Estatísticas experimentais

PNAD COVID19: 29,4 milhões de domicílios receberam auxílio emergencial em junho

23/07/2020 09h00 | Última Atualização: 23/07/2020 16h53

Em junho, cerca de 29,4 milhões de domicílios receberam algum auxílio relacionado à pandemia (como o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda), correspondendo a 43% do total de domicílios (68,3 milhões) no país. Em maio, eram 26,3 milhões de domicílios, atingindo cerca de 38,7% do total. O valor médio do benefício foi de R$ 881 por domicílio. Nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente, 60,0% e 58,9% receberam esse tipo de auxílio.

Entre os 83,4 milhões de trabalhadores do país, cerca de 14,8 milhões estavam afastados do trabalho e, entre estes, 7,1 milhões estavam sem remuneração, o equivalente a 48,4% dos trabalhadores afastados. Em maio, este percentual chegou a 51,3%, o equivalente a 9,7 milhões de pessoas. No Nordeste, 51,8% das pessoas afastadas do trabalho estavam sem remuneração.

O percentual de afastados devido à pandemia caiu de 18,6% para 14,2% dos ocupados, de maio para junho, totalizando 11,8 milhões de pessoas. O Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social (20,2%), seguido pela região Norte, (17,1%), enquanto o Sul foi a região menos afetada (7,8%). Em todas as grandes regiões, caiu a proporção de pessoas afastadas devido ao distanciamento social.

Em junho, a 27,3% da população ocupada (ou 18,7 milhões de pessoas) trabalharam menos do que a sua jornada habitual, enquanto cerca de 2,6 milhões de pessoas trabalharam acima da média habitual. A média semanal de horas efetivamente trabalhadas (29,5h) no país ficou abaixo da média habitual (39,8h).

Efeito similar foi observado no rendimento efetivo dos trabalhadores (R$ 1.944), que ficou 16,6% abaixo do rendimento habitual (R$ 2.332). Em maio, essa relação era de 18,5%.

A taxa de desocupação foi de 12,4% em junho, um aumento de 1,7 ponto percentual em relação a maio (10,7%). A taxa cresceu em todas as grandes regiões de maio para junho, passando de 11,2% para 13,2% no Nordeste, de 10,9% para 12,9% no Sudeste, de 11,4% para 12,4% no Centro-Oeste, de 11,0% para 12,3% no Norte e de 8,9% para 10,0% no Sul.

Em junho, cerca de 15,5 milhões de pessoas (ou 7,3% da população) tiveram algum dos sintomas de síndromes gripais. Em maio, foram 11,4% da população com algum sintoma (24 milhões). Em termos do indicador síntese, 2,4 milhões de pessoas (ou 1,1% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à Covid-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito), contra 4,2 milhões em maio (2,0% da população).

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD COVID19) e fazem parte das Estatísticas Experimentais do IBGE. As tabelas e a apresentação da pesquisa estão disponíveis à direita desta página. Saiba mais sobre as ações do IBGE no combate à pandemia no hotsite covid19.ibge.gov.br.

43% dos domicílios receberam algum auxílio monetário relacionado à pandemia

Em junho, cerca de 29,4 milhões de domicílios receberam auxílio emergencial, correspondendo a 43% do total de domicílios (68,3 milhões) no país. Em maio, eram 26,3 milhões de domicílios, atingindo cerca de 38,7% do total.

O valor médio do benefício foi de R$ 881 por domicílio. O percentual de domicílios recebendo o auxílio aumentou em todas as grandes regiões, sendo que Norte e Nordeste foram as que apresentaram os maiores percentuais, 60,0% e 58,9%, respectivamente.

Percentual de domicílios que receberam algum auxílio relacionado à pandemia e o valor médio recebido no domicílio – Brasil e Grandes Regiões – maio e junho de 2020

O auxílio emergencial atingiu cerca de 80% dos domicílios dos dois primeiros décimos de renda (até R$ 242,15) e cerca de 3/4 dos domicílios do terceiro décimo (até R$ 354,18). Cerca de 74,2% dos domicílios que receberam o auxílio tinham renda domiciliar per capita de até R$ 665,11.

Cerca de 104,5 milhões de pessoas viviam em domicílios onde pelo menos um morador recebia auxílio emergencial. Este contingente representa 49,5% da população do país. No primeiro décimo de renda domiciliar per capita (até R$ 50,34), 83,5% das pessoas viviam em domicílios que receberam o benefício (em maio eram 76%), e nos domicílios do segundo décimo (até R$ 242,15) este percentual chegou a 86,1% (em maio eram 81,1%). O auxílio emergencial também teve efeitos relevantes na renda domiciliar per capita, sobretudo nos primeiros décimos de renda

Percentual de pessoas que vivem em domicílios que receberam auxílio emergencial por décimos de renda domiciliar per capita – Junho 2020

A pesquisa revela ainda que o aumento na renda domiciliar per capita após o recebimento de auxílio emergencial é relevante em todos as cinco grandes regiões, aumentando sua importância em relação a maio.

