Em setembro, indústria cresce em dez dos 15 locais pesquisados

08/11/2019 09h00 | Última Atualização: 08/11/2019 15h14

Em setembro de 2019, na série com ajuste sazonal, dez dos 15 locais pesquisados mostraram taxas positivas, acompanhando o crescimento (0,3%) da indústria nacional. Bahia (4,3%), Região Nordeste (3,3%) e Rio Grande do Sul (2,9%) registraram os avanços mais acentuados. Por outro lado, Pará (-8,3%) apontou o recuo mais elevado nesse mês, eliminando, dessa forma, o crescimento verificado em agosto último (8,2%). Na comparação com setembro de 2018, o setor industrial registra crescimento de 1,1%, com seis dos quinze locais pesquisados apontando resultados positivos. O indicador acumulado nos últimos doze meses, mostra recuo de 1,4% em setembro, com 9 dos 15 locais pesquisados registrando taxas negativas.

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No acréscimo de 0,3% da produção industrial nacional, na passagem de agosto para setembro de 2019, série com ajuste sazonal, dez dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas. Bahia (4,3%), Região Nordeste (3,3%) e Rio Grande do Sul (2,9%) registraram os avanços mais acentuados, com os dois primeiros apontando a segunda taxa positiva consecutiva e acumulando, respectivamente, ganhos de 5,2% e 3,7%; e o último eliminando parte da perda de 5,6% verificada no período julho-agosto de 2019. Espírito Santo (2,5%), Minas Gerais (2,4%), Pernambuco (2,3%), Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,0%) e Paraná (1,3%) também alcançaram expansões mais intensas do que a média nacional (0,3%), enquanto Ceará (0,2%) completou o conjunto de locais com índices positivos em setembro de 2019. Por outro lado, Pará (-8,3%) apontou o recuo mais elevado nesse mês, eliminando, dessa forma, o crescimento verificado em agosto último (8,2%). Os demais resultados negativos foram assinalados por Amazonas (-1,6%), São Paulo (-1,4%), Rio de Janeiro
(-0,6%) e Goiás (-0,1%).

Indicadores Conjunturais da Indústria
Resultados Regionais
Setembro de 2019
Locais Variação (%)
Setembro 2019/Agosto 2019* Setembro 2019/Setembro 2018 Acumulado Janeiro-Setembro Acumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas -1,6 16,7 2,5 0,9
Pará -8,3 -2,0 -1,1 1,6
Região Nordeste 3,3 -3,8 -4,3 -3,5
Ceará 0,2 0,0 1,4 1,1
Pernambuco 2,3 -7,6 -3,0 -2,8
Bahia 4,3 -1,4 -2,9 -1,5
Minas Gerais 2,4 -1,8 -4,6 -3,6
Espírito Santo 2,5 -14,1 -13,0 -8,7
Rio de Janeiro -0,6 7,0 0,3 -0,4
São Paulo -1,4 3,6 -0,1 -1,1
Paraná 1,3 7,4 6,7 5,2
Santa Catarina 2,1 5,2 3,4 3,7
Rio Grande do Sul 2,9 -1,1 4,3 5,5
Mato Grosso 2,0 -1,7 -4,2 -3,8
Goiás -0,1 1,6 1,7 -0,7
Brasil 0,3 1,1 -1,4 -1,4
* Série com Ajuste Sazonal

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou acréscimo de 0,4% no trimestre encerrado em setembro de 2019 frente ao nível do mês anterior, após registrar variação positiva de 0,1% em agosto último, quando interrompeu a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018. Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, doze dos quinze locais pesquisados apontaram taxas positivas nesse mês, com destaque para os avanços mais acentuados assinalados por Mato Grosso (2,7%), Rio de Janeiro (2,4%), Minas Gerais (1,4%), Bahia (1,3%), Paraná (1,3%) e Espírito Santo (1,0%). Por outro lado, Rio Grande do Sul (-1,0%), Amazonas (-0,4%) e Pará (-0,3%) mostraram os recuos em setembro de 2019.

Na comparação com setembro de 2018, o setor industrial mostrou crescimento de 1,1% em setembro de 2019, com seis dos quinze locais pesquisados apontando resultados positivos. Vale citar que setembro de 2019 (21 dias) teve dois dias úteis a mais do que igual mês do ano anterior (19). Nesse mês, Amazonas (16,7%) assinalou expansão de dois dígitos e a mais intensa, impulsionada, principalmente, pelo aumento observado nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (gasolina automotiva, óleos combustíveis, óleo diesel e naftas para petroquímica), de bebidas (preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores), de outros equipamentos de transporte (motocicletas e suas peças e acessórios) e de máquinas e equipamentos (aparelhos de ar-condicionado de paredes e de janelas - inclusive os do tipo split system – e terminais comerciais de autoatendimento). Paraná (7,4%), Rio de Janeiro (7,0%), Santa Catarina (5,2%), São Paulo (3,6%) e Goiás (1,6%) completaram o conjunto de locais com avanço na produção nesse mês, enquanto Ceará (0,0%) mostrou variação nula.

