Produção industrial varia -0,6% em junho

01/08/2019 09h00 | Atualizado em 04/09/2019 15h29

Em junho de 2019, a produção industrial nacional caiu 0,6% frente a maio (série com ajuste sazonal), segundo resultado negativo consecutivo. A perda acumulada nesse período foi de 0,7%. No confronto com junho de 2018 (série sem ajuste sazonal), a indústria recuou 5,9%, após registrar expansão de 7,4% em maio, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda: março (-6,2%) e abril (-3,9%).

Período Produção industrial
Junho / Maio 2019 -0,6%
Junho 2019 / Junho 2018 -5,9%
Acumulado em 2019 -1,6%
Acumulado em 12 meses -0,8%
Média móvel trimestral -0,1%

O setor industrial acumulou queda de 1,6% nos seis primeiros meses de 2019. O acumulado nos últimos doze meses (-0,8%) mostrou perda de ritmo frente ao resultado de maio (0,0%) e permaneceu com a trajetória predominantemente descendente iniciada em julho de 2018 (3,3%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Brasil. Veja a publicação completa e mais informações no material de apoio.

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil - Junho de 2019
Grandes Categorias Econômicas Variação (%)
Junho 2019 /
Maio 2019*
Junho 2019 /
Junho 2018
Acumulado
Janeiro-Junho
Acumulado nos
Últimos 12 Meses
Bens de Capital -0,4 -3,5 0,9 3,1
Bens Intermediários -0,3 -6,4 -2,7 -1,6
Bens de Consumo -0,8 -5,3 0,5 0,2
Duráveis -0,6 -6,1 1,8 2,1
Semiduráveis e não Duráveis -1,2 -5,0 0,1 -0,3
Indústria Geral -0,6 -5,9 -1,6 -0,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*Série com ajuste sazonal

17 dos 26 ramos pesquisados registraram queda em junho

No recuo de 0,6% da atividade industrial na passagem de maio para junho de 2019, as quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 26 ramos pesquisados mostraram redução na produção. Entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas por produtos alimentícios (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%), com todas apontando o segundo mês seguido de queda na produção e acumulando nesse período, respectivamente, perdas de 2,3%, 8,7% e 5,3%.

Outras contribuições negativas relevantes foram: metalurgia (-1,7%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,8%), celulose, papel e produtos de papel (-2,2%), outros equipamentos de transporte (-6,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-5,0%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,0%). Por outro lado, entre os nove ramos que ampliaram a produção, o desempenho de maior importância foi registrado por indústrias extrativas, que avançou 1,4%, segunda taxa positiva consecutiva, acumulando, assim, alta de 11,0%. Esses resultados positivos interromperam quatro meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou redução de 25,6%. Outros impactos positivos relevantes foram assinalados pelos setores de produtos de madeira (7,5%), de bebidas (1,5%) e de outros produtos químicos (0,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não-duráveis (-1,2%) mostrou a queda mais acentuada em junho de 2019 e o segundo resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período queda de 2,8%. Os segmentos de bens de consumo duráveis (-0,6%), de bens de capital (-0,4%) e de bens intermediários (-0,3%) também assinalaram taxas negativas. Bens de consumo duráveis registrou o segundo mês seguido de queda, acumulando perda de 3,0%; bens de capital interrompeu quatro meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 9,9%; e bens intermediários eliminou parte do ganho de 1,4% registrado em maio, quando interrompeu quatro meses consecutivos de recuo na produção, período em que acumulou queda de 4,3%.

Média móvel trimestral varia -0,1%

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral mostrou variação de -0,1% no trimestre encerrado em junho de 2019 e manteve a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018. Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários (-0,2%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,1%) apontaram as taxas negativas. Bens intermediários registrou o quinto resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período redução de 3,4%; e bens de consumo semi e não-duráveis voltou a recuar após crescer em abril (0,8%) e maio (0,1%).

Por outro lado, os setores produtores de bens de capital (1,1%) e de bens de consumo duráveis (0,2%) assinalaram os avanços de junho de 2019. Bens de capital marcou o quarto mês seguido de crescimento, acumulando expansão de 7,1% nesse período; e bens de consumo duráveis permaneceu com a trajetória ascendente iniciada em janeiro de 2019.

Produção industrial recua 5,9% em relação a junho de 2018

Na comparação com junho de 2018, a indústria caiu 5,9%, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 61,2% dos 805 produtos pesquisados. Junho de 2019 (19 dias) teve dois dias úteis a menos do que junho de 2018 (21).

