PNAD Contínua trimestral: desocupação cresce em 11 UFs no 2º trimestre de 2020, com quedas no Pará e Amapá

28/08/2020 09h00 | Última Atualização: 28/08/2020 11h28

A taxa de desocupação do país no 2º trimestre de 2020 foi de 13,3%, aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao 1º trimestre de 2020 (12,2%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2019 (12,0%), houve acréscimo de 1,3 p.p.

As maiores taxas ocorreram na Bahia (19,9%), Sergipe (19,8%) e Alagoas (17,8%) e as menores em Santa Catarina (6,9%), Pará (9,1%) e Rio Grande do Sul (9,4%).

A taxa de desocupação cresceu em 11 unidades da federação do 1º para o 2º tri de 2020, com destaque para o Sergipe (4,3 pontos percentuais), Mato Grosso do Sul, (3,7 p.p.) e Rondônia (2,3 p.p.). As únicas quedas foram no Pará (-1,6 p.p.) e no Amapá (-5,8 p.p.).

No 2º trimestre de 2020, a taxa de desocupação foi 12,0% para os homens e 14,9% para as mulheres. Para brancos (10,4%) a taxa ficou abaixo da média nacional, mas para pretos (17,8%) e pardos (15,4%) ficou acima. Os grupos etários de 14 a 17 (42,8%) e de 18 a 24 anos (29,7%) continuaram com as maiores taxas.

No 2º trimestre de 2020, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 29,1%. O Piauí (47,8%), tinha a taxa mais alta, seguido por Alagoas (46,4%), Maranhão (45,8%) e Sergipe (45,1%), todas acima de 45%. Já as menores taxas foram em Santa Catarina (13,8%), Paraná (19,3%) e Mato Grosso (19,8%).

O número de desalentados foi de 5,6 milhões de pessoas, com alta de 19,1% em relação ao trimestre anterior. O maior contingente estava na Bahia (849 mil).

O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) no 2º tri de 2020 foi de 5,6%, aumento de 1,2 p.p. na comparação com o 1º tri de 2020. Maranhão (21,6%) e Alagoas (20,7%) tinham os maiores percentuais e Santa Catarina (1,4%) e Distrito Federal (1,2%), os menores.

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada era de 77,7% do total de empregados no setor privado do país. Os menores índices eram no Maranhão (53,7%), Piauí (58,1%) e Pará (60,2%) e os maiores em Santa Catarina (90,5%), Paraná (83,2%) e São Paulo (83,2%).

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria era de 26%. As unidades da federação com os maiores percentuais foram Amapá (36,7%), Paraíba (34,2%) e Pará (32,9%) e os menores estavam no Distrito Federal (19,1%), São Paulo (22,3%) e Santa Catarina (23,6%).

Em relação ao tempo de procura, no segundo trimestre de 2020, 7,4 milhões dos desocupados buscavam ocupação de um mês a menos de um ano, com alta de 27,9% com relação ao mesmo período de 2019. Já 2,5 milhões estavam procurando há mais de 2 anos, queda de 26,5% no comparativo com o 2º tri de 2019.

A taxa de informalidade para o Brasil ficou em 36,9% da população ocupada. Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram do Pará (56,4%) e Maranhão (55,6%) e Amazonas (55,0%) e as menores em Santa Catarina (25,8%), Distrito Federal (26,0%) e São Paulo (28,6%).

BA, SE e AL tinham as maiores taxas de desocupação do 2º tri de 2020

A taxa de desocupação do país no 2º trimestre de 2020 foi de 13,3%. A Região Nordeste permaneceu registrando a maior taxa de desocupação (16,1%), apesar da estabilidade no comparativo com o 1º tri de 2020 (15,6%). Entre as unidades da federação, as três maiores taxas foram: Bahia (19,9%) estável frente ao último tri (18,7%), Sergipe (19,8%), aumento em relação ao último tri (15,5%) e Alagoas (17,8%), também estável no comparativo com o último trimestre (16,5%).

Além do Sergipe, que apresentou alta de 4,3 pontos percentuais na taxa de desocupação em relação ao trimestre anterior, outras 10 unidades da federação também registraram aumento. Destaque para o Mato Grosso do Sul, aumento de 3,7 p.p. e Rondônia, alta de 2,3 p.p. Apenas Amapá e Pará tiveram queda na taxa (-5,8 e -1,6 p.p.). As demais apresentaram estabilidade.

Já em relação ao mesmo trimestre de 2019, houve aumento na taxa de desocupação em 12 estados. Sergipe (4,5 p.p.), Rondônia (3,9 p.p.) e Minas Gerais (3,4 p.p.) tiveram as maiores altas. Amapá e Pará também apresentaram queda neste índice, de 5,4 e 2,1 p.p. Nas demais unidades da federação houve estabilidade.

Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, por UFs (%) - 2º trimestre 2020

UF Valor
 Santa Catarina  6,9
 Pará  9,1
 Rio Grande do Sul  9,4
 Paraná  9,6
 Mato Grosso  10,2
 Rondônia  10,6
 Amapá  11,4
 Mato Grosso do Sul  11,4
 Ceará  12,1
 Espírito Santo  12,3
 Tocantins  12,6
 Piauí  12,7
 Paraíba  12,8
 Goiás  12,8
 Minas Gerais  12,9
 Brasil  13,3
 São Paulo  13,6
 Acre  14,2
 Rio Grande do Norte  15,0
 Pernambuco  15,0
 Distrito Federal  15,6
 Maranhão  16,0
 Roraima  16,3
 Rio de Janeiro  16,4
 Amazonas  16,5
 Alagoas  17,8
 Sergipe  19,8
 Bahia  19,9

Mulheres e pretos têm as maiores taxas de desocupação 

A pesquisa mostra diferenças na taxa de desocupação entre homens e mulheres. No 2º trimestre de 2020, a taxa foi estimada em 12,0% para os homens e 14,9% para as mulheres.

A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade, (29,7%), apresentou patamar elevado em relação à taxa média total. A maior taxa de desocupação ocorreu entre os menores de idade (42,8%). A menor, entre os idosos (60 anos ou mais) com 4,8%. 

A taxa de desocupação para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto foi a maior, com 22,4%. O índice para quem tinha nível superior incompleto foi de 15,8%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo, 6,4%.

Já a taxa de desocupação desagregada por cor ou raça mostrou que o índice dos que se declararam brancos (10,4%) ficou abaixo da média nacional. Entretanto, as taxas das pessoas que se declararam pretas (17,8%) e pardas (15,4%) ficaram acima.

PI (47,8%) tem a maior taxa de subutilização do 2º tri e SC (13,8%), a menor 

No 2º trimestre de 2020, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 29,1%, aumento frente ao trimestre anterior (24,4%). O Piauí (47,8%) apresentou a estimativa mais alta, seguido pelo Alagoas (46,4%), Maranhão (45,8%) e Sergipe (45,1%). Por outro lado, Santa Catarina (13,8%), Paraná (19,3%) e Mato Grosso (19,8%) tiveram as menores taxas. 

Taxa composta de subutilização da força de trabalho, por UFs (%) - 2º trimestre 2020 

UF Valor
 Santa Catarina  13,8
 Paraná  19,3
 Mato Grosso  19,8
 Rio Grande do Sul  20,0
 Rondônia  20,7
 Mato Grosso do Sul  22,7
 Espírito Santo  22,8
 Goiás  24,6
 São Paulo  25,5
 Distrito Federal  25,7
 Rio de Janeiro  27,2
 Minas Gerais  28,4
 Pará  28,8
Brasil 29,1
 Tocantins  29,5
 Amapá  29,6
 Acre  32,4
 Amazonas  34,1
 Ceará  35,9
 Pernambuco  36,2
 Roraima  36,6
 Rio Grande do Norte  40,2
 Paraíba  41,1
 Bahia  44,7
 Sergipe  45,1
 Maranhão  45,8
 Alagoas  46,4
 Piauí  47,8

Número de pessoas que procuram trabalho há 2 anos ou mais cai 26,5%

No 2º trimestre de 2020, havia 2,5 milhões de pessoas que procuravam trabalho há 2 anos ou mais, o que representa queda de 26,5% em relação ao segundo trimestre de 2019. Já a faixa de 1 mês a 1 ano, a maior (7,4 milhões de pessoas) teve aumento de 27,9% na comparação com o mesmo tri do ano anterior. As demais faixas (menos de 1 mês e de 1 ano a menos 2 anos) também apresentaram queda na comparação.

 

AP tem a maior proporção (36,7%) de conta própria e DF (19,1%), a menor

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 26 %. As unidades da federação com os maiores percentuais foram Amapá (36,7%), Paraíba (34,2%) e Pará (32,9%) e os menores estavam no Distrito Federal (19,1%), São Paulo (22,3%) e Santa Catarina (23,6%).