Por outro lado, Espírito Santo (-14,1%) e Pernambuco (-7,6%) apontaram os recuos mais intensos em setembro de 2019, pressionados, em grande parte, pelo comportamento negativo vindo das atividades de celulose, papel e produtos de papel (celulose), indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, óleos brutos de petróleo e gás natural), metalurgia (lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono, bobinas a quente de aços ao carbono não revestidos e tubos flexíveis e tubos trefilados de ferro e aço) e produtos alimentícios (bombons e chocolates em barras, açúcar cristal e carnes de bovinos frescas ou refrigeradas), no primeiro local; e de produtos alimentícios (açúcar cristal, VHP e refinado de cana-de-açúcar, sorvetes e picolés e biscoitos e bolachas) e outros equipamentos de transporte (embarcações para transporte de pessoas ou cargas - inclusive petroleiros e plataformas), no segundo. Região Nordeste (-3,8%), Pará (-2,0%), Minas Gerais (-1,8%), Mato Grosso (-1,7%), Bahia (-1,4%) e Rio Grande do Sul (-1,1%) também mostraram taxas negativas nesse mês.

No indicador acumulado para o período janeiro-setembro de 2019, frente a igual período do ano anterior, a redução observada na produção nacional alcançou oito dos quinze locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-13,0%) e Minas Gerais (-4,6%), pressionados, principalmente, pelos recuos assinalados por indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural) e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no primeiro local; e indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no segundo. Região Nordeste (-4,3%), Mato Grosso (-4,2%), Pernambuco (-3,0%) e Bahia (-2,9%) também registraram taxas negativas mais elevadas do que a média da indústria (-1,4%), enquanto Pará (-1,1%) e São Paulo (-0,1%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no fechamento dos nove meses de 2019. Por outro lado, Paraná (6,7%) e Rio Grande do Sul (4,3%) apontaram os avanços mais elevados no índice acumulado no ano, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo vindo das atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis e caminhão-trator para reboques e semirreboques), produtos alimentícios (carnes e miudezas de aves congeladas, rações, açúcar cristal e carnes de bovinos congeladas) e máquinas e equipamentos (máquinas para colheita), no primeiro local; e de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, reboques e semirreboques, autopeças e carrocerias para ônibus), no segundo. Santa Catarina (3,4%), Amazonas (2,5%), Goiás (1,7%), Ceará (1,4%) e Rio de Janeiro (0,3%) também mostraram taxas positivas no indicador acumulado do período janeiro-setembro de 2019.

O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao assinalar recuo de 1,4% em setembro de 2019, mostrou redução na intensidade de perda frente ao resultado do mês anterior
(-1,7%), interrompendo, assim, a trajetória predominantemente descendente iniciada em julho de 2018 (3,2%). Em termos regionais, nove dos quinze locais pesquisados registraram taxas negativas em setembro de 2019, mas oito apontaram maior dinamismo frente aos índices de agosto último. Amazonas (de -1,6% para 0,9), São Paulo (de -2,0% para -1,1%), Rio de Janeiro (de -1,3% para -0,4%), Goiás (de -1,4% para -0,7) e Paraná (de 4,6% para 5,2%) assinalaram os maiores ganhos entre agosto e setembro de 2019, enquanto Pernambuco (de -0,8% para -2,8%), Espírito Santo (de -7,2% para -8,7%), Pará (de 3,0% para 1,6%) e Rio Grande do Sul (de 6,6% para 5,5%) mostraram as principais perdas entre os dois períodos.

Produção industrial de Pernambuco teve queda de 3,6 para -8,5% entre o 2º e 3º tri

Ao recuar 1,2% no terceiro trimestre de 2019, permaneceu com o comportamento negativo observado desde o último trimestre de 2018 (-1,3%), todas as comparações contra igual período do ano anterior. O aumento na intensidade de perda no total da produção industrial na passagem do segundo (-0,8%) para o terceiro (-1,2%) trimestre de 2019 foi explicado pela redução de ritmo verificada em dez dos quinze locais pesquisados, com destaque para Pernambuco (de 3,6% para -8,5%), Rio Grande do Sul (de 9,1% para -1,8%), Região Nordeste (de -1,0% para -7,3%), Bahia (de 0,5% para -5,5%), Santa Catarina (de 6,7% para 0,9%), Ceará (de 4,8% para 0,2%) e Paraná (de 7,5% para 4,9%). Por outro lado, Pará (de -8,0% para 4,6%), Rio de Janeiro (de -3,1% para 5,0%), Amazonas (de 4,1% para 9,4%) e Minas Gerais (de -6,9% para -4,9%) apontaram os ganhos mais acentuados entre os dois períodos.