CEMPRE 2017: Pessoal assalariado com nível superior em empresas e outras organizações cresce 53,8% entre 2009 e 2017

26/06/2019 10h00 | Atualizado em 26/06/2019 10h00

O número de empresas e outras organizações no país caiu 0,4%, em 2017, o que representou a redução de 21,5 mil, em um universo de mais de 5 milhões em atividade. Essa é a menor quantidade de empresas desde 2009, quando totalizavam cerca de 4,8 milhões. Por outro lado, o pessoal ocupado assalariado cresceu 1,2%, o que equivale a 550,7 mil pessoas a mais, totalizando 51,9 milhões, com destaque para os aumentos de pessoal em Saúde humana e serviços sociais (390,0 mil pessoas) e Educação (247,4 mil pessoas). Já as maiores perdas no ano ocorreram na Construção (menos 149,4 mil pessoas) e Outras atividades de serviços (menos 66,2 mil pessoas). Já os sócios e proprietários diminuíram em 0,3% (22,6 mil pessoas).  Os salários e outras remunerações pagos totalizaram R$ 1,7 trilhão, sendo o salário médio mensal de R$ 2.848,77, crescimento de 4,9%, em termos reais. Os maiores salários médios foram pagos pelos setores de Eletricidade e gás (R$ 7.643,38), enquanto os menores foram por Alojamento e alimentação (R$ 1.476,34).

Em 2017, o pessoal ocupado assalariado era composto por 55,4% de homens e por 44,6% de mulheres. O aumento de pessoal ocupado assalariado foi de 1,7% entre as mulheres e de 0,9% entre os homens. Por nível de escolaridade, 77,4% do pessoal ocupado não tinham nível superior, enquanto 22,6% tinham. Em comparação com 2016, o pessoal assalariado com nível superior aumentou 5,6%, enquanto o pessoal ocupado sem nível superior permaneceu praticamente estável. Entre 2009 e 2017, o pessoal ocupado assalariado sem nível superior aumentou em 3,8%, enquanto o pessoal com nível superior cresceu 53,8%. Os aumentos do salário médio, entre 2016 e 2017, foram mais expressivos entre as mulheres (5,7%), do que entre os homens (4,4%); e entre o pessoal com nível superior (3,7%) do que sem nível superior (3,5%). Com isso, o salário médio do pessoal com nível superior (R$ 5.832,38) foi quase o triplo do pessoal sem nível superior (R$1.971,82). Em termos de salários mínimos, o salário médio era de 3,3 salários entre os homens e de 2,7 entre as mulheres, e de 2,1 salários mínimos entre as pessoas sem nível superior e 6,2 salários mínimos entre aqueles com nível superior.

No ano de 2017, as 5,0 milhões de empresas e outras organizações ativas no País possuíam 5,5 milhões de unidades locais, que ocupavam, em 31 de dezembro, 51,9 milhões de pessoas, das quais 45,1 milhões como assalariadas, que receberam R$ 1,7 trilhão em salários e outras remunerações. São Paulo apresentou as maiores participações relativas em todas as variáveis, com 30,4% do número de unidades locais, 28,6% do pessoal ocupado total, 28,4% do pessoal ocupado assalariado e 32,3% dos salários e outras remunerações.

Essas e outras informações integram o estudo Estatísticas do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE 2017. A análise completa e materiais de apoio estão disponíveis à direita dessa página.

A análise por atividade econômica, a seção Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas manteve em 2017 as maiores parcelas em número de empresas e outras organizações (37,5%), em pessoal ocupado total (21,9%) e em pessoal ocupado assalariado (19,5%).  Já a maior parcela de salários e outras remunerações foi paga pela Administração pública, defesa e seguridade social (24,4%).

Tabela 15:  Número de empresas e outras organizações e pessoal ocupado assalariado entre 2007 e 2017 e saldo em relação ao ano anterior - Brasil - 2007-2017
Ano Número de empresas e outras organizações Pessoal ocupado assalariado
Total Saldo em relação ao ano anterior Total Saldo em relação ao ano anterior
2007 4.420.345 - 36.658.326 -
2008 4.607.261 186.916 38.407.783 1.749.457
2009 4.846.639 239.378 40.212.057 1.804.274
2010 5.128.568 281.929 43.000.578 2.788.521
2011 5.129.205 637 45.184.019 2.183.441
2012 5.195.250 66.045 46.242.713 1.058.694
2013 5.392.234 196.984 47.890.419 1.647.706
2014 5.103.357 -288.877 48.271.711 381.292
2015 5.114.983 11.626 46.557.150 -1.714.561
2016 5.050.615 -64.368 44.519.619 -2.037.531
2017 5.029.109 -21.506 45.070.312 550.693
Fonte:  IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Cadastro e Classificações, Cadastro Central de Empresas 2007-2017

Saúde humana e serviços sociais teve aumento de 390 mil pessoas ocupadas, enquanto a Construção perdeu 149,4 mil pessoas em 2017

Na comparação com 2016, com relação ao pessoal ocupado assalariado, destacaram-se as seções Saúde humana e serviços sociais e Educação, com aumentos de 16,6% e 8,2%.  Já as maiores perdas ocorreram na Construção (-7,5%), Outras atividades de serviços (-7,1%) e Eletricidade e gás (-3,2%). Do total de 550,7 mil do pessoal ocupado assalariado, que aumentou entre 2016 e 2017, a seção Saúde humana e serviços sociais foi responsável por 70,8% (390,0 mil pessoas) do aumento dos assalariados, enquanto Educação teve participação de 44,9% (247,4 mil pessoas) e Administração pública, defesa e seguridade social contribuiu com 32,2% no aumento do saldo do pessoal ocupado assalariado. Já Construção foi responsável pela diminuição de 149,4 mil pessoas, o que representou -27,1%, enquanto Outras atividades de serviços teve queda de 66,2 mil pessoas (-12,0%).

Os maiores salários médios mensais foram pagos por Eletricidade e gás (R$ 7.643,38), seguida por Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 6.299,76) e Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 5.276,61). Apesar de pagarem salários médios mensais mais elevados, essas atividades absorveram juntas somente 1,1 milhão de pessoas, ou seja, 2,4% do pessoal ocupado assalariado.

Já os menores salários médios mensais foram pagos por Alojamento e alimentação (R$ 1.476,34), Atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.769,79) e Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.871,15), atividades que absorveram juntas cerca de 14,8 milhões de pessoas, o que representava 32,9% do pessoal ocupado assalariado.

Participação das mulheres aumenta para 44,6% em 2017, o maior valor desde 2009

Em 2017, o pessoal ocupado assalariado era composto por 55,4% de homens e por 44,6% de mulheres. Entre 2016 e 2017, houve aumento de 1,2% de pessoal ocupado assalariado, sendo de 1,7% no número de mulheres e de 0,9% no número de homens.

Tabela 21:  Distribuição percentual do pessoal ocupado assalariado segundo sexo e nível de escolaridade - Brasil - 2009-2017
Ano Total Sexo Nível de escolaridade
Homens Mulheres Sem nível superior Com nível superior
2009 100,0 58,1 41,9 83,5 16,5
2010 100,0 57,9 42,1 83,4 16,6
2011 100,0 57,7 42,3 82,9 17,1
2012 100,0 57,3 42,7 82,3 17,7
2013 100,0 57,0 43,0 81,5 18,5
2014 100,0 56,5 43,5 80,4 19,6
2015 100,0 56,0 44,0 79,6 20,4
2016 100,0 55,6 44,4 78,3 21,7
2017 100,0 55,4 44,6 77,4 22,6
Fonte:  IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Cadastro e Classificações, Cadastro Central de Empresas 2009-2017

O aumento do pessoal ocupado assalariado ocorreu em ambos os sexos em seis das 20 seções da CNAE, com destaque para as seções Saúde humana e serviços e serviços sociais  19,2% para os homens e 15,7% para as mulheres, Educação, com 5,9% e 9,4%, Administração pública, defesa e seguridade social com 4,5% e 0,7% e Atividades profissionais, científicas e técnicas com 3,6% e 2,8%, respectivamente. Os maiores recuos de pessoal assalariado em ambos os sexos foram: Construção com 7,5% para os homens e 7,6% para as mulheres, Outras atividades de serviços com 5,5% e 8,5%, Indústrias extrativas com 2,3% e 6,3% e Eletricidade e gás com 3,1% e 3,5%, respectivamente.

Por nível de escolaridade, 77,4% do pessoal ocupado assalariado não tinham nível superior e 22,6% tinham nível superior. Em comparação com o ano anterior, o pessoal assalariado com nível superior aumentou 5,6%, enquanto o pessoal ocupado sem nível superior permaneceu praticamente estável.

O pessoal ocupado assalariado com nível superior aumentou em 16 das 20 seções da CNAE 2.0, destacando-se os aumentos em Saúde humana e serviços sociais (23,5%), Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (11,2%), Atividades imobiliárias (9,0%) e Educação (8,1%).

Salários das mulheres aumentaram 5,7% e o dos homens 4,4%

O salário médio mensal aumentou 4,9%, em termos reais, entre 2016 e 2017, passando de R$ 2.716,20 para R$ 2.848,77. Os aumentos foram mais expressivos entre as mulheres (5,7%), do que entre os homens (4,4%); e entre o pessoal com nível superior (3,7%) do que sem nível superior (3,5%).

As entidades empresariais absorveram 77,7% do pessoal ocupado assalariado do sexo masculino e 62,2% do sexo feminino; absorveram também 78,5% do pessoal ocupado assalariado sem nível superior e 44,3% do pessoal com nível superior.

O pessoal ocupado assalariado sem nível superior recebeu, em média, R$ 1.971,82, o que representa 33,8% do valor médio recebido pelo pessoal assalariado com nível superior (R$ 5.832,38). Por sexo, os salários das mulheres cresceram de R$ 2.418,00 para R$ 2.555,84, e os dos homens de R$ 2.955,42 para R$ 3.086,00. Por escolaridade, o salário entre o pessoal ocupado assalariado sem nível superior passou de R$ 1.905,50 para R$ 1.971,82, enquanto o verificado entre o pessoal assalariado com nível superior foi de R$ 5.621,68 para R$ 5.832,38.

Em termos de salários mínimos, o salário médio mensal foi da ordem de 3,0 salários, em 2017, sendo de 3,3 salários entre os homens e de 2,7 entre as mulheres. O pessoal ocupado assalariado sem nível superior recebeu, em média, 2,1 salários mínimos e o pessoal com nível superior, 6,2 salários mínimos.

Empresas pagam os maiores salários para pessoas com nível superior

Com relação ao sexo, é possível observar que, tanto para os homens quanto para as mulheres, o maior salário médio foi pago pela administração pública (R$ 4.778,32 e R$ 3.606,65, respectivamente), enquanto as entidades empresariais registraram os menores valores (R$ 2.735,86 e R$ 2.055,23, respectivamente). Com relação ao nível de escolaridade, o maior salário médio do pessoal assalariado sem nível superior foi pago pela administração pública (R$ 2.557,82), ao passo que o menor, pelas entidades sem fins lucrativos (R$ 1.822,28). Considerando o pessoal assalariado com nível superior, o maior salário médio foi pago pelas entidades empresariais (R$ 6.132,56), e o menor valor (R$ 4.780,88), pelas entidades sem fins lucrativos.

Tabela 8 -  Salário médio mensal, segundo natureza jurídica, sexo e nível de escolaridade - 2017
Natureza jurídica Salário médio mensal (R$)
Total Sexo Nível de escolaridade
Homens Mulheres Sem nível superior Com nível superior
Total 2.848,77 3.086,00 2.555,84 1.971,82 5.832,38
Administração pública 4.088,04 4.778,32 3.606,65 2.557,82 5.764,67
Entidades empresariais 2.469,54 2.735,86 2.055,23 1.871,12 6.132,56
Entidades sem fins lucrativos 2.716,54 2.925,61 2.552,24 1.822,28 4.780,88
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Cadastro e Classificações, Cadastro Central de Empresas 2017.

Pessoal assalariado feminino cresceu quase o triplo do masculino entre 2009 e 2017

Em 2009, os homens representavam 58,1% do pessoal ocupado assalariado. A sua participação foi se reduzindo a cada ano, atingindo 55,4% em 2017, o que significa uma queda de 2,7 p.p. no período. Isso ocorreu porque, em termos relativos, o pessoal assalariado masculino cresceu 6,8%, enquanto o feminino, 19,4%, ou seja, quase o triplo. Ressalta-se, ainda, que, do saldo de 4,9 milhões de novos postos de trabalho assalariados no período de 2009 a 2017, 3,3 milhões (67,3%) foram ocupados por mulheres, e 1,6 milhão (32,7%), por homens.

Pessoal assalariado com nível superior subiu 53,8% entre 2009 e 2017

Considerando-se a escolaridade, existe uma forte prevalência de pessoas sem nível superior no total do pessoal ocupado assalariado das organizações brasileiras, contudo tem ocorrido uma redução contínua da sua participação, que passou de 83,5%, em 2009, para 77,4%, em 2017, ou seja, uma diminuição de 6,1 p.p. Isso se deve às diferentes taxas de variação desses grupos: o pessoal ocupado assalariado sem nível superior cresceu 3,8%, enquanto o pessoal com nível superior subiu 53,8%. Além disso, do saldo de 4,9 milhões de novos postos assalariados, 3,6 milhões (73,6%) foram ocupados por pessoas com nível superior, e 1,3 milhão (26,4%), por pessoas sem nível superior. Sendo assim, o total de pessoas ocupadas com nível superior completo nas organizações brasileiras passou de 6,6 milhões, em 2009, para 10,2 milhões, em 2017. Com esse crescimento, a sua participação passou de 16,5% para 22,6%.

As variações das taxas do pessoal ocupado sem nível superior acompanharam o crescimento ou decrescimento econômico. Em anos de forte crescimento do PIB, como em 2010, a taxa atingiu 6,8%. Nos anos seguintes, no entanto, esse ritmo foi diminuindo, sendo negativo no período da crise econômica ocorrida entre 2014 e 2016. Por sua vez, o crescimento do pessoal ocupado assalariado com nível superior foi positivo em todos os anos analisados, mesmo naqueles de crise econômica e forte redução do pessoal assalariado total, ou seja: pode-se dizer que a melhor formação acadêmica auxilia na permanência do trabalhador no mercado de trabalho.

Tabela 20:  Pessoal ocupado assalariado segundo sexo e nível de escolaridade - Brasil - 2009-2017
Ano Total Sexo Nível de escolaridade
Homens Mulheres Sem nível superior Com nível superior
2009 40.212.057 23.376.125 16.835.932 33.580.487 6.631.570
2010 43.000.578 24.904.592 18.095.986 35.865.158 7.135.420
2011 45.184.019 26.062.816 19.121.203 37.445.402 7.738.617
2012 46.242.713 26.501.756 19.740.957 38.037.534 8.205.179
2013 47.890.419 27.316.260 20.574.159 39.028.759 8.861.660
2014 48.271.711 27.281.087 20.990.624 38.799.274 9.472.437
2015 46.557.150 26.060.183 20.496.967 37.043.810 9.513.340
2016 44.519.619 24.751.530 19.768.089 34.855.015 9.664.604
2017 45.063.320 24.960.780 20.102.540 34.860.737 10.202.583
Saldo 2009/2017 4.851.263 1.584.655 3.266.608 1.280.250 3.571.013
Variação relativa 2009/2017 12,1 6,8 19,4 3,8 53,8
Fonte:  IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Cadastro e Classificações, Cadastro Central de Empresas 2009-2017

Cai a diferença salarial por sexo e por nível de escolaridade

Em termos salariais, entre 2009 e 2017, os valores médios mensais cresceram 13,8%, em termos reais, passando de R$ 2.508,18 para R$ 2.848,77. As mulheres obtiveram aumentos reais superiores aos dos homens nesse período (16,6% e 12,7%, respectivamente), o que possibilitou a redução da diferença salarial entre homens e mulheres, de 25,0% para 20,7%. Na análise por escolaridade, constata-se que a evolução salarial dos assalariados sem nível superior foi maior do que a registrada entre aqueles com nível superior (8,4% e -0,9%, respectivamente). Assim, neste caso, também ocorreu diminuição da diferença salarial entre esses dois grupos: de 223,5% para 195,8%. Ressalta-se que, mesmo com essa queda, os salários médios mensais pagos ao pessoal ocupado assalariado com nível superior em 2017 foram quase o triplo dos valores pagos àqueles que não possuíam nível superior completo.

Tabela 22: Salários médios mensais reais, ano de referência 2017, segundo sexo e nível de escolaridade - Brasil - 2009-2017
Ano de referência Salários médios mensais
Total Sexo Nível de escolaridade
Mulher Homem Diferença salarial Homem/Mulher (%) Sem nível superior Com nível superior Diferença salarial Com e sem nível superior (%)
2009 2.508,18 2.191,63 2.738,51 25,0 1.819,86 5.887,04 223,5
2010 2.523,64 2.196,28 2.762,52 25,8 1.828,56 5.923,78 224,0
2011 2.584,14 2.250,43 2.829,71 25,7 1.866,37 5.960,88 219,4
2012 2.637,68 2.303,96 2.886,79 25,3 1.898,68 5.980,19 215,0
2013 2.736,03 2.385,80 3.001,86 25,8 1.961,45 6.077,39 209,8
2014 2.786,34 2.441,12 3.051,75 25,0 1.984,06 6.046,53 204,8
2015 2.698,22 2.384,08 2.946,09 23,6 1.898,94 5.819,79 206,5
2016 2.716,20 2.417,95 2.955,42 22,2 1.905,49 5.621,68 195,0
2017 2.848,77 2.555,84 3.086,00 20,7 1.971,82 5.832,38 195,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Cadastro e Classificações, Cadastro Central de Empresas 2009-2017

 As 5 milhões de organizações possuíam 5,5 milhões de unidade locais em 2017

No ano de 2017, as 5,0 milhões de empresas e outras organizações ativas no País possuíam 5,5 milhões de unidades locais, que ocupavam, em 31 de dezembro, 51,9 milhões de pessoas, das quais 45,1 milhões como assalariadas, que receberam R$ 1,7 trilhão em salários e outras remunerações.

A região Sudeste destacou-se, concentrando 2,8 milhões (50,5%) das unidades locais do País, 25,8 milhões das pessoas ocupadas (49,6%), 22,2 milhões das pessoas assalariadas (49,3%) e R$ 888,6 bilhões (52,7%) dos salários e outras remunerações. O Sul foi o segundo colocado em participação no número de unidades locais (22,2%), em pessoal ocupado total (18,2%) e em salários e outras remunerações (16,8%), contudo, em relação ao pessoal ocupado assalariado, ficou na terceira posição, com participação de 17,5%. A segunda colocação em pessoal ocupado assalariado foi da região Nordeste (18,7%), que, entretanto, ficou na terceira colocação em número de unidades locais (15,5%), em pessoal ocupado total (18,1%) e em salários e outras remunerações (14,8%). A região Centro-Oeste, por sua vez, ficou na quarta colocação em todas as variáveis analisadas, e a Região Norte, na quinta colocação, com as menores participações.

A redução no número de unidades locais foi mais significativa na Região Sudeste (0,7%), seguida da Região Sul (0,2%). No pessoal ocupado assalariado, os maiores ganhos foram observados na Região Norte (4,8%), e na Região Centro-Oeste (2,4%).

Na análise por Unidades da Federação, São Paulo apresentou as maiores participações relativas em todas as variáveis, com 30,4% do número de unidades locais, 28,6% do pessoal ocupado total, 28,4% do pessoal ocupado assalariado e 32,3% dos salários e outras remunerações. Minas Gerais figurou na segunda colocação no número de unidades locais (10,7%), pessoal ocupado total (10,3%) e pessoal ocupado assalariado (10,2%), mas ficou com a terceira colocação em salários e outras remunerações (8,7%).

Rio de Janeiro situou-se na terceira colocação em pessoal ocupado total e pessoal ocupado assalariado (8,8%), mas foi o segundo colocado em salários e outras remunerações (10,1%) e o quinto com relação ao número de unidades locais (7,4%). Roraima, Acre e Amapá apresentaram as menores participações nessas variáveis, com valores oscilando entre 0,1% e 0,4%.