Renda Domiciliar Per Capita Antes e Após o Auxílio Emergencial por Décimos de Renda Domiciliar Per Capita

Programas de transferência direta de renda chegaram a 46,6% dos domicílios

Os programas de transferência direta de renda chegaram a 46,6% (em maio eram 42,7%) dos domicílios brasileiros. Em 31,8 milhões de domicílios algum morador recebeu Auxílio Emergencial ou Seguro-Desemprego ou Benefício de Prestação Continuada ou Programa Bolsa Família.

Nordeste e Sudeste têm as maiores taxas de desocupação

Em junho, a PNAD COVID19 estimou que o país tinha 170,1 milhões de pessoas com 14 anos ou mais de idade, a chamada população em idade de trabalhar. A população na força de trabalho era de 95,2 milhões, dos quais 83,4 milhões eram ocupados e 11,8 milhões desocupados. A população fora da força de trabalho somava 74,9 milhões de pessoas.

Em relação a maio, o contingente de pessoas na força de trabalho cresceu 0,8% e o de pessoas fora da força caiu 0,6%. Houve redução de 1,1% no total de pessoas ocupadas e aumento de 16,6% no total de desocupados. Em todas as grandes regiões, a população desocupada aumentou, sendo a maiores variações observadas no Sudeste (18,8%) e Nordeste (18,6%) e a menor no Centro-Oeste (9,1%).

A taxa de desocupação foi de 12,4% em junho, um aumento de 1,7 ponto percentual em relação a maio (10,7%). A taxa cresceu em todas as grandes regiões de maio para junho, passando de 11,2% para 13,2% no Nordeste, de 10,9% para 12,9% no Sudeste, de 11,4% para 12,4% no Centro-Oeste, de 11,0% para 12,3% no Norte e de 8,9% para 10,0% na região Sul.

Cai de 18,6% para 14,2% o percentual de afastados do trabalho pela pandemia

Entre os 83,4 milhões de trabalhadores do país, 14,8 milhões estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência e 11,8 milhões estavam afastados devido ao distanciamento social, representando, respectivamente, quedas de 22,2% e 24,9% em relação ao total de pessoas afastadas em maio. A redução dos afastamentos do trabalho devido à pandemia também pode ser verificada pela queda na proporção de pessoas afastadas por este motivo no total de pessoas ocupadas, que de maio para junho passou de 18,6% para 14,2%.

Pessoas ocupadas e pessoas que estavam temporariamente afastadas do trabalho que tinham na semana de referência – Brasil e Grandes Regiões - maio-junho de 2020

O Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social (20,2%), seguido pelo Norte, (17,1%), enquanto o Sul foi a região menos afetada (7,8%). Em todas as grandes regiões, a proporção de pessoas afastadas devido ao distanciamento social caiu de maio para junho.

O grupo etário com a maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi o de 60 anos ou mais de idade, mas houve redução de maio para junho, passando de 27,3% para 23,0%.Tanto o maior percentual de afastamento para as pessoas com mais idade, quanto a queda desse percentual foram verificados em todas as grandes regiões.

Mais de 7 milhões de trabalhadores estavam sem remuneração devido à pandemia

Entre os 14,8 milhões de trabalhadores que estavam afastados do trabalho na semana de referência, aproximadamente 7,1 milhões estavam sem a remuneração do trabalho. Este total representava 48,4% das pessoas afastadas do trabalho que tinham. Em maio, este percentual chegou a 51,3%. Nordeste e Norte mostraram os maiores percentuais de pessoas afastadas do trabalho e sem remuneração: 51,8% e 49,4% das pessoas afastadas na região, respectivamente. Houve redução do percentual de pessoas nestas condições em todas as grandes regiões.

Pessoas ocupadas e pessoas que estavam temporariamente afastadas do trabalho que tinham na semana de referência – Brasil e Grandes Regiões – maio e junho de 2020

Domésticos sem carteira têm a maior taxa de afastamento devido à pandemia

Entre as categorias de ocupação investigadas pela PNAD COVID19, em junho, os maiores percentuais de pessoas afastadas devido à pandemia estavam entre os trabalhadores domésticos sem carteira (26,8%), os empregados do setor público sem carteira (24,4%) e os empregados do setor privado sem carteira (17,3%). Em relação a maio, houve redução na proporção de pessoas afastadas em todas as categorias de posição na ocupação.

