Setor de serviços cresce 1,2% em setembro

12/11/2019 09h00 | Última Atualização: 12/11/2019 15h03

Em setembro de 2019, o setor de serviços no Brasil teve crescimento de 1,2% frente a agosto, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste sazonal, em relação a setembro de 2018, o volume de serviços subiu 1,4%, quinta taxa positiva não sequencial no ano. O acumulado no ano foi de 0,6%. Em termos trimestrais, observou-se crescimento de 0,6% no terceiro trimestre deste ano, quinto resultado positivo seguido neste tipo de confronto, com ganho de dinamismo frente a abril-junho de 2019 (0,1%), todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. O acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 0,6% em agosto para 0,7% em setembro de 2019, assinalou ligeiro ganho de ritmo. A publicação completa da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) está à direita desta página.

Indicadores da Pesquisa Mensal de Serviços
Brasil - Setembro de 2019
Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Setembro 19 / Agosto 19* 1,2 1,0
Setembro 19 / Setembro 18 1,4 4,9
Acumulado Janeiro-Setembro 0,6 4,2
Acumulado nos Últimos 12 Meses 0,7 4,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*série com ajuste sazonal

O avanço de 1,2% no volume de serviços, observado na passagem de agosto para setembro, foi acompanhado por quatro das cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,6%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (1,8%), com o primeiro recuperando a perda de 0,7% verificada em agosto e o último registrando o segundo resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 2,6%. Os demais avanços vieram dos setores de serviços prestados às famílias (0,8%) e de outros serviços (0,5%), com ambos recobrando parcialmente as perdas observadas em agosto: de -1,7% e de -2,5%, respectivamente. Em contrapartida, os serviços de informação e comunicação (-1,0%) assinalaram a única taxa negativa de setembro, eliminando, portanto, parte do ganho de 2,3% acumulado entre julho e agosto.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços apontou expansão de 0,6% no trimestre encerrado em setembro de 2019 frente ao nível do mês anterior, taxa mais intensa desde agosto de 2018 (1,9%). Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, os ramos de outros serviços (0,9%) e de serviços de informação e comunicação (0,4%) assinalaram os resultados positivos mais relevantes nesse mês, e mantiveram a trajetória ascendente iniciada em maio deste ano. Outros dois setores também mostraram taxas positivas em setembro: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio e serviços profissionais, administrativos e complementares, ambos com crescimento de 0,5%, com o primeiro alcançando o terceiro avanço seguido e o último interrompendo duas quedas consecutivas. Em contrapartida, os serviços prestados às famílias registraram a única taxa negativa nesse tipo de indicador (-0,5%), e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em julho último.

