Índice de Preços ao Produtor sobe 1,43% em maio

03/07/2019 09h00 | Última Atualização: 03/07/2019 11h27

Em maio de 2019, os preços da indústria variaram 1,43% em relação a abril, acima do observado entre abril e março de 2019 (1,22%). Em relação a abril de 2019, 18 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços. Em maio de 2018, o resultado havia sido 2,55%. O acumulado no ano chegou a 3,99% e nos 12 meses, a 7,36%.O material de apoio da divulgação do Índice de Preços ao Produtor está à direita.

Período Taxa
Maio de 2019 1,43%
Abril de 2019 1,22%
Maio de 2018 2,55%
Acumulado no ano 3,99%
Acumulado 12 meses 7,36%

 As quatro maiores variações em maio de 2019 foram nas seguintes atividades industriais: indústrias extrativas (6,50%), refino de petróleo e produtos de álcool (3,28%), farmacêutica (2,89%) e impressão (2,27%). Já as maiores influências entre maio e abril de 2019 foram alimentos (0,39 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,35 p.p.), indústrias extrativas (0,30 p.p.) e outros produtos químicos (0,10 p.p.).

Tabela 1 - Índices de Preços ao Produtor - Indústria Geral, Extrativas e de Transformação - Últimos três meses
Indústria Geral e Seções Variações (%)
Maio contra Abril Acumulado Ano Maio contra
maio de 2018
MAR/19 ABR/19 MAI/19 MAR/19 ABR/19 MAI/19 MAR/19 ABR/19 MAI/19
Indústria Geral 1,59 1,22 1,43 1,28 2,52 3,99 8,94 8,55 7,36
B - Indústrias Extrativas 12,13 3,02 6,50 11,87 15,25 22,75 31,09 28,83 36,10
C - Indústrias de Transformação 1,13 1,13 1,18 0,82 1,97 3,17 8,02 7,70 6,17
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

 Em maio de 2019, o acumulado no ano atingiu 3,99%. As atividades que acumularam as maiores variações foram: indústrias extrativas (22,75%), refino de petróleo e produtos de álcool (19,90%), farmacêutica (6,49%) e móveis (5,73%). Já os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (1,85 p.p.), indústrias extrativas (0,95 p.p.), alimentos (0,47 p.p.) e outros produtos químicos (-0,27 p.p.).

Em relação a maio de 2018, a variação de preços foi de 7,36%, contra 8,55% em abril de 2019. As quatro maiores variações foram em indústrias extrativas (36,10%), refino de petróleo e produtos de álcool (13,51%), máquinas e equipamentos (10,59%) e outros equipamentos de transporte (9,99%).

Tabela 4 - Índices de Preços ao Produtor - Indústria Geral e Grandes Categorias Econômicas  - Últimos três meses
Indústria Geral e Seções Variações (%)
Maio contra Abril Acumulado Ano Maio contra
maio de 2018
MAR/19 ABR/19 MAI/19 MAR/19 ABR/19 MAI/19 MAR/19 ABR/19 MAI/19
Indústria Geral 1,59 1,22 1,43 1,28 2,52 3,99 8,94 8,55 7,36
Bens de Capital (BK) 0,93 0,80 1,27 1,75 2,56 3,86 11,44 10,25 10,02
Bens Intermediários (BI) 1,59 0,95 1,81 0,98 1,94 3,79 10,62 9,16 7,47
Bens de consumo(BC) 1,72 1,70 0,92 1,63 3,35 4,30 5,36 6,85 6,41
Bens de consumo duráveis (BCD) -0,03 1,02 0,14 1,57 2,61 2,76 6,17 7,11 6,78
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) 2,10 1,84 1,08 1,64 3,51 4,63 5,10 6,68 6,13
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

Entre as Grandes Categorias Econômicas, a alta de 1,43% em maio repercutiu da seguinte maneira: 1,27% em bens de capital; 1,81% em bens intermediários; e 0,92% em bens de consumo, sendo que 0,14% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 1,08% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Já a influência das Grandes Categorias no resultado da indústria foi: 0,09 p.p. de bens de capital, 0,98 p.p. de bens intermediários e 0,35 p.p. de bens de consumo.

No acumulado até maio, houve alta de 3,86% em bens de capital (0,29 p.p.), 3,79% em bens intermediários (2,07 p.p.) e 4,30% de bens de consumo (1,63 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,18 p.p. pelos bens de consumo duráveis e 1,45 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Já em relação a maio de 2018, as variações foram: bens de capital, 10,02%; bens intermediários, 7,47% e bens de consumo, 6,41%.

A seguir os principais destaques:

Indústrias extrativas: em maio, os preços variaram 6,50%, em relação a abril. A variação acumulada do ano ficou em 22,75% e, na comparação com maio de 2018, houve alta de 36,10% nos preços do setor. As Indústrias Extrativas se destacaram na indústria geral, apresentando as maiores variações de preços nos três indicadores analisados.

