Em junho, produção industrial cai em 10 dos 15 locais pesquisados

07/08/2019 09h00 | Atualizado em 07/08/2019 09h00

Acompanhando o recuo da indústria nacional (-0,6%), dez dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas, na passagem de maio para junho de 2019 (série com ajuste sazonal). As quedas mais acentuadas foram no Rio de Janeiro (-5,9%), em Pernambuco (-3,9%) e na Bahia (-3,4%).

Por outro lado, Pará (4,9%) apontou o crescimento mais elevado nesse mês e a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando, assim, expansão de 68,0% no período. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Regional. Veja a publicação completa e mais informações no material de apoio.

Indicadores Conjunturais da Indústria -  Resultados Regionais
Junho de 2019

Locais Variação (%)
Junho 2019/Maio 2019* Junho 2019/Junho 2018 Acumulado
Janeiro-Junho
Acumulado nos
Últimos 12 Meses
Amazonas 1,8 5,4 -0,7 -2,5
Pará 4,9 2,7 -4,5 3,5
Região Nordeste -1,2 -8,6 -2,6 -0,9
Ceará -0,9 0,7 3,1 1,9
Pernambuco -3,9 -7,0 0,1 2,6
Bahia -3,4 -8,5 -1,4 -0,1
Minas Gerais -0,9 -12,0 -5,6 -3,1
Espírito Santo 1,0 -13,2 -12,0 -4,5
Rio de Janeiro -5,9 -5,3 -2,1 -0,8
São Paulo -2,2 -6,1 -0,8 -1,7
Paraná -2,3 -3,3 7,8 5,1
Santa Catarina -1,2 -1,8 4,7 4,5
Rio Grande do Sul 2,0 3,5 8,0 9,4
Mato Grosso -0,6 -13,6 -4,7 -2,0
Goiás 0,1 -2,2 2,1 -2,4
Brasil -0,6 -5,9 -1,6 -0,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
* Série com Ajuste Sazonal

Com a queda de 0,6% da produção industrial nacional na passagem de maio para junho de 2019, série com ajuste sazonal, dez dos quinze locais pesquisados também mostraram taxas negativas. Os recuos mais acentuados foram no Rio de Janeiro (-5,9%), em Pernambuco (-3,9%) e na Bahia (-3,4%). O Rio de Janeiro eliminou parte do crescimento de 8,3% registrado em maio de 2019; Pernambuco assinalou a segunda taxa negativa consecutiva e acumulou perda de 4,8%; e a Bahia interrompeu dois meses seguidos de expansão na produção, período em que acumulou avanço de 8,5%.

Paraná (-2,3%), São Paulo (-2,2%), Santa Catarina (-1,2%), Região Nordeste (-1,2%), Ceará (-0,9%) e Minas Gerais (-0,9%) também alcançaram quedas mais intensas do que a média nacional (-0,6%), enquanto Mato Grosso (-0,6%) completou o conjunto de locais com índices negativos em junho de 2019.

Por outro lado, Pará (4,9%) apontou o crescimento mais elevado nesse mês e a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando, assim, expansão de 68,0% nesse período. Esses resultados interromperam três meses seguidos de queda nesse tipo de comparação, período em que acumulou redução de 38,6%. As demais taxas positivas foram registradas por Rio Grande do Sul (2,0%), Amazonas (1,8%), Espírito Santo (1,0%) e Goiás (0,1%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria recuou 0,1% no trimestre encerrado em junho de 2019 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018. Em termos regionais, sete dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Espírito Santo (-2,0%), Rio de Janeiro (-1,2%), Minas Gerais (-1,1%) e Goiás (-0,7%). Por outro lado, Pará (6,0%), Bahia (1,5%), Região Nordeste (1,3%) e Rio Grande do Sul (1,1%) registraram os avanços mais elevados.

Na comparação com junho de 2018 (série sem ajuste sazonal), o recuou de 5,9% da indústria nacional foi acompanhado por onze dos quinze locais pesquisados. Vale citar que junho de 2019 (19 dias) teve dois dias úteis a menos que junho de 2018 (21).

Mato Grosso (-13,6%), Espírito Santo (-13,2%) e Minas Gerais (-12,0%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais intensos. Região Nordeste (-8,6%), Bahia (-8,5%), Pernambuco (-7,0%) e São Paulo (-6,1%) também registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-5,9%), enquanto Rio de Janeiro (-5,3%), Paraná (-3,3%), Goiás (-2,2%) e Santa Catarina (-1,8%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção.

Por outro lado, Amazonas (5,4%) apontou o avanço mais intenso em junho de 2019. Rio Grande do Sul (3,5%), Pará (2,7%) e Ceará (0,7%) também mostraram taxas positivas.