Em relação aos grupamentos de atividade, o da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registrou o menor percentual de pessoas afastadas (5,2%), enquanto Outros serviços (30,8%), Alojamento e alimentação (23,1%) e Serviço doméstico (22,9%) tiveram maior proporção de pessoas afastadas do trabalho. Em maio, os serviços domésticos tinham registrado o segundo maior percentual, caindo para terceiro em junho. Houve redução em todos os grupamentos.

Nível superior predomina entre os trabalhadores remotos

Cerca de 82,3% do total de ocupados (ou 68,7 milhões) não estavam afastados do trabalho em junho, contra 77,5% em maio. Entre os não afastados, 8,7 milhões trabalhavam de forma remota (home office), o equivalente a 12,7% da população ocupada que não estava afastada.

O percentual de mulheres trabalhando remotamente (17,5%) superou o dos homens (9,4%). Entre as pessoas com nível superior completo ou pós-graduação, 37,3% estavam trabalhando remotamente. Os percentuais foram muito baixos entre os sem instrução ou com fundamental incompleto (0,4%), bem como para o nível fundamental completo ou médio incompleto (1,4%). Para aqueles com médio completo ou superior incompleto o percentual ficou em 7,3%.

Média semanal de horas efetivamente trabalhadas fica abaixo da média habitual

No Brasil e em todas as regiões, caiu o número de horas efetivamente trabalhadas pelas pessoas ocupadas e não afastadas. O número médio de horas habituais foi de 39,8 horas por semana, contra 29,5 horas semanais efetivamente trabalhadas. A maior disparidade entre as horas habituais e efetivas foi verificada no Nordeste (12,7 horas de diferença).

No Brasil, em junho, 18,7 milhões pessoas ocupadas e não afastadas (ou 27,3% desse contingente) trabalharam efetivamente menos horas que as habituais.

Na direção oposta, cerca de 2,6 milhões de pessoas ocupadas trabalharam efetivamente acima da média de horas habituais, o que correspondia a 3,7% das pessoas ocupadas e não afastadas. Nas grandes regiões, este percentual variou de 3,0% no Sul a 4,2% no Sudeste.

Rendimento efetivo dos trabalhadores é 16,6% menor que o rendimento habitual

O rendimento habitual de todos os trabalhos ficou, em média, em R$ 2.332, para Brasil, e o efetivo em R$ 1.944, ou seja, o efetivo representava 83,4% do habitualmente recebido. Em maio, essa proporção era de 81,5%. Nordeste e Sudeste registraram as maiores diferenças, respectivamente: 81,6% e 82,4% entre o efetivamente e o habitualmente recebido.

Rendimento médio real normalmente e efetivamente recebido de todos os trabalhos das pessoas ocupadas com rendimento do trabalho (R$) – Brasil e Grandes Regiões – maio e junho de 2020

Em junho, havia 74,9 milhões de pessoas fora da força de trabalho no Brasil (-0,6% em relação a maio), dos quais 35,7% (26,7 milhões) gostaria de trabalhar, mas não buscou trabalho e 23,8% (17,8 milhões) não buscou trabalho devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, mas gostaria de trabalhar.

De maio para junho, aumentou o percentual de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar apesar de não terem procurado trabalho, mas diminui o percentual daqueles que alegaram a pandemia ou falta de trabalho na localidade como principal motivo. Em maio, 70,2% das pessoas que embora quisessem trabalhar não o fizeram alegaram que o principal motivo estava relacionado à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, em junho, esta proporção cai para 66,7%. Este comportamento se repetiu em todas as grandes regiões.

Ao somarmos a população fora da força que gostaria de trabalhar, mas que não procurou trabalho (26,7 milhões), com a população desocupada (11,8 milhões), temos 38,5 milhões de pessoas pressionando o mercado de trabalho em busca de alguma ocupação ou que estariam se tivessem procurado trabalho. Quando o motivo de não ter procurado estava relacionado à pandemia ou à falta de trabalho na localidade (17,8 milhões), o total somado a população desocupada foi de 29,6 milhões de pessoas.

Total de pessoas de 14 anos ou mais de idade fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, e de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, na semana de referência – Brasil e Grandes Regiões (%) – maio e junho de 2020

2,4 milhões de pessoas apresentaram sintomas conjugados associados à Covid-19

Nos domicílios visitados pela PNAD COVID19 em maio, foi perguntado a todos os moradores se, na semana anterior  entrevista, algum deles apresentou: febre; tosse; dor de garganta; dificuldade de respirar; dor de cabeça; dor no peito; náusea; nariz entupido ou escorrendo; fadiga; dor nos olhos; perda de cheiro ou de sabor; e dor muscular. Os sintomas foram informados pelo morador e não se pressupõe a existência de um diagnóstico médico.

