Em junho, setor de serviços recua (-1,0%)

09/08/2019 09h00 | Última Atualização: 09/08/2019 15h21

O volume de serviços no Brasil recuou 1,0% em junho de 2019, na comparação com o mês anterior (série com ajuste sazonal), eliminando, portanto, o ganho acumulado de 0,5% observado entre abril e maio. Em relação a junho de 2018 (série sem ajuste sazonal), o volume de serviços caiu 3,6%.

Período Variação (%)
   
Volume Receita Nominal
Junho 19 / Maio 19* -1,0 -1,1
Junho 19 / Junho 18 -3,6 0,4
Acumulado Janeiro-Junho 0,6 4,3
Acumulado nos Últimos 12 Meses 0,7 4,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria 
   *série com ajuste sazonal

O acumulado do ano cresceu 0,6%, com ligeira perda de dinamismo frente ao segundo semestre de 2018 (0,8%). Já o acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,1% em maio para 0,7% em junho de 2019, voltou a assinalar
perda de ritmo de crescimento.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Veja a publicação completa e mais informações no material de apoio.

A retração de 1,0% do volume de serviços observada na passagem de maio para junho de 2019 foi acompanhada por todas as cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para o ramo de serviços de informação e comunicação (-2,6%), que devolve parte do ganho acumulado (3,2%) entre abril e maio.

Os demais recuos vieram dos setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,0%), de outros serviços (-2,3%), de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e de serviços prestados às famílias (-0,2%). O primeiro alcançou a terceira taxa negativa seguida, com perda acumulada de 2,4%; o segundo eliminou boa parte do avanço de 2,6% registrado em maio; e os dois últimos, apesar das ligeiras variações negativas apresentadas nesse mês, permanecem com ganhos acumulados de 1,1% e de 2,1%, respectivamente, entre março e junho.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do volume de serviços recuou 0,2% no trimestre encerrado em junho de 2019 e manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2019. Entre os setores, o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,8%) assinalou o resultado negativo mais relevante nesse mês, mantendo, assim, o comportamento negativo desde novembro de 2018.

Vale mencionar ainda a queda de 0,2% do ramo de outros serviços, eliminando parte do ganho de maio (0,5%) Em contrapartida, as expansões desse mês vieram dos setores de serviços profissionais, administrativos e complementares (0,3%), dos serviços prestados às famílias (0,1%) e dos serviços de informação e comunicação (0,1%), com os dois primeiros mantendo trajetória ascendente desde dezembro de 2018; e o último emplacando a segunda taxa positiva seguida.

Pesquisa Mensal de Serviços
Indicadores do Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação
Junho 2019 - Variação (%)
Atividades de Divulgação Mês/Mês anterior (1) Mensal (2) Acumulado no ano (3) Últimos 12 meses (4)
ABR MAI JUN ABR MAI JUN JAN-ABR JAN-MAI JAN-JUN Até ABR Até MAI Até JUN
Volume de Serviços - Brasil 0,3 0,1 -1,0 -0,7 4,8 -3,6 0,6 1,5 0,6 0,4 1,1 0,7
1. Serviços prestados às famílias 0,2 0,4 -0,2 3,6 6,4 5,7 4,3 4,7 4,8 2,1 2,7 3,5
  1.1 Serviços de alojamento e alimentação -0,7 0,3 0,3 2,2 5,6 6,4 4,5 4,7 5,0 2,6 3,1 3,9
  1.2 Outros serviços prestados às famílias 4,1 1,9 -3,8 11,8 10,8 1,7 2,8 4,4 4,0 -0,8 0,4 1,3
2. Serviços de informação e comunicação 0,9 2,2 -2,6 2,1 4,8 -1,2 3,0 3,4 2,6 1,6 2,1 1,9
  2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) -0,1 2,2 -2,2 3,1 6,0 0,2 4,1 4,5 3,7 2,5 3,2 3,1
    2.1.1 Telecomunicações 0,2 0,1 -0,3 -1,3 -1,2 -1,6 -0,1 -0,3 -0,6 -0,8 -0,5 -0,6
    2.1.2 Serviços de tecnologia da informação 0,6 6,6 -10,1 13,1 21,8 3,6 13,7 15,4 13,1 9,8 11,1 11,0
  2.2 Serviços audiovisuais 1,0 -0,3 -4,0 -3,9 -2,3 -10,3 -4,2 -3,8 -4,9 -4,6 -4,8 -5,9
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares 0,4 0,6 -0,1 -0,7 1,6 -0,8 -0,7 -0,2 -0,3 -1,6 -1,2 -1,0
  3.1 Serviços técnico-profissionais 0,4 -1,3 0,3 3,0 -2,1 -2,7 0,3 -0,2 -0,7 -1,2 -1,6 -1,7
  3.2 Serviços administrativos e complementares 2,2 0,6 -0,2 -2,0 2,9 0,0 -1,0 -0,2 -0,2 -1,7 -1,1 -0,7
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio -0,8 -0,6 -1,0 -5,0 5,7 -10,9 -2,5 -0,8 -2,7 -0,2 0,9 -0,4
  4.1 Transporte terrestre -1,1 -0,6 0,3 -3,1 10,2 -11,5 -1,4 0,8 -1,4 0,8 2,5 0,9
  4.2 Transporte aquaviário 0,7 1,9 -3,1 -1,8 3,3 -2,1 1,4 1,8 1,1 -1,5 -0,7 -0,4
  4.3 Transporte aéreo -10,2 10,8 -4,4 -18,0 -3,6 -18,3 -3,5 -3,5 -6,4 5,4 4,3 0,8
  4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio 0,2 -0,1 -1,2 -5,1 2,4 -9,4 -4,9 -3,4 -4,5 -3,1 -2,4 -3,0
5. Outros serviços -0,9 2,6 -2,3 1,0 9,1 0,5 2,7 3,9 3,3 1,6 2,5 2,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria            
(1) Base: mês imediatamente anterior - com ajuste sazonal
(2) Base: igual mês do ano anterior
(3) Base: igual período do ano anterior
(4) Base: 12 meses anteriores         

