14/12/2018 | Última Atualização: 14/12/2018 09:00:00

Em outubro, setor de serviços varia 0,1% frente a setembro

Em outubro, o setor de serviços teve variação positiva de 0,1% frente ao mês anterior (série com ajuste sazonal). Em relação a outubro de 2017 (série sem ajuste sazonal), os serviços cresceram 1,5%. O acumulado no ano ficou em -0,2%. O acumulado em 12 meses mostrou o mesmo percentual (-0,2%), a quadragésima primeira taxa negativa seguida nessa comparação.

Indicadores da Pesquisa Mensal de Serviços
Brasil - Outubro de 2018
Período Variação (%)
Volume Receita Nominal
Outubro 18 / Setembro 18* 0,1 0,0
Outubro 18 / Outubro 17 1,5 4,2
Acumulado Janeiro-Outubro -0,2 2,5
Acumulado nos Últimos 12 Meses -0,2 2,9
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*série com ajuste sazonal

A variação de 0,1% de setembro para outubro foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas, com destaque para o ramo de outros serviços, que, ao avançar 5,5% nesse mês, recuperou-se da perda de 3,9% verificada em setembro e alcançou a taxa mais intensa desde maio de 2017 (8,5%). O outro resultado positivo veio de serviços de informação e comunicação (0,5%), que ao registrar a segunda taxa positiva seguida, acumulou um ganho de 1,1% nesse período.

Por outro lado, serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%) exerceram a influência negativa mais significativa do mês, cujo recuo de 2,9% no período setembro-outubro eliminou o avanço registrado em agosto (2,7%). Também mostraram taxas negativas em outubro: serviços prestados às famílias (-1,0%), cujo resultado devolveu parte do crescimento de 1,4% verificado em setembro; e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%), que registrou a segunda taxa negativa seguida, acumulando nesse período perda de 1,9%, recuo, porém, não suficiente para eliminar todo o crescimento de agosto (2,7%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral dos serviços variou 0,4% no trimestre encerrado em outubro de 2018 frente ao mês anterior, após recuar 0,3% no trimestre terminado em setembro. Entre os setores, o ramo de outros serviços (0,8%) teve a expansão mais intensa desse mês após recuar 2,0% em setembro. Os demais resultados positivos vieram de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio e de serviços de informação e comunicação, ambos assinalando variação positiva em outubro (0,2%). Por outro lado, serviços prestados às famílias (-0,1%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) registraram as variações negativas nessa comparação, com ambos interrompendo trajetórias ascendentes, iniciadas, respectivamente, em junho e julho de 2018.

Em relação a outubro de 2017, o setor de serviços cresceu 1,5%, com avanço em quatro das cinco atividades e em 48,8% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre as atividades, exerceram as principais contribuições positivas sobre o índice global: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,3%) – impulsionados, sobretudo, pelo aumento na receita oriunda de transporte rodoviário de carga, transporte aéreo de passageiros e operação de aeroportos – e os serviços de informação e comunicação (1,5%), influenciados principalmente pelo crescimento da receita nas áreas de consultoria em tecnologia da informação, portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet, tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e hospedagem na Internet e telecomunicações.

Pesquisa Mensal de Serviços
Indicadores do Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação
Outubro 2018 - Variação (%)
Atividades de Divulgação Mês/Mês anterior (1) Mensal (2) Acumulado no ano (3) Últimos 12 meses (4)
AGO SET OUT AGO SET OUT JAN-AGO JAN-SET JAN-OUT Até AGO Até SET Até OUT
Volume de Serviços - Brasil 1,4 -0,3 0,1 1,7 0,5 1,5 -0,5 -0,4 -0,2 -0,6 -0,3 -0,2
1. Serviços prestados às famílias -0,7 1,4 -1,0 4,9 0,5 2,0 -0,9 -0,8 -0,5 -0,4 -0,7 -0,6
1.1 Serviços de alojamento e alimentação -0,9 1,3 -1,0 6,2 1,1 2,2 -0,1 0,0 0,2 0,3 0,0 0,1
1.2 Outros serviços prestados às famílias 1,1 1,8 -0,9 -1,5 -3,0 1,1 -5,1 -4,9 -4,3 -4,5 -4,6 -4,5
2. Serviços de informação e comunicação -0,5 0,5 0,5 -1,1 2,4 1,5 -1,6 -1,2 -0,9 -1,6 -0,9 -0,6
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) 0,2 0,3 1,3 -0,7 3,3 4,0 -1,5 -1,0 -0,5 -1,4 -0,7 -0,2
2.1.1 Telecomunicações -0,2 -0,3 0,2 -1,1 -0,7 1,6 -3,7 -3,4 -2,9 -3,6 -3,2 -2,6
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação -0,2 1,4 4,0 0,2 12,2 9,4 3,6 4,6 5,1 2,3 4,2 4,3
2.2 Serviços audiovisuais -1,4 2,9 -8,8 -3,9 -3,0 -14,0 -2,7 -2,7 -3,9 -2,4 -2,2 -3,1
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares 2,7 -1,0 -1,9 0,5 -2,1 -0,2 -1,9 -1,9 -1,7 -3,2 -2,8 -2,3
3.1 Serviços tecnico-profissionais 2,8 1,7 -3,0 1,8 -2,4 -1,8 0,7 0,3 0,1 -2,0 -1,6 -1,4
3.2 Serviços administrativos e complementares 2,9 -2,0 -0,2 0,1 -2,0 0,3 -2,7 -2,6 -2,3 -3,2 -3,0 -2,5
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio 2,7 -1,7 -0,2 4,4 1,2 2,3 1,3 1,3 1,4 2,8 2,6 2,1
4.1 Transporte terrestre 0,5 -2,3 -0,4 6,5 0,1 2,9 2,6 2,3 2,4 3,7 3,4 2,9
4.2 Transporte aquaviário 9,4 0,1 0,2 -1,4 0,0 -0,1 -1,4 -1,2 -1,1 7,7 5,2 2,6
4.3 Transporte aéreo 23,2 -1,7 -2,1 12,3 20,1 16,0 1,2 3,1 4,3 -8,2 -4,3 -0,7
4.4 Armazenagem, serviços axiliares aos transportes e correio 2,7 0,3 -1,4 0,1 -1,6 -1,7 -0,3 -0,4 -0,6 3,2 2,4 1,2
5. Outros serviços 1,0 -3,9 5,5 1,2 -4,1 2,5 2,3 1,5 1,6 -0,9 -0,8 -0,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
(1) Base: mês imediatamente anterior - com ajuste sazonal
(2) Base: igual mês do ano anterior
(3) Base: igual período do ano anterior
(4) Base: 12 meses anteriores           