Na análise trimestral, a indústria, ao recuar 1,0% no segundo trimestre de 2019, permaneceu com o comportamento negativo observado no último trimestre de 2018 (-1,2%) e no primeiro de 2019 (-2,3%), todas as comparações contra igual período do ano anterior. A redução na intensidade de perda na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2019 foi explicada pelo ganho de ritmo verificado em nove dos quinze locais pesquisados, com destaque para Amazonas (de -5,0% para 4,2%), Ceará (de 0,4% para 5,9%), Pernambuco (de -2,4% para 2,8%), Bahia (de -3,4% para 0,6%), Rio Grande do Sul (de 6,1% para 9,8%), Santa Catarina (de 2,9% para 6,4%) e São Paulo (de -2,7% para 0,7%).

Por outro lado, Espírito Santo (de -7,6% para -16,3%), Pará (de -0,7% para -8,0%) e Minas Gerais (de -2,5% para -8,4%) apontaram os recuos mais acentuados entre os dois períodos.

Indicadores da Produção Industrial
Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física - Resultados Regionais
(Base: igual trimestre do ano anterior)

Locais Variação percentual (%)
4º Tri./2018 1º Tri./2019 2º Tri./2019
Amazonas -3,1 -5,0 4,2
Pará 9,0 -0,7 -8,0
Nordeste -1,6 -4,2 -1,1
Ceará 0,7 0,4 5,9
Pernambuco -2,4 -2,4 2,8
Bahia 2,6 -3,4 0,6
Minas Gerais 0,4 -2,5 -8,4
Espírito Santo 3,8 -7,6 -16,3
Rio de Janeiro -2,6 -1,2 -3,0
São Paulo -4,0 -2,7 0,7
Paraná 0,7 7,8 7,7
Santa Catarina 4,5 2,9 6,4
Rio Grande do Sul 9,0 6,1 9,8
Mato Grosso -2,5 -5,0 -4,3
Goiás -8,0 2,2 2,0
Brasil -1,2 -2,3 -1,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

No acumulado do ano, frente a igual período de 2018, a redução verificada na produção nacional alcançou nove dos quinze locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-12,0%) e Minas Gerais (-5,6%). Mato Grosso (-4,7%), Pará (-4,5%), Região Nordeste (-2,6%) e Rio de Janeiro (-2,1%) também registraram taxas negativas mais elevadas do que a média da indústria (-1,6%), enquanto Bahia (-1,4%), São Paulo (-0,8%) e Amazonas (-0,7%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção.

Por outro lado, Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná (7,8%) apontaram os avanços mais elevados no índice do acumulado no ano. Santa Catarina (4,7%), Ceará (3,1%), Goiás (2,1%) e Pernambuco (0,1%) também mostraram taxas positivas.

No acumulado nos últimos 12 meses, ao assinalar recuo de 0,8% em junho de 2019, a indústria nacional mostrou perda de ritmo frente ao resultado do mês anterior (0,0%) e permaneceu com a trajetória predominantemente descendente iniciada em julho de 2018 (3,3%). Em termos regionais, nove dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas em junho de 2019, mas onze apontaram menor dinamismo frente aos índices de maio último. Bahia (de 1,4% para -0,1%), Pernambuco (de 3,9% para 2,6%), Região Nordeste (de 0,3% para -0,9%), Paraná (de 6,3% para 5,1%), Mato Grosso (de -0,9% para -2,0%), Minas Gerais (de -2,1% para -3,1%), Pará (de 4,4% para 3,5%) e São Paulo (de -0,9% para -1,7%) assinalaram as principais perdas entre maio e junho de 2019, enquanto Ceará (de 1,5% para 1,9%), Amazonas (de -2,8% para -2,5%), Rio Grande do Sul (de 9,2% para 9,4%) e Goiás (de -2,5% para -2,4%) registraram os ganhos entre os dois períodos.

Indicadores da Produção Industrial
Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física - Resultados Regionais
Índice Acumulado nos Últimos Doze Meses (Base: Últimos doze meses anteriores)

Locais Variação percentual (%)
Maio/2019 Junho/2019
Amazonas -2,8 -2,5
Pará 4,4 3,5
Região Nordeste 0,3 -0,9
Ceará 1,5 1,9
Pernambuco 3,9 2,6
Bahia 1,4 -0,1
Minas Gerais -2,1 -3,1
Espírito Santo -4,1 -4,5
Rio de Janeiro -0,1 -0,8
São Paulo -0,9 -1,7
Paraná 6,3 5,1
Santa Catarina 5,0 4,5
Rio Grande do Sul 9,2 9,4
Mato Grosso -0,9 -2,0
Goiás -2,5 -2,4
Brasil 0,0 -0,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria