31/01/2019 | Última Atualização: 18/02/2019 11:51:33

PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 11,6% e taxa de subutilização é de 23,9% no trimestre encerrado em dezembro de 2018

A taxa de desocupação (11,6%) no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2018, caiu -0,3 ponto percentual em relação ao trimestre julho a setembro de 2018 (11,9%). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (11,8%), o quadro é de estabilidade. Já a taxa média anual recuou 0,4 ponto percentual, de 12,7%, em 2017, para 12,3% em 2018.

Indicador/Período Out-Nov-Dez 2018 Jul-Ago-Set 2018 Out-Nov-Dez 2017
Taxa de desocupação 11,6% 11,9% 11,8%
Taxa de subutilização 23,9% 24,2% 23,6%
Rendimento real habitual R$2.254 R$2.237 R$2.241
Variação do rendimento real habitual em relação a: 0,8% (estabilidade) 0,6% (estabilidade)
MÉDIAS ANUAIS / Período 2018 2017 2012
Taxa de desocupação 12,3% 12,7% 7,4%
Taxa de subutilização 24,4% 23,9% 18,4%
Rendimento real habitual R$2.243 R$2.230 R$2.135
Variação do rendimento real habitual em relação a: 0,6% (estabilidade) 5,1%

A população desocupada (12,2 milhões) caiu -2,4% (menos 297 mil pessoas) frente ao trimestre de julho a setembro de 2018. No confronto com igual trimestre de 2017, houve estabilidade. Entre 2014 e 2018, o contingente médio passou de 6,7 para 12,8 milhões (mais 6,1 milhões de pessoas), ou seja, quase dobrou (alta de 90,3%).

A população ocupada (93,0 milhões) aumentou 0,4% (mais 381 mil pessoas) em relação ao trimestre de julho a setembro de 2018 e 1,0% (894 mil pessoas) em relação a igual trimestre de 2017. O ano de 2018 (91,9 milhões) teve alta de 1,3% na média deste contingente em relação à de 2017 (90,6 milhões).

A taxa de subutilização da força de trabalho (23,9%) caiu -0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (24,2%). No confronto com o mesmo trimestre de 2017 (23,9%), houve estabilidade. A média anual desta taxa subiu 0,5 ponto percentual, de 23,9%, em 2017, para 24,4%, em 2018.

A população subutilizada (27,0 milhões) apresentou estabilidade em relação ao trimestre de julho a setembro 2018. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, esse grupo cresceu 2,1% (mais de 560 mil pessoas). A média anual de subutilizados passou de 15,5 milhões em 2014 para 27,4 milhões em 2018 (alta de 76,8% ou 11,9 milhões).

O número de pessoas desalentadas (4,7 milhões) ficou estável em relação ao trimestre julho a setembro de 2018 e subiu 8,1% frente ao mesmo trimestre de 2017 (mais 355 mil pessoas). Em relação à média anual, houve um aumento de 209,1% em quatro anos: de 1,5 milhão em 2014 para 4,7 milhões em 2018 (mais 3,2 milhões).

O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada (4,3%) ficou estável em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,3 p.p. contra o mesmo trimestre de 2017 (4,0%). Em quatro anos, a média anual cresceu 2,7 p.p.: de 1,6%, em 2014, para 4,3%, em 2018.

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,0 milhões de pessoas, ficando estável em ambas as comparações. Nas médias anuais, de 2014 para 2018, houve queda de -10,1% (3,6 milhões). Já o número de empregados sem carteira assinada (11,5 milhões) subiu 3,8% (mais 427 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. Entre as médias anuais de 2014 para 2018, houve um aumento de 7,8% (mais 811 mil pessoas) nesse contingente.

O número de trabalhadores por conta própria (23,8 milhões) subiu 1,5% em relação ao trimestre anterior (mais 352 mil pessoas) e 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2017 (mais 650 mil pessoas). Nas médias anuais, em 2012, trabalhavam por conta própria cerca de 22,8% (ou 20,4 milhões de trabalhadores) da população ocupada. Em 2018, esse percentual subiu para 25,4% (ou 23,3 milhões).

