Índice de Preços ao Produtor (IPP) de junho cai 1,14%

31/07/2019 09h00 | Atualizado em 31/07/2019 09h00

Em junho de 2019, os preços da indústria geral caíram 1,14% em relação a maio, abaixo do observado entre maio e abril (1,39%). Em relação a maio de 2019, 8 das 24 atividades tiveram variações positivas de preços. Em junho de 2018, o resultado havia sido 2,27%. O acumulado no ano chegou a 2,76% e nos 12 meses, a 3,75%. Consulte o material de apoio do Índice de Preços ao Produtor (IPP) para mais informações.

Período Taxa
jun/19 -1,14%
mai/19 1,39%
jun/18 2,27%
Acumulado em 2019 2,76%
Acumulado em 12 meses 3,75%

As quatro maiores variações em junho de 2019 foram nas seguintes atividades industriais: refino de petróleo e produtos de álcool (-7,24%), papel e celulose (-4,65%), calçados e artigos de couro (-3,56%) e fumo (-2,91%). Já as maiores influências vieram de refino de petróleo e produtos de álcool (-0,78 p.p.), alimentos (-0,19 p.p.), papel e celulose (-0,16 p.p.) e farmacêutica (0,08 p.p.).

Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral)
e Seções  - Últimos três meses
Indústria Geral e Seções Variações (%)
M/M-1 Acumulado Ano M/M-12
ABR/19 MAI/19 JUN/19 ABR/19 MAI/19 JUN/19 ABR/19 MAI/19 JUN/19
Indústria Geral 1,22 1,39 -1,14 2,52 3,95 2,76 8,55 7,32 3,75
B - Indústrias Extrativas 3,02 6,50 -0,10 15,25 22,75 22,63 28,83 36,10 28,61
C - Indústrias de Transformação 1,13 1,14 -1,19 1,97 3,13 1,90 7,70 6,14 2,69
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

Em junho de 2019, o acumulado no ano atingiu 2,76%. Entre as atividades que acumularam as maiores variações foram indústrias extrativas (22,63%), refino de petróleo e produtos de álcool (11,23%), farmacêutica (9,35%) e papel e celulose (-6,09%). Já os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (1,05 p.p.), indústrias extrativas (0,94 p.p.), farmacêutica (0,29 p.p.) e alimentos (0,27 p.p.).

Em relação a junho de 2018, a variação de preços ocorrida foi de 3,75% em junho de 2019, contra 7,32% em maio de 2019. As quatro maiores variações de preços ocorreram em indústrias extrativas (28,61%), farmacêutica (11,26%), fabricação de máquinas e equipamentos (9,37%) e móveis (8,13%).

Entre as grandes categorias econômica, a queda de 1,14% em junho repercutiu da seguinte maneira: -0,56% em bens de capital; -1,15% em bens intermediários; e -1,24% em bens de consumo, sendo que 0,04% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e -1,51% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Já a influência das Grandes Categorias Econômicas foi de -0,04 p.p. de bens de capital, -0,63 p.p. de bens intermediários e -0,47 p.p. de bens de consumo.

No acumulado no ano até junho, houve alta de 2,76%, sendo 2,77% a variação de bens de capital (com influência de 0,21 p.p.), 2,59% de bens intermediários (1,41 p.p.) e 3,02% de bens de consumo (1,14 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,19 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e 0,96 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral)
e Grandes Categorias Econômicas  - Últimos três meses
Indústria Geral e Seções Variações (%)
M/M-1 Acumulado Ano M/M-12
ABR/19 MAI/19 JUN/19 ABR/19 MAI/19 JUN/19 ABR/19 MAI/19 JUN/19
Indústria Geral 1,22 1,39 -1,14 2,52 3,95 2,76 8,55 7,32 3,75
Bens de Capital (BK) 0,80 0,77 -0,56 2,56 3,35 2,77 10,25 9,47 7,77
Bens Intermediários (BI) 0,95 1,80 -1,15 1,94 3,78 2,59 9,16 7,46 3,28
Bens de consumo(BC) 1,70 0,93 -1,24 3,35 4,31 3,02 6,85 6,43 3,50
Bens de consumo duráveis (BCD) 1,02 0,15 0,04 2,61 2,76 2,80 7,11 6,78 6,44
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) 1,84 1,10 -1,51 3,51 4,65 3,07 6,68 6,14 2,57
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

A seguir os principais destaques:

Indústrias extrativas: em junho, os preços variaram negativamente (-0,10%) em relação ao mês anterior. Com isso, inverteu-se a tendência de alta que vinha sendo observada nos últimos quatro meses. Os indicadores acumulados no ano e de doze meses tiveram variações de 22,63% e 28,61%, respectivamente. Ambas as variações se destacaram como as principais na indústria geral. Na influência, o setor destacou-se no indicador acumulado do ano (0,94 p.p. sobre 2,76% da indústria geral).

Alimentos: em relação a maio, a variação de preços do setor foi de -0,88%, a primeira negativa depois de três positivas consecutivas. Com esse resultado, o acumulado recuou de 2,09% para 1,20% (em junho de 2018, era de 8,93%). Na comparação com igual mês do ano anterior, a variação foi de 0,56%, menor resultado nesse tipo de comparação desde maio de 2018 (2,12%). O setor teve destaque em termos de influência, sendo a segunda mais intensa na comparação junho contra maio (-0,19 p.p., em -1,14%) e a quarta no acumulado (0,27 p.p., em 2,76%).

Entre os produtos listados como maiores variações e maiores influências, apenas um aparece nas duas listas: “leite esterilizado / UHT / Longa Vida”, no caso, com impacto negativo. A influência dos quatro produtos selecionados foi de -0,64 p.p., na variação de -0,88%, ou seja, a influência dos demais 39 produtos foi de -0,24 p.p.

Papel e celulose: a fabricação de papel e celulose apresentou variação média de preços de -4,65% em relação a maio. Esta foi a maior queda observada no setor em toda a série histórica, com início em janeiro de 2010. Com este resultado, a atividade apresentou uma variação acumulada no ano de -6,09% (menor resultado observado para o mês de junho) e uma variação acumulada em 12 meses de -5,06% (segundo menor resultado em junho, atrás apenas de junho de 2011, cuja variação havia sido -6,73%).

Na comparação com maio, os produtos que mais influenciaram o resultado foram “pastas químicas de madeira, à soda ou ao sulfato, exceto pastas para dissolução” (que são as celuloses, produto de maior peso no setor), “papel kraft para embalagem não revestido”, “papel para usos na escrita, impressão e outros fins gráficos: ofsete, bíblia, etc., não revestido” e “papel-cartão ou cartolina não revestido, ou revestido com substâncias inorgânicas”, todos com variação negativa. Estes quatro produtos, somados, totalizaram       -4,64 p.p. Ou seja, os demais sete produtos da atividade contribuíram com -0,01 p.p.

Refino de petróleo e produtos de álcool: a variação de preços na passagem de maio para junho foi de -7,24%, primeira negativa no ano (a última havia sido em dezembro de 2018,    -9,36%). Com este resultado, o acumulado no ano recuou de 19,91%, em maio, para 11,23% em junho. Na comparação contra igual mês do ano anterior, a variação foi de 2,40%, menor resultado nesta perspectiva desde agosto de 2017, 6,45%.

Em relação aos produtos destacados em termos de variação e de influência, há uma coincidência quase total, sendo que “álcool etílico (anidro ou hidratado)” aparece entre as maiores influências, mas não entre as maiores variações (“querosene de aviação”). Todos os produtos destacados em termos de influência tiveram variações negativas de preços, a influência conjunta deles é de -7,45 p.p., portanto os demais seis produtos tiveram influência positiva de 0,21 p.p.

Outros produtos químicos: a variação de preços observada no setor foi, na comparação de junho contra maio, 0,78%, quarto resultado positivo consecutivo no ano. Com isso, o acumulado no ano saiu de -3,17%, em maio, para -2,42%, em junho. Na comparação junho 2019/junho2018, a variação foi de 1,18%, menor resultado nesse tipo de comparação desde setembro de 2017 (1,92%). Entre os produtos destacados em termos de influência, apenas um deles teve variação negativa de preços, “adubos ou fertilizantes à base de NPK”.

Farmacêutica: a variação de preços no mês de junho foi de 2,39%, sendo que este índice tem sido positivo desde fevereiro/2019.

O setor farmacêutico destacou-se neste mês por apresentar a terceira maior variação média de preços na indústria geral no acumulado do ano e a segunda maior nos últimos 12 meses, 9,35% e 11,26%, respectivamente. O índice de 9,35% no acumulado do ano é o maior desde o início da série histórica (janeiro/2010) para o mês de junho. Além disso, a variação acumulada dos últimos 12 meses (11,26%) também foi a maior da série histórica.

Os quatro produtos com maior influência neste mês contra mês anterior contribuíram com 2,27 p.p., na variação de 2,39%, e os demais oito produtos, com 0,12 p.p.

Veículos automotores: em junho, a variação observada no setor foi de 0,08%, quando comparada com o mês imediatamente anterior, seguindo a tendência de alta observada também nos seis meses anteriores. Com este resultado, a variação acumulada no ano e a variação acumulada nos últimos 12 meses alcançaram, respectivamente, 2,34% e 5,57%.

Entre os quatro produtos de maior influência entre maio e junho, três impactaram positivamente o índice: “automóveis para passageiros, a gasolina ou bicombustível, de qualquer cilindrada”, “filtros de ar, óleo ou combustível para motores de veículos automotores” e “sistemas de marcha e transmissão para veículos automotores”. Somente “peças ou acessórios, para o sistema de motor de veículos automotores” teve impacto negativo. A influência desses quatro produtos que mais impactaram a variação do mês em relação ao mês imediatamente anterior foi de 0,04 p.p., ou seja, os demais 19 produtos da atividade também contribuíram com os mesmos 0,04 p.p.