Entre as atividades, indústrias extrativas (-16,3%) exerceu a maior influência negativa. Vale destacar também as seguintes contribuições negativas: produtos alimentícios (-5,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-9,3%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,4%), celulose, papel e produtos de papel (-6,1%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-16,0%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-12,5%), bebidas (-5,6%), produtos de minerais não-metálicos (-5,6%), produtos de borracha e de material plástico (-5,4%), outros equipamentos de transporte (-11,7%), couro, artigos para viagem e calçados (-6,8%) e móveis (-8,6%). Por outro lado, entre as seis atividades que apontaram ampliação na produção, as principais influências foram: produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,9%), impressão e reprodução de gravações (11,2%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,2%).

Bens intermediários (-6,4%) e bens de consumo duráveis (-6,1%) assinalaram os recuos mais acentuados entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-5,0%) e de bens de capital (-3,5%) também apontaram taxas negativas, mas que foram menos elevadas do que a média nacional (-5,9%).

O setor de bens intermediários recuou 6,4%, após avançar 2,7% em maio, quando interrompeu oito meses consecutivos de taxas negativas. O resultado de junho foi explicado, principalmente, pelas quedas em: indústrias extrativas (-16,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,0%), produtos alimentícios (-4,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-6,7%), produtos de minerais não-metálicos (-5,6%), celulose, papel e produtos de papel (-5,8%), máquinas e equipamentos (-9,0%), produtos de borracha e de material plástico (-4,3%), produtos de metal (-2,3%) e metalurgia (-0,2%), enquanto as pressões positivas foram registradas por outros produtos químicos (1,0%) e produtos têxteis (0,7%). Vale citar também os resultados negativos dos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-4,0%), que interrompeu dois meses consecutivos de crescimento na produção; e de embalagens (-3,4%), que apontou o primeiro recuo em 2019.

O segmento de bens de consumo duráveis recuou 6,1%, após registrar resultados positivos em abril (1,0%) e maio (28,1%). Em junho de 2019, o setor foi particularmente pressionado pela queda na fabricação de automóveis (-14,9%). Vale citar também a redução no grupamento de móveis (-8,7%). Já os principais impactos positivos foram: eletrodomésticos da “linha marrom” (28,4%) e da “linha branca” (13,1%), motocicletas (35,5%) e outros eletrodomésticos (6,5%).

O setor de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 5,0%, após crescer 11,5% no mês anterior, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda: março (-5,3%) e abril (-0,8%). O desempenho em junho de 2019 foi explicado, em grande parte, pela redução no grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-7,3%). Vale citar também os resultados negativos assinalados pelos grupamentos de semiduráveis (-4,8%), de carburantes (-3,4%) e de não-duráveis (-1,8%).

A produção de bens de capital caiu 3,5%, após avançar 22,0% em maio, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção: março (-11,0%) e abril (-0,2%). Em junho de 2019, o segmento foi influenciado, em grande medida, pelo recuo no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (-8,3%). As demais taxas negativas foram: bens de capital agrícolas (-11,9%), energia elétrica (-10,4%), de uso misto (-5,3%) e construção (-5,7%). Por outro lado, o único impacto positivo foi assinalado pelo grupamento de bens de capital para fins industriais (1,2%).

Indústria recua 1,0% no segundo trimestre de 2019

A indústria, ao recuar 1,0% no segundo trimestre de 2019, permaneceu com o comportamento negativo observado no último trimestre de 2018 (-1,2%) e no primeiro de 2019 (-2,3%), todas as comparações contra igual período do ano anterior. A redução na intensidade de perda na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2019 foi explicada pelo ganho de ritmo verificado em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de consumo duráveis (de -3,2% para 6,9%) e bens de capital (de -3,8% para 5,5%). Bens de consumo semi e não-duráveis (de -1,5% para 1,6%) também fez esse movimento, enquanto bens intermediários (de -2,0% para -3,2%) foi o único que mostrou perda de dinamismo.

Em 2019, indústria acumula queda de 1,6%

No índice acumulado para janeiro-junho de 2019, frente a igual período do ano anterior, a indústria recuou 1,6%, com resultados negativos em uma das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 26 ramos, 39 dos 79 grupos e 52,3% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, indústrias extrativas (-13,7%) exerceu a maior influência negativa. Vale destacar também as contribuições negativas de ramos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,6%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-10,4%), de outros equipamentos de transporte (-11,2%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-4,1%) e de produtos de madeira (-5,3%). Por outro lado, entre as onze atividades que cresceram, a principal influência foi veículos automotores, reboques e carrocerias (3,5%). Outras contribuições positivas relevantes vieram de bebidas (5,7%), de produtos de metal (5,8%), de produtos de minerais não-metálicos (2,9%), de outros produtos químicos (1,5%) e de máquinas e equipamentos (1,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os seis primeiros meses de 2019 mostrou menor dinamismo para bens intermediários (-2,7%), pressionada, sobretudo, pela redução em indústrias extrativas (-13,7%). Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo duráveis (1,8%), de bens de capital (0,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,1%) assinalaram as taxas positivas no índice acumulado no ano.