Abate de suínos sobe 6,8% frente ao 2º trimestre e é recorde

12/12/2018 09h00 | Atualizado em 12/12/2018 09h15

No 3º trimestre de 2018, o abate de suínos cresceu 6,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 4,7% na comparação com o mesmo período de 2017. Esse foi um recorde na série histórica iniciada em 1997. O abate de bovinos subiu 3,7% em relação ao 3º trimestre de 2017 e 7,1% frente ao trimestre imediatamente anterior, que havia sido afetado pela greve dos caminhoneiros. Já o abate de frangos caiu 3,8% na comparação com o mesmo período de 2017, mas subiu 3,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A aquisição de leite aumentou 14,3% em relação ao 2º trimestre, mas caiu 0,3% frente ao mesmo período de 2017.

A aquisição de couro subiu 9,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 4,3% face ao 3º trimestre de 2017. A produção de ovos de galinha foi a maior registrada na série histórica da pesquisa. A publicação completa das Pesquisas Trimestrais da Pecuária está à direita desta página.

Abate de suínos tem recordes em julho e agosto

No 3º trimestre de 2018, foram abatidas 11,56 milhões de cabeças de suínos, aumento de 4,7% na comparação com o mesmo período de 2017 e de 6,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Esse foi um recorde na série histórica iniciada em 1997.

A análise mensal do período mostra que no 3º trimestre de 2018 houve recorde para os meses de julho e agosto, onde ambos volumes de abate registraram números um pouco acima dos 4,0 milhões de cabeças abatidas. Tradicionalmente, os meses mais frios favorecem o consumo da carne suína e, além disso, suas exportações também aumentaram.

O abate de 523,49 mil cabeças de suínos a mais no 3º trimestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017, foi impulsionado por aumentos em 17 das 26 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Entre os Estados com participação acima de 1%, houve aumentos em: Santa Catarina (+137,25 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+86,07 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+78,44 mil cabeças), Goiás (+57,97 mil cabeças), São Paulo (+56,38 mil cabeças), Paraná (+54,64 mil cabeças), Mato Grosso (+31,75 mil cabeças) e Minas Gerais (+20,57 mil cabeças). Santa Catarina segue liderando o abate de suínos, com 26,8% do total nacional, seguida pelo Paraná (20,9%) e o Rio Grande do Sul (18,3%).

Abate de bovinos sobe 7,1% após greve dos caminhoneiros

No 3º trimestre de 2018, foram abatidas 8,28 milhões de cabeças de bovinos, quantidade 3,7% maior que a do 3° trimestre de 2017 e 7,1% acima da registrada no trimestre imediatamente anterior, afetado pela greve dos caminhoneiros.

O abate de 292,63 mil cabeças de bovinos a mais no 3º trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 19 das 27 Unidades da Federação (UFs). Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram aumentos em: Mato Grosso (+100,24 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+71,93 mil cabeças), Tocantins (+52,33 mil cabeças), Rondônia (+52,19 mil cabeças), Paraná (+43,98 mil cabeças), Bahia (+29,43 mil cabeças), Santa Catarina (+12,08 mil cabeças), Goiás (+7,9 mil cabeças), Pará (+3,76 mil cabeças), São Paulo (+1,29 mil cabeças), Acre (+ 1,13 mil cabeças) e Maranhão (+0,84 mil cabeças).

Em contrapartida, as maiores reduções ocorreram em: Mato Grosso do Sul (- 77,80 mil cabeças) e Minas Gerais (-14,47 mil cabeças). Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,2% da participação nacional, seguido por Goiás (10,3%), e Mato Grosso do Sul (9,7%).

Abate de Animais, Aquisição de Leite, Aquisição de Couro Cru e Produção de Ovos de Galinha - Brasil - 3º Trimestre de 2018       
 Abate de Animais, Aquisição de Leite, Aquisição de Couro Cru e Produção de Ovos de Galinha 2017 2018 2018 Variação (%)
3º Trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 3 / 1 3 / 2 
1 2 3
Número de animais abatidos (mil cabeças)
      
BOVINOS   7 986   7 729   8 279 3,7 7,1
    Bois   4 536   3 970   4 661 2,8 17,4
    Vacas   2 396   2 556   2 386 -0,4 -6,7
    Novilhos    404    335    414 2,5 23,3
    Novilhas    651    867    819 25,9 -5,5
      
SUÍNOS   11 036   10 824   11 559 4,7 6,8
      
FRANGOS  1 482 651  1 376 796  1 426 424 -3,8 3,6
      
Peso das carcaças (toneladas)
      
BOVINOS  2 019 808  1 898 507  2 106 195 4,3 10,9
    Bois  1 298 367  1 121 309  1 348 574 3,9 20,3
    Vacas   493 032   525 135   492 020 -0,2 -6,3
    Novilhos   100 845   80 967   102 552 1,7 26,7
    Novilhas   127 565   171 095   163 049 27,8 -4,7
      
SUÍNOS   987 822   974 306  1 036 975 5,0 6,4
      
FRANGOS  3 458 255  3 334 120  3 378 889 -2,3 1,3
      
Leite (mil litros)
      
Adquirido  6 279 291  5 478 222  6 260 378 -0,3 14,3
Industrializado  6 268 411  5 466 810  6 251 035 -0,3 14,3
      
Couro (mil unidades)
      
Adquirido (cru)   8 742   8 310   9 115 4,3 9,7
Curtido   8 666   8 244   9 056 4,5 9,9
      
Ovos (mil dúzias)
      
Produção    843 908   876 267   919 473 9,0 4,9
      
FONTE: IBGE - Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária - Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, Pesquisa Trimestral do Leite, Pesquisa Trimestral do Couro e Pesquisa da Produção de Ovos de Galinha. 
Nota: Os dados relativos ao ano de 2018 são preliminares.    