Na influência, a variação em relação a abril e acumulado no ano representaram 0,30 p.p. em 1,43%, e 0,95 p.p. em 3,99%, sobre os indicadores da indústria geral respectivamente.

Alimentos: em maio, os preços do setor variaram 1,75% em relação a abril, a maior desde dezembro de 2018 (2,03%). Com este resultado, o acumulado no ano saltou de 0,33% (até abril) para 2,09%. A título de comparação, em maio de 2018, o acumulado estava em 5,39%. Por fim, na comparação contra maio de 2018, a variação foi de 4,86%, o menor resultado desde maio de 2018 (2,12%).

Quatro produtos de carne tiveram as variações de preços mais intensas, com apenas uma negativa (“peles e couros de bovinos e equídeos, frescos, salgados ou secos”). No entanto, na perspectiva da influência, aparece apenas um dos produtos também destacados em termos de variação, “carnes de bovinos congeladas”. Os demais produtos são: “resíduos da extração de soja”, “carnes e miudezas de aves congeladas” e “açúcar VHP (very high polarization)”, todos com variação de preços positivas. A influência dos quatro produtos é 1,03 p.p., em 1,75%.

O destaque dado ao setor se deve ao fato de ter sido a principal influência na comparação maio/abril (0,39 p.p. em 1,43%) e a terceira no acumulado (0,47 p.p. em 3,99%).

Refino de petróleo e produtos de álcool: em relação a abril, os preços do setor variaram 3,28%. O acumulado no ano chegou a 19,90% (em maio de 2018, neste mesmo mês, o acumulado era de 12,69%). Na comparação com maio 2018, a variação foi de 13,51%.

O setor mostrou a segunda maior variação nas três comparações feitas. Sua influência foi a segunda maior na variação em relação a abril (0,35 p.p., em 1,43%) e a primeira no acumulado (1,05 p.p. em 3,99%).

Em termos de produtos destacados na comparação maio contra abril, os dois de maior peso no cálculo setorial apareceram tanto em termos de variação quanto de influência, “gasolina, exceto para aviação” e “óleo diesel”, ambos com variações positivas de preços. A influência conjunta dos quatro produtos (veja o quadro a seguir) foi de 3,07 p.p., em 3,28%, ou seja, os seis demais produtos tiveram 0,21 p.p. de influência no resultado.

Outros produtos químicos: em relação a abril, a variação de preços do setor foi de 1,27%, a terceira positiva consecutiva no ano. Apesar dos resultados positivos, o setor acumula até maio queda de -3,10%. Na comparação com maio de 2018, os preços subiram 5,13%.

Em relação a abril, tanto em termos de variação quanto de influência, sobressaem produtos derivados da nafta (“propeno (propileno) não saturado”, “poliestireno (cristal ou de alto impacto)” e os dois polietilenos), produto cujos preços têm crescido ao longo do ano. A influência dos quatro produtos destacados foi de 0,39 p.p., em 1,27%, portanto, é de 0,88 p.p. a influência dos outros 35 produtos. A única influência negativa entre os quatro produtos é a de "herbicidas para uso na agricultura".

O setor foi o quarto mais influente tanto em relação a abril (0,10 p.p. em 1,43%) quanto no acumulado (-0,27 p.p. em 3,99%).

Farmacêutica: apresentou a terceira maior variação de preços na indústria geral, na comparação com abril (2,89%) e no acumulado do ano (6,49%). Desde março deste ano, os preços vêm aumentando e o índice deste mês foi o maior desde maio/2016 (2,99%). Nos últimos 12 meses, a variação média de preços foi 8,23%, a segunda maior da série histórica, atrás apenas do índice de abril de 2011 (9,09%). A alta de preços nesta época do ano reflete a autorização anual de reajuste de preços de medicamentos pelo governo.

Os quatro produtos com maior influência em relação a abril contribuíram com 2,48 p.p. na variação de 2,89%, e os demais quatro produtos, com -0,41 p.p.

Veículos automotores: em maio, o setor variou 0,30% em relação a abril, seguindo a tendência de alta observada também nos cinco meses anteriores. Nos últimos 34 meses, entre agosto de 2016 e maio de 2019, o setor apresentou resultado positivo 32 vezes, com uma variação acumulada de 16,95%. Já as variações acumuladas no ano e nos últimos 12 meses alcançaram, respectivamente, 2,27% e 5,77%.

A atividade de veículos automotores se destacou, dentre todos os setores pesquisados, por ser um dos setores de maior peso no cálculo do indicador geral, com uma contribuição de 8,39%.

No acumulado no ano, os impactos dos quatro produtos mais influentes foram positivos: “automóveis para passageiros, gasolina ou bicombustível, de qualquer cilindrada”, “caminhão-trator, para reboques e semirreboques”, “componentes elétricos de ignição” e “veículos para o transporte de mercadorias a gasolina e/ou álcool, de capacidade não superior a 5 t”.