PNAD Contínua trimestral: desocupação recua em nove das 27 UFs no 4º trimestre de 2019

14/02/2020 09h00 | Última Atualização: 14/02/2020 15h44

A taxa de desocupação do país no 4º trimestre de 2019 foi de 11,0%, caindo 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de julho-setembro (11,8%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (11,6%), houve queda de 0,6 p.p. Já a taxa média anual recuou de 12,3% em 2018 para 11,9% em 2019.

As maiores taxas foram observadas na Bahia (16,4%), Amapá (15,6%), Sergipe e Roraima (14,8%) e as menores em Santa Catarina (5,3%), Mato Grosso (6,4%) e Mato Grosso do Sul (6,5%). Entre as médias anuais, as maiores taxas ficaram com Amapá (17,4%) e Bahia (17,2%) e a menor com Santa Catarina (6,1%), seguida por Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, todos com 8,0%.

No 4º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 23,0%. O Piauí (42,0%) apresentou a estimativa mais alta, seguido pela Bahia (39,0%) e Maranhão (38,2%). Por outro lado, os estados onde foram observadas as menores taxas foram: Santa Catarina (10,2%), Mato Grosso (12,9%) e Rio Grande do Sul (14,6%).

A taxa média anual de subutilização de 2019 ficou em 24,2%, pouco menor que a de 2018 (24,3%). Entre as unidades da Federação, as maiores taxas médias anuais foram registradas no Piauí (42,0%) e Maranhão (40,5%) e as menores em Santa Catarina (10,9%), Mato Grosso (15,0%) e Rio Grande do Sul (15,6%).  

O número de desalentados no 4º trimestre de 2019 foi de 4,6 milhões de pessoas de 14 anos ou mais. O maior contingente estava na Bahia (774 mil), que respondia por 16,8% do contingente nacional.

O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) no 4º trimestre de 2019 foi de 4,2% e ficou estável em ambas as comparações. Maranhão e Alagoas (ambos com 17,3%) tinham os maiores percentuais e Santa Catarina (0,8%) e Rio de Janeiro (1,2%), os menores.

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada era de 74,0% do total de empregados no setor privado do país. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (87,7%), Paraná (81,2%) e Rio Grande do Sul (80,7%) e os menores, no Maranhão (47,2%), Piauí (52,5%) e Pará (52,6%).

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria era de 26,0%. As unidades da federação com os maiores percentuais foram Amapá (37,3%), Pará (35,9%) e Amazonas (32,6%) e os menores estavam no Distrito Federal (19,4%), Santa Catarina (22,5%) e São Paulo (21,4%).

Em relação ao tempo de procura, no Brasil, 44,8% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 25,0%, há dois anos ou mais, 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 16,0%, há menos de um mês. No Brasil, 2,9 milhões de pessoas procuram trabalho há 2 anos ou mais.

A taxa média anual de informalidade em 2019 para o Brasil ficou em 41,1% da população ocupada. Entre as unidades da federação, as maiores taxas médias anuais foram registradas no Pará (62,4%) e Maranhão (60,5%) e as menores em Santa Catarina (27,3%) e Distrito Federal (29,6%).

Em 2019, a taxa média anual de contribuição previdenciária de todos os trabalhos das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas no Brasil foi de 62,9%. A maior taxa média anual foi registrada em Santa Catarina (81,2%) e a menor no Pará (38,2%). O material de apoio desta divulgação está à direita.

Bahia (16,4%) teve a maior taxa de desocupação do 4º trimestre de 2019

A taxa de desocupação do país no 4º trimestre de 2019 foi de 11,0%, caindo 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de julho-setembro (11,8%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (11,6%), houve queda de 0,6 p.p. As maiores taxas foram observadas na Bahia (16,4%), Amapá (15,6%), Sergipe e Roraima (14,8%) e as menores em Santa Catarina (5,3%), Mato Grosso (6,4%) e Mato Grosso do Sul (6,5%).