Em agosto, abate de frangos chega ao segundo maior resultado mensal do ano

No 3º trimestre de 2018, foram abatidas 1,43 bilhão de cabeças de frangos, um resultado 3,8% menor do que o obtido no mesmo período de 2017, porém apresentando aumento de 3,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Comparando-se os nove primeiros meses do ano, agosto teve o segundo maior volume de cabeças abatidas, atrás apenas de janeiro.

O abate de 56,23 milhões de cabeças de frangos a menos no 3º trimestre de 2018, em relação a igual período do ano anterior, foi determinado por reduções no abate em 11 das 24 Unidades da Federação que participaram da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram quedas em: Santa Catarina (-36,27 milhões de cabeças), Paraná (-20,26 milhões de cabeças), São Paulo (-6,97 milhões de cabeças), Rio Grande do Sul (-6,41 milhões de cabeças), Minas Gerais (-3,49 milhões de cabeças), Mato Grosso do Sul (-3,40 milhões de cabeças) e Bahia (-523,65 mil cabeças).

Em contrapartida, ocorreram aumentos em: Mato Grosso (+12,19 milhões de cabeças), Goiás (+7,94 milhões de cabeças), Distrito Federal (+1,87 milhão de cabeças) e Pará (+1,50 milhão de cabeças).

O Paraná continua liderando o abate de frangos, com 31,7% da participação nacional, seguido por Rio Grande Sul (15,0%) e Santa Catarina (13,0%).

Produção de ovos de galinha é a maior da série histórica

Foram produzidas 919,47 milhões de dúzias de ovos de galinha no 3º trimestre de 2018, o que equivale a um aumento de 4,9% em relação à produção do trimestre imediatamente anterior e 9,0% acima do apurado no 3º trimestre de 2017. A produção resultante do 3º trimestre de 2018 foi a maior registrada na pesquisa – tanto para um terceiro trimestre quanto para a série histórica.

A produção de 75,57 milhões de dúzias de ovos a mais, em nível nacional, em relação ao terceiro trimestre de 2017, foi impulsionada por aumentos em 23 das 26 UFs com granjas enquadradas no universo da pesquisa. Nesta comparação, os maiores aumentos quantitativos ocorreram em São Paulo (+24,74 milhões de dúzias) e no Espírito Santo (+14,28 milhões de dúzias).

O estado de São Paulo continua sendo o maior produtor de ovos, com 29,7% da produção nacional, seguido pelo Espírito Santo (9,6%), Minas Gerais (9,0%) e Paraná (8,5%).

Aquisição de leite aumenta 14,3% em relação ao 2º trimestre

No 3º trimestre de 2018, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) foi de 6,26 bilhões de litros, representando uma queda de 0,3% em relação à quantidade adquirida no 3º trimestre de 2017. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o volume foi 14,3% maior.

No comparativo do 3º trimestre de 2018 com o mesmo período em 2017, a redução de 18,91 milhões de litros de leite adquirido pelos laticínios foi influenciada por quedas em 11 das 26 UFs participantes da Pesquisa.

A retração foi observada em todas as regiões do país, e as mais relevantes ocorreram em Santa Catarina (-50,07 milhões de litros) e Rio Grande do Sul (-28,81 milhões de litros), seguidos por Rio de Janeiro (-17,29 milhões de litros), Minas Gerais (-14,78 milhões de litros) e São Paulo (-14,51 milhões de litros).

Por outro lado, Goiás e Paraná apresentaram aumentos expressivos de 56,78 milhões de litros e 31,19 milhões de litros, respectivamente.

Minas Gerais permaneceu na liderança do ranking nacional de aquisição de leite, com 23,6% do total nacional, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,8%) e Paraná (13,1%)

Aquisição de couro sobe 9,7% em relação ao 2º trimestre

No 3º trimestre de 2018, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro declararam ter recebido 9,11 milhões de peças inteiras de couro cru de bovinos. Esse total, representa um acréscimo de 9,7% em relação ao adquirido no trimestre imediatamente anterior e de 4,3% frente ao 3° trimestre de 2017.

O comparativo entre os 3° trimestres de 2017 e 2018 indicam uma variação positiva de 401,52 mil peças no total adquirido pelos estabelecimentos. Os destaques positivos em números absolutos ficaram com Tocantins (+179,10 mil peças), Rondônia (+177,68 mil peças), Mato Grosso do Sul (+118,46 mil peças), Maranhão (+86,48 mil peças), Rio Grande do Sul (+69,70 mil peças), Pará (+48,59 mil peças) e Paraná (+48,03 mil peças).

As maiores reduções absolutas ocorreram na Bahia (-136,26 mil peças), São Paulo (-136,15 mil peças), Espírito Santo (-69,21 mil peças), Minas Gerais (-32,97 mil peças) e Mato Grosso (-17,78 mil peças).

Apesar da redução, Mato Grosso continua a liderar a relação de Unidades da Federação que recebem peças de couro cru para processamento, com 17,4% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (12,6%) e São Paulo (11,4%).