Setor de Serviços varia -0,3% em janeiro

15/03/2019 09h00 | Atualizado em 15/03/2019 11h50

Em janeiro de 2019, o setor de serviços no Brasil teve variação negativa de 0,3% frente a dezembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste sazonal, em relação a janeiro de 2018, o volume de serviços subiu 2,1%, a maior taxa desde março de 2015 (2,3%). O acumulado no ano, que neste mês é igual à comparação com janeiro de 2018, foi de 2,1%, acelerando frente ao encerramento de 2018 (0,0%), quando interrompeu três anos seguidos de taxas negativas (2015-2017), período em que havia acumulado perda de 11,0%. O acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 0,0% em dezembro de 2018 para 0,3% em janeiro de 2019, teve o resultado positivo mais elevado desde abril de 2015 (0,6%) e permaneceu na trajetória predominantemente ascendente observada desde abril de 2017 (-5,1%). A publicação completa da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) está à direita desta página.

Indicadores da Pesquisa Mensal de Serviços
Brasil - Janeiro de 2019
Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Janeiro 19 / Dezembro 18* -0,3 -0,3
Janeiro 19 / Janeiro 18 2,1 5,6
Acumulado Janeiro-Janeiro 2,1 5,6
Acumulado nos Últimos 12 Meses 0,3 3,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*série com ajuste sazonal

A ligeira variação negativa (-0,3%) do volume de serviços observada na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019 foi acompanhada por apenas duas das cinco atividades de divulgação investigadas, mas que, juntas, representam 63% do volume total de serviços pesquisados: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,6%) e serviços de informação e comunicação (-0,2%), com o primeiro registrando a segunda taxa negativa seguida, período em que acumulou perda de 1,0%; e o último devolvendo pequena parte do ganho acumulado entre setembro e dezembro de 2018 (2,9%).

Dentre as três atividades que apontaram expansão em janeiro, os destaques ficaram com os setores de serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%), que recupera a perda de 1,6% verificada em dezembro último; e de outros serviços (4,8%), que acumula ganho de 11,6% entre outubro de 2018 e janeiro de 2019. Cabe citar ainda o avanço vindo dos serviços prestados às famílias (1,1%), que ao assinalar o terceiro resultado positivo seguido, acumulou um ganho de 1,7% no período.

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral do volume de serviços teve variação positiva (0,2%) no trimestre encerrado em janeiro de 2019 frente ao nível do mês anterior, após também ter avançado 0,4% no trimestre terminado em dezembro de 2018. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, o ramo de outros serviços (1,7%) assinalou a expansão mais intensa nesse mês, seguido pelos serviços de informação e comunicação (0,5%) e os prestados às famílias (0,5%), com os dois primeiros mantendo a trajetória ascendente iniciada em setembro de 2018 e o último com comportamento predominantemente positivo desde agosto de 2018.

Cabe destacar ainda a variação positiva (0,1%) nos serviços profissionais, administrativos e complementares, que interromperam dois meses de quedas mais acentuadas em novembro (-1,0%) e dezembro (-1,1%). Em contrapartida, a única taxa negativa ficou com setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%), que manteve a trajetória descendente iniciada em outubro último.

Pesquisa Mensal de Serviços
Indicadores do Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação
Janeiro 2019 - Variação (%)
Atividades de Divulgação Mês/Mês
anterior (1)
Mensal (2) Acumulado
no ano (3)
Últimos
12 meses (4)
NOV DEZ JAN NOV DEZ JAN JAN-NOV JAN-DEZ JAN-JAN Até NOV Até DEZ Até JAN
Volume de Serviços - Brasil 0,0 1,0 -0,3 0,9 0,4 2,1 -0,1 0,0 2,1 0,0 0,0 0,3
1. Serviços prestados às famílias 0,4 0,1 1,1 3,2 3,1 4,5 -0,1 0,2 4,5 -0,5 0,2 0,8
    1.1 Serviços de alojamento e alimentação 0,4 0,9 0,6 3,4 4,1 5,1 0,5 0,9 5,1 0,2 0,9 1,5
    1.2 Outros serviços prestados às famílias -0,5 -2,9 2,8 2,0 -2,5 1,1 -3,7 -3,6 1,1 -4,3 -3,6 -3,0
2. Serviços de informação e comunicação 0,5 1,0 -0,2 1,2 2,8 3,4 -0,7 -0,4 3,4 -0,5 -0,4 0,3
    2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) -0,4 0,7 -0,2 3,3 4,2 4,7 -0,1 0,2 4,7 0,1 0,2 1,0
    2.1.1 Telecomunicações 0,9 -0,7 1,6 0,4 -2,7 1,2 -2,6 -2,6 1,2 -2,3 -2,6 -1,9
    2.1.2 Serviços de tecnologia da informação -2,0 3,1 -1,2 9,5 17,1 13,0 5,5 6,7 13,0 5,0 6,7 7,7
    2.2 Serviços audiovisuais 6,6 4,9 -3,8 -10,2 -5,1 -5,4 -4,6 -4,7 -5,4 -4,0 -4,7 -4,6
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares 0,2 -1,6 1,7 -1,0 -3,7 -0,5 -1,6 -1,8 -0,5 -1,8 -1,8 -1,6
    3.1 Serviços tecnico-profissionais -4,8 2,3 3,9 -3,9 -8,3 -1,8 -0,2 -1,1 -1,8 -0,8 -1,1 -1,1
    3.2 Serviços administrativos e complementares 0,3 -0,6 -0,5 0,0 -1,7 0,0 -2,1 -2,1 0,0 -2,2 -2,1 -1,8
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio 0,3 -0,4 -0,6 0,7 -0,3 0,9 1,3 1,2 0,9 1,6 1,2 1,0
    4.1 Transporte terrestre -0,7 1,6 -0,7 -0,1 1,6 1,8 2,2 2,1 1,8 2,2 2,1 2,0
    4.2 Transporte aquaviário -1,3 -1,3 1,9 1,0 0,2 1,2 -0,9 -0,8 1,2 0,7 -0,8 -1,5
    4.3 Transporte aéreo -3,9 1,0 3,5 6,5 0,3 5,4 4,5 4,2 5,4 2,4 4,2 4,5
    4.4 Armazenagem, serviços axiliares aos transportes e correio 1,6 -1,2 -0,4 0,4 -3,6 -2,0 -0,5 -0,7 -2,0 0,5 -0,7 -1,2
5. Outros serviços 0,4 0,0 4,8 3,8 2,4 5,8 1,8 1,9 5,8 1,1 1,9 2,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
(1) Base: mês imediatamente anterior - com ajuste sazonal
(2) Base: igual mês do ano anterior
(3) Base: igual período do ano anterior
(4) Base: 12 meses anteriores

 Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços avançou 2,1% em janeiro de 2019, com expansão em quatro das cinco atividades de divulgação, mas em apenas 45,8% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre as atividades, a contribuição positiva mais relevante desse mês ficou com o ramo de serviços de informação e comunicação (3,4%), impulsionado, em grande medida, pelo aumento na receita das atividades de telecomunicações, de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet, de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis e de consultoria em tecnologia da informação. 

Os demais resultados positivos vieram dos serviços prestados às famílias (4,5%), de outros serviços (5,8%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,9%), explicados, em grande parte, pelos incrementos de receita vindos das empresas do ramo de hotéis e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no primeiro setor; de coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial e da administração de bolsas e mercados de balcão organizados, no segundo; e de transporte rodoviário de cargas, aéreo de passageiros e dutoviário, no último.

Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,5%) exerceram a única influência negativa sobre o índice global, pressionados, sobretudo, pelo recuo da receita oriunda de atividades de assessoria e consultoria técnica às empresas, soluções de pagamentos eletrônicos, atividades jurídicas e transporte de valores.

RESULTADOS REGIONAIS

Regionalmente, 14 das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume dos serviços em janeiro de 2019, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando a variação negativa (-0,3%) observada no Brasil na série com ajuste sazonal. Entre os locais com resultados negativos nesse mês, destaca-se São Paulo (-0,5%), que devolveu pequena parte do ganho de 2,8% verificado entre agosto e dezembro de 2018.

Em contrapartida, as principais contribuições positivas regionais vieram do Rio de Janeiro (1,8%), Mato Grosso (9,9%), Ceará (8,1%) e Bahia (3,7%), com o primeiro registrando a segunda taxa positiva seguida, período em que acumulou ganho de 5,8%; o segundo recuperando a forte retração observada em dezembro último (-9,4%); o terceiro recobrando integralmente a perda acumulada de 6,6% entre novembro e dezembro; e o último recuperando parcialmente a queda de 5,1% acumulada entre setembro e dezembro de 2018.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (2,1%) foi acompanhado por 16 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (4,7%), com três dos cinco setores pesquisados mostrando avanço no volume de serviços, com destaque para os ganhos observados em serviços de informação e comunicação (10,9%), seguido pelos serviços prestados às famílias (13,7%) e outros serviços (7,4%).

Por outro lado, a influência negativa mais importante para a formação do índice global veio do Rio de Janeiro (-2,1%), que apontou retração em duas das cinco atividades investigadas, com destaque absoluto para as perdas dos serviços de informação e comunicação (-12,0%). Outros impactos negativos relevantes vieram do Ceará (-6,8%) e da Bahia (-3,0%).

AGREGADO ESPECIAL DE ATIVIDADES TURÍSTICAS

O índice de atividades turísticas apontou expansão de 3,2% na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019, interrompendo quatro taxas negativas seguidas neste tipo de confronto, período em que acumulou perda de 2,9%. Regionalmente, sete das doze unidades da federação acompanharam este movimento de crescimento observado no Brasil, com destaque para o avanço vindo de São Paulo (4,1%), que recupera parte da perda acumulada (-7,4%) entre outubro e dezembro do ano passado. Em sentido contrário, a influência negativa mais relevante veio de Santa Catarina (-10,0%), que elimina o ganho acumulado nos dois últimos meses de 2018 (7,4%).

Na comparação janeiro de 2019 / janeiro de 2018, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 3,8%, impulsionado, principalmente, pelo aumento de receita das empresas de hotéis, de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada e de transporte aéreo de passageiros. Em sentido oposto, os segmentos de locação de automóveis e de restaurantes exerceram as influências negativas mais importantes sobre os serviços turísticos.

Em termos regionais, metade (6) das doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostrou avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (11,6%), que emplaca a sua décima primeira taxa positiva seguida. Em contrapartida, os impactos negativos mais importantes vieram da Bahia (-4,4%), de Santa Catarina (-4,8%) e do Rio Grande do Sul (-4,7%)