Muitos estudos na área da saúde identificaram sintomas que podem estar associados à Covid-19. Neste sentido, e seguindo esta literatura, foi possível conjugar os sintomas para apresentar um indicador síntese. Os conjuntos de sintomas utilizados foram: perda de cheiro ou de sabor, ou tosse e febre e dificuldade para respirar, ou tosse e febre e dor no peito.

Em junho, cerca de 15,5 milhões de pessoas (ou 7,3% da população) mostraram algum dos sintomas de síndromes gripais. Em maio, foram 11,4% da população com algum sintoma (24 milhões). A perda de cheiro ou de sabor foi informada por 1,0% da população (2,2 milhões de pessoas). A seguir, vieram tosse, febre e dificuldade para respirar (0,3% ou 703 mil pessoas) e tosse, febre e dor no peito (0,3% ou 508 mil pessoas).

Em termos do indicador síntese, 2,4 milhões de pessoas (ou 1,1% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à Covid-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito). Em maio, foram 4,2 milhões, o equivalente a 2,0% da população.

Região Norte tem o maior percentual de pessoas com sintoma de síndrome gripal

A região Norte apresentou o maior percentual de pessoas com algum sintoma gripal (8,9% ou 1,6 milhão de pessoas), assim como o maior percentual de pessoas com algum dos sintomas conjugados (3,1% ou 564 mil pessoas). Por outro lado, Centro-Oeste teve o menor percentual, 6,4%, de pessoas com algum sintoma e o Sul o menor, 0,4%, para pessoas com sintoma conjugado.

Percentual de pessoas que informaram ter apresentado algum dos sintomas pesquisados ou algum dos sintomas conjugados, no total da população (%) - Brasil e Grandes Regiões - maio e junho de 2020

58,0% das pessoas com algum sintoma de síndrome gripal eram pretos ou pardos

Entre as pessoas que apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais, 56,9% eram mulheres, 50,2% tinham entre 30 e 59 anos, 58,0% se declararam de cor preta ou parda, 34,7% não haviam completado o ensino fundamental.

Já entre as pessoas que apresentaram algum dos sintomas conjugados, as mulheres representaram 57,8% e as pessoas pretas ou pardas 68,3%. Pela distribuição etária, o maior percentual foi entre as pessoas de 30 e 59 anos (54,8%), seguido pelo grupo entre 0 e 29 anos (34,4%) e pelos idosos com 60 anos ou mais (10,8%).

3,0 milhões de pessoas com sintoma buscaram atendimento e 77,6% delas, na rede pública

Cerca de 19,2% (ou 3,0 milhões) das pessoas com algum dos sintomas pesquisados procurou atendimento em estabelecimento de saúde, percentual que foi de 43,0% entre aqueles que apresentaram algum dos sintomas conjugados (ou 1,0 milhão de pessoas).

Em relação a maio, menos pessoas com algum sintoma ou com algum dos sintomas conjugados procurou por estabelecimento de saúde, mas proporcionalmente, a procura por estabelecimento de saúde em junho aumentou. Em maio foram 3,8 milhões de pessoas com algum sintoma (15,7%) e 1,3 milhão de pessoas com algum sintoma conjugado (31,3%) procurando estabelecimento de saúde.

A maioria das pessoas procurou atendimento em estabelecimentos públicos de saúde (postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS): 77,6% daqueles com algum sintoma (2,3 milhões de pessoas) e 82,3% daqueles com algum dos sintomas conjugados (846 mil pessoas).

Na rede pública, a atenção primária à saúde destacou-se como o local principal dessa procura por atendimento em junho, com 1,3 milhão (45,3%) de pessoas com alguns dos sintomas e 477 mil (46,4%) de pessoas com alguns dos sintomas conjugados. A procura por pronto socorro do SUS ou por hospitais (públicos, privados ou ligados às forças armadas) também foi grande, respectivamente de 21,4% e 21,7% entre aqueles com algum dos sintomas e 25,8% e 26,4% entre aqueles com sintomas conjugados.

Em junho, 115 mil pessoas foram internadas com algum dos sintomas pesquisados

Entre as pessoas que procuraram atendimento em hospitais, 12,0% (115 mil) das que apresentaram algum dos sintomas pesquisados e 15,0% (57 mil) das que apresentaram algum dos sintomas conjugados precisaram ficar internadas. A maior parte destas pessoas internadas eram homens (55,2% e 50,3%, respectivamente) e de cor preta ou parda (60,3% e 58,5%, respectivamente). Além disso, entre as pessoas de 60 anos ou mais com sintomas e que procuraram hospital para atendimento médico, 40,2% foram internadas.