Considerando-se as variações estaticamente significativas em relação ao trimestre anterior, a taxa caiu em nove das 27 unidades da federação, permanecendo estável nas demais. As quedas foram registradas nos estados do Maranhão (-2,0 p.p.), Pará (-2,0 p.p.), Alagoas (-1.8 p.p.), Pernambuco (-1,8 p.p.), Rio Grande do Sul (-1,7 p.p.), Paraná (-1,7 p.p.), Mato Grosso (-1,6 p.p.), Ceará (-1,2 p.p.) e Rio de Janeiro (-0,8 p.p.).

em relação ao mesmo trimestre de 2018, houve quedas em sete UFs: Amapá (-4,1 p.p.), Alagoas (-2,3 p.p.), Maranhão (-1,9 p.p.), Pernambuco (-1,4 p.p.), Rio de Janeiro (-1,1 p.p.), São Paulo (-0,9 p.p.) e Santa Catarina (-1,0 p.p.) e aumento apenas em Goiás (2.2 p.p.), com estabilidade nas demais.

Taxas de desocupação por UF, no 4° trimestre de 2019, 
em relação ao 3° trimestre de 2019 e ao 4° trimestre de 2018

Piauí (42,0%) tem a maior taxa de subutilização do 4º trimestre

No 4º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 23,0%. O Piauí (42,0%) apresentou a estimativa mais alta, seguido pela Bahia (39,0%) e Maranhão (38,2%). Por outro lado, os estados onde foram observadas as menores taxas foram: Santa Catarina (10,2%), Mato Grosso (12,9%) e Rio Grande do Sul (14,6%).

Taxa Composta de Subutilização da Força de Trabalho – 4° trimestre 2019

Amapá (37,3%) tem a maior proporção de trabalhadores por conta própria

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria era de 26,0%. As unidades da federação com os maiores percentuais foram Amapá (37,3%), Pará (35,9%) e Maranhão (32,7%) e os menores estavam no Distrito Federal (19,4%), Santa Catarina (22,5%) e São Paulo (21,4%).

Percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência como conta própria, por Unidade da federação - 4º trimestre 2019
Amapá 37,3
Pará 35,9
Maranhão 32,7
Amazonas 32,6
Acre 32,1
Piauí 32,0
Paraíba 31,5
Bahia 30,0
Rondônia 29,7
Ceará 29,1
Pernambuco 29,1
Rio Grande do Norte 28,4
Rio de Janeiro 28,3
Sergipe 27,9
Roraima 27,5
Alagoas 27,0
Mato Grosso 26,1
Brasil 26,0
Tocantins 25,7
Goiás 25,6
Espírito Santo 25,3
Rio Grande do Sul 25,2
Minas Gerais 24,9
Paraná 24,6
Mato Grosso do Sul 22,5
Santa Catarina 22,3
São Paulo 21,4
Distrito Federal 19,4

Santa Catarina (87,7%) tem o maior percentual de trabalhadores com carteira

O percentual de trabalhadores com carteira de trabalho assinada era de 74,0% do total de empregados no setor privado do país. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (87,7%), Paraná (81,2%) e Rio Grande do Sul (80,7%) e os menores, no Maranhão (47,6%), Piauí (52,5%) e Pará (52,6%).

No sentido oposto, o maior percentual de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado estava no Maranhão (52,4%), única unidade da Federação em que esse percentual foi superior à metade do total dos empregados no setor privado.

Percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência como empregado COM carteira entre os empregados do setor privado, por Unidades da federação - 4º trimestre 2019
Santa Catarina 87,7
Paraná 81,2
Rio Grande do Sul 80,7
São Paulo 80,5
Rio de Janeiro 79,7
Distrito Federal 79,3
Mato Grosso 76,8
Minas Gerais 74,7
Mato Grosso do Sul 74,0
Brasil 74,0
Espírito Santo 73,4
Goiás 71,7
Rondônia 69,7
Acre 69,4
Alagoas 65,7
Amazonas 65,4
Pernambuco 64,6
Amapá 64,2
Roraima 62,2
Rio Grande do Norte 60,9
Paraíba 60,0
Tocantins 59,8
Sergipe 58,4
Ceará 58,0
Bahia 57,7
Pará 52,6
Piauí 52,5
Maranhão 47,6

Taxa de desocupação foi de 9,2% para os homens e 13,1% para as mulheres

A taxa de desocupação no Brasil, no 4° trimestre de 2019, foi de 11,0%, mas com diferenças significativas entre homens (9,2%) e mulheres (13,1%). Taxas mais elevadas entre as mulheres foram observadas em todas as grandes regiões. As mulheres também se mantiveram como a maior parte da população fora da força de trabalho, tanto no país (64,7%) tanto em todas as regiões.

O percentual de mulheres na população desocupada no 4º trimestre de 2019 foi de 53,8%.  Entre as Grandes Regiões, observou-se também o predomínio feminino, com destaque para o Centro-Oeste (55,8%).

No 4º trimestre de 2019, o nível da ocupação dos homens, no Brasil, foi estimado em 65,0% e o das mulheres, em 46,2%. O comportamento deste indicador entre homens e mulheres foi verificado nas cinco Grandes Regiões, com destaque para a Norte, onde a diferença entre homens e mulheres foi a maior (23,9 p.p), e Sul, com a menor diferença (17,1 p.p).

Taxas de desocupação de pretos (13,5%) e pardos (12,6%) superam a média do país

No 4° trimestre de 2019, a taxa de desocupação dos que se declararam brancos (8,7%) ficou abaixo da média nacional, enquanto a dos pretos (13,5%) e a dos pardos (12,6%) ficou acima. No 1º trimestre de 2012, quando a taxa média foi estimada em 7,9%, a dos pretos correspondia a 9,6%; a dos pardos a 9,1% e a dos brancos era 6,6%.

O contingente dos desocupados no Brasil no 1º trimestre de 2012 foi estimado em 7,6 milhões de pessoas; quando os pardos representavam 48,9% dessa população, seguido dos brancos (40,2%) e dos pretos (10,2%). No 4º trimestre de 2019, esse contingente subiu para 11,6 milhões de pessoas e a participação dos pardos passou a ser de 51,8%; a dos brancos reduziu para 34,2% e dos pretos subiu para 13,0%.

Na comparação trimestral, rendimento médio fica estável em 25 das 27 UFs

No 4º trimestre de 2019, o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2.340, ficando estável em ambas as comparações.

Por unidades da federação, Piauí (R$ 1.345) e Roraima (R$ 2.205) tiveram redução de 5,8% e 7,7%, respectivamente, na comparação trimestral. Frente ao 4º trimestre de 2018, Alagoas (R$ 1.501) teve redução de 8,8% e Rio de Janeiro (R$ 2.816) teve aumento de 5,1%.

No Brasil, 2,9 milhões de pessoas procuram trabalho há 2 anos ou mais

Em relação ao tempo de procura, no Brasil, 44,8% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 25,0%, há dois anos ou mais, 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 16,0%, há menos de um mês. No Brasil, 2,9 milhões de pessoas procuram trabalho há 2 anos ou mais.

Tempo de procura de trabalho 4º Trimestre
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Menos de 1 mês  832  806  763  955 1 283 1 513 1 811 1 861
De 1 mês a menos de 1 ano 3 563 3 104 3 475 4 726 6 251 5 740 5 351 5 210
De 1 ano a menos de 2 anos  968  976 1 033 1 692 2 305 2 238 1 876 1 650
2 anos ou mais 1 247 1 127 1 138 1 646 2 439 2 776 3 113 2 910
Tempo de procura de trabalho Variação percentual
2013/
2012
2014/
2013
2015/
2014
2016/
2015
2017/
2016
2018/
2017
2018/
2019
2019/
2012
Menos de 1 mês -3,1 -5,3 25,2 34,3 17,9 19,7 2,8 123,7
De 1 mês a menos de 1 ano -12,9 12,0 36,0 32,3 -8,2 -6,8 -2,6 46,2
De 1 ano a menos de 2 anos 0,8 5,8 63,8 36,2 -2,9 -16,2 -12,0 70,5
2 anos ou mais -9,6 1,0 44,6 48,2 13,8 12,1 -6,5 133,4

Pará tem a maior taxa média anual de informalidade em 2019 (62,4%)

A taxa média de informalidade em 2019 para o Brasil ficou em 41,1% (38,4 milhões de pessoas) da população ocupada. Entre as unidades da federação, as maiores taxas médias anuais foram registradas no Pará (62,4%) e Maranhão (60,5%) e as menores em Santa Catarina (27,3%) e Distrito Federal (29,6%).

Taxa média anual de informalidade - 2019

 Santa Catarina tem a maior taxa média anual (81,2%) de contribuição previdenciária

Em 2019, a taxa média anual de contribuição previdenciária de todos os trabalhos das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas no Brasil foi de 62,9%. A maior taxa média anual foi registrada em Santa Catarina (81,2%) e a menor no Pará (38,2%).