O número de empregadores (4,5 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações. Já a média anual de 2012 para 2018 subiu 24,4% (mais 867 mil pessoas).

A categoria dos trabalhadores domésticos (6,3 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações. De 2014 a 2018, cerca de 269 mil pessoas (alta de 4,5%) se inseriram nesta posição.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.254) ficou estável em ambas as comparações. Na média anual, de 2012 para 2018, houve alta de 5,1% e, contra 2014, variação positiva de 0,7%.  A massa de rendimento real habitual (R$ 204,6 bilhões) também ficou estável nas duas comparações. Na média anual, houve aumento de 9,0% entre 2012 e 2018. O material de apoio da PNAD Contínua mensal está à direita.

Quadro 1 - Taxa de Desocupação - Brasil - 2012/2018

#praCegoVer Quadro de desocupação

A taxa de composta de subutilização da força de trabalho (Percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a Força de trabalho ampliada) foi de 23,9% no trimestre encerrado em dezembro, com variação de -0,3 ponto percentual em relação ao trimestre imediatamente anterior (24,2%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, quando a taxa foi de 23,6%, o quadro foi de estabilidade.

No trimestre encerrado em dezembro, havia aproximadamente 27,0 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente apresentou estabilidade frente ao trimestre imediatamente anterior, quando a subutilização foi estimada em 27,3 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre de 2017, quando havia 26,4 milhões de pessoas subutilizadas, houve variação de 2,1%, um adicional de 560 mil pessoas subutilizadas.

O contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi estimado em aproximadamente 6,9 milhões no trimestre fechado em dezembro, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, houve alta de 7,0%, quando havia no Brasil 6,5 milhões de pessoas subocupadas.

Taxa de Composta de subutilização da força de trabalho – trimestres outubro a dezembro – 2012/2018 - Brasil (%)

#praCegoVer Taxa de Composta de subutilização da força de trabalho

O contingente fora da força de trabalho foi estimado em 65,4 milhões de pessoas. Esta população permaneceu estável frente ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 1,1% (acréscimo de 733 mil pessoas).

O contingente de pessoas desalentadas foi estimado em aproximadamente 4,7 milhões, estável em relação ao trimestre imediatamente anterior. Em relação ao mesmo trimestre do de 2017, houve variação positiva (8,1%), com 4,4 milhões de pessoas desalentadas.

O Percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada foi estimado em 4,3%, estável em relação ao trimestre anterior (4,3%). Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando a taxa foi de 4,0%, o quadro foi de alta (0,3 ponto percentual).

O contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) foi de 105,2 milhões de pessoas. Este grupo permaneceu estável na comparação com o trimestre anterior e cresceu 0,7% (acréscimo de 778 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017.

O contingente de pessoas ocupadas foi de aproximadamente 93,0 milhões. Essa estimativa aumentou 0,4% (mais 381 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve alta de 1,0% (adicional de 894 mil pessoas).

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 54,5% e ficou estável em ambas as comparações.

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exclusive trabalhadores domésticos), foi de 33,0 milhões de pessoas, estável frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, também houve estabilidade.

A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (11,5 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve alta de 3,8% (mais 427 mil pessoas).

Os trabalhadores por conta própria (23,8 milhões de pessoas) cresceram 1,5% na comparação com o trimestre anterior (mais 352 mil pessoas). Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 2,8% (adicional de 650 mil pessoas).

A categoria dos empregadores (4,5 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2017. A categoria dos trabalhadores domésticos (6,3 milhões de pessoas) também ficou estável no confronto com o trimestre anterior e frente ao mesmo período de 2017.

Os empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares) foram 11,6 milhões de pessoas, estáveis frente ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2017.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi de R$ 2.254, estável frente ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2017.

Rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos - 2012/2018 (R$)

#praCegoVer Rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos

Retrospectiva 2012-2018:

Em 2018, a força de trabalho no Brasil (104,7 milhões de pessoas) cresceu 0,8% (mais 816 mil pessoas) em relação a 2017. Enquanto ocupação expandiu (+1,2 milhão) e a desocupação reduziu 398 mil. Frente a 2012, a força de trabalho do País cresceu 8,4%, o que representou aumento de 8,1 milhões de pessoas.

A população ocupada (91,9 milhões) registrou expansão de 1,3% (mais 1,2 milhões) em relação a 2017 (90,6 milhões). Em relação a 2014, quando a população ocupada foi estimada 92,1 milhões, a redução foi de 252 mil pessoas.

De 2014 a 2018, a população desocupada passou de 6,7 para 12,8 milhões (aumentou em 6,1 milhões), ou seja, quase dobrou (90,3%). Foi em 2014 que o mercado de trabalho brasileiro registrou os menores níveis de desocupação desde o início da série da pesquisa (2012). No confronto de 2018 com o ano anterior, verificou-se redução de 398 mil (-3,0%) nesta estimativa. A redução em 2018 interrompeu a trajetória de crescimento anual que ocorria na população desocupada desde 2015.

Em consequência do aumento no contingente de ocupados e a queda na desocupação, a taxa de desocupação passou de 12,7% em 2017, para 12,3% em 2018, representando, portanto, a reversão da tendência de crescimento existente desde 2015.

Após o menor patamar em 2017 (53,9%), o nível da ocupação voltou a crescer em 2018 (54,1%). Contudo, ainda permaneceu distante da taxa de 2014, quando atingiu 56,9%.

Subutilização da Força de Trabalho

Apesar da redução na população desocupada, o contingente de pessoas subutilizadas na força de trabalho no Brasil aumentou 3,4% em relação a 2017, com 27,4 milhões de pessoas em 2018, a maior taxa de subutilização (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial  em relação a força de trabalho ampliada) da série (24,4%). A menor taxa da série ocorreu 2014 (15,1%).

O crescimento da subutilização foi influenciado pela expansão da população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas, que passou de 6,0 milhões em 2017 para 6,6 milhões em 2018. Frente a 2014, o grupo dos subocupados apresentou expansão de 2,1 milhões de pessoas (45,7%) e dos desocupados cerca de 6,1 milhões de pessoas (90,3%).

O contingente de pessoas desalentadas foi estimado em aproximadamente 4,7 milhões em 2018, maior valor da série. Em relação a 2017, o crescimento foi de 13,4%. A menor estimativa para essa população ocorreu em 2014 (1,5 milhão de pessoas). Dessa forma, em 4 anos, o contingente de desalentados no Brasil aumentou em 3,2 milhões de pessoas.

Formas de inserção no mercado de trabalho

Em 2012, havia no Brasil 34,3 milhões de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada; em 2014 este contingente atingiu o patamar mais alto da série (36,6 milhões). Quatro anos depois, 3,7 milhões de trabalhadores deixam de ter a carteira de trabalho assinada e o Brasil passa ter 32,9 milhões de trabalhadores nesta categoria.

Logo no início da implantação da PNAD Contínua foi notado um movimento de queda dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado, algo observado até 2015, quando houve reversão da tendência. O ano de 2018 foi encerrado com 11,2 milhões de empregados sem carteira de trabalho, o maior contingente da série.

Em 2012, havia 6,1 milhões empregados domésticos, grupo que teve seu menor contingente em 2014 (6,0 milhões). Em 2018, esta categoria alcançou 6,2 milhões, ou seja, em quatro anos entraram nesta forma de inserção do mercado cerca de 269 mil pessoas.

