janeiro (3,3%) também mostraram avanços acima da média nacional.

Região Nordeste (3,0%), Paraná (2,9%), Mato Grosso (2,6%), Goiás (1,2%) e Bahia (0,9%) completaram o conjunto de locais com índices positivos nesse mês.

Por outro lado, Pernambuco (-3,9%) e Espírito Santo (-2,7%) apontaram as maiores quedas em agosto de 2020, com o primeiro interrompendo três meses seguidos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 40,3%; e o segundo voltando a recuar após avançar 28,1% em julho último. Minas Gerais, com variação de negativa de 0,4%, também mostrou redução na produção nesse mês.

A média móvel trimestral cresceu 6,9% no trimestre encerrado em agosto de 2020 frente ao nível do mês anterior, após avançar 8,9% em julho último, quando interrompeu a trajetória predominantemente descendente iniciada em novembro de 2019.

Os 15 locais pesquisados apontaram taxas positivas nesse mês, com destaque para as expansões mais acentuadas de Ceará (23,2%), Amazonas (21,8%), Região Nordeste (8,8%), Santa Catarina (8,8%), Rio Grande do Sul (8,6%), São Paulo (8,2%), Espírito Santo (7,5%), Pará (5,9%), Minas Gerais (4,7%), Bahia (4,5%) e Rio de Janeiro (4,2%).

Frente a igual mês do ano anterior, a produção industrial caiu 2,7% em agosto de 2020, com nove dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. Vale citar que agosto de 2020 (21 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (22).

Espírito Santo (-14,7%) e Paraná (-7,6%) assinalaram os recuos mais intensos. Bahia (-6,1%), Mato Grosso (-4,4%) e São Paulo (-4,1%) também apresentaram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-2,7%), enquanto Pará (-1,8%), Rio Grande do Sul (-1,6%), Santa Catarina (-1,3%) e Minas Gerais (-0,1%) completaram o conjunto de locais com queda na produção no índice mensal de agosto de 2020 nesta comparação.

Por outro lado, Pernambuco (10,0%) apontou o avanço mais acentuado nesse mês, com Ceará (5,3%), Rio de Janeiro (4,0%), Goiás (3,1%), Região Nordeste (2,7%) e Amazonas (0,7%) completando os locais com taxas positivas em agosto.

Em bases quadrimestrais, o setor industrial, ao recuar 8,9% no segundo quadrimestre de 2020, apontou a queda mais elevada desde o primeiro quadrimestre de 2016 (-10,2%), permanecendo, dessa forma, com o comportamento negativo presente desde o último quadrimestre de 2018 (-1,6%), todas as comparações contra igual período do ano anterior.

Houve desacelerações em oito dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pará (de 5,0% para -6,9%), Bahia (de -2,9% para -12,3%), Espírito Santo (de -15,2% para -22,6%), Rio de Janeiro (de 6,1% para -1,0%), Paraná (de -6,3% para -10,4%) e Região Nordeste (de -5,3% para -8,4%).

Por outro lado, Pernambuco (de -2,5% para 4,4%), Minas Gerais (de -11,2% para -4,9%), Goiás (de -1,0% para 3,5%) e Mato Grosso (de -4,2% para -0,7%) apontaram os principais ganhos entre os dois períodos.

No acumulado do ano, frente a 2019, houve redução em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-18,9%), Ceará (-14,8%) e Amazonas (-13,7%).

Rio Grande do Sul (-12,4%), Santa Catarina (-11,9%) e São Paulo (-11,1%) também registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-8,6%), enquanto Paraná (-8,5%), Minas Gerais (-7,9%), Bahia (-7,7%), Região Nordeste (-6,9%), Mato Grosso (-2,3%) e Pará (-1,9%) completaram o conjunto de locais com quedas nesse indicador.

Os três locais em alta foram Rio de Janeiro (2,4%), Goiás (1,8%) e Pernambuco (0,9%).

O acumulado nos últimos 12 meses recuou 5,7% em agosto de 2020 e repetiu o resultado de julho último, recuo mais intenso desde dezembro de 2016 (-6,4%), permanecendo, dessa forma, com perdas mais intensas que as dos meses anteriores.

Em 13 dos 15 locais pesquisados houve taxas negativas em agosto de 2020, mas somente cinco destas quedas foram menos intensas do que as de julho. No Pará (de -0,5% para -1,8%), Paraná (de -3,6% para -4,5%), Amazonas (de -4,8% para -5,7%) e em São Paulo (de -6,6% para -7,0%) as perdas foram mais acentuadas, enquanto Pernambuco (de -1,9% para -0,3%), Região Nordeste (de -5,6% para -4,5%), Minas Gerais (de -8,1% para -7,6%) e Ceará
(de -9,4% para -9,0 %) registraram os principais ganhos entre os dois períodos.