Os demais resultados positivos vieram dos serviços prestados às famílias (2,0%) e de outros serviços (2,5%), explicados, principalmente pelos incrementos de receita vindos das empresas do ramo de hotéis e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; no primeiro setor; e de administração de bolsas e mercados de balcão e de atividades de administração de fundos por contrato ou comissão, no último.

Em contrapartida, a única influência negativa do mês ficou com o ramo de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2%), pressionado, em grande medida, pela queda na receita das atividades de cobranças e informações cadastrais, de transportes de valores, de serviços de engenharia, de assessoria e consultoria técnica em áreas profissionais e de atividades de vigilância e segurança privada.

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços apresentou variação negativa de 0,2%, com recuo em três das cinco atividades de divulgação e em 56,6% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,7%) e os de informação e comunicação (-0,9%) exerceram os principais impactos negativos sobre o índice global.

Em contrapartida, as contribuições positivas ainda no acumulado no ano ficaram com os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,4%) e de outros serviços (1,6%).

Entre as 27 UFs, 11 tiveram alta frente a setembro

Entre setembro e outubro (com ajuste sazonal), 11 das 27 unidades da federação tiveram expansão, acompanhando a variação de 0,1% no país. A estabilidade assinalada por São Paulo (0,0%) e Rio de Janeiro (0,0%) foram determinantes para a formação do índice nacional, já que representam, em conjunto, cerca de 57% do total do volume de serviços. Entre os locais que tiveram taxas positivas destaques para o Paraná (2,4%) e Rio Grande do Sul (1,7%). Já a Bahia (-2,8%) registrou a principal influência negativa.

Em relação a outubro de 2017 a expansão do volume de serviços no país (1,5%) foi acompanhada por 15 das 27 unidades da federação. A principal influência positiva ficou com São Paulo (4,4%), com avanço nas cinco atividades investigadas, com destaque para serviços de informação e comunicação (8,2%), seguido por serviços profissionais, administrativos e complementares (1,9%) e outros serviços (7,2%). 

A influência negativa mais relevante veio do Rio de Janeiro (-5,4%), com recuo em três dos cinco setores pesquisados, com destaque para as perdas observadas em serviços de informação e comunicação (-15,9%).

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, houve queda em 22 das 27 unidades da federação. Os principais impactos negativos em termos regionais ocorreram no Rio de Janeiro (-2,2%), Ceará (-7,7%), Bahia (-3,4%) e Paraná (-1,9%). Por outro lado, São Paulo (1,7%) registrou a contribuição positiva mais relevante sobre índice nacional.

Atividades turísticas variam -0,9% frente a setembro

O índice de atividades turísticas variou -0,9% entre setembro e outubro, segunda taxa negativa seguida neste tipo de confronto, período em que acumulou perda de 1,2%. Nove das 12 unidades da federação investigadas acompanharam essa queda, com destaque para São Paulo (-1,1%) e Rio Grande do Sul (-3,8%). Em sentido contrário, a contribuição positiva mais relevante veio do Rio de Janeiro (1,6%).

Em relação a outubro de 2017, o volume de atividades turísticas no país cresceu 5,4%, impulsionado, principalmente, pelo aumento de receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, de hotéis, de locação de automóveis e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Em sentido oposto, o segmento de restaurantes exerceu a influência negativa mais significativa sobre os serviços turísticos.

Nove das 12 unidades da federação onde as atividades turísticas são investigadas mostraram avanço, com destaque para São Paulo (10,5%), que emplaca a sua oitava taxa positiva seguida. Outras contribuições positivas relevantes vieram do Ceará (16,4%) e de Pernambuco (4,7%). Em contrapartida, os únicos impactos negativos vieram do Paraná (-6,4%) e do Rio Grande do Sul (-3,1%). Enquanto o Rio de Janeiro (0,0%) ficou estável.

No acumulado no ano, o agregado especial de atividades turísticas cresceu 1,8% frente a igual período de 2017, impulsionado, sobretudo pelo ramo de hotéis, de transporte aéreo de passageiros e de locação de automóveis. Em sentido oposto, o principal impacto negativo permanece com o segmento de restaurantes. Oito dos 12 locais investigados também registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (4,8%), seguido por Pernambuco (5,3%), Santa Catarina (4,6%) e Minas Gerais (1,9%). Por outro lado, Rio de Janeiro (-4,2%) e Paraná (-5,2%) assinalaram as principais influências negativas.