PNAD Contínua trimestral: desocupação recua em 10 das 27 UFs no 2º trimestre de 2019

15/08/2019 09h00 | Atualizado em 28/08/2019 11h14

A taxa de desocupação do país no 2º trimestre de 2019 foi de 12,0%, caindo em ambas as comparações: -0,7 pontos percentuais (p.p.) frente ao primeiro trimestre de 2019 (12,7%) e -0,4 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2018 (12,4%).

As maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%) e a menores, em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%).

Considerando-se as variações estaticamente significativas em relação ao trimestre anterior, a taxa recuou em 10 das 27 unidades da federação, permanecendo estável nas demais. As maiores variações foram no Acre (-4,4 p.p.), Amapá (-3,3 p.p) e Rondônia (-2,2 p.p). Já em relação ao mesmo trimestre de 2018, a taxa subiu em duas UFs: Roraima (3,7 p.p) e Distrito Federal (1,5 p.p.). Houve quedas em três UFs: Amapá (-4,4 p.p.) Alagoas (-2,7 p.p.) e Minas Gerais (-1,2 p.p.), com estabilidade nas demais.

No 2º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 24,8%. Piauí (43,3%), Maranhão (41,0%) e Bahia (40,1%) apresentam as maiores taxas, todas acima de 40%. Já as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (10,7%), Rondônia (15,7%) e Mato Grosso (15,8%).

O número de desalentados no 2º trimestre de 2019 foi de 4,9 milhões de pessoas de 14 anos ou mais. Os maiores contingentes estavam na Bahia (766 mil pessoas) e no Maranhão (588 mil) e os menores no Amapá (13 mil) e em Rondônia (15 mil).

O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) no 2º trimestre de 2019 foi de 4,4%, mantendo o recorde da série histórica. Maranhão (18,4%) e Alagoas (15,2%) tinham os maiores percentuais e Santa Catarina (0,9%) e Rio de Janeiro (1,3%), os menores.

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado do país era de 74,3%. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (87,6%), Rio Grande do Sul (83,3%) e Paraná (81,4%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,0%) e Pará (52,7%).

Já a proporção de empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 25,7%. As UFs com os maiores percentuais foram no Maranhão (49,7%), Piauí (48,0%) e Pará (47,3%), e as menores taxas estavam em Santa Catarina (12,4%), Rio Grande do Sul (16,7%) e Paraná (18,6%).

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria era de 25,9%. As unidades da federação com os maiores percentuais foram Pará (35,6%), Amapá (35,1%) e Amazonas (34,3%) e os menores estavam no Distrito Federal (19,6%), Mato Grosso do Sul (20,9%) e São Paulo (21,7%).

Em relação ao tempo de procura, no Brasil, 45,6% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 26,2%, há dois anos ou mais, 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 14,0%, há menos de um mês. No Brasil, 3,3 milhões de pessoas procuram trabalho há 2 anos ou mais. O material de apoio desta divulgação está à direita.

Bahia (17,3%) teve a maior taxa de desocupação do 2º trimestre de 2019

A taxa de desocupação do país no 2º trimestre de 2019 foi de 12,0%, caindo em ambas as comparações: -0,7 pontos percentuais (p.p.) frente ao primeiro trimestre de 2019 (12,7%) e -0,4 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2018 (12,4%). As maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%) e a menores, em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%).

Taxa de desocupação (%) das pessoas de 14 anos ou mais de idade,
Brasil e unidades da federação - 2º trimestre de 2019
Santa Catarina 6,0
Rondônia 6,7
Rio Grande do Sul 8,2
Mato Grosso do Sul 8,3
Mato Grosso 8,3
Paraná 9,0
Minas Gerais 9,6
Goiás 10,5
Ceará 10,9
Espírito Santo 10,9
Pará 11,2
Tocantins 11,4
Paraíba 11,9
Brasil 12,0
Rio Grande do Norte 12,5
Piauí 12,8
São Paulo 12,8
Acre 13,6
Distrito Federal 13,7
Amazonas 13,9
Maranhão 14,6
Alagoas 14,6
Roraima 14,9
Rio de Janeiro 15,1
Sergipe 15,3
Pernambuco 16,0
Amapá 16,9
Bahia 17,3

Piauí (43,3%) tem a maior taxa de subutilização do 2º trimestre

No 2º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 24,8%. Piauí (43,3%), Maranhão (41,0%) e Bahia (40,1%) tinham as maiores taxas, todas acima de 40%. Já as menores taxas foram em Santa Catarina (10,7%), Rondônia (15,7%) e Mato Grosso (15,8%).

Percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência como conta própria, por unidade da federação - 2º trimestre 2019
Distrito Federal 19,6
Mato Grosso do Sul 20,9
São Paulo 21,7
Santa Catarina 22,1
Minas Gerais 23,4
Paraná 24,8
Goiás 25,4
Rio Grande do Sul 25,5
Brasil 25,9
Espírito Santo 25,9
Tocantins 26,2
Roraima 26,5
Pernambuco 27,5
Rio de Janeiro 27,5
Mato Grosso 27,6
Rio Grande do Norte 28,4
Alagoas 28,6
Bahia 29,4
Paraíba 30,3
Ceará 30,4
Sergipe 30,8
Piauí 31,8
Rondônia 32,2
Acre 33,6
Maranhão 33,6
Amazonas 34,3
Amapá 35,1
Pará 35,6

Pará (35,6%) tem a maior proporção de trabalhadores por conta própria

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria era de 25,9%. As unidades da federação com os maiores percentuais foram Pará (35,6%), Amapá (35,1%) e Amazonas (34,3%) e os menores estavam no Distrito Federal (19,6%), Mato Grosso do Sul (20,9%) e São Paulo (21,7%).

Percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência como empregado SEM carteira entre os empregados do setor privado, Brasil e unidades da federação - 2º trimestre 2019
Santa Catarina 12,4
Rio Grande do Sul 16,7
Paraná 18,6
São Paulo 19,1
Rio de Janeiro 19,8
Distrito Federal 21,4
Mato Grosso 23,2
Mato Grosso do Sul 24,8
Brasil 25,7
Minas Gerais 26,2
Goiás 27,2
Espírito Santo 27,5
Rondônia 32,0
Acre 32,7
Pernambuco 34,1
Alagoas 34,1
Amazonas 35,8
Rio Grande do Norte 35,8
Amapá 37,3
Sergipe 39,5
Ceará 40,7
Roraima 42,0
Bahia 42,6
Tocantins 42,7
Paraíba 43,5
Pará 47,3
Piauí 48,0
Maranhão 49,7

Maranhão tem o maior percentual de trabalhadores sem carteira (49,7%)

A proporção de empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado do país foi de 25,7%. As unidades da federação com os maiores percentuais foram no Maranhão (49,7%), Piauí (48,0%) e Pará (47,3%), e as menores taxas estavam em Santa Catarina (12,4%), Rio Grande do Sul (16,7%) e Paraná (18,6%).

Percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência como empregado COM carteira entre os empregados do setor privado, Brasil e unidades da federação - 2º trimestre 2019
Maranhão 50,3
Piauí 52,0
Pará 52,7
Paraíba 56,5
Tocantins 57,3
Bahia 57,4
Roraima 58,0
Ceará 59,3
Sergipe 60,5
Amapá 62,7
Amazonas 64,2
Rio Grande do Norte 64,2
Pernambuco 65,9
Alagoas 65,9
Acre 67,3
Rondônia 68,0
Espírito Santo 72,5
Goiás 72,8
Minas Gerais 73,8
Brasil 74,3
Mato Grosso do Sul 75,2
Mato Grosso 76,8
Distrito Federal 78,6
Rio de Janeiro 80,2
São Paulo 80,9
Paraná 81,4
Rio Grande do Sul 83,3
Santa Catarina 87,6

Santa Catarina (87,6%) tem o maior percentual de trabalhadores com carteira

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado do país era de 74,3%. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (87,6%), Rio Grande do Sul (83,3%) e Paraná (81,4%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,0%) e Pará (52,7%).