O número de empregadores atingiu 4,4 milhões em 2018. A comparação com 2012 apontou um crescimento de 24,4%, ou seja, acréscimo de 867 mil pessoas. É importante registrar que esse aumento se deu, principalmente, na faixa dos pequenos empregadores envolvidos em atividades voltadas para a informalidade.

O trabalho por conta própria que envolvia, em 2012, 22,8% dos trabalhadores (20,4 milhões), passou a totalizar 23,3 milhões em 2018, correspondendo, portanto, a 25,4% dos ocupados. O acréscimo da participação desta categoria se deu em função do aumento de 2,9 milhões de trabalhadores por conta própria em relação a 2012. Destaca-se ainda que, em relação a 2014, foi observado um crescimento de 2,0 milhões nesta forma de inserção.

Grupamentos de atividade

A Construção foi o grupamento que mais perdeu trabalhadores levando em conta a transição de 2017 (6,8 milhões) para 2018 (6,7 milhões), com redução de 2,4%. Em sete anos este grupamento perdeu 798 mil trabalhadores.

Na Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, em 2018, havia 8,5 milhões de trabalhadores, contingente praticamente estável frente ao registrado no ano anterior (8,6 milhões). Em relação a 2012, quando esse grupamento alcançava 10,3 milhões de pessoas, a queda foi de 17,4% (menos 1,8 milhão de pessoas).

A Indústria geral fechou o ano de 2018 com 11,8 milhões de trabalhadores. Em sete anos, sofreu redução em seu contingente de 1,3 milhão.  Em relação a 2014, quando havia neste grupamento cerca de 13,2 milhões de trabalhadores, a queda foi ainda maior: 1,4 milhão.

No Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas havia, em 2018, 17,5 milhões de trabalhadores. Este é um dos poucos grupos que têm mantido certa estabilidade no número de trabalhadores, principalmente em função da maior adequação à informalidade.

Estavam no grupamento de Transporte, armazenagem e correio, em 2018, cerca de 4,7 milhões de trabalhadores. Este grupo tem apresentado altas em seu contingente nos últimos anos que podem estar associadas ao crescimento do número de “motoristas de aplicativo”.

No grupamento do Alojamento e alimentação estavam inseridos, em 2018, cerca de 5,3 milhões de trabalhadores. Foi um dos poucos grupamentos a ter avanço expressivo nos últimos 7 anos: cerca de 1,5 milhão de pessoas (alta de 38,2%). Em relação a 2014, o crescimento foi de 1,1 milhão, ou seja, 25,6%. Esta variação está associada, principalmente, à área de serviços de alimentação, sobretudo no que se refere ao trabalho ambulante.

O grupamento da Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que recuou em 2016, voltou a crescer em 2017 e, em 2018, atingiu 10,1 milhões de trabalhadores, mas ainda abaixo de 2014 (10,3 milhões).

Na Administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e serviços sociais, havia 16,1 milhões de trabalhadores em 2018, apontando crescimento de cerca de 1,6 milhão em relação a 2012 (10,8%) e 970 mil em relação a 2014.

Nos Outros serviços, em 2018, havia cerca de 4,8 milhões de trabalhadores, 25,7% a mais que em 2012, e 15,2% acima de 2014. A tendência de alta neste grupamento se justifica, principalmente, por sua forte aderência a postos de trabalho voltados para informalidade. 

Rendimento

O Rendimento médio real de todos os trabalhos habitualmente recebido pelas pessoas com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2.243, apresentando estabilidade em relação a estimativa de 2017 (R$ 2.230). Na comparação com 2012, foi registrado aumento de 5,1%. Entretanto, em relação a 2014 o quadro foi de estabilidade.

A Massa de rendimento médio real de todos os trabalhos habitualmente recebido pelas pessoas com rendimento de trabalho, foi estimada em R$ 200.954 bilhões, ficando praticamente estável em relação a 2017. Na comparação com 2012, foi registrado avanço de 9,0%. Entretanto, em relação a 2014, o quadro foi de estabilidade.