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume de serviços recuou 3,6% em junho de 2019, com retração em três das cinco atividades de divulgação e em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados. Vale destacar que junho de 2019 (19) teve dois dias úteis a menos do que junho de 2018 (21), o que acabou levando à efetivação de um menor número de contratos de prestação de serviços. Outro aspecto que merece ser ressaltado diz respeito ao excesso de demanda ocorrido em junho do ano passado, na medida em que com o fim da greve dos caminhoneiros, já nos primeiros dias de junho de 2018, houve intensa realização de fretes de mercadorias industriais e escoamentos de insumos e matérias-primas, objetivando atender a uma demanda reprimida dos dias de paralisação verificados no último terço do mês de maio de 2018.

Entre as atividades, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-10,9%) exerceu a influência negativa mais relevante em junho de 2019. Os demais recuos vieram de serviços de informação e comunicação (-1,2%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,8%). Em contrapartida, as contribuições positivas ficaram com os ramos de serviços prestados às famílias (5,7%) e de outros serviços (0,5%).

No acumulado dos primeiros seis meses de 2019, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços subiu 0,6%, com expansão em três das cinco atividades de divulgação e em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, os serviços de informação e comunicação (2,6%) exerceram o principal impacto positivo. Os demais avanços vieram de serviços prestados às famílias (4,8%) e de outros serviços (3,3%). Em contrapartida, as influências negativas ficaram com os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,7%), seguido por serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3).

Volume de serviços cai em 19 das 27 unidades da federação

Das 27 unidades da federação, 19 assinalaram retração no volume de serviços em junho de 2019, na comparação com o mês imediatamente anterior (série com ajuste sazonal). Entre os locais que apontaram resultados negativos nesse mês, destaque para São Paulo (-1,6%) e Rio de Janeiro (-3,4%), com o primeiro devolvendo parte do ganho de 1,9% acumulado nos dois últimos meses; e o segundo eliminando integralmente a expansão acumulada de 2,3% entre março e maio. Vele mencionar ainda os recuos vindos de Santa Catarina (-4,9%) e do Distrito Federal (-4,2%). Em contrapartida, o principal resultado positivo em termos regionais veio do Mato Grosso (4,2%), recuperando-se da queda de 1,8% verificada em maio.

Em relação em junho de 2018, houve queda em 20 das 27 unidades da federação. As principais influências negativas foram: Rio de Janeiro (-9,7%), que mostrou retração em quatro dos cinco setores investigados, e São Paulo (-1,5%), que assinalou retração apenas no ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-14,0%). Vale citar ainda os recuos vindos de Paraná (-6,2%), do Distrito Federal (-9,3%) e de Minas Gerais (-3,5%). Por outro lado, as contribuições positivas mais importantes vieram de Pernambuco (2,6%) e do Amazonas (4,0%).

No acumulado de janeiro a junho de 2019, frente a igual período do ano anterior, apenas oito das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (3,7%), seguido por Santa Catarina (3,1%) e Minas Gerais (0,6%). Por outro lado, Rio de Janeiro (-5,3%) registrou a influência negativa mais relevante.

Índice de atividades turísticas varia em -0,2%

Em junho de 2019, o índice de atividades turísticas apontou variação negativa (-0,2%) frente ao mês imediatamente anterior, após avançar 1,6% em maio. Regionalmente, seis das doze unidades da federação acompanharam este movimento de queda observado no Brasil, com destaque para os recuos do Distrito Federal (-5,4%), seguido por Rio de Janeiro (-1,0%) e Paraná (-2,3%). Em sentido contrário, os resultados positivos mais relevantes vieram de São Paulo (0,4%) e de Santa Catarina (4,6%).

Na comparação junho de 2019 contra junho de 2018, o volume de atividades turísticas no Brasil avançou 2,6%, impulsionado, principalmente, pelo aumento de receita das empresas de hotéis, de locação de automóveis e de restaurantes. Já o segmento de transporte aéreo de passageiros apontou a principal influência negativa sobre a atividade turística.

Em termos regionais, nove das doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram crescimento nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (3,8%), seguido por Minas Gerais (5,2%), Ceará (10,9%) e Bahia (6,9%). Já o impacto negativo mais importante veio do Distrito Federal (-15,4%).

No indicador acumulado de janeiro a junho de 2019, o agregado especial de atividades turísticas mostrou crescimento de 3,1% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos ramos de hotéis, de locação de automóveis e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Em sentido oposto, o principal impacto negativo ficou com o segmento de transporte aéreo de passageiros.

Regionalmente, sete dos doze locais investigados também registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (7,7%), seguido por Ceará (9,9%). Por outro lado, Distrito Federal (-7,9%) e Santa Catarina (-3,9%) assinalaram as principais influências negativas no acumulado do ano para as atividades turísticas.