Estatísticas experimentais

PNAD COVID19: 3,7% da população ocupada estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social na segunda semana de setembro

02/10/2020 09h00 | Última Atualização: 02/10/2020 09h00

Essa proporção, na semana de 6 a 12 de setembro, caiu em relação à semana anterior (4,2%) e ficou bem abaixo da primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio (19,8%). A população desocupada (13,5 milhões de pessoas) e a taxa de desocupação (14,1%) não tiveram variação significativa frente à semana anterior (13,0 milhões e 13,7%, respectivamente). No mesmo período, o número de pessoas com algum sintoma de síndrome gripal passou de 9,9 milhões (ou 4,7% da população) para 9,7 milhões (ou 4,6%), ficando estatisticamente estável.

Foi constatado erro de programação no indicador de saúde “Percentual de pessoas que foram internadas”. A correção na sua série histórica já está no plano tabular.

A PNAD COVID19 estimou em 82,6 milhões a população ocupada do país na semana de 6 a 12 de setembro, com estabilidade em relação à semana anterior (82,3 milhões de pessoas) e queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).

A população ocupada e não afastada do trabalho, estimada em 77,2 milhões de pessoas, ficou estável em relação à semana anterior (76,8 milhões) mas aumentou frente à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,2 milhões (ou 10,7% da população ocupada e não afastada) trabalhavam remotamente. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (8,3 milhões ou 10,8%). Já em relação à semana de 3 a 9 de maio houve estabilidade em números absolutos (8,6 milhões) e queda, em percentual (13,4%).

O nível de ocupação (48,4%) ficou estável frente à semana anterior (48,3%) e caiu em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%).

A proxy da taxa de informalidade (34,3%) ficou estável em relação à semana anterior (34,6%), mas recuou frente à semana de 3 a 9 de maio (35,7%).

Cerca de 3,0 milhões (ou 3,7% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente caiu frente à semana anterior (3,4 milhões ou 4,2%) e frente à semana de 3 a 9 de maio (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados).

 
Fonte: IBGE, PNAD COVID19

A população desocupada (13,5 milhões de pessoas) ficou estável frente à semana anterior (13,0 milhões de pessoas) e cresceu em relação à semana de 3 a 9 de maio (9,8 milhões). 

Com isso, a taxa de desocupação (14,1%) para o período de 6 a 12 de setembro ficou estável em relação à semana anterior (13,7%) e cresceu frente à primeira semana de maio (10,5%). 

 A taxa de participação na força de trabalho (56,3%) na semana de 6 a 12 de setembro ficou estável frente à da semana anterior (56,0%) e à primeira semana de maio (55,2%).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 74,6 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação à semana anterior (75,0 milhões) e, também, frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, disseram que gostariam de trabalhar cerca de 26,0 milhões de pessoas (ou 34,9% da população fora da força de trabalho). Esse contingente caiu frente à semana anterior (27,3 milhões ou 36,4%) e à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%). 

Cerca de 16,3 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 21,8% das pessoas fora da força. Esse contingente caiu em relação à semana anterior (17,1 milhões ou 22,8%) e frente à semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%).

6,8 milhões de estudantes não tiveram atividades escolares na semana 

Na semana de 6 a 12 de setembro, o país tinha cerca de 46,2 milhões de estudantes que frequentavam escolas ou universidades. Destes, 14,7% (ou 6,8 milhões) não tiveram atividades escolares na segunda semana de setembro. Esse contingente ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior, mas caiu em termos percentuais (7,3 milhões ou 15,8% dos estudantes). Houve queda em relação à semana de 28 de junho a 4 de julho (9,0 milhões ou 20,0% dos estudantes). 

Entre os 39,0 milhões de estudantes que tiveram atividades escolares na segunda semana de setembro, 25,5 milhões (ou 65,4%) tiveram atividades em cinco dias da semana, mantendo estabilidade frente à semana anterior (25,0 milhões, ou 65,6%).

Cerca de 85,6 milhões de pessoas ficaram em casa e só saíram por necessidade básica na semana de 6 a 12 de setembro, o equivalente a 40,5% da população. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (86,4 milhões ou 40,9% da população). A parcela da população que ficou rigorosamente isolada (16,7% ou 35,3 milhões) caiu em relação à semana anterior (17,7% ou 37,3 milhões). Já o contingente dos que não fizeram restrição (2,9% ou 6,1 milhões) ficou estável frente à semana anterior (2,8% ou 5,9 milhões). O número dos que reduziram contato mas continuaram saindo de casa e/ou recebendo visitas (83,3 milhões ou 39,4%) aumentou frente à semana anterior (80,7 milhões ou 38,2%). 

Número de pessoas com sintomas de síndrome gripal fica estável 

Na semana de 6 a 12 de setembro, a PNAD COVID19 estimou que 9,7 milhões de pessoas (ou 4,6% da população do país) apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal (febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular) que são investigados pela pesquisa. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (9,9 milhões ou 4,7% da população do país) e recuou frente à semana de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%).

Cerca de 2,3 milhões de pessoas (ou 23,6% daqueles com algum sintoma) procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento (postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório /consultório, pronto socorro ou hospital privado). Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (2,4 milhões ou 24,5%). Em relação à semana de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%), houve queda em números absolutos e aumento em termos percentuais.

Cerca de 606 mil pessoas procuraram atendimento em hospital público, particular ou ligado às forças armadas na semana de 6 a 12 de setembro. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (670 mil) mas caiu frente à semana de 3 a 9 de maio (1,1 milhão). Entre os que procuraram atendimento em hospital, 108 mil (13,3%) foram internados. Esse contingente se manteve estável frente à semana anterior (127 mil ou 14,1%) e à semana de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).

Correções em indicadores de saúde  

 Foi encontrado um erro de programação que afetou parcialmente a série histórica do indicador de saúde “Percentual de pessoas que foram internadas, entre aquelas que procuraram atendimento em hospital (público, privado ou ligado às forças armadas)”, assim como em seu respectivo coeficiente de variação.

Os valores já foram corrigidos no plano tabular disponibilizado nesta divulgação. Para mais informações, acesse aqui .