Percentual de pessoas ocupadas como conta própria, por UFs (%) - 2º trimestre 2020

UF Valor
    Distrito Federal 19,1
    São Paulo 22,3
    Santa Catarina 23,6
    Minas Gerais 23,7
    Mato Grosso do Sul 24,6
    Tocantins 24,9
    Rio Grande do Norte 25
    Paraná 25,4
    Espírito Santo 25,7
    Goiás 25,9
Brasil 26
    Alagoas 26,6
    Rio Grande do Sul 26,7
    Rio de Janeiro 26,9
    Mato Grosso 27,3
    Roraima 28
    Pernambuco 28,4
    Sergipe 28,7
    Piauí 29,6
    Bahia 29,6
    Ceará 30,1
    Acre 30,2
    Amazonas 31,7
    Rondônia 31,8
    Maranhão 32,1
    Pará 32,9
    Paraíba 34,2
    Amapá 36,7

Menor percentual de trabalhadores com carteira é do MA (53,7%) e o maior, de SC (90,5%) 

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada era de 77,7% do total de empregados no setor privado do país. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (90,5%), Paraná (83,2%), São Paulo (83,2%) e Distrito Federal (84,1%), e os menores, no Maranhão (53,7%), Piauí (58,1%) e Pará (60,2%). 

Percentual de empregados COM carteira entre os empregados do setor privado, por UFs (%) - 2º trimestre 2020

UF Valor
Maranhão 53,7
Piauí 58,1
Pará 60,2
Ceará 61,9
Sergipe 63,8
Roraima 65,0
Bahia 65,4
Tocantins 65,4
Alagoas 65,6
Paraíba 66,7
Rio Grande do Norte 66,9
Acre 67,0
Pernambuco 67,8
Amazonas 69,0
Rondônia 74,4
Amapá 75,0
Mato Grosso 76,5
Goiás 77,1
Espírito Santo 77,5
Mato Grosso do Sul 77,5
Brasil 77,7
Minas Gerais 78,0
Rio de Janeiro 82,8
São Paulo 83,2
Paraná 83,2
Distrito Federal 84,1
Rio Grande do Sul 84,3
Santa Catarina 90,5

Rendimento médio cresce e vai a R$ 2.500

O rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas ocupadas com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2.500. Houve aumento tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.389) quanto em relação ao mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.339). Na comparação entre o 1º o 2º trimestre de 2020, as cinco regiões apresentaram aumento. As unidades da federação com maiores rendimentos foram o Distrito Federal (R$ 4.009), São Paulo (R$ 3.167) e Rio de Janeiro (R$ 3.162) e as menores, Maranhão (R$ 1.426), Piauí (R$ 1.495) e Alagoas (R$ 1.549). 

A massa desse rendimento foi de R$ 203,5 bilhões, redução tanto em relação ao trimestre anterior (R$ 215,5 bilhões), quanto frente ao 2º trimestre de 2019 (R$ 212,9 bilhões). O Sudeste apresentou a maior massa de rendimento real ao longo da série histórica, tendo registrado R$ 106.046 milhões no 2º trimestre de 2020. Em relação ao 1º trimestre de 2020, todas as cinco regiões tiveram redução, exceto a Norte, que apresentou estabilidade. Os estados com as maiores massas de rendimento foram São Paulo (R$ 62,5 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 20,8 bilhões) e Minas Gerais (R$ 18,9 bilhões). Já os com menores números foram Roraima (R$ 472 milhões), Acre (R$ 562 milhões) e Amapá (R$ 619 milhões).

PA (56,4%) tem a maior taxa de informalidade no 2° tri e SC (25,8%), a menor 

A taxa de informalidade 2° trimestre 2020 ficou em 36,9% (30,8 milhões de pessoas) da população ocupada. Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram registradas no Pará (56,4%), Maranhão (55,6%) e Amazonas (55,0%) e as menores em Santa Catarina (25,8%), Distrito Federal (26,0%) e São Paulo (28,6%). Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; Empregador sem registro no CNPJ; Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; Trabalhador familiar auxiliar. 

Taxa de informalidade da população ocupada, por UFs (%) - 2º trimestre de 2020 

UF Valor
Pará 56,4
Maranhão 55,6
Amazonas 55,0
Piauí 53,6
Ceará 49,0
Acre 48,3
Sergipe 48,2
Bahia 48,1
Paraíba 47,2
Rondônia 46,6
Alagoas 46,4
Amapá 45,8
Pernambuco 45,4
Roraima 44,3
Tocantins 40,6
Rio Grande do Norte 40,2
Mato Grosso 39,1
Goiás 37,5
Espírito Santo 37,0
Brasil 36,9
Mato Grosso do Sul 36,9
Minas Gerais 35,7
Rio de Janeiro 33,3
Rio Grande do Sul 30,7
Paraná 30,4
São Paulo 28,6
Distrito Federal 26,0
Santa Catarina 25,8