A taxa de desocupação no Brasil, no 2º trimestre de 2019, foi de 12,0%, mas com diferenças significativas entre homens (10,3%) e mulheres (14,1%). Taxas mais elevadas entre as mulheres foram observadas em todas as grandes regiões. As mulheres também se mantiveram como a maior parte da população fora da força de trabalho, tanto no país (64,6%) tanto em todas as regiões.Taxa de desocupação foi de 10,3% para os homens e 14,1% para as mulheres

O percentual de mulheres na população desocupada no 2º trimestre de 2019 foi de 52,8%. Na Região Nordeste, os percentuais praticamente se equiparavam, enquanto na Região Sul a estimativa para as mulheres chegava a 55,5%.

No 2º trimestre de 2019, o nível da ocupação dos homens, no Brasil, foi estimado em 64,3% e o das mulheres, em 45,9%. O comportamento diferenciado deste indicador entre homens e mulheres foi verificado nas cinco Grandes Regiões, com destaque para a Norte, onde a diferença entre homens e mulheres foi a maior (23,8 pontos percentuais), e Sudeste, com a menor diferença (17,5 pontos percentuais.

Taxas de desocupação de pretos (14,5%) e pardos (14,0%) superam a média do país

No 2 trimestre de 2019, a taxa de desocupação dos que se declararam brancos (9,5%) ficou abaixo da média nacional, enquanto a dos pretos (14,5%) e a dos pardos (14,0%) ficou acima. No 2º trimestre de 2012, quando a taxa média foi estimada em 7,5%, a dos pretos correspondia a 9,5%; a dos pardos a 8,7% e a dos brancos era 6,2%.

O contingente dos desocupados no Brasil no 1º trimestre de 2012 foi estimado em 7,6 milhões de pessoas; quando os pardos representavam 48,9% dessa população, seguido dos brancos (40,2%) e dos pretos (10,2%). No 2º trimestre de 2019, esse contingente subiu para 12,8 milhões de pessoas e a participação dos pardos passou a ser de 52,1%; a dos brancos reduziu para 34,7% e dos pretos subiu para 12,2%.

Na comparação trimestral, rendimento médio fica estável em 25 das 27 UFs

No 2º trimestre de 2019, o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2.290. Este resultado apresentou queda em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.319) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.295).

Por unidades da federação, Paraná (R$ 2.488) e Distrito Federal (R$ 3.945) tiveram redução de 4% e 4,7%, respectivamente, na comparação trimestral. Frente ao 2º trimestre de 2018, não houve variação estatisticamente significativa do rendimento médio real em nenhuma unidade da federação.

No Brasil, 3,3 milhões de pessoas procuram trabalho há mais de 2 anos

Em relação ao tempo de procura, no Brasil, no 2º trimestre de 2019, 45,6% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho. Entre 2012 e 2015, houve redução da proporção de desocupados que buscavam trabalho há 2 anos ou mais. Contudo, a partir de 2016, esse contingente apresentou crescimentos sucessivos, atingindo o maior percentual (26,2%) no 2º trimestre de 2019. Neste mesmo período, a proporção dos que buscavam trabalho há menos de um mês era 14,0%; enquanto aqueles com procura de 1 ano a menos de 2 anos chegava a 14,2%.

Em números absolutos, 1,8 milhão de desocupados buscavam trabalho há menos de um mês, enquanto 3,3 milhões procuravam uma ocupação há 2 anos ou mais (tabela a seguir).

Tempo de procura de trabalho 2º Trimestre
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Menos de 1 mês 908 845 840 893 1 063 1 442 1 860 1 789
De 1 mês a menos de 1 ano 3 818 4 033 3 616 4 577 6 026 6 724 6 059 5 823
De 1 ano a menos de 2 anos 1 003 1 029 1 069 1 395 2 108 2 353 1 853 1 807
2 anos ou mais 1 516 1 317 1 199 1 435 2 326 2 907 3 151 3 347
Tempo de procura de trabalho Variação percentual
2013/
2012
2014/
2013
2015/
2014
2016/
2015
2017/
2016
2018/
2017
2018/
2019
2019/
2012
Menos de 1 mês -6,9 -0,6 6,3 19,0 35,7 29,0 -3,8 97,0
De 1 mês a menos de 1 ano 5,6 -10,3 26,6 31,7 11,6 -9,9 -3,9 52,5
De 1 ano a menos de 2 anos 2,6 3,9 30,5 51,1 11,6 -21,2 -2,5 80,2
2 anos ou mais -13,1 -9,0 19,7 62,1 25,0 8,4 6,2 120,8