Pesquisa Mensal de Serviços
Indicadores do Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação
Setembro 2019 - Variação (%)
Atividades de Divulgação Mês/Mês
anterior (1)
Mensal (2) Acumulado
no ano (3)
Últimos
12 meses (4)
JUL AGO SET JUL AGO SET JAN-JUL JAN-AGO JAN-SET Até JUL Até AGO Até SET
Volume de Serviços - Brasil 0,8 -0,1 1,2 1,8 -1,3 1,4 0,8 0,5 0,6 0,9 0,6 0,7
1. Serviços prestados às famílias -0,4 -1,7 0,8 2,9 0,9 -0,3 4,5 4,1 3,6 3,8 3,4 3,4
1.1 Serviços de alojamento e alimentação -0,3 -2,0 0,7 2,7 1,2 -0,8 4,6 4,2 3,6 4,1 3,7 3,5
1.2 Outros serviços prestados às famílias -1,0 -1,8 2,2 4,0 -0,9 2,6 3,9 3,3 3,2 1,9 2,0 2,4
2. Serviços de informação e comunicação 1,9 0,4 -1,0 3,7 4,6 2,2 2,8 3,0 2,9 2,2 2,7 2,7
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) 1,4 0,4 -0,9 4,5 4,8 2,6 3,9 4,0 3,8 3,4 3,9 3,8
2.1.1 Telecomunicações 0,1 -0,7 0,2 -1,0 -1,7 -1,1 -0,6 -0,7 -0,8 -0,6 -0,6 -0,6
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação 8,3 1,8 -3,3 16,4 18,7 10,0 13,6 14,2 13,7 12,0 13,6 13,3
2.2 Serviços audiovisuais 2,6 2,6 -1,9 -1,1 3,8 -0,3 -4,2 -3,3 -2,9 -5,7 -5,1 -4,9
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares -1,1 0,7 1,8 0,9 -2,5 2,9 -0,2 -0,5 -0,1 -0,7 -0,9 -0,5
3.1 Serviços técnico-profissionais -0,9 -1,3 3,5 2,2 -1,9 5,0 -0,2 -0,4 0,2 -1,5 -1,8 -1,2
3.2 Serviços administrativos e complementares -0,1 0,3 1,4 0,5 -2,7 2,1 -0,1 -0,5 -0,2 -0,4 -0,6 -0,3
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio 0,7 -0,7 1,6 -1,5 -7,8 -1,7 -2,5 -3,2 -3,0 -0,7 -1,8 -2,0
4.1 Transporte terrestre 0,9 -1,1 2,5 -4,6 -7,8 -1,9 -1,9 -2,8 -2,7 -0,1 -1,4 -1,6
4.2 Transporte aquaviário 5,6 0,2 -3,7 12,8 4,3 -1,9 2,7 2,9 2,3 1,5 2,0 1,8
4.3 Transporte aéreo -1,9 -6,7 16,3 -1,1 -23,2 -5,1 -5,6 -8,3 -7,9 1,3 -2,4 -4,3
4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio 2,8 -0,7 1,6 1,1 -5,7 -0,3 -3,6 -3,9 -3,5 -2,6 -3,1 -3,0
5. Outros serviços 4,8 -2,5 0,5 10,4 5,7 11,0 4,4 4,6 5,3 3,0 3,4 4,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
(1) Base: mês imediatamente anterior - com ajuste sazonal
(2) Base: igual mês do ano anterior
(3) Base: igual período do ano anterior
(4) Base: 12 meses anteriores

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços avançou 1,4% em setembro de 2019, com expansão em três das cinco atividades de divulgação e em 48,2% dos 166 tipos de serviços investigados. Vale destacar que setembro de 2019 (21) teve dois dias úteis a mais do que setembro de 2018 (19), o que acabou contribuindo para uma maior efetivação de contratos de prestação de serviços.

Entre as atividades, o ramo de serviços de informação e comunicação (2,2%) exerceu a contribuição positiva mais relevante em setembro de 2019, impulsionado, em grande medida, pelo aumento na receita das empresas de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis; de suporte técnico, manutenção e outros serviços em TI; e de edição integrada à impressão de livros.

Os demais avanços ficaram com os setores de outros serviços (11,0%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (2,9%), explicados, em grande parte, pelos acréscimos de receita vindos das empresas dos ramos de corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias; gestão de redes de esgoto doméstico; coleta de resíduos não perigosos; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; e reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos, no primeiro setor; e de locação de automóveis; serviços de engenharia; atividades de cobranças e informações cadastrais; e aluguel de máquinas e equipamentos, no último.

Em contrapartida, a principal influência negativa ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,7%), pressionado, sobretudo, pela queda na receita das empresas de transporte rodoviário de carga; de agenciamento marítimo; de operação de aeroportos; de transporte rodoviário coletivo de passageiros; e de ferroviário de cargas. O outro recuo veio de serviços prestados às famílias (-0,3%), explicado, principalmente, pela redução de receita vinda das empresas de restaurantes; de lavanderias; serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e de ensino de idiomas.

No índice acumulado dos primeiros nove meses de 2019, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços avançou 0,6%, com expansão em três das cinco atividades de e em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, os serviços de informação e comunicação (2,9%) exerceram o principal impacto positivo sobre o índice global, impulsionado, em grande parte, pelo aumento da receita das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet, de consultoria em tecnologia da informação, de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.

Os demais avanços vieram de outros serviços (5,3%) e de serviços prestados às famílias (3,6%), explicados, principalmente, pelas maiores receitas auferidas pelas empresas dos ramos de corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias; de administração de bolsas e mercados de balcão organizados; de corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; de coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial; e de atividades de apoio à produção florestal, no primeiro setor; e de hotéis; de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; de atividades de condicionamento físico; e de restaurantes, no último.

Em contrapartida, as influências negativas do acumulado no ano de 2019 ficaram com os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-3,0%), seguido por serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%), pressionados, sobretudo, pelo recuo no volume de receitas de transporte rodoviário de cargas, de operação de aeroportos, de transporte aéreo e rodoviário coletivo de passageiros, no primeiro ramo; e de soluções de pagamentos eletrônicos, de vigilância e segurança privada, de limpeza geral e de transporte de valores, no último.

Serviços cresceram em 14 das 27 Unidades da Federação

Regionalmente, 14 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume dos serviços em setembro de 2019, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço de 1,2% observado no Brasil na série com ajuste sazonal.

Entre os locais com resultados positivos nesse mês, destaque para São Paulo (1,6%), seguido por Rio de Janeiro (1,5%), Paraná (1,0%) e Distrito Federal (1,3%), com os três primeiros recuperando integralmente as perdas observadas em agosto: de -1,0%, de -0,4% e de -0,5%, respectivamente; e o último recobrando apenas parcialmente a perda verificada no mês anterior (-3,1%). Em contrapartida, os principais resultados negativos em termos regionais vieram do Espírito Santo (-4,4%) e da Bahia (-2,2%), com ambos devolvendo parte do ganho acumulado entre julho e agosto de 3,9% e de 3,8%, respectivamente.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (1,4%) foi acompanhado por 11 das 27 unidades da federação. As principais contribuições positivas ficaram com São Paulo (3,3%) e Rio de Janeiro (3,5%). Vale destacar que em ambos os locais o segmento de tecnologia da informação exerceu o impacto positivo mais significativo.

Por outro lado, as influências negativas mais relevantes para a formação do índice global vieram da Bahia (-5,6%) e do Rio Grande do Sul (-2,3%), pressionados, especialmente, pelo ramo de transporte rodoviário de cargas.

No acumulado de janeiro a setembro de 2019, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (0,6%) se deu de forma concentrada entre os locais investigados, já que apenas 11 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (3,2%), seguido por Santa Catarina (2,0%) e Amazonas (2,9%). Por outro lado, Rio de Janeiro (-3,1%) registrou a influência negativa mais relevante sobre o índice nacional.

Índice de atividades turísticas cresce 4,8%

Em setembro de 2019, o índice de atividades turísticas apontou expansão de 4,8% frente ao mês imediatamente anterior, após assinalar retração de 4,5% em agosto. Regionalmente, nove das doze unidades da federação acompanharam este movimento de crescimento observado no Brasil, com destaque para o avanço vindo de São Paulo (10,5%), seguido por Rio de Janeiro (2,1%) e Distrito Federal (4,8%). Em sentido contrário, o principal resultado negativo veio da Bahia (-3,7%).

Na comparação setembro de 2019 / setembro de 2018, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 1,0%, impulsionado, principalmente, pelo aumento de receita das empresas de locação de automóveis. Em sentido oposto, os segmentos de transporte aéreo e rodoviário de passageiros e de restaurantes apontaram as principais influências negativas sobre a atividade turística. Em termos regionais, cinco das doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (1,9%), seguido por Rio de Janeiro (4,4%) e Minas Gerais (4,5%). Em contrapartida, os impactos negativos mais importantes vieram do Paraná (-7,6%), do Distrito Federal (-5,9%) e de Goiás (-7,2%).

No indicador acumulado de janeiro a setembro de 2019, o agregado especial de atividades turísticas mostrou crescimento de 2,2% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos ramos de locação de automóveis, de hotéis e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Em sentido oposto, o principal impacto negativo ficou com o segmento de transporte aéreo de passageiros. Regionalmente, oito dos doze locais investigados também registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (5,1%), seguido por Ceará (5,9%), Rio de Janeiro (1,2%) e Minas Gerais (2,0%). Por outro lado, Distrito Federal (-7,6%), Paraná (-3,6%) e Santa Catarina (-3,4%) assinalaram as principais influências negativas no acumulado do ano